Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
2/21/2026
ADÃO PANTOJA DE SOUZA
foi uma figura central na comunidade de Gurupá, Pará, marcada por décadas de
dedicação à Igreja Católica e ao ativismo social. Nascido em 27 de janeiro de
1935 e falecido em 12 de maio de 2006, ele exemplifica o compromisso cristão e
comunitário típico de líderes locais na região amazônica. Filho de Ana Maria de Souza e Raimundo
Pantoja de Souza, Adão iniciou seu serviço religioso na adolescência como
coroinha e membro do grupo dos Marianos. Desde jovem, integrou-se à vida
paroquial, prestando serviços na Secretaria Paroquial e colaborando na criação
de várias comunidades eclesiais. Ele atuou como membro do Conselho Paroquial e
coordenou comunidades como Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Nossa Senhora
das Graças. Adão também orientou cursos para pais e padrinhos, além da
preparação para o sacramento do matrimônio, e foi ativo como Cebista
(Comunidade Eclesial de Base), coordenando projetos como o de Moradia. Fundador
do Partido dos Trabalhadores (PT) em Gurupá, participou do processo sindical
nas eleições do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Sua visão integrava fé e
justiça social, refletindo dinâmicas comuns em comunidades ribeirinhas do Pará.
Exerceu como Escrivão de Polícia. Na diretoria da Festividade de São Benedito
em Gurupá, serviu como presidente e coordenou o Salão Paroquial desde a década
de 1970 até 2004. Adão doou sua vida a trabalhos comunitários, tornando-se um
exemplo de serviço. Em sua memória, uma rua na cidade de Gurupá leva seu nome,
honrando sua trajetória de fé, liderança e solidariedade no município de
Gurupá.
TEXTO: GILVANDRO TORRES
CLODOVES DE OLIVEIRA
PANTOJA foi uma liderança comunitária exemplar na região do rio
Mararu, em Gurupá, Pará. Nascido em 1º de novembro de 1935 e falecido em 28 de
outubro de 2020, ele deixou um legado marcante como catequista, músico
flautista, Coordenador e Presidente várias vezes da Festividade de São José na
comunidade São José. Ele participou do curso de Boas Novas em Santarém nos anos
1970, formando-se como Ministro da Palavra. Sua atuação incluiu a organização
de comunidades como São José e Nossa Senhora das Graças no Setor Mararu, além
de assessoria em encontros setoriais, semanas catequéticas e atividades
pastorais na Paróquia Santo Antônio de Gurupá. O seu papel Educacional e Social
como Professor da rede pública, ele influenciou gerações locais, forte
liderança no rio Mararu, promovendo missão, evangelho e vocação em contextos
comunitários e familiares, sendo esposo, pai e avô dedicado. Seu testemunho
inspirou a pastoral e o engajamento social na história de Gurupá. Em sua memória
uma escola na comunidade São José do rio Mararu leva seu nome.
TEXTO: GILVANDRO TORRES
Gilvandro dos Santos Torres nasceu em 14 de março de 1980, no rio Mararú, zona rural de Gurupá, Pará, Brasil. Educador popular, historiador, escritor e militante social, ele se mudou ainda criança para Belém, onde cresceu no bairro Telégrafo e iniciou sua formação no Colégio Afonseano Redentorista, participando de movimentos estudantis nos anos 1990 contra privatizações e o governo estadual
"O verdadeiro ensinamento que transmitimos é o que vivemos e somos bons pregadores quando colocamos em prática o que dizemos" (São Francisco de Assis).


