Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
2/18/2026
GILVANDRO TORRES, Autor de "Gurupá: uma conquista pelo povo" (Editora Paka-Tatu, 2019), que resgata história local com foco em quilombos, indígenas e movimentos sociais. Membro fundador da Academia Marajoara de Letras (2024) e Cidadão Honorário de Gurupá (Lei Municipal nº 1.279/2023), mantém o blog Projeto Virtual Cultural de Gurupá, com crônicas, poesias e reflexões sobre o Marajó. Recebeu o Diploma de Honra ao Mérito do SINTEPP Gurupá (2017).
Análise de conjuntura sobre a VENEZUELA A ação envolveu bombardeios aéreos e incursões terrestres em áreas estratégicas como Caracas, Miranda, La Guaira e Aragua, visando alvos militares e sistemas de energia. Tropas especiais romperam a segurança presidencial, resultando em pelo menos 58 mortes confirmadas, incluindo militares cubanos e civis. Maduro foi levado para Nova York, onde enfrenta varias acusações . O Ex Presidente da Venezuela Maduro deixou um legado de 80% em pobreza, agora agravado por bloqueios petrolíferos que cortam 70% das receitas estatais. Nicolás Maduro liderou um regime amplamente descrito como autoritário e repressivo na Venezuela por mais de uma década, reprimiu protestos com prisões arbitrárias e leis que silenciavam dissidentes. Enquanto as eleições fraudadas profundou essa crise econômica, hiperinflação e sanções agravaram a miséria, levando milhões ao exílio e no contexto atual a sua captura em janeiro de 2026 pelos EUA encerrou esse ciclo. Nicolás Maduro liderou um regime amplamente classificado como ditatorial na Venezuela, marcado por autoritarismo extremo e violações sistemáticas de direitos humanos. Foi um trajetória Autoritária que assumindo o poder em 2013 como sucessor de Hugo Chávez, dissolveu o Parlamento oposicionista em 2017, uma Assembleia Constituinte leal e manipulou eleições em 2018, 2020 e 2024. Prisões políticas somaram cerca de 15 mil casos, com repressão violenta a protestos que causou centenas de mortes entre 2014 e 2019. A Venezuela, outrora a mais rica da América Latina graças ao petróleo, mergulhou na pobreza extrema sob comando do Governo de Maduro devido a políticas econômicas fracassadas, corrupção sistêmica e má gestão da Estatal PDVSA, enquanto a elite e apoiadores acumularam fortunas bilionárias. A Corrupção desviou centenas de bilhões de dólares da PDVSA via propinas, sobrepreços e controles militares de importações, enriquecendo generais, família e aliados de Maduro. A má gestão da PDVSA, estatal venezuelana de petróleo, foi central no empobrecimento nacional, destruindo a principal fonte de receita do país apesar de suas reservas gigantescas. Sem manutenção em poços e refinarias, a infraestrutura deteriorou, elevando custos operacionais e reduzindo exportações e Bilhões foram desviados via sobrepreços, propinas e contratos superfaturados, isso gerou rombo fiscal, hiperinflação e queda do PIB forçando importações caras de combustível. Com 95% das divisas do petróleo perdidas, o governo imprimiu dinheiro, disparando inflação a 65.000% em 2018 e elevando pobreza a 82% em 2023, enquanto elite ( aliados do governo) se enriquecia. Que acumularam bens luxuosos, financiados por receitas estatais desviadas, enquanto o povo enfrentava fome. A falta de gasolina e peças paralisou transporte público, enquanto escassez de divisas limitou importações de remédios e equipamentos médicos, elevando déficit nutricional de 3% para 35% e reduzindo capacidade hospitalar em 70%. Educação e assistência social também deterioraram, com PIB encolhendo 80% e migração por fome e falta de serviços básicos. A crise social é severa, com mais de 20 milhões de venezuelanos vivendo em situação de pobreza multidimensional. Estima-se que mais de 7,7 milhões de pessoas já fugiram do país em busca de melhores condições de vida até agosto de 2023. O que resultou na perca da capacidade de fornecer serviços básicos adequados, como saúde e alimentação, o que aprofundou o sofrimento da população. A pobreza extrema na Venezuela resultou principalmente de políticas econômicas fracassadas sob comando de Hugo Chávez e Maduro, corrupção, dependência excessiva do petróleo e repressão política que agravaram a atual crise humanitária. Pesquisa e Texto: GILVANDRO TORRES
FRANCISCO ALVES NOGUEIRA é uma figura central na história
comunitária e religiosa de Gurupá, no Pará. Nascido em 15 de janeiro de 1943 no
rio Mararu, ele se destacou como liderança católica e articulador político nas
décadas de 1970 e 1980. Casado com Maria
Dinair Martins Diamantino, com quem teve seis filhos. Sua origem ribeirinha no
rio Mararu reflete a realidade das comunidades amazônicas, marcadas por
desafios sociais e ambientais. Ligado à Igreja Católica, Francisco incentivou
as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na comunidade N. Sra. de Nazaré, no rio
Mararu, e depois na N. Sra. de Fátima, em Gurupá. Ele atuava na catequese,
celebrações da Palavra e reflexões sobre o Evangelho, promovendo organização
popular e defesa de direitos sociais entre ribeirinhos. Participou da fundação
do Partido dos Trabalhadores (PT) em Gurupá, junto a outras lideranças
religiosas e comunitárias. O PT local surgiu de reuniões comunitárias e debates
sobre justiça social, antes de estruturas partidárias formais, com ênfase na
organização de trabalhadores ribeirinhos. Como articulador de base, fazendo a
ponte entre fé católica, ação social e construção política local. Sua
trajetória exemplifica o papel das CEBs na conscientização política e na luta
por equidade nas comunidades amazônicas de Gurupá.
AUTOR: GILVANDRO TORRES
Trajetória Profissional: Sua carreira inclui papéis como conselheiro tutelar, conselheiro municipal de educação e assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Pará.
Ele trabalhou na Prefeitura municipal de Gurupá, como chefe de Recursos Humanos e secretário de gabinete, além de funções públicas em Belém e Altamira, recebendo honrarias como a Medalha de Honra ao Mérito do SINTEPP em 2017.
Contribuições Culturais : É autor do livro "Gurupá: uma conquista pelo povo", que explora a história social do município, incluindo quilombos, indígenas e movimentos locais. Ele fundou projetos como o Virtual Cultural de Gurupá e Amazônia Gurupaense via blogs e redes sociais, e integra a Academia Marajoara de Letras, participando de podcasts e documentarios sobre o Marajó.
ALDINO
FRÓES DA SILVA foi uma figura exemplar de liderança
comunitária em Gurupá, Pará. Nascido em 23 de dezembro de 1939 no rio Mararu,
ele casou-se com Maria de Nazaré Nogueira Alves e criou nove filhos — cinco
homens e quatro mulheres — com ênfase nos valores da honestidade, apesar das
grandes dificuldades. Na sua trajetória Sindical e Política o Sr. Aldino
integrou o movimento sindical do STTR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais) de
Gurupá em 1986, chegando a membro da diretoria. Ele foi um dos fundadores do
Partido dos Trabalhadores (PT) no município em 1982, participando ativamente de
reuniões partidárias e momentos decisivos no processo político local. Seu engajamento
Social e Religioso sempre comprometido com o bem comum, Aldino destacou-se nos
movimentos sociais, promovendo uma sociedade mais igualitária onde todos
tivessem voz. Na Paróquia Santo Antônio de Gurupá, esteve presente nas semanas
catequéticas históricas, análises de conjuntura, mutirões e fundações das
Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), além de reuniões de planejamento. Sua
humildade e conselhos inspiraram lições de vida a muitos, consolidando-o como
exemplo de ser humano participativo e dedicado à justiça social na região
amazônica.
autor: GILVANDRO TORRES



