Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
2/28/2026
A gente cresce aprendendo na escola que o verde representa as nossas florestas e o amarelo é o nosso ouro, certo? Mas isso é uma história inventada anos depois! 🟢🟡 Quando a bandeira do Império foi desenhada pelo artista francês Jean-Baptiste Debret, o verde foi escolhido para representar a Casa de Bragança (família de Dom Pedro I) e o amarelo era a cor da Casa de Habsburgo (família da sua esposa, a Imperatriz Leopoldina). Quando o Brasil virou República, os militares apenas reciclaram as cores monárquicas para a população não perder a identidade visual do país!
O que são Terras Raras? Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos formados pelos lantanídeos, além do escândio e do ítrio. Esses elementos são essenciais para diversas tecnologias modernas, como eletrônicos, veículos elétricos e turbinas eólicas. Apesar do nome, não são extremamente raros na natureza, porém sua extração e processamento são complexos, custosos e ambientalmente sensíveis. Esses elementos fazem parte da Tabela Periódica e são encontrados em minerais específicos, como bastnasita, monazita, xenotima e argilas iônicas. Segundo dados do USGS, as reservas globais somam aproximadamente 92 milhões de toneladas de óxidos de terras raras. A China lidera com cerca de 48% das reservas mundiais, seguida pelo Brasil, com aproximadamente 23%. Índia, Austrália e Rússia também concentram parcelas relevantes desse potencial. China e Brasil, juntos, detêm mais de 70% das reservas globais. No cenário de produção, a distribuição é diferente. China, Estados Unidos, Myanmar e Austrália dominam a extração mundial. O Brasil, apesar de suas grandes reservas, responde por menos de 1% da produção global. As terras raras são fundamentais para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, semicondutores, satélites e sistemas ligados à defesa. Por essa razão, são consideradas ativos geopolíticos estratégicos, pois concentram poder econômico, tecnológico e industrial, influenciando cadeias globais de suprimento, inovação, energia e segurança.
Urgente A televisão iraniana informou a morte do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei. — em Teerã, Teerão, Irã.
2/27/2026
Gilvandro Torres é um educador popular, escritor e militante social de Gurupá, no Pará. Nascido em 14 de março de 1980 no rio Mararú, ele tem uma trajetória marcada por engajamento político e cultural na região do Marajó.
As plantações de açaí a beira do rio Mararú.
A mata da várzea com seus buritizeiros.
A grandeza do rio, seu povo simples.
Acolhedor e amigo, as áreas alagadas pela água escura.
Os açaizeiros são fonte inesgotável de renda Manejado se transforma em um garimpo.
A pele reflete o esforço do tirador de açaí.
A naturalidade e a destreza que o ribeirinho executa seu serviço retira o cacho do açaí com folhas do açaizeiro faz sua peçonha em cesta de cipó, garante a renda e alimentação das famílias.
Onde os rios possuem um papel fundamental na vida dos ribeirinhos, é através dos rios que são estabelecida das ligações entre localidades.
autor: GILVANDRO TORRES
GILVANDRO TORRES, um Gurupaense apaixonado pela vida, petista sonhador e idealista, ex. líder estudantil com experiencia na assessoria no Legislativo estadual e no poder municipal de Gurupá sempre acreditei no desenvolvimento de Gurupá através de um governo popular, minha frase de vida é "Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo. Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos."
LEONARDO BOFF
Genézio Darci Boff adotou o pseudônimo Leonardo e é neto de imigrantes italianos. Formado em teologia e filosofia, foi silenciado pelo Vaticano em 1985 por críticas à hierarquia eclesial em seu livro "Igreja: Carisma e Poder", deixando a ordem franciscana em 1992.
Contribuições Teológicas
Boff articulou a indignação contra a pobreza com a fé cristã, promovendo uma cristologia libertadora influenciada por Teilhard de Chardin. Ele vê a salvação como totalizadora, ligada a libertações sociais, e apoia movimentos como o MST.
Ecologia e Espiritualidade
Pioneiro na teologia ecológica, critica o progresso técnico-científico e propõe um paradigma cosmocêntrico, unindo o "grito dos pobres" ao "grito da Terra" (Rm 8:19-25). Continua ativo como padre leigo em comunidades pobres.
Quem é Frei Betto?
Frei Betto (Carlos Alberto Libânio Christo) é um frade dominicano, escritor, jornalista e militante social brasileiro, nascido em 25 de agosto de 1944, em Belo Horizonte. Ele é uma das principais vozes da Teologia da Libertação na América Latina e se destacou pela atuação política, religiosa e intelectual em defesa dos direitos humanos e da justiça social.
📚 Formação e Vida Religiosa
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Entrou para a Ordem dos Dominicanos ainda jovem, inspirado por uma fé cristã voltada para os pobres e o compromisso social. Estudou filosofia e teologia, aproximando-se das ideias renovadoras da Igreja após o Concílio Vaticano II.
✊ Atuação na Ditadura Militar
Durante a ditadura brasileira (1964–1985), Frei Betto:
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Atuou na resistência ao regime, apoiando movimentos democráticos.
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Foi preso duas vezes, entre 1969 e 1973, por ajudar perseguidos políticos.
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Na prisão, aprofundou reflexões que depois apareceriam em seus livros.
🕊️ Teologia da Libertação e Ação Social
Frei Betto tornou-se um dos principais representantes da corrente cristã que:
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Defende a fé ligada à transformação social.
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Combate a pobreza, a desigualdade e a exclusão.
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Dialoga com movimentos populares e políticos da América Latina.
Ele manteve proximidade intelectual com líderes religiosos como Dom Hélder Câmara, símbolo da Igreja comprometida com os pobres.
🏛️ Participação Política
Nos anos 2000, colaborou com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente no programa Fome Zero, voltado ao combate à fome no Brasil.
Apesar da colaboração, sempre manteve postura crítica e independente.
📖 Obras Importantes
Frei Betto é autor de mais de 60 livros, traduzidos em vários idiomas. Entre os mais conhecidos:
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Batismo de Sangue – Relato marcante sobre a resistência à ditadura e o martírio de frades dominicanos.
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Fidel e a Religião – Entrevista histórica com Fidel Castro, discutindo fé e revolução.
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Cartas da Prisão – Reflexões escritas durante o cárcere.
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A Mosca Azul – Análise crítica do poder político.
Sua escrita mistura espiritualidade, política, memória histórica e reflexão ética.
🌎 Importância Histórica
Frei Betto é considerado:
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Um dos intelectuais católicos mais influentes do Brasil contemporâneo.
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Ponte entre religião e transformação social.
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Referência em debates sobre democracia, ética, desigualdade e direitos humanos.
O querigma cristocêntrico (o anúncio simples e central de Jesus Cristo) GILVANDRO TORRES
O querigma cristocêntrico é o anúncio simples, central e fundamental de Jesus Cristo como o Verbo encarnado, morto e ressuscitado, que salva a humanidade e oferece vida nova.
Não é apenas uma “mensagem”, mas o núcleo do Evangelho que suscita a fé inicial, a conversão e a adesão confiante a Cristo.
O querigma cristocêntrico contém, em síntese, o mistério pascal de Jesus:
1- Ele é o Filho de Deus, tornado homem;
2- Morreu por nós na cruz;
3- Ressuscitou e vive.
É o que o Papa Francisco resume em: “Jesus Cristo ama‑te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar”.
Diz‑se “cristocêntrico” porque Jesus Cristo é o centro e o conteúdo da mensagem, não um elemento entre outros.
Tudo gira em torno d’Ele: a Bíblia é lida como testemunho de Cristo; a catequese começa por apresentar Jesus, não por regras ou doutrinas abstratas; a missão da Igreja é, antes de tudo, anunciar Jesus.
O que distingue o querigma de outros anúncios (ensinamentos, moral, doutrina) é que ele: é o primeiro passo que suscita a fé e a conversão; é a base sobre a qual se constrói toda a catequese, a liturgia e a vida moral.
O Concílio afirma que Jesus é o “Verbo encarnado”, plenitude da revelação de Deus, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens.
O Concílio Vaticano II (1962–1965) foi um grande Concílio Ecumênico da Igreja Católica que procurou renovar a vida da Igreja à luz de Jesus Cristo, tornando‑A mais aberta ao mundo moderno.
Ele não mudou o núcleo da fé, mas reformulou formas de expressá‑la, destacando a Bíblia, a participação do povo e a missão da Igreja na história.
O Vaticano II foi convocado pelo Papa João XXIII e continuado pelo Papa Paulo VI, reunindo bispos de todo o mundo para discutir a Igreja, a liturgia, a Bíblia, a missão e a relação com o mundo contemporâneo. Seus principais documentos são quatro “constituições”:
Lumen gentium (sobre a Igreja);
Dei Verbum (sobre a Palavra de Deus);
Sacrosanctum Concilium (sobre a liturgia);
Gaudium et spes (sobre a Igreja no mundo moderno).
Os documentos conciliares colocam Jesus Cristo como centro de toda a teologia: Ele é o Verbo encarnado, plenitude da revelação, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens.
A Constituição Lumen gentium, por exemplo, afirma que “a cabeça deste corpo é Cristo” e que a Igreja é corpo místico d’Ele, unido ao seu mistério de morte e ressurreição.
O Vaticano II promoveu a participação ativa do povo na Missa (por exemplo, uso da língua vernácula, rotação dos textos bíblicos nas leituras e maior compreensão dos gestos), tornando a celebração mais algo em que se “vive” e não apenas se “assiste”.
Também reforçou a vocação de todos os batizados (sacerdócio comum), a importância da Bíblia na vida da Igreja e a chamada à missão a todo o mundo, com preocupação especial pela dignidade humana e pela paz.
O Concílio resgatou a centralidade da Palavra de Deus, mostrando que a Bíblia não é apenas um livro antigo, mas o testemunho de Jesus Cristo, Verbo eterno de Deus feito homem.
Numa catequese em Gurupá, isso se traduz em: ler a Bíblia com os olhos voltados para Cristo; escutar a Palavra na missa e na vida comunitária como encontro com Ele, não como “aula” fria.
O querigma cristocêntrico (o anúncio simples e central de Jesus Cristo) renova a vida eclesial porque coloca o encontro pessoal com Cristo no centro de tudo: evangelização, catequese, comunidade e missão.
Quando a Igreja volta a proclamar, com força, que “Jesus morreu, ressuscitou e oferece vida nova”, isso muda não só a mente das pessoas, mas também a forma como a comunidade vive sua fé.
O Concílio Vaticano II (1962-1965) enfatiza Jesus Cristo como centro da revelação divina e da Igreja, apresentando-O como Verbo encarnado, mediador e plenitude da verdade salvífica.
Seus documentos dogmáticos destacam Cristo como revelador do Pai, Cabeça da Igreja e instrumento de redenção universal.
Revelação em Cristo:
Ele fala as palavras de Deus e consuma a salvação, libertando-nos do pecado para a vida eterna.
Cristo e a Igreja:
A Igreja, seu instrumento visível, participa de Seu sacerdócio único, crescendo pelo poder do Espírito até a consumação final.
Encarnação e Dignidade Humana:
Assim, Cristo é chave, foco e meta da história humana.
O Catecismo da Igreja Católica ensina que confessar “Jesus é o Senhor” é o coração da fé cristã:
Ele é o mediador único entre Deus e os homens, o consubstancial ao Pai e a fonte da reconciliação com Deus.
Para nos católicos, ler a Bíblia, rezar, participar da missa e viver a moral cristã só faz sentido se conduzir ao encontro pessoal e comunitário com Cristo.
O saudoso Papa Francisco, falando da centralidade de Jesus, diz que a atitude do cristão é reconhecê‑Lo no centro dos pensamentos, palavras e obras, para que tudo seja “pensamento de Cristo, obra de Cristo, palavra de Cristo”.
GILVANDRO TORRES
O Concílio afirma que Jesus é o “Verbo encarnado”, plenitude da revelação de Deus, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens.
O Concílio Vaticano II (1962–1965) foi um grande Concílio Ecumênico da Igreja Católica que procurou renovar a vida da Igreja à luz de Jesus Cristo, tornando‑A mais aberta ao mundo moderno. Ele não mudou o núcleo da fé, mas reformulou formas de expressá‑la, destacando a Bíblia, a participação do povo e a missão da Igreja na história. O Vaticano II foi convocado pelo Papa João XXIII e continuado pelo Papa Paulo VI, reunindo bispos de todo o mundo para discutir a Igreja, a liturgia, a Bíblia, a missão e a relação com o mundo contemporâneo. Seus principais documentos são quatro “constituições”: Lumen gentium (sobre a Igreja); Dei Verbum (sobre a Palavra de Deus); Sacrosanctum Concilium (sobre a liturgia); Gaudium et spes (sobre a Igreja no mundo moderno). Os documentos conciliares colocam Jesus Cristo como centro de toda a teologia: Ele é o Verbo encarnado, plenitude da revelação, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens.
O Vaticano II promoveu a participação ativa do povo na Missa (por exemplo, uso da língua vernácula, rotação dos textos bíblicos nas leituras e maior compreensão dos gestos), tornando a celebração mais algo em que se “vive” e não apenas se “assiste”. Também reforçou a vocação de todos os batizados (sacerdócio comum), a importância da Bíblia na vida da Igreja e a chamada à missão a todo o mundo, com preocupação especial pela dignidade humana e pela paz. O Concílio resgatou a centralidade da Palavra de Deus, mostrando que a Bíblia não é apenas um livro antigo, mas o testemunho de Jesus Cristo, Verbo eterno de Deus feito homem. Numa catequese em Gurupá, isso se traduz em: ler a Bíblia com os olhos voltados para Cristo; escutar a Palavra na missa e na vida comunitária como encontro com Ele, não como “aula” fria.
GILVANDRO TORRES
O Concílio Vaticano II (1962-1965) enfatiza Jesus Cristo como centro da revelação divina e da Igreja, apresentando-O como Verbo encarnado, mediador e plenitude da verdade salvífica. Seus documentos dogmáticos destacam Cristo como revelador do Pai, Cabeça da Igreja e instrumento de redenção universal.
2/26/2026
Reconhecimento da Opção pelos Pobres Ela valida a teologia da libertação e a defesa dos oprimidos como caminho evangélico, mostrando que a Igreja apoia bispos profetas contra injustiças, especialmente na América Latina. Francisco destacou Romero como Bom Pastor que consumiu a vida junto dos pobres, inspirando clérigos a priorizar os necessitados
2/25/2026
No Angelus deste I Domingo da Quaresma, o Santo Padre deteve-se no Evangelho proposto pela liturgia (cf. Mt 4,1-11), que apresenta Jesus conduzido pelo Espírito ao deserto, onde é tentado pelo diabo após quarenta dias de jejum.
Mateus 6,7-15
"Quando orardes,
não useis muitas palavras, como fazem os pagãos.
Eles pensam que serão ouvidos
por força das muitas palavras.
Não sejais como eles,
pois vosso Pai sabe do que precisais,
muito antes que vós o peçais.
Vós deveis rezar assim:
Pai Nosso que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;
venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade,
assim na terra como nos céus.
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
Perdoa as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido.
E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.
De fato, se vós perdoardes aos homens
as faltas que eles cometeram,
vosso Pai que está nos céus
também vos perdoará.
Mas, se vós não perdoardes aos homens,
vosso Pai também não perdoará
as faltas que vós cometestes".
A Quaresma é o tempo em que a Igreja, com solicitude maternal, nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida, para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano. Mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma 2026 .
No julgamento final, Cristo terá diante de seu trono glorioso todos os povos da terra. Estaremos lá naquele dia e Ele nos perguntará: estive com sede, com fome e vocês... o que fizeram?
O Senado aprovou projeto que garante a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima em casos de estupro de vulnerável. A legislação considera vulneráveis as pessoas menores de 14 anos ou "que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência".
O texto aprovado (PL 2.195/2024) altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940) para determinar que as penas deverão ser aplicadas independentemente da experiência sexual da vítima ou da ocorrência de gravidez resultante do estupro. Atualmente o código prevê a penalidade independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime.
Na justificação, a autora do projeto, deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), menciona decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que teria relativizado a vulnerabilidade da vítima de estupro de vulnerável, ao absolver homem de 20 anos que manteve relacionamento com menina de 12 anos, do qual resultou gravidez. Para ela, não se pode admitir que mais julgados desse tipo sejam produzidos Brasil afora.
O relatório da senadora Eliziane Gama foi previamente aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A relatora afirmou que a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima “reforça a intenção do legislador de não permitir discussões que possam desvirtuar a finalidade da norma, focando na proteção do incapaz de consentir, como infelizmente ainda sói ocorrer com frequência nos julgados de alguns Tribunais de Justiça do país.”
Eliziane apresentou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 mostrando que a maior taxa de vitimização foi registrada entre crianças de 10 a 13 anos, com 233,9 casos por 100 mil habitantes. Entre crianças de 5 a 9 anos, foram 103,3 casos por 100 mil, e entre bebês e crianças de até 4 anos, a taxa chegou a 68,7 por 100 mil habitantes. Para a senadora, esses números mostram a urgência de uma legislação clara, que não permita relativizações quanto à vulnerabilidade da vítima e garanta maior efetividade no combate à violência sexual infantil.
Fonte: Agência Senado
Che Guevara Ernesto “Che” Guevara (1928–1967) foi um médico, guerrilheiro, escritor e um dos principais líderes da Revolução Cubana, tornando-se um dos ícones políticos mais reconhecidos do século XX.
Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, foi assassinada em 14 de março de 2018, junto com seu motorista Anderson Gomes, em um ataque a tiros no Estácio.
Crime e Execução
O atentado ocorreu quando um carro emparelhou ao veículo da vereadora e disparou 13 tiros, motivado por sua atuação contra milícias na região. A assessora Fernanda Chaves sobreviveu.
Avanços na Investigação
Em 2019, Ronnie Lessa (ex-PM, autor dos disparos) e Élcio de Queiroz (motorista) foram presos e condenados em 2021 a penas de 78 e 59 anos, respectivamente, por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Outros envolvidos, como Edilson Barbosa ("Orelha") por destruição de provas e Rodrigo Ferreira ("Ferreirinha") por obstrução, também foram condenados.
Condenações Recentes
Em fevereiro de 2026, o STF condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão a 76 anos e 3 meses cada por organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio, além de perda de cargos públicos e indenização de R$ 7 milhões às famílias e à assessora.
Outros réus, como o major Ronald Alves de Paula (56 anos) e Robson Calixto (9 anos), também foram sentenciados.
Marielle Franco combatia as milícias por meio de denúncias políticas, fiscalização e apoio a investigações sobre seu avanço em comunidades do Rio de Janeiro.
Denúncias e Fiscalização
Como vereadora do PSOL, ela fiscalizava projetos de lei que beneficiavam regularização fundiária em áreas controladas por milícias na zona oeste, opondo-se ao uso comercial e defendendo moradia popular e direitos sociais.
Ela atuava em comissões da Câmara Municipal, denunciando extorsões, agiotagem e controle territorial por grupos paramilitares, como na Taquara e Vargem Grande.
Apoio a CPIs e Investigação
Anteriormente assessora de Marcelo Freixo, ajudou na CPI das Milícias de 2008, que indiciou políticos e milicianos, e continuou expondo ligações entre vereadores e esses grupos em seu mandato.
Seu ativismo gerou embates com figuras como os irmãos Brazão, ligados a milícias, culminando na motivação do crime para proteger interesses econômicos.
Ronnie Lessa, ex-PM reformado e ligado a milícias, foi o executor material do assassinato de Marielle Franco, responsável pelos disparos fatais.
Execução do Crime
Na noite de 14 de março de 2018, Lessa usou uma submetralhadora de dentro de um Cobalt emparelhado ao carro das vítimas, mirando a cabeça de Marielle e atingindo-a com 4 tiros, além de ferir Anderson Gomes e a assessora Fernanda Chaves.
Confissão e Condenação
Preso em 2019 com Élcio de Queiroz (motorista), confessou o crime em delação premiada, alegando motivação financeira como matador de aluguel contratado pelos irmãos Brazão. Foi condenado em 2024 a 78 anos e 9 meses por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

















