2/18/2026

 

UM POUCO SOBRE GURUPÁ-GILVANDRO TORRES 


O chamado patrão fez parte da história do município de Gurupá desde o sistema de aviamento até o sistema de votos em que os fregueses eram obrigados a votar no candidato do “patrão”. 

Algumas famílias se diziam donas de grandes faixas de terra, exigindo que fossem os únicos compradores da produção dos posseiros que ocupavam sua propriedade. Nessa época como era preciso provocar uma mudança tanto social quanto política. 

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Gurupá começam a conscientizar o povo na questão de seus direitos. 

O patrão cobrava ainda desses moradores 5% de "taxa de uso do solo". 

Esse modelo se perpetuou por décadas, até que um levantamento fundiário feito com apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais mostrou que a maioria das escrituras desses latifundiários não tinha validade, havia extensão de terra declarada em escrituras no cartório quase duas vezes maior do que o tamanho do município, sendo que estes documentos não teriam validade. 

Aspectos relevantes para compreensão e promoção da cultura gurupaense O acampamento de 1996 é considerado um marco histórico do STTR- Gurupá e do movimento social de Gurupá, os companheiros de chapa, tiveram grande importância de cada um no processo sindical de organização sindical e os preparativos da luta sindical, onde era uma necessidade tomar o sindicato e ser verdadeiramente representado pelos trabalhadores rurais. 

Na década de 1980 a FASE, apoiou o movimento sindical na conquista do sindicato rural, além de ajudar a programar alguns projetos, como o projeto Bem Te Vi que apoiava os agricultores e pescadores. Esse apoio foi essencial para o meio rural. 

As terras de Gurupá pertenciam a cerca de 10 grandes proprietários, isso aconteceu pelo colapso da época da borracha na região com seu processo de aviamento e algumas famílias não conseguindo saldar as dívidas junto ao patrão e entregavam as estradas de borracha como forma de pagamento e com o tempo essas famílias acumularam muitas posses de terras passando a ser latifundiários.

 A madeireira multinacional norte americana BRUMASA  S.A que havia comprado em 1966 uma grande área de terras no município de forma duvidosa. Os rastros da exploração ilegal no município de Gurupá causaram destruição nos seringais na ilha grande de Gurupá.

 A consequência foi avassaladora dos latifundiários onde os posseiros extraiam madeira e palmito sem consciência ambiental. 

O povo ribeirinho tomou conhecimento dos seus direitos ao se organizarem e perceberem que a mata em pé dá mais lucro do que derrubada, e os trabalhadores rurais procuraram caminhos para melhores condições econômicas no campo da agricultura, do extrativismo e na capacitação de trabalhadores para atuarem contra a exploração capitalista e na defesa dos recursos naturais. mento inédito na economia local.

autor GILVANDRO TORRES

GILVANDRO TORRES, Atua como assessor leigo na Paróquia Santo Antônio de Gurupá, com ênfase em CEBs, catequese e pastoral, influenciado pela espiritualidade redentorista. Seu ativismo aborda desigualdades amazônicas


 

GILVANDRO TORRES, Autor de "Gurupá: uma conquista pelo povo" (Editora Paka-Tatu, 2019), que resgata história local com foco em quilombos, indígenas e movimentos sociais. Membro fundador da Academia Marajoara de Letras (2024) e Cidadão Honorário de Gurupá (Lei Municipal nº 1.279/2023), mantém o blog Projeto Virtual Cultural de Gurupá, com crônicas, poesias e reflexões sobre o Marajó. Recebeu o Diploma de Honra ao Mérito do SINTEPP Gurupá (2017).


 

Análise de conjuntura sobre a VENEZUELA A ação envolveu bombardeios aéreos e incursões terrestres em áreas estratégicas como Caracas, Miranda, La Guaira e Aragua, visando alvos militares e sistemas de energia. Tropas especiais romperam a segurança presidencial, resultando em pelo menos 58 mortes confirmadas, incluindo militares cubanos e civis. Maduro foi levado para Nova York, onde enfrenta varias acusações . O Ex Presidente da Venezuela Maduro deixou um legado de 80% em pobreza, agora agravado por bloqueios petrolíferos que cortam 70% das receitas estatais. Nicolás Maduro liderou um regime amplamente descrito como autoritário e repressivo na Venezuela por mais de uma década, reprimiu protestos com prisões arbitrárias e leis que silenciavam dissidentes. ​Enquanto as eleições fraudadas profundou essa crise econômica, hiperinflação e sanções agravaram a miséria, levando milhões ao exílio e no contexto atual a sua captura em janeiro de 2026 pelos EUA encerrou esse ciclo. Nicolás Maduro liderou um regime amplamente classificado como ditatorial na Venezuela, marcado por autoritarismo extremo e violações sistemáticas de direitos humanos. Foi um trajetória Autoritária que assumindo o poder em 2013 como sucessor de Hugo Chávez, dissolveu o Parlamento oposicionista em 2017, uma Assembleia Constituinte leal e manipulou eleições em 2018, 2020 e 2024. Prisões políticas somaram cerca de 15 mil casos, com repressão violenta a protestos que causou centenas de mortes entre 2014 e 2019. A Venezuela, outrora a mais rica da América Latina graças ao petróleo, mergulhou na pobreza extrema sob comando do Governo de Maduro devido a políticas econômicas fracassadas, corrupção sistêmica e má gestão da Estatal PDVSA, enquanto a elite e apoiadores acumularam fortunas bilionárias. A Corrupção desviou centenas de bilhões de dólares da PDVSA via propinas, sobrepreços e controles militares de importações, enriquecendo generais, família e aliados de Maduro. A má gestão da PDVSA, estatal venezuelana de petróleo, foi central no empobrecimento nacional, destruindo a principal fonte de receita do país apesar de suas reservas gigantescas. Sem manutenção em poços e refinarias, a infraestrutura deteriorou, elevando custos operacionais e reduzindo exportações e Bilhões foram desviados via sobrepreços, propinas e contratos superfaturados, isso gerou rombo fiscal, hiperinflação e queda do PIB forçando importações caras de combustível. Com 95% das divisas do petróleo perdidas, o governo imprimiu dinheiro, disparando inflação a 65.000% em 2018 e elevando pobreza a 82% em 2023, enquanto elite ( aliados do governo) se enriquecia. Que acumularam bens luxuosos, financiados por receitas estatais desviadas, enquanto o povo enfrentava fome. A falta de gasolina e peças paralisou transporte público, enquanto escassez de divisas limitou importações de remédios e equipamentos médicos, elevando déficit nutricional de 3% para 35% e reduzindo capacidade hospitalar em 70%. Educação e assistência social também deterioraram, com PIB encolhendo 80% e migração por fome e falta de serviços básicos. A crise social é severa, com mais de 20 milhões de venezuelanos vivendo em situação de pobreza multidimensional. Estima-se que mais de 7,7 milhões de pessoas já fugiram do país em busca de melhores condições de vida até agosto de 2023. O que resultou na perca da capacidade de fornecer serviços básicos adequados, como saúde e alimentação, o que aprofundou o sofrimento da população. ​A pobreza extrema na Venezuela resultou principalmente de políticas econômicas fracassadas sob comando de Hugo Chávez e Maduro, corrupção, dependência excessiva do petróleo e repressão política que agravaram a atual crise humanitária. Pesquisa e Texto: GILVANDRO TORRES


 

 

FRANCISCO ALVES NOGUEIRA é uma figura central na história comunitária e religiosa de Gurupá, no Pará. Nascido em 15 de janeiro de 1943 no rio Mararu, ele se destacou como liderança católica e articulador político nas décadas de 1970 e 1980.  Casado com Maria Dinair Martins Diamantino, com quem teve seis filhos. Sua origem ribeirinha no rio Mararu reflete a realidade das comunidades amazônicas, marcadas por desafios sociais e ambientais. Ligado à Igreja Católica, Francisco incentivou as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na comunidade N. Sra. de Nazaré, no rio Mararu, e depois na N. Sra. de Fátima, em Gurupá. Ele atuava na catequese, celebrações da Palavra e reflexões sobre o Evangelho, promovendo organização popular e defesa de direitos sociais entre ribeirinhos. Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em Gurupá, junto a outras lideranças religiosas e comunitárias. O PT local surgiu de reuniões comunitárias e debates sobre justiça social, antes de estruturas partidárias formais, com ênfase na organização de trabalhadores ribeirinhos. Como articulador de base, fazendo a ponte entre fé católica, ação social e construção política local. Sua trajetória exemplifica o papel das CEBs na conscientização política e na luta por equidade nas comunidades amazônicas de Gurupá.











AUTOR: GILVANDRO TORRES

Gilvandro Torres é um educador popular, escritor e ativista social de Gurupá, Pará, Brasil, nascido em 14 de março de 1980 no rio Mararú. Ele se destaca pela preservação da história local, com ênfase em questões sociais, culturais e amazônicas.

Trajetória Profissional: Sua carreira inclui papéis como conselheiro tutelar, conselheiro municipal de educação e assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Pará. 

Ele trabalhou na Prefeitura municipal de Gurupá, como chefe de Recursos Humanos e secretário de gabinete, além de funções públicas em Belém e Altamira, recebendo honrarias como a Medalha de Honra ao Mérito do SINTEPP em 2017. 

Contribuições Culturais : É autor do livro "Gurupá: uma conquista pelo povo", que explora a história social do município, incluindo quilombos, indígenas e movimentos locais. Ele fundou projetos como o Virtual Cultural de Gurupá e Amazônia Gurupaense via blogs e redes sociais, e integra a Academia Marajoara de Letras, participando de podcasts e documentarios sobre o Marajó.


 

ALDINO FRÓES DA SILVA foi uma figura exemplar de liderança comunitária em Gurupá, Pará. Nascido em 23 de dezembro de 1939 no rio Mararu, ele casou-se com Maria de Nazaré Nogueira Alves e criou nove filhos — cinco homens e quatro mulheres — com ênfase nos valores da honestidade, apesar das grandes dificuldades. Na sua trajetória Sindical e Política o Sr. Aldino integrou o movimento sindical do STTR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais) de Gurupá em 1986, chegando a membro da diretoria. Ele foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no município em 1982, participando ativamente de reuniões partidárias e momentos decisivos no processo político local. Seu engajamento Social e Religioso sempre comprometido com o bem comum, Aldino destacou-se nos movimentos sociais, promovendo uma sociedade mais igualitária onde todos tivessem voz. Na Paróquia Santo Antônio de Gurupá, esteve presente nas semanas catequéticas históricas, análises de conjuntura, mutirões e fundações das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), além de reuniões de planejamento. Sua humildade e conselhos inspiraram lições de vida a muitos, consolidando-o como exemplo de ser humano participativo e dedicado à justiça social na região amazônica.

autor: GILVANDRO TORRES

A Campanha da Fraternidade 2026, com o tema "Fraternidade e Moradia" e lema "Ele veio morar entre nós" ( 1,14), tem como objetivo geral promover a moradia digna como direito fundamental e prioridade, fundamentado na Boa-Nova de Jesus e em espírito de conversão quaresmal.


 

GILVANDRO e o Docat