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4/23/2026
Olga Benário foi assassinada pelo nazismo, mas sua história permanece como símbolo de coragem, convicção e luta contra o fascismo. Militante comunista, Olga enfrentou a prisão, a separação da filha e, mesmo diante da morte, não abriu mão de seus ideais. Sua vida e sua luta seguem como exemplo de resistência e de compromisso com um mundo mais justo. Olga Benário, presente.
Ludovico Pavoni nasceu em Bréscia (Itália), no dia 11 de setembro de 1784. Primeiro de cinco filhos, ele viveu em um tempo de mudanças políticas e sociais: a Revolução Francesa (1789), a Revolução Jacobina (1797), a dominação napoleônica com suas diversas denominações e, enfim, desde 1814, a dominação austríaca.
MASSACRE DE ELDORADO DO CARAJÁS- GILVANDRO TORRES
O Massacre de Eldorado do Carajás é um dos episódios mais violentos e marcantes da história recente do Brasil, simbolizando o conflito agrário e a luta pela terra no país.
Aqui está um resumo detalhado do ocorrido:
1. O Contexto (Abril de 1996)
Cerca de 3.500 famílias de trabalhadores rurais sem-terra, ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), estavam acampadas na região sudeste do Pará. O objetivo principal era marchar até Belém para reivindicar a desapropriação da fazenda Macaxeira, que consideravam improdutiva, para fins de reforma agrária.
2. O Bloqueio na Curva do S
No dia 17 de abril de 1996, os manifestantes bloquearam a rodovia PA-150 (atual BR-155), em um trecho conhecido como "Curva do S", no município de Eldorado do Carajás. O bloqueio era uma forma de pressionar o governo estadual por comida e transporte para continuarem a marcha.
3. O Ataque
Por ordem do então governador do Pará, Almir Gabriel, a Polícia Militar foi enviada para desobstruir a rodovia. A operação envolveu cerca de 155 policiais militares de Marabá e Parauapebas.
O confronto resultou em uma tragédia:
Mortes: 19 sem-terra morreram no local e 2 faleceram pouco depois no hospital (totalizando 21 vítimas fatais).
Feridos: Mais de 60 pessoas ficaram feridas, muitas com sequelas permanentes.
Violência: Laudos posteriores indicaram que muitos foram mortos com tiros à queima-roupa ou por instrumentos cortantes (facões), sugerindo execuções sumárias após a rendição.
4. Consequências e Impunidade
O massacre gerou indignação internacional e colocou a reforma agrária no centro do debate político brasileiro.
Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária: Em memória às vítimas, o dia 17 de abril foi instituído como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária no Brasil e o Dia Internacional da Luta Camponesa pela Via Campesina.
Julgamento: O processo judicial foi longo e complexo. Apenas em 2012, os comandantes da operação, o coronel Mário Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira, foram presos com penas que ultrapassavam os 150 anos. No entanto, os policiais que efetuaram os disparos e as autoridades políticas que ordenaram a ação não foram condenados ou cumpriram penas curtas.
5. O Local Hoje
A "Curva do S" tornou-se um local de memória. Ali foi erguido o Monumento das Castanheiras Mortas, composto por troncos de castanheiras queimadas, simbolizando as vidas interrompidas e a persistência da luta camponesa na Amazônia.
