Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
5/31/2026
FÉ- GILVANDRO TORRES
UM POEMA SOBRE GURUPÁ: AUTOR GILVANDRO TORRES
Forte de Santo Antônio de Gurupá Das muralhas do forte, visto do alto do rochedo.
O canal de Gurupá se torna uma figura absolutaPrimeiramente pelos holandeses e depois pelos portugueses
Que se renova a cada Maré e cada batalha
Surpreendem todos, que te admiram.
Não só pela sua história, mas pelas suas águas profundas.
Vira referência na vida dos ribeirinhos Sua essência não se silencia,
Com sua beleza incomensurável
De esse pôr do sol.
Nas margens do Amazonas
Em torno da histórica fortaleza
Canhões apontando para o horizonte Admiro-te belíssimo.
Forte que originou a cidade de Gurupá.
GILVANDRO TORRES
PADRE ALEMÃO BETENDORF esteve em Gurupá
DATAS IMPORTANTES DE 1652 1661 SOBRE GURUPÁ
Em 1652, a Coroa Portuguesa permitiu que os Jesuítas estabelecessem uma missão na Capitania de Gurupá.
Os Jesuítas estavam ansiosos por controlar a área, pois sentiam que Gurupá era o portão de entrada para a Amazônia.
1655 Padre Antônio Vieira passou por Gurupá viajando em canoa descoberta anunciando a boa nova.
Em 1655, dois Jesuítas Missionários chegaram a Gurupá, segundo relatórios. Entretanto, a chegada deles provocou HOSTILIDADES entre os colonos, que não queriam admitir a interferência Jesuítas no modo como utilizavam os nativos, no trabalho.
Por volta de 1656, os Jesuítas estabeleceram uma missão, com o nome de São Pedro, próxima ao forte de Gurupá.
Os Frades Capuchinhos da Piedade de São José assumiram a responsabilidade Pastoral da matriz de Santo Antônio de Gurupá em 1692, sendo erguido a segunda Paróquia no Estado do Pará, no mesmo ano Dom Pedro mandou construir um convento no Carrazedo, a cata régia de 19 de março de 1693 confirma as atribuições aos Frades.
1693 é criado Paróquia de Santo Antônio de Gurupá, em 1831 Gurupá pertence a Diocese de Belém e em 1948 é incorporado a Prelazia do Xingu.
Em 1661 a hierarquia jesuíta ordenou ao Padre de Gurupá, na época um alemão chamado BETENDORF, que fugisse dos colonos.
Ele escondeu-se na floresta, com dezesseis nativos, por vários meses até que ficassem sem comida.
Quando ele retornou a Gurupá, vários moradores tentaram prendê-lo.
O Capitão-mor do Forte de Gurupá era a favor dos jesuítas e protegeu o Padre, ele prendeu os principais agitadores anti-jesuítas e mandou enforcá-los, após confessarem-se com Betendorf
O papa nos propõe : ECOLOGIA INTEGRAL, onde o ser humano e a natureza encontram-se interligados.
A encíclica chama todos a reconhecer que os efeitos da crise ambiental atinge sobretudo os pobres e lembra que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem de questões sociais.
Papa Francisco critica o CONSUMISMO e desenvolvimento irresponsável e faz um apelo à mudança e à unificação global das ações para combater a DEGRADAÇÃO AMBIENTAL e as ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS.
A promoção da educação ambiental e o compromisso com as atuais e futuras gerações. A Encíclica em seu ponto reflexivo permite fazer questionar: "Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, e as novas gerações como vão viver e crescer?" GILVANDRO TORRES
“A Igreja está na Amazônia não como aqueles que têm as malas na mão para partir depois de terem explorado tudo o que puderam”. Papa Francisco.
GILVANDRO TORRES
HISTÓRIA com GILVANDRO TORRES
UM POUCO DA HISTORIA DOS MARIOCAY EM GURUPÁ, UMA OPINIÃO PESSOAL
O que teria acontecido com os índios que habitavam próximo ao rochedo do forte Mariocay? Dizimados, escravizados, o certo que a coroa portuguesa se apoderou das terras gurupaense, num holocausto escondido nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses.
A verdadeira vitima da invasão estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os índios; Que ocupavam pacificamente essas terras.
À medida que o forte foi construído aquela sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento de sangue no canal de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da etnia indígena de Gurupá.
Com a colonização portuguesa atraindo comerciantes que transferiam para Portugal em navios de pequeno porte até Belém, as produções agrícolas, hoje os índios que eram chamados Mariocay pelos holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central, o certo que temos uma praça que homenageia esses índios que provavelmente eram da nação tupinambá e a Escola Municipal Mariocay conta em sua história 43 anos de vida construindo saberes e teve sua origem no ano de 1968, ainda no Governo Municipal de José Vicente de Paula Barreto Mello, quando se deu a construção do prédio que deu origem a atual Escola Municipal Mariocay, prédio este que no começo contava com apenas duas salas de aula e dois compartimentos menores entre as mesmas.
De 1973 a 1982, no prédio em questão funcionarão em épocas distintas os seguintes órgãos: BIBLIOTECA MUNICIPAL, COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO E O ORGÃO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, período em que Gurupá foi governado pelos prefeitos: JUVENAL DO VALE TAVARES E JOSÉ VICENTE DE PAULA BARRETO MELLO. Em 1983, aconteceu a primeira ampliação e o prédio passou a contar com cinco salas de aula. Em 1986, começou a funcionar no prédio da escola a Pré-Escola “PINGUINHO DE GENTE.” Em 1987, a Pré-Escola teve como sua primeira coordenadora a senhora LUIZA LOBATO BENATHAR. No ano de 1993, continuava funcionando a Pré-Escola em regime municipal e aderiu ao ensino de 1º Grau (1ª a 4ª série), em regime de convenio com o Estado (SEDUC), chamado então de INSTITUTO EDUCACIONAL MARIOCAY, Em 1997, a Pré-Escola foi transferida para outro local, permanecendo somente funcionando o ensino fundamental de 1ª a 4ª série.
No ano de 2004, a escola desvinculou-se do Estado, passando a atuar somente no regime municipal, com o ensino fundamental de 1ª a 5ª série. Jorge Hurley em 1936 no livro “ noções de historia do Brasil ” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi: umary= frutos da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado. E a palavra que deu origem ao nome Gurupá, basea-se que os portugueses chamavam de “Corupá”, porque os indios afirmavam que ali era um porto de canoa ou seja origem era Iguaru pába= porto e seria chamado pelos indios de igararupá ou seja um porto de muitas canoas.
Com a nossa lingua entre portugueses e alguns indigenas com certeza mestiços o tempo foi e acabocado para Gurupá, informações precisas de Francisco Adolpho Varnhagem no seu livro historia do Brasil do ano de 1962.
Os holandeses chamavam de Mariocay o grupo de índios que viviam no local onde atualmente é a cidade de Gurupá, alguns historiadores acreditam que os holandeses fizeram amizade com os índigenas e até comercializavam produtos, podemos descrever que o cotidiano dessa época onde os índios produziam as atuais roças, pesca de tartaruga e seus derivados como o óleo, caça de animais silvestre com a comercialização da pele de onça, em troca os holandeses davam espelhos, roupas e utensílios para agricultura, certamente trouxeram escravos angolanos e ajudavam no trabalho pesado.
Acredito que deveria ter um trabalho arqueológico de campo, ainda temos muitas informações guardadas neste solo.
Meu avó Santino Torres, quando era Vice-Prefeito de Gurupá em 1972, ao escavarem a atual praça D. Clemente, em frente da igreja matriz, contava que tinha uma cova onde havia esqueleto e a vestimenta de um oficial, com medalhas e traços de um uniforme imperial de cor azul. Lendo alguns livros cheguei a imaginar será que era o corpo dos oficiais mortos nos combates, sabe-se que os holandeses defenderam o forte no ataque dos portugueses sobre o comando de Luis Aranha Vasconcellos, os holandeses que sobreviveram fugiram para ilha grande de Gurupá.
Houve outra batalha após um navio holandês, comandado por um capitão inglês chegando a frente a cidade de Gurupá, os portugueses atacaram e afundaram o navio, matando todos. Os índigenas leais aos holandeses foram mortos, alguns sobreviveram e se tornaram escravos, Bento Maciel Parente ficou em Gurupá, onde após destruir o forte dos holandeses, construí sobre taipa um forte invocando a proteção de santo Antônio em 1623.
Deixou Gurupá com um contingente de 50 soldados, e alguns índios escravizados, em 1624 deixou sobre o comando de Cap. Jeronimo de Albuquerque, o forte ficou sendo monitorado pelos holandeses que fugiram para ilha de Gurupá, alguns índios que eram denominados de Mariocay leais a eles, reagruparam e atacaram o forte sob o comando de Pieter Jansz.
Que após uma batalha feroz, eliminaram a presença portuguesa do local, holandeses enviaram mais colonos para área e escravos angolanos para trabalhos braçais, os índios viviam entre eles em sua aldeia, acredita-se em um novo forte na foz do rio amazonas perto do rio Maxipana, ao qual era denominado MANDIUTUBA, viviam ali 22 famílias de irlandeses e se aliaram ao Capitão Nicolas Hosdam e o Capitão Philip Purcell, acredita-se que as fontes históricas afirmam que havia cerca de 200 homens para lutar.
GILVNDRO TORRES
UM POUCO SOBRE GURUPÁ- GILVANDRO TORRES
Descrição do forte Santo Antônio de Gurupá nos anos 1631
Carta regia a coroa portuguesa A reconstrução da fortaleza, com muralhas de pedras, tiradas do barranco marginal do rio amazona, corresponde a fronteira da villa de Gurupá.
Para que as obras fiquem prontas no governo de Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho.
Esta reconstrução transformou o antigo forte, dando-lhe maiores dimensões e estrutura de pedra e cal, com muralhas alçadas sobre o solo da terra firme em que ficou edificada, Manoel Guedes Aranha 19 de fevereiro de 1631.
1619- Carta conservada no museu britânico, avisando a coroa portuguesa sobre a existência de holandeses aliando aos índios locais na atual Gurupá.
O que de prezente se deve ´procurar, he o descobrimento do rio corupá, onde está a força do gentio e dizem Haver gente branca, porê nen português auiso até agora e o descobrimento de cabo do norte que dista pouco do rio curupá, onde vão todos os anos ingleses e holandeses ao resgate do tabaco, e de algumas tintas, com são orocu e cariuru e de algumas madeiras. De facto a Região de Corupá estiveram os hollandezes, com feitorias, fundada em mariocai, tendo tratado com os indígenas e até possuindo fortificado, primeiro assento de pretendida colonização estável. Manuel de Souza Déça
GILVANDRO TORRES
Uma imagem bíblica marcante para acompanhar essa reflexão seria a Última Ceia, com o cálice de vinho sobre a mesa, simbolizando a nova aliança em Cristo.
O vinho ocupa um lugar significativo na Bíblia e carrega uma rica dimensão simbólica.
Em diversas passagens do Antigo Testamento, ele aparece como sinal da bênção de Deus, da alegria, da abundância e da celebração da vida.
Os salmos e os profetas frequentemente associam o vinho à prosperidade concedida pelo Senhor.
Ao mesmo tempo, a Sagrada Escritura adverte contra os perigos do excesso e da embriaguez.
A moderação é apresentada como virtude, lembrando que os dons de Deus devem ser acolhidos com responsabilidade e sabedoria.
No Novo Testamento, o vinho ganha um significado ainda mais profundo.
No primeiro milagre de Jesus, nas Bodas de Caná, a transformação da água em vinho revela a abundância da graça divina e a chegada dos tempos messiânicos.
Mais tarde, na Última Ceia, Cristo toma o cálice de vinho e o identifica com o seu próprio sangue derramado pela salvação da humanidade.
Assim, o vinho torna-se elemento essencial da Eucaristia, sacramento no qual os cristãos celebram o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus.
O que antes simbolizava alegria e bênção passa a expressar também a nova aliança entre Deus e a humanidade.
O vinho, portanto, é uma metáfora poderosa na Bíblia: representa a alegria da vida dada por Deus, exige moderação no seu uso e encontra seu sentido mais pleno na Eucaristia, como sinal do sacrifício redentor de Cristo e da comunhão entre Deus e seu povo.
Uma imagem bíblica marcante para acompanhar essa reflexão seria a Última Ceia, com o cálice de vinho sobre a mesa, simbolizando a nova aliança em Cristo.
GILVANDRO TORRES
O vinho, portanto, é uma metáfora poderosa na Bíblia: representa tanto a alegria da vida dada por Deus quanto a necessidade de moderação, e culmina no sacramento da Eucaristia como símbolo do sacrifício de Cristo.
Noé plantou a primeira vinha após o Dilúvio e Jesus realizou seu primeiro milagre transformando água em vinho nas bodas de Caná.
O vinho tem uma relação rica e simbólica na Bíblia, com múltiplos significados conforme o contexto:
Noé e a primeira vinha
Após sair da arca, Noé foi o primeiro personagem bíblico a plantar uma vinha e produzir vinho
Ele bebeu do vinho e embebedou-se, mostrando que se tratava de vinho alcoólico (suco de uva não causa embriaguez)
Gênesis 9:20-21 registra: "Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda"





