A civilização maia não desapareceu completamente, mas sofreu um colapso no período Clássico (séculos VIII a X d.C.), com o abandono de grandes centros urbanos nas terras baixas do sul.
Os maias continuaram existindo e se adaptaram em outras regiões, como o norte da Península de Yucatán, até a chegada dos espanhóis.
Fator Ambiental
Secas prolongadas e extremas, com reduções de até 70% nas chuvas, foram cruciais, agravadas pelo desmatamento para agricultura de corte e queima, que degradou o solo e intensificou a crise hídrica.
Estudos recentes em estalagmites e lagos confirmam que essas mudanças climáticas coincidiram com quedas na produção de monumentos e alimentos.
Conflitos e Sobrecarga
Guerras entre cidades-estado rivais por terras e recursos escassos geraram instabilidade política e social, combinadas com superpopulação que pressionou o sistema agrícola. A dependência de uma agricultura vulnerável levou a fome e migrações em massa para o norte.
O "mistério" surgiu de visões eurocêntricas dos exploradores espanhóis, que encontraram ruínas sem imaginar a continuidade maia em áreas rurais e no pós-clássico. Pesquisas modernas mostram colapsos regionais graduais, não um fim abrupto.









