3/30/2026

biografia do SENADOR JOSÉ PORFÍRIO- AUTOR GILVANDRO TORRES

 Biografia de José Porfírio

Nascido em Remanso (BA), veio ao Pará como sobrinho de Agrário Cavalcante, herdando propriedades como o Forte Ambé e tornando-se o maior seringueiro do estado. 

Ele concluiu a estrada até o rio Ambé, foi intendente de Souzel (criado pela Lei nº 811 de 1874) e senador estadual até 1930, usando alianças como o casamento com Rosalina Lemos. 

Fontes confirmam seu luxo (palacete europeu, iluminação a gás) contrastando com a exploração de seringueiros via aviamento.

Colonização e Missões

Jesuítas chegaram ao Xingu antes de 1750, fundando missões acima da Volta Grande, seguidos por capuchinhos em 1868 que impulsionaram o povoado de Altamira

A estrada primitiva ligava ao Tucuruí; após a Lei Áurea (1888), escravos foram perdidos, mas Porfírio prosperou na borracha. Isso ecoa os fatos cronológicos do texto, como missões em 1750 e explorações em 1842.

Ciclo da Borracha

Seringueiros nordestinos enfrentavam aviamento, com barracões vendendo mercadorias caras e jagunços vigiando fugas; índígenas  Araras atacavam seringais. Porfírio controlava terras, votos e comércio, financiando festas em Altamira enquanto trabalhadores morriam de malária ou maus-tratos. O declínio veio em 1913 com borracha asiática e Crise de 1929.

Declínio Político

A Revolução de 1930 extinguiu senados estaduais e enfraqueceu coronéis; no Pará, Magalhães Barata, interventor, reprimiu oligarquias como a de Porfírio. Regatões desafiaram o aviamento, e Porfírio, falido, morreu no Rio em 1932.

Formação Municipal

Souzel (extinto em 1921, anexado a Porto de Moz/Altamira) foi recriado em 1961 pela Lei nº 2.460 como Senador José Porfírio, desmembrado de Altamira e Porto de Moz; instalado em 1962. Posterior desmembramentos criaram Vitória do Xingu (1991) e Anapu (1995). O município destaca-se pela praia no Xingu.


AUTOR: GILVANDRO TORRES

ESTIRÃO DO RIO - AUTOR GILVANDRO TORRES

 

ESTIRÃO DE SAUDADE

Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescador.

Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.

Nas ruas da cidade, contempla a fé.

O ribeirinho vence os inúmeros estirões de rio, que está em seu caminho navega para chegar ao seu destino.

Os sinos da igreja alertam, para novos tempos.

A esperança de caminha juntos num tom poético de libertação.

As plantações de açaí a beira do do rio, a mata da várzea com seus buritizeiros e a grandeza do rio, seu povo simples.

Acolhedor e amigo, as áreas alagadas pela água escura.

Os açaizeiros são fonte inesgotável de renda, manejado se transforma em um garimpo esperança.  

A pele reflete o esforço do tirador de açaí, a naturalidade e a destreza que o ribeirinho executa seu serviço retira o cacho do açaí com folhas do açaizeiro faz sua peçonha em cesta de cipó, garante a renda e alimentação das famílias.

Onde os rios possuem um papel fundamental na vida dos ribeirinhos, é através dos rios que são estabelecida das ligações entre localidades.

 

 GILVANDRO TORRES

O VELHO TRAPICHE- AUTOR GILVANDRO TORRES

 

 O VELHO TRAPICHE

Encantador és tu Marajó, a vida passa devagar, nesta correnteza, com seu tempo tão particular no olhar do barqueiro, cresce e vendo, seus portos imaginários atraca os barcos, com todos os sonhos no porão. 

Destas pequenas embarcações, calafetadas de zarcão, os trapiches de madeira, à beira do rio com olhar ribeirinho.

Atravessam nas noites de ventos, as redes balançando no convés e a proa desbravando essas águas inquietas do verão amazônico

Deste trapiche, somente a despedida, aqueles que viajam, por esse rio de saudade, tão natural quanto o tempo que passa e nunca para. 

No trapiche rios que se transformam em rua, um vai e vem de embarcações, cada imagem vira poesia, no cotidiano ribeirinho das ilhas.

As pessoas chegando bem cedinho e os barcos cruzando o rio tão vagaroso, sem pressa, as águas vão cortando sua frente e nem fazem maresias neste imenso rio de sonhos e esperança. 

Olhando este rio de saudade, vem uma lágrima em meu olhar, sem palavras, uma perda que não sei explicar, nem consigo falar, sua ausência tão grande.  

O barco vai atravessar as veias dos seus rios e igarapés, enfrentando os impiedosos invernos desta imensa Amazônia

Que me permite pensar na Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescadores artesanais. Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.

Nas ruas da cidade, contempla-se ouro dos ribeirinho, os açaizais que vencem os inúmeros estirões de rio, que estão em seu caminho, navegando para chegar ao seu destino, onde mora a esperança de cada dia.

GILVANDRO TORRES


 


 

Evangelho (Jo 13,21-33.36-38)

 

Nesta Terçafeira da Semana Santa, Jesus está à mesa com os discípulos, celebrando uma refeição fraterna, um momento de comunhão. De repente, o clima muda: ele anuncia que um deles o trairá e que Pedro o negará três vezes.

A Ceia é, também, sinal da nossa comunidade de Gurupá, onde rezamos juntos, tomamos o mesmo pão, cantamos as mesmas músicas, mas, às vezes, traímos a confiança do próximo, seja por fofoca, por indiferença ou por falta de justiça.

A traição de Judas e as traições de hoje

Jesus diz: “Um de vós me entregará”. E é alguém que estava à mesma mesa, comendo do mesmo pão, da mesma comida. Judas, que cuidava do dinheiro do grupo, recebe o pedaço de pão, sai para trair o Senhor… e entra a noite.

Quantas vezes traímos Jesus no rosto do pobre, do ribeirinho, do trabalhador que não tem direitos?

Quantas vezes traímos a confiança de nossa comunidade por interesses pessoais, por favores políticos ou por comodidade?

Pergunta à assembleia:

“Em que situações, neste Pará, neste Gurupá, eu também me torno como Judas, favorecendo a injustiça e o malestar dos que mais sofrer?”.

A negação de Pedro e a nossa fraqueza humana

Pedro, impetuoso, diz: “Eu darei a minha vida por ti!”. Mas Jesus, sem humilhálo, responde com ternura realista: “O galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”. Isso nos fala de presunção e humildade:

Muitas vezes, na missa, nos sentimos fortes, mas, depois, na vida diária, nos escondemos de nossa fé por medo de serem zombados, por medo de perder proveito, por medo de enfrentar a verdade.

Muitas pessoas negam Jesus ao ficarem caladas diante da destruição da natureza, da exploração do povo e da corrupção. “Assim como Pedro negou Jesus, também nós negamos Cristo quando não nos posicionamos em favor da vida, do povo e da terra.” Mesmo com a traição de Judas e a negação de Pedro, Jesus afirma: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele”. A glória aparece não no poder, mas na entrega; não na vitória fácil, mas na fidelidade até o fim. São cruzes de trabalho duro, de injustiças, de expropriação da terra, de filhos que vão embora buscando vida melhor.

Mas, mesmo nisso, Deus se glorifica onde há amor, serviço, cuidado com a família e com a comunidade.

Jesus não fica preso somente na traição e na negação: depois desse texto, ele anuncia o “novo mandamento”: “Amaivos uns aos outros, como eu vos amei”. Esse mandamento é o coração da nossa vida cristã aqui em Gurupá.

Peçamos a Deus a graça de reconhecer onde traímos e negamos Jesus em nossa família, na comunidade, na política local.

Decidamos, esta Semana Santa, viver o novo mandamento:

Defendendo a vida da Amazônia, não apenas com palavras, mas com ações concretas.

Acolhendo o pobre, o idoso, o sofrido, o que chega à nossa igreja com a dor no coração.

GILVANDRO TORRES

A lei que restringe o uso de celulares em escolas públicas e privadas (Lei 15.100, de 2025) completou um ano de vigência e ainda traz desafios de adaptação por parte de alunos, famílias e instituições de ensino.

 


 


A Lei 14.811/2024 incluiu os crimes de bullying e cyberbullying no Código Penal e transforma crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em hediondos, como o sequestro e a indução à automutilação.

 


Segundo o art. 3° da Lei n. 12.318/10: “A prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda.”

É crime, com pena de 4 a 10 anos de prisão, "submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone”.

Segundo a Lei 9.294/96, "é proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo fechado, privado ou público."

 


A Lei 14.532, que entrou em vigor em 2023, tipifica como crime de racismo a injúria racial, com a pena aumentada de um a três anos para de dois a cinco anos de reclusão. Enquanto o racismo é entendido como um crime contra a coletividade, a injúria é direcionada ao indivíduo.

Direitos da grávida- PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO 1988

 


Entrou em vigor a Lei Antifacção, que complementa o combate ao crime organizado e fortalece a capacidade de atuação do Estado contra organizações criminosas

 


A Lei n. 13.715/2018 alterou o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente para incluir entre as possibilidades de perda de poder familiar os crimes dolosos (com intenção) sujeitos a pena de reclusão cometidos contra descendentes, como filhos e netos, e contra pessoa que detém igual poder familiar ao do condenado, como seu cônjuge ou companheiro, mesmo que divorciado.