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4/25/2026
A Pandemia de 2020: quando o mundo parou Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou oficialmente o início de uma pandemia global causada pela COVID-19. O vírus, identificado inicialmente na cidade de Wuhan, na China, espalhou-se rapidamente, conectando o planeta por meio de uma crise sem precedentes na era contemporânea. Pela primeira vez em gerações, fronteiras foram fechadas, cidades inteiras ficaram vazias e bilhões de pessoas foram orientadas a permanecer em casa. Máscaras tornaram-se símbolo de uma época, enquanto hospitais enfrentavam uma pressão extrema e profissionais de saúde assumiam o papel de verdadeiros protagonistas históricos.
República Velha: quando o voto existia, mas não era livre
A República Velha (ou República Oligárquica) funcionava como uma engrenagem perfeita de favores e medo. Para visualizar como esse sistema se sustentava, vale destacar três pilares que você mencionou:
1. O Coronelismo e o "Curral Eleitoral"
O termo "voto de cabresto" é uma metáfora perfeita. Assim como o animal é guiado pelo cabresto, o eleitor era conduzido ao local de votação. Como o voto era aberto (escrito em papel e entregue ao mesário), os capangas dos coronéis vigiavam cada cédula. Quem desobedecesse corria riscos físicos ou perdia o acesso a necessidades básicas, como remédios e emprego.
2. A Política do "Café com Leite"
Embora o nome sugira um revezamento perfeito entre São Paulo (café) e Minas Gerais (leite), a realidade era uma aliança pragmática. Os dois estados eram os mais ricos e populosos, garantindo que o governo federal estivesse sempre alinhado aos interesses dos grandes cafeicultores.
3. A Política dos Governadores e a Degola
Este era o "seguro" do sistema. Criada por Campos Sales, funcionava assim:
O Governo Federal apoiava os governadores estaduais.
Em troca, os Governadores garantiam a eleição de deputados que apoiassem o Presidente.
Se alguém da oposição conseguisse vencer apesar das fraudes, passava pela Comissão Verificadora de Poderes. Esse órgão simplesmente não diplomava os opositores, alegando irregularidades. Esse processo era chamado de "degola".
Por que isso mudou?
A exclusão que você citou (analfabetos, mulheres e pobres) criava um abismo social. O sistema só começou a ruir quando as novas classes urbanas e os militares (movimento tenentista) passaram a exigir o voto secreto e a justiça eleitoral.
Foi a Revolução de 1930 que deu o golpe final nessa estrutura, levando à criação do Código Eleitoral de 1932, que finalmente introduziu o voto secreto e o voto feminino no Brasil.
O TRAPICHE DE GURUPÁ- 1ª Antologia Literária da Academia Marajoara de letras 2026.
Você Sabia? Etiópia e Libéria são frequentemente citados como os únicos países africanos que não foram colonizados por potências europeias durante a "Partilha da África" no século XIX. A Etiópia manteve sua independência através de resistência militar (Batalha de Adwa), enquanto a Libéria foi fundada por ex-escravizados americanos, tornando-se uma nação soberana em 1847.
A Resistência da Etiópia
O que aconteceu na Etiópia foi um feito militar impressionante. Na Batalha de Adwa (1896), o Imperador Menelik II não contava apenas com coragem; ele tinha um exército modernizado com armas de fogo e uma estratégia de unificação nacional que pegou os italianos de surpresa. Foi um dos raros momentos em que uma potência europeia foi derrotada de forma decisiva por uma nação africana em uma guerra de larga escala.
A Singularidade da Libéria
A Libéria tem uma origem única e, de certa forma, irônica. Embora não tenha sido colonizada por europeus, ela foi estabelecida sob o patrocínio da American Colonization Society. O país adotou uma constituição, uma bandeira e um sistema de governo fortemente inspirados nos Estados Unidos.
Outros fatos que valem o registro:
A "Colonização" Italiana: Algumas correntes historiográficas debatem se a Etiópia permaneceu totalmente livre, já que a Itália de Mussolini a ocupou entre 1936 e 1941. No entanto, a maioria dos historiadores considera isso uma ocupação militar temporária durante a Segunda Guerra Mundial, e não um regime colonial estabelecido.
O Império da Abissínia: A Etiópia é uma das nações mais antigas do mundo, com raízes que remontam a milênios, o que conferiu ao país uma identidade nacional muito sólida para resistir às invasões.
Chico Mendes (1944–1988) foi seringueiro, sindicalista e ativista ambiental que se tornou símbolo internacional da luta pela Amazônia e pelos povos da floresta.
Chico Mendes foi realmente um dos grandes símbolos da luta pela Amazônia, articulando a defesa dos povos da floresta com a preservação ambiental de forma inédita no Brasil. Nascido em 1944, ele aprendeu a ler aos 19 anos e, a partir daí, passou a organizar sindicatos de seringueiros no Acre, enfrentando a pressão de fazendeiros que expulsavam trabalhadores e derrubavam a mata.
Empates e resistência não violenta
Chico foi um dos formuladores da estratégia dos “empates”, uma forma de resistência pacífica em que comunidades inteiras se colocavam diante das motosserras, de mãos dadas, para impedir o desmatamento. Esses embates foram centrais na luta contra o avanço de grandes propriedades sobre terras usadas por seringueiros e fazendeiros, mostrando que a floresta em pé também podia sustentar vidas.
Assassinato e criação das Reservas Extrativistas
Em 22 de dezembro de 1988, exatamente uma semana depois de completar 44 anos, Chico Mendes foi assassinado a tiros de escopeta na porta dos fundos de sua casa, em Xapuri (Acre), por mandante de um grande fazendeiro e grileiro da região. Sua morte mobilizou a opinião pública nacional e internacional e foi um dos impulsionadores diretos na criação das Reservas Extrativistas, como a Reserva Extrativista Chico Mendes, formalizada por decreto federal em 12 de março de 1990, com quase 971 mil hectares de floresta destinados ao uso sustentável pelas comunidades que ali vivem.
Legado político e simbólico
Em 2004, o Congresso reconheceu Chico Mendes como “Herói da Pátria”, e em 2013 ele foi instituído como “Patrono Nacional do Meio Ambiente”, consolidando sua figura como símbolo da luta ambiental e dos direitos dos povos da floresta. Hoje, sua história continua inspirando movimentos pela floresta em pé, justiça social no campo e modelos de desenvolvimento que colocam comunidades e biodiversidade no centro, em vez da destruição a serviço da pecuária e da monocultura.
