4/19/2025


 

 ESTIRÃO DE SAUDADE


Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescador. 

Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas. 

Nas ruas da cidade,  contempla a fé. 

O ribeirinho vence os inúmeros estirões de rio, que está em seu caminho navega para chegar ao seu destino. 

Os sinos da igreja alertam, para novos tempos. 

A esperança de caminha juntos num tom poético de libertação. 

As plantações de açaí a beira do do rio, a mata da várzea com seus buritizeiros e a  grandeza do rio, seu povo simples. 

Acolhedor e amigo, as áreas alagadas pela água escura. 

Os açaizeiros são fonte inesgotável de renda, manejado se transforma em um garimpo esperança.  

A pele reflete o esforço do tirador de açaí, a naturalidade e a destreza que o ribeirinho executa seu serviço retira o cacho do açaí com folhas do açaizeiro faz sua peçonha em cesta de cipó, garante a renda e alimentação das famílias. 

Onde os rios possuem um papel fundamental na vida dos ribeirinhos, é através dos rios que são estabelecida das ligações entre localidades.


AUTOR: GILVANDRO TORRES- 2023
MEMBRO DA ACADEMIA MARAJOARA DE LETRAS-AML

 O VELHO TRAPICHE

Encantador és tu Marajó, a vida passa devagar, nesta correnteza, com seu tempo tão particular no olhar do barqueiro, cresce e vendo, seus portos imaginários atraca os barcos, com todos os sonhos no porão.

Destas pequenas embarcações, calafetadas de zarcão, os trapiches de madeira, à beira do rio com olhar ribeirinho.

Atravessam nas noites de ventos, as redes balançando no convés e a proa desbravando essas águas inquietas do verão amazônico.

Deste trapiche, somente a despedida, aqueles que viajam, por esse rio de saudade, tão natural quanto o tempo que passa e nunca para.

No trapiche rios que se transformam em rua, um vai e vem de embarcações, cada imagem vira poesia, no cotidiano ribeirinho das ilhas.

As pessoas chegando bem cedinho e os barcos cruzando o rio tão vagaroso, sem pressa, as águas vão cortando sua frente e nem fazem maresias neste imenso rio de sonhos e esperança.

Olhando este rio de saudade, vem uma lágrima em meu olhar, sem palavras, uma perda que não sei explicar, nem consigo falar, sua ausência tão grande. 

O barco vai atravessar as veias dos seus rios e igarapés, enfrentando os impiedosos invernos desta imensa Amazônia.

Que me permite pensar na Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescadores artesanais.

Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.

Nas ruas da cidade, contempla-se ouro dos ribeirinho, os açaizais que vencem os inúmeros estirões de rio, que estão em seu caminho, navegando para chegar ao seu destino, onde mora a esperança de cada dia.


















AUTOR: GILVANDRO TORRES-2023
MEMBRO DA ACADEMIA MARAJOARA DE LETRAS-AML