3/02/2026

GURUPÁ

Eles fizeram a Diferença

Intendente Wortingenr Castelo Branco (inaugurou o prédio da prefeitura municipal). 

Mário da Silva Machado (construiu a 1ª usina de Gurupá ―Força e Luz‖). 

Wilson Lima (Construiu o Trapiche Municipal e a Praça Mariocay em 1959). 

Wilson Benathar (Construiu o Mercado Municipal, atual Biblioteca e o Grupo Escolar Prof. Dr. Jaime Aben-Athar — Clube de Mães). 

Oscar José dos Santos (construiu a Casa de Saúde de Gurupá). 

José Vicente de Paula Barreto Melo (Construção da Delegacia, Coletoria, reformou o Forte de Santo Antônio, inaugurou o 1º sistema de água na cidade, inaugurou o sistema elétrico da Celpa, reformou o Trapiche Municipal, aquisição de uma caçamba, construção do Fórum, residência da juíza e instalou o sistema de telefonia Telepará). 

Jorge Palheta de Souza, (construção do Marcílio Dias e caz de arrimo em frente a cidade). 

Juvenal do Vale Tavares, (construção / asfaltamento das Av. São Benedito e Santo Antônio). 

Benedita Cecília Palheta Pereira, (Construiu o B/M Gurupá, asfaltou várias ruas e travessas ao longo de seus dois mandatos, deu apoio a cultura gurupaense — Festival do Camarão, 07 de setembro, Guarda Miri, Concurso de Quadrilhas). 

Esmeraldina Nunes dos Santos, (implantou o sistema de organização modular de ensino — SOME, aquisição de caminhões para o transporte dos colonos e limpeza pública, construção da Secretaria de Saúde, Semae e residência oficial do prefeito, reformou o B/M Gurupá). 

Moacir Alho, (construção da Escola Raimundo Ribeiro Dias, alfabetização de mais de 600 pessoas, realização dos Projetos Gavião 1 e 2, reforma da Escola Mariocay, construiu o primeiro escolão do município — Manoel Januário Nunes, aquisição de uma lancha voadeira). 

Raimundo Nogueira, revitalização do prédio da prefeitura, inauguração prédio da câmara municipal, ginásio municipal, estádio municipal, casa da cultura, ruas asfaltadas, ruas aterradas, escolas revitalizadas e construídas no meio urbano e rural e pagamento do funcionário em dias, concurso publico e dialogo transparente com as entidades de classe. 

Fonte: Alaércio Gonçalves dos Santos 

O tempo é como um rio... você nunca poderá tocar na mesma água duas vezes, porque a água que já passou nunca passará novamente. Aproveite cada momento de sua vida com seus familiares, amigos. Busque acima de tudo valorizar quem te valoriza, ame teu próximo e tenha em seu coração: Amor, fé, esperança e caridade.


 

Para cada tempo, Deus envia os seus profetas. 🙏✨ Há vozes que não se calam com o passar dos anos. Há gestos que continuam ecoando na história. A profecia não é coisa do passado, ela é presença viva, denúncia das injustiças e anúncio de esperança. Dom Helder Camara e @padrejulio.lancellotti são sinais dessa profecia encarnada na vida concreta do povo. Um ontem que permanece atual. Um hoje que continua atuante. Que saibamos reconhecer os profetas do nosso tempo. Que não fechemos os olhos diante da dor dos mais pobres. Que sejamos também nós voz, coragem e compromisso. A profecia é sempre atual. E segue viva.

 


 Soraya Manutchehri, moradora da pequena aldeia de Kuhpayeh, foi acusada falsamente de adultério em 1986. A acusação foi articulada pelo próprio marido, que desejava contrair um novo casamento e evitar obrigações financeiras — algo que, segundo os relatos, motivou a fabricação das denúncias com apoio de autoridades locais.

Sem um julgamento justo e sem possibilidade real de defesa, Soraya foi condenada e executada por apedrejamento, numa demonstração extrema de abuso de poder, misoginia e ausência de garantias legais.

O caso só se tornou conhecido fora da região porque o jornalista franco-iraniano Freidoune Sahebjam investigou o ocorrido e registrou o testemunho de pessoas da aldeia, especialmente o de uma tia de Soraya que denunciou a injustiça.

Ele transformou a investigação no livro La Femme Lapidée (1990), que expôs ao mundo a história e denunciou a violência institucional e cultural sofrida por Soraya.

A obra depois foi adaptada para o cinema no filme The Stoning of Soraya M., que dramatiza os acontecimentos com forte impacto emocional e ajudou a ampliar o debate internacional sobre direitos humanos, justiça e a condição das mulheres sob sistemas legais abusivos.

A memória de Soraya permanece como símbolo de denúncia contra condenações sem devido processo, manipulação da lei e violência de gênero — e continua sendo citada em discussões globais sobre direitos humanos.

Após a Revolução Islâmica de 1979, o sistema jurídico iraniano passou a incorporar interpretações estritas da lei islâmica (sharia) em algumas áreas penais e familiares.

Na década de 1980 — período em que ocorreu o caso — havia:

Tribunais locais com grande poder discricionário, especialmente em vilarejos rurais, onde líderes religiosos e autoridades comunitárias influenciavam decisões.

Pouca padronização processual, o que permitia julgamentos rápidos, sem investigação adequada ou direito efetivo de defesa.

Desigualdade estrutural entre homens e mulheres em questões de casamento, divórcio, custódia e acusações morais.

Uso político e social das acusações de “adultério”, que podiam ser manipuladas para resolver disputas familiares ou econômicas.


Gilvandro Torres é um educador popular e militante social de Gurupá, no Pará. Nascido em 14 de março de 1980 no rio Mararú, ele tem uma trajetória marcada por engajamento comunitário e cultural na região do Marajó.

 

Gilvandro dos Santos Torres,, nasceu em Gurupá e passou a infância e adolescência em Belém e estudou no Colégio Afonseano Redentorista. Trabalhou como feirante sindicalizado, assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Pará e em cargos públicos de Gurupá e Altamira. Conheceu todo estado do Amapá aos 22 anos de idade trabalhando de numa distribuidora e residindo na cidade de Santana-AP em 2002. 

Ele ocupou posições como secretário de gabinete em prefeituras de Gurupá e Altamira e promotoria de Gurupá, assessor do Legislativo Municipal pelos vereadores do PT e conselheiro de educação e assistência social. Já como conselheiro tutelar e secretário executivo da ASMUDEACS. Atualmente Conselho Paroquial e Diocesano. Ex militante movimento estudantil em Belém década de 90 e militante do Partido dos Trabalhadores-PT. 

Autor do livro "Gurupá: uma conquista pelo povo", que documenta a história local com foco em quilombos, indígenas e movimentos sociais. Membro fundador da Academia Marajoara de Letras, mantém um blog sobre cultura de Gurupá e recebeu prêmios como Diploma de Honra ao Mérito do SINTEPP em 2017.

Participa de podcasts como "Ecos do Marajó" discutindo história regional e é ativo em redes sociais, com perfil no Facebook destacando seu papel como acadêmico em História e Assessor leigo da Paróquia Sto. Antônio de Gurupá, recebeu homenagem da Câmara Municipal de Gurupá. É torcedor declarado do Paysandu Sport Club.

Gilvandro Torres é membro fundador da Academia Marajoara de Letras (AML), uma instituição dedicada à promoção da literatura e cultura marajoara.