12/13/2025

  Gilvandro dos Santos Torres é um historiador conhecido por preservar e divulgar a história local do município, com foco em aspectos coloniais, eclesiais e sociais da região do Xingu e Marajó.​

Biografia

Nascido em 14 de março de 1980 no rio Mararú, Gurupá, Gilvandro mantém um blog ativo desde pelo menos 2015, intitulado "Projeto Virtual Cultural de Gurupá", onde publica pesquisas sobre a fundação da cidade, invasões holandesas e transformações sociais. e um canal no youtube " Amazônia Gurupaense".

Em 2016, concluiu um curso de extensão em Gestão Cultural pela UFPA, coautor de um trabalho sobre aspectos históricos e culturais de Gurupá, destacando o Forte Santo Antônio e comunidades eclesiais de base (CEBs). Recebeu o Título de Cidadão Honorário de Gurupá pela Lei Municipal nº 1279/2023.​

Contribuições Culturais

Participa de iniciativas como o livro "Gurupá: uma conquista pelo Povo", apresentado em 2019, que explora a história local desde os Tupinambá até movimentos modernos. Seu trabalho enfatiza o legado do padre Giulio Luppi nas CEBs, com 88 comunidades organizadas, e lutas sindicais rurais contra latifundiários. Documenta sítios arqueológicos, economia ribeirinha e políticas culturais, propondo um Plano Municipal de Cultura.




Participando do XIX Encontro das Cebs Ribeirinhas 2017- rio sarapoi no Setor Moju.

Gilvandro dos Santos Torres é um historiador, escritor, educador popular e militante social natural de Gurupá, Pará, nascido em 14 de março de 1980 no rio Mararú, zona rural do município. Ele se mudou para Belém aos três anos, onde passou a infância no bairro do Telégrafo, e mantém forte ligação com a história e cultura local da região do Xingu e Marajó. Reconhecido por preservar o patrimônio cultural de Gurupá, recebeu o Título de Cidadão Honorário pela Lei Municipal nº 1.279/2023.

Título de Cidadão Honorário

Concedido pela Lei Municipal nº 1.279/2023, de 5 de julho, em reconhecimento aos relevantes serviços na área cultural e preservação da história local. O Projeto de Lei nº 05/2023, de 11 de abril, propôs a homenagem aprovada pela Câmara Municipal de Gurupá.​

Medalhas e Diplomas de Mérito

Recebeu Medalha de Honra ao Mérito da EEEM Magalhães Barata por serviços prestados à escola como conselheiro escolar eleito. Em 2017, ganhou Diploma de Honra ao Mérito do SINTEPP Gurupá pelos relevantes serviços educacionais e sociais.​

Outros Reconhecimentos

Membro da Academia Marajoara de Letras, destacada em podcasts recentes por sua obra histórica sobre Gurupá. Homenageado em sessões da Câmara Municipal em 2023 por ações culturais e de militância social.


Foliões de São Benedito Por GILVNDRO TORRES

 vós sois guardiões da memória ancestral, como os discípulos enviados

por Jesus a semear o Evangelho (Mc 16,15). 

Com opas vermelhas e entoadas antigas, visitais casas

em alvoradas, levantais o mastro em procissões e cantais a Varrição para purificar as ruas,

perpetuando rituais de dezembro que unem fé e cultura desde os tempos da escravatura

Essa

hierarquia – mantenedores, sargentos, mestres-salas – reflete a organização do Reino de Deus,

onde cada um tem seu lugar para servir o santo negro protetor dos humildes

Fé em Ação Cotidiana

No Evangelho, Jesus ensina: "Quem ouve minhas palavras e as pratica é como o homem sábio que

constrói sobre a rocha" (Mt 7,24). 

Assim, vós, foliões perpétuos como José Iram, dominais cantos e

toques de rabeca, transmitindo oralmente a história aos mirins, resistindo ao esquecimento em

cortejos, Dezembrada e derrubada do mastro. 

Maquetes de promessas e proteção em chuvas

simbolizam milagres que renovam a aliança com São Benedito, enchendo Gurupá de bênçãos

abundantes. 

Chamado Atual

Foliões de Gurupá, sede sentinelas da tradição: ensinai os jovens, saí às ruas com bandeiras

erguidas, fazei da festividade um eco de liberdade! 

Que São Benedito vos fortaleça na irmandade,

para que vossa vocação preserve não só costumes, mas almas para o Senhor. 

Os foliões de São Benedito em Gurupá preservam tradições centenárias por meio de rituais coletivos, transmissão oral e hierarquia interna, mantendo viva a herança quilombola do Marajó. Rituais Anuais 

A festividade de 9 a 28 de dezembro inicia com alvoradas, onde foliões visitam casas cantando e tocando das 4h às 6h, seguido do enfeite e levantamento do mastro em procissão noturna. Inclui cortejos diários pelas comunidades,  missas, leilões e derrubada do mastro no dia 27, com distribuição de lascas curativas da árvore. 

O cântico de "Varrição" encerra, purificando ruas e renovando a fé coletiva. Transmissão Cultural Foliões perpétuos, como José Iram Muniz, dominam "entoadas antigas" – versos que narram a história desde a escravatura, passados por gerações via prática e dom para cantar, tocar rabeca e tambores. Vestem opas vermelhas simbolizando compromisso eterno, com crianças como anjos e foliões mirins aprendendo cedo. 

Pesquisadores notam que esses cantos costuram eventos como uma "encantação", resistindo ao esquecimento cultural. Hierarquia e Identidade 

A Irmandade segue estrutura militar católica: mantenedores (líderes com opa), sargentos, alferes, mestres-salas (com rapador) e tamboreiros, atuando como "guarda real" do santo. Reconhecimento como Patrimônio Cultural reforça a preservação, unindo fé, dança (retumbão, mazurca) e memória ancestral em atos de resistência identitária. Maquetes de promessas atendidas e proteção ao santo em chuvas simbolizam continuidade


Ajuê São Benedito!

Estreito de Breves

Olhar ribeirinho