Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
2/23/2026
Mundial de 1978: Futebol, ditadura e memória histórica na Argentina 1978
- Contexto Político: A Argentina vivia o regime militar mais violento de sua história. A Copa foi usada para desviar a atenção da perseguição política, greves proibidas e desaparecimentos forçados.
- Manipulação e Propaganda: O regime militar investiu pesado na imagem, tentando demonstrar ordem e civilidade. O líder da junta militar, Jorge Videla, esteve presente ativamente no evento, inclusive no vestiário da seleção.
- A "Copa da Ditadura": O torneio foi marcado por controvérsias, incluindo críticas internacionais, denúncias de violações de direitos humanos e suspeitas sobre a campanha da seleção, como a goleada por 6 a 0 sobre o Peru.
- O Futebol e o Título: Em campo, a Argentina, comandada por César Luis Menotti e com o artilheiro Mario Kempes, conquistou seu primeiro título mundial após vencer a Holanda na prorrogação no Estádio Monumental de Núñez.
- Memória Histórica: A vitória de 1978 é um marco de conflito entre a euforia popular e a resistência contra o regime. A relação entre a conquista esportiva e o horror da ditadura (com o centro de tortura ESMA próximo ao Monumental) é um elemento central na reflexão crítica sobre esse evento.
- A Final: Disputada no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, terminou com a vitória da Argentina por 3 a 1 sobre a Holanda na prorrogação.
- O Craque: Mario Kempes foi o artilheiro e principal destaque da competição, marcando dois gols na final.
- Controvérsias: A campanha foi marcada por suspeitas de favorecimento, especialmente na goleada de 6 a 0 sobre o Peru, resultado necessário para a Argentina avançar à final e que levantou alegações de suborno e pressão política entre as juntas militares dos dois países.
África do Sul 2010: o Mundial como símbolo político global
FREI BETO É frade dominicano e autor de 74 livros, editados no Brasil e no exterior. Nasceu em Belo Horizonte (MG), estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia.
Ganhou em 1982 o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias Batismo de Sangue (Rocco), entre muitos outros prêmios nacionais e internacionais.
Foi coordenador da ANAMPOS (Articulação Nacional de Movimentos Populares e Sindicais), participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da CMP (Central de Movimentos Populares).
Prestou assessoria à Pastoral Operária do ABC (São Paulo), ao Instituto Cidadania (São Paulo) e às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).
Foi também consultor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e desde 2019 assessora o Plano de Segurança Alimentar e Educação Nutricional de Cuba, implementado pela FAO.
Colabora com vários jornais, revistas, sites e blogs, no Brasil e no exterior e participa ativamente da vida política do Brasil nos últimos 60 anos.
Durante 23 horas Fidel Castro falou a Frei Betto sobre religião, é a primeira vez que um Chefe de Estado de um país socialista concede uma entrevista exclusiva a respeito deste tema sempre atual.
Nas últimas décadas, a questão religiosa ganhou especial interesse, principalmente na América Latina, onde ditaduras militares assassinaram inúmeros religiosos que se colocaram ao lado dos pobres.
As milhares de Comunidades Eclesiais de Base que congregam camponeses e operários, e a força da Teologia da Libertação, são alguns dos fatores que fazem o tema da religião transcender os limites das próprias Igrejas e ganhar uma expressão política só comparável aos primeiros séculos do Cristianismo, marcados pelo sangue dos mártires.
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