Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
10/13/2025
Uma das formações do Paysandu Sport Club ⚽ na Libertadores de 2003. Em Pé : Tinho, Ronaldo, Jorginho, Luís, Fernando e Rodrigo. Agachados: Lecheva, Vélber, Iarley, Vanderson, Róbson e Sandro Goiano. ------- Escalação 🔵 > (12)Ronaldo; (13)Rodrigo Chagas, (15)Jorginho Baiano, (14)Tinho e (6)Luís Fernando; (8)Sandro Goiano(cap), (21)Lecheva, (10)Vanderson e (7)Iarley; (20)Vélber e (9)Róbson - Robgol. 🇺🇾 Técnico: Dario Pereyra. ------- A campanha do Papão da Curuzu foi de 5 vitórias, dois empates e uma derrota em 8 jogos. Seu ataque marcou 17 gols e sua defesa foi vazada 9 vezes, somou 17 pontos ganhos. ------- Colocação 🐺: 9º Lugar. ------- (9)Robgol ⚽ marcou 6 gols, foi o artilheiro do Papão no torneio. ------- OBS: O Paysandu 🇧🇷 chegou às oitavas de final, foi eliminado pelo Boca Juniores 🇦🇷, venceu o jogo de ida no La Bombonera por 1 a 0, gol de (7)Iarley e perdeu o jogo de volta por 4 a 2 no Mangueirão. ------- Artilharia do Paysandu ⚽: Robgol (6 gols), Iarley (3), Vélber (3), Sandro Goiano (2), Lecheva (1), Jorginho e Burdisso - contra (1 gol). ------- A Taça Libertadores da América de 2003, contou com a participação de 32 clubes.
Apesar das tentativas de apagar todos os vestígios de vida e forçar o desalojamento, os moradores de Gaza continuam a se posicionar com determinação inabalável diante dos planos da ocupação israelense e de seus apoiadores, afirmando que manter a terra não é uma escolha, mas um direito, um dever e a essência da dignidade.
ABE DE QUEM ??? FAZ HISTÓRIA, CABO VERDE! Nossos irmãos de idioma superam Essuatíni na última rodada do Grupo D, deixando ninguém menos que Camarões, umas das seleções mais tradicionais do continente africano para trás, e carimbando a tão sonhada vaga para jogar a sua primeira Copa do Mundo! OS TUBARÕES VÃO PRA COPA!!!! Valorizando e fazendo História!!! 🇧🇷
Navios Negreiros A história dos navios negreiros é das mais comoventes. Homens, mulheres e crianças eram transportados amontoados em compartimentos minúsculos dos navios, escuros e sem nenhum cuidado com a higiene. Conviviam no mesmo local, a fome, a sede, as doenças, a sujeira, os agonizantes e os mortos. Sem a menor preocupação com a condição das pessoas, os responsáveis pelos navios negreiros amontoavam negros acorrentados como animais em seus porões que muitas vezes advinham de diferentes lugares do continente Africano, causando o encontro de várias etnias e que por vezes eram também inimigas. Seus corpos eram marcados pelas correntes que os limitavam nos movimentos, as fezes e a urina eram feitas no mesmo local onde permaneciam. Os movimentos das caravelas faziam com que muitos passassem mal e vomitassem no mesmo local. Os alimentos simplesmente eram jogados nos compartimentos uma ou duas vezes por dia, cabendo aos próprios negros promover a divisa da alimentação. Como os integrantes do navio não tinham o hábito de entrar no porão, os mortos permaneciam ao lado dos vivos por muito tempo. Quando o navio encontrava alguma dificuldade durante seu trajeto, o comandante da embarcação ordenava que os negros moribundos ou mortos fossem lançados ao mar, como alternativa para reduzir o peso do navio. Nestes casos, o mar acabava se tornando a única saída dos negros para a luz, antes de chegarem aos destinatários do comércio. Foi somente no século XIX que as leis proibiram o comércio de negros. Entre 1806 e 1807, a Inglaterra acabou com o tráfico negreiro em seu Império e em 1833 proibiu o trabalho escravo. No Brasil, mesmo após o tráfico negreiro ter sido proibido, a escravidão permaneceu até 1888. Navio negreiro (também conhecido como "navio tumbeiro") era um tipo de navio de carga para o transporte de pessoas raptadas e escravizadas, responsável por levar mais de 11 milhões de pessoas Africanas escravizadas para América, até o século XIX. Aprisionados no interior da África subsaariana, por incursões dos mercadores esclavagistas ou por outros Africanos que lucravam com o tráfico, os escravizados eram trazidos em marcha forçada até o litoral do continente, onde os sobreviventes eram despojados de suas roupas e eventuais pequenos pertences que ainda carregassem consigo, para serem vendidos aos comerciantes europeus, que os embarcavam nos navios negreiros. Neles, os escravizados eram destinados aos porões da embarcação, onde ficavam presos em grupos às correntes. Cada navio, levava em média quatrocentos Africanos amontoados. O mau-cheiro imperava, e o espaço para movimentação era mínimo, porque embora navios deste tipo fossem geralmente grandes, se otimizava o espaço do mesmo para caber o maior número possível de escravizados. Doenças As principais causas de mortes estavam relacionadas a problemas gastrointestinais, escorbuto e doenças infectocontagiosas. Revoltas Outro fator que contribuía para o elevado número de mortes eram os castigos aplicados aos revoltosos. Grande parte dos escravizados era obrigada a presenciar a punição a fim de que eles fossem persuadidos de não tentarem o mesmo. A mais conhecida foi a do navio La Amistad. No entanto, outras revoltas como a do barco "Kentucky", de 1845, foi sufocada e todos os negros jogados ao mar.
O Círio de Nazaré em Belém, Grão Pará. Litografia de Friedrich Hildebrand 1883. O Barco e os marujos fazem recordação do naufrágio do brigue português São João Batista, que saiu com 28 pessoas (entre tripulantes e passageiros) do porto de Belém em 11 de julho de 1846 com destino a Lisboa. Reza a lenda que os náufragos conseguiram se salvar e, depois de “desesperada luta com as ondas”, chegaram a Belém e relataram o milagre feito pela Virgem de Nazaré. Este fato deu origem à introdução dos escaleres e da marujada ao Círio de Nazaré. Instituído em 1793 em Belém do Pará, o Círio é a maior manifestação cristã do brasil - e um dos maiores eventos do mundo -, reunindo mais de dois milhões de pessoas em uma só manhã. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia caído no ano anterior, a procissão passou a ser realizada pela manhã. Em 1882, o bispo Dom Macedo Costa, em acordo com o Presidente da Província, Justino Ferreira Carneiro, instituiu que a partida do Círio seria da Catedral da Sé, em Belém.
Em outubro de 1717, nas margens do Rio Paraíba do Sul, no vilarejo de Guaratinguetá (SP), três pescadores — Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves — lançaram suas redes em busca de peixes para o banquete em homenagem ao conde de Assumar, governador da capitania. Após várias tentativas sem sucesso, eles retiraram primeiro o corpo de uma pequena imagem de terracota escurecida e, logo depois, a cabeça que se encaixava perfeitamente. A partir daí, os peixes abundaram no rio. A imagem, que media cerca de 36 cm, foi reconhecida como uma representação da Imaculada Conceição, e passou a ser chamada de Nossa Senhora Aparecida — “a que apareceu”. O achamento ocorreu em um Brasil colonial escravista, marcado pela exploração econômica, pela profunda desigualdade social e pelo sofrimento do povo negro escravizado, trazido à força da África. Nesse contexto de opressão e fé popular, o culto à Virgem Aparecida se espalhou rapidamente entre os pobres, os escravizados e os marginalizados — os que viam na imagem uma mãe que acolhia todos, independentemente da cor, condição ou origem. Os milagres atribuídos à santa reforçaram essa devoção. Um dos mais antigos e simbólicos é o do escravo Zacarias, acorrentado e castigado por tentar fugir. Diante da imagem da Senhora Aparecida, ele teria pedido libertação — e as correntes se romperam milagrosamente. Esse episódio, amplamente difundido na tradição popular, tornou-se um símbolo de liberdade e dignidade humana num tempo em que a escravidão era sustentada até por parte da própria elite católica. A cor escura da imagem — originalmente causada pela argila e pelo tempo no rio — também foi interpretada como um sinal de identificação com o povo negro e com os pobres. A “Santa Morena” tornou-se, assim, um ícone de resistência e esperança em um Brasil dividido entre a casa-grande e a senzala.
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