9/04/2025




 

 Às vezes nos sentimos cansados, desanimados, como aqueles pescadores que voltaram da noite sem nada nas redes. Mas Jesus nos lembra que não é pelo nosso esforço sozinho que os frutos acontecem. Quando confiamos e obedecemos à Sua palavra, mesmo depois de tanta luta, Ele transforma nosso cansaço em abundância.

Hoje, Jesus nos chama: ‘Vinde após mim’. Mesmo cansados, Ele nos dá força e propósito. Que possamos descansar Nele, renovar nossas forças e continuar nossa missão com fé e coragem.”

  palavra “doxologia” é um neologismo que vem do grego “doxa” (glória, louvor) e “logos” “palavra”. Portanto, o termo “doxologia” significa “palavra de louvor”.

A frase ” Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre” faz parte da doxologia final, que, por sua vez, é a última parte da Oração Eucarística.
Esta doxologia final da missa, na forma como a conhecemos, é utilizada aproximadamente desde o século VII, em toda a cristandade do Ocidente.
Estas palavras são próprias, única e exclusivamente, do padre (ou bispo) que celebra a missa, e dos sacerdotes concelebrantes. O povo participa dela dizendo “Amém” no final.
“A doxologia final, pela qual se expressa a glorificação de Deus, (…) é afirmada e concluída com a aclamação ‘Amém’ do povo” (IGMR, 78, h). Portanto, durante a doxologia, os fiéis guardam silêncio e só intervêm para unir-se a ela com um forte e contundente “Amém”.
Esta doxologia é uma das usadas para dar glória e louvor a Deus, distinguindo-se da doxologia maior (“Glória a Deus nas alturas…”) e da doxologia menor (“Glória ao Pai e ao filho e ao Espírito Santo…”).
Finalmente, uma destas doxologias é a que se pronuncia antes do rito da paz: “Vosso é o Reino, o poder e a glória…”.
O Missal não diz que o sacerdote ergue as mãos, mas sim que eleva o cálice e a patena.
O oferecimento é algo específico de sua condição sacerdotal. O gesto é feito por ele e contemplado pela assembleia, que se une ao seu gesto sacerdotal com um Amém, que deveria sair do fundo do coração e da alma.
O "Por Cristo" nada mais é do que o oferecimento do sacrifício recém efetuado na consagração. Ora, é próprio do sacerdócio oferecer o sacrifício da Missa, que com a Cruz possui uma identidade substancial.
Uma boa regra para a celebração litúrgica é: o que não está estabelecido ou previsto pelas normas, não seja feito. Isso evitaria a criação constante de novos “ritos” e a necessidade de lhes atribuir algum significado, e também evitaria o desvio de foco do essencial.
“Para se conseguir a uniformidade nos gestos e atitudes do corpo na mesma celebração, os fiéis devem obedecer às indicações que, no decurso da mesma, lhes forem dadas pelo diácono, por um ministro leigo ou pelo sacerdote, de acordo com o que está estabelecido no Missal” (IGMR 43).
Doxologia - O grande Amém
Não é demais insistir na importância deste grande Amém, que a comunidade celebrante pronuncia solenemente, glorificando o Pai, no Filho e pelo Espírito Santo, em resposta e adesão ao "Por Cristo, com Cristo e em Cristo..." que conclui a Oração Eucarística proclamada pelo presidente, e que os fiéis acompanham, reverentes e silenciosos, participando por meio das aclamações previstas. Bom seria que o presidente a cantasse, para facilitar a resposta cantada pela assembleia, mas se ele não o fizer, o Amém deve ser cantado, de modo solene e vibrante, repetido várias vezes. Simplesmente recitado de forma tímida e fraca, ele perde o seu sentido essencial, pois no dizer de Santo Agostinho, este "amém é nossa assinatura, nosso consentimento, nosso compromisso", concordando com tudo o que se proclamou ao longo da mesma Oração, que é de ação de graças pelas maravilhas de Deus, realizadas sobretudo por Cristo, com Cristo e em Cristo, nosso Salvador. Dizia ele que ao cantar a assembleia o Amém, na liturgia, tremiam as colunas da sua catedral de Hipona, pelo seu poder irresistível. E São Jerônimo nos lembra que o mesmo "retumbava como um trovão" na basílica de Milão e demais igrejas romanas.
"amém é nossa assinatura, nosso consentimento, nosso compromisso"
Portanto, não podemos nos limitar a dizer este Amém, palavra que não se traduz, mas a mais importante que um batizado pode pronunciar: Sim, eu estou presente... me envolvo... me comprometo... concordo... é verdade... assino embaixo... é minha vida toda se oferecendo com Jesus, a única Oferta ao Pai. Amém! Jesus Cristo é o nosso Amém, para a glória de Deus Pai!... Infelizmente hoje se canta e se vibra pouco, por falta de compreensão do sentido profundo deste momento ritual. O Missal Romano, aliás, propõe diversas outras formas aclamativas, justamente para valorizar esta aclamação doxológica, de puro louvor, que deve soar como grito jubiloso, como adesão do ser inteiro, como experiência vital: Amém! Aleluia, aleluia! - A Deus que é nosso Pai, amém, louvor e glória! - Amém, honra e louvor ao Pai, que em Cristo nos salvou! - Cristo é o nosso Amém, para a glória de Deus Pai!
Portanto, que a nossa liturgia terrestre seja treinamento, preparação e começo do louvor do céu, onde ao Amém se acrescentará o Aleluia pascal da vida futura, da liturgia perfeita, do canto eterno, que os remidos pelo Sangue do Cordeiro cantarão a Deus sem cessar, como os anjos, conforme o Apocalipse de São João. No dizer de Santo Agostinho, descrevendo o canto do céu:"Assim como o canto da terra, tanto no plano natural como religioso, é a expressão do amor do coração, a vida do homem no céu, participação do amor de Deus, consistirá necessariamente em um incessante canto de louvor."
"Aquele que não louva nesta vida, não poderá participar da outra, que consiste essencialmente em louvar a Deus." (Santo Agostinho)
Saudosa Ir. Miria Kolling foi Religiosa da Congregação do Imaculado Coração de Maria, compositora da música litúrgica e religiosa, musicista, pedagoga, gravou mais de 30 trabalhos em LPs e CDs, como também livros sobre canto e liturgia.
"Por trás de uma perfeita aparência religiosa pode se esconder uma satisfação das próprias necessidades, busca de prestígio pessoal, o desejo de ter um cargo, de ter tudo sob controle, ocupar espaços e ter privilégios […] Isso acontece entre os cristãos."
Papa Francisco (04/09/2022)