Biografia de José Porfírio
Nascido em Remanso (BA), veio ao Pará como sobrinho de Agrário Cavalcante, herdando propriedades como o Forte Ambé e tornando-se o maior seringueiro do estado.
Ele concluiu a estrada até o rio Ambé, foi intendente de Souzel (criado pela Lei nº 811 de 1874) e senador estadual até 1930, usando alianças como o casamento com Rosalina Lemos.
Fontes confirmam seu luxo (palacete europeu, iluminação a gás) contrastando com a exploração de seringueiros via aviamento.
Colonização e Missões
Jesuítas chegaram ao Xingu antes de 1750, fundando missões acima da Volta Grande, seguidos por capuchinhos em 1868 que impulsionaram o povoado de Altamira.
A estrada primitiva ligava ao Tucuruí; após a Lei Áurea (1888), escravos foram perdidos, mas Porfírio prosperou na borracha. Isso ecoa os fatos cronológicos do texto, como missões em 1750 e explorações em 1842.
Seringueiros nordestinos enfrentavam aviamento, com barracões vendendo mercadorias caras e jagunços vigiando fugas; índígenas Araras atacavam seringais. Porfírio controlava terras, votos e comércio, financiando festas em Altamira enquanto trabalhadores morriam de malária ou maus-tratos. O declínio veio em 1913 com borracha asiática e Crise de 1929.
Declínio Político
A Revolução de 1930 extinguiu senados estaduais e enfraqueceu coronéis; no Pará, Magalhães Barata, interventor, reprimiu oligarquias como a de Porfírio. Regatões desafiaram o aviamento, e Porfírio, falido, morreu no Rio em 1932.
Formação Municipal
Souzel (extinto em 1921, anexado a Porto de Moz/Altamira) foi recriado em 1961 pela Lei nº 2.460 como Senador José Porfírio, desmembrado de Altamira e Porto de Moz; instalado em 1962. Posterior desmembramentos criaram Vitória do Xingu (1991) e Anapu (1995). O município destaca-se pela praia no Xingu.
AUTOR: GILVANDRO TORRES








