12/16/2025

 A vida nos ensina o verdadeiro valor de algumas pessoas, e ao mesmo tempo, a verdadeira face de outras.

Não se deixe arrastar pela vaidade.

 Aprenda a conhecer-se. 

Não se julgue indispensável. 

Quando vier a tentação de julgar-se insubstituível, lembre-se de uma verdade irrefutável: só Deus é indispensável. 

Não se envaideça! 

Deus, que é grande, não assinou nenhuma de suas obras... 

Não se esqueça: quem se exalta será humilhado, mas quem se humilha será exaltado. 

Cada um recebe de acordo com o que dá. Se você der ódios e indiferenças, há de recebê-los de volta. 

Mas se der atenção e carinho, há de ver-se cercado de afeto e Amor. 

Ninguém se aproxima do espinheiro, por causa dos espinhos, nem do lodo, porque suja. 

Mas todos apreciam permanecer perto das flores, que espalham beleza e perfume.



 













FRENTE DE GURUPÁ- GILVANDRO TORRES-2014


Nomes das ruas de Gurupá- GILVANDRO TORRES

 Atualmente, a cidade ganhou outras ruas e travessas que com o crescimento da cidade, foram necessárias abrir outras ruas e criar suas denominações, entre as quais destacamos 

Rua Alda Monteiro dos Santos em homenagem unicamente por esta senhora ser mãe do atual prefeito de Gurupá Raimundo Nogueira

Rua João Paulo II – justa homenagem ao falecido papa da igreja católica Karol Hoitylla

Rua Mariocay em homenagem a tribo indígena do mesmo nome que marcou na história da colonização desta cidade. 

Trav. Brasil Norte em homenagem a antiga serraria que funcionou em Gurupá na década de 80

Rua Dico Dias – Justa homenagem ao saudoso Raimundo Ribeiro Dias que tanto contribuiu com a saúde do povo de Gurupá, sendo considerado por muitos o patrono da saúde deste município. 

Rua São José – Justo homenagem ao Santo Padroeira da igreja católica no mundo inteiro. 

Travessa Barradinha – batizada com este nome devido na entrada da travessa morar um senhor que tem este pseudônimo. 

Travessa do Alfinete – também esta travessa assim foi batizada por morar um senhor nesta travessa que atende por este apelido. 

Trav. 11 de Novembro – justa homenagem a data da emancipação política de Gurupá, dia em que Gurupá ganhou foros de cidade. 

Rua Tiradentes – Justa homenagem ao mártire da história brasileira Joaquim José da Silva Xavier que tive seu corpo esquartejado e pendurado em postes nas estradas que vão de Belo Horizonte até a cidade do Rio de Janeiro.




 Eles fizeram a Diferença 

Intendente Wortingenr Castelo Branco (inaugurou o prédio da prefeitura municipal). 

Mário da Silva Machado (construiu a 1ª usina de Gurupá ―Força e Luz‖). 

Wilson Lima (Construiu o Trapiche Municipal e a Praça Mariocay em 1959). Wilson Benathar (Construiu o Mercado Municipal, atual Biblioteca e o Grupo Escolar Prof. Dr. Jaime Aben-Athar — Clube de Mães). 

Oscar José dos Santos (construiu a Casa de Saúde de Gurupá). 

José Vicente de Paula Barreto Melo (Construção da Delegacia, Coletoria, reformou o Forte de Santo Antonio, inaugurou o 1º sistema de água na cidade, inaugurou o sistema elétrico da Celpa, reformou o Trapiche Municipal, aquisição de uma caçamba, construção do Fórum, residência da juíza e instalou o sistema de telefonia Telepará). 

Jorge Palheta de Souza, (construção do Marcílio Dias e caz de arrimo em frente a cidade). Juvenal do Vale Tavares, (construção / asfaltamento das Av. São Benedito e Santo Antônio).

Benedita Cecília Palheta Pereira, (Construiu o B/M Gurupá, asfaltou várias ruas e travessas ao longo de seus dois mandatos, deu apoio a cultura gurupaense — Festival do Camarão, 07 de setembro, Guarda Miri, Concurso de Quadrilhas). 

Esmeraldina Nunes dos Santos, (implantou o sistema de organização modular de ensino — SOME, aquisição de caminhões para o transporte dos colonos e limpeza pública, construção da Secretaria de Saúde, Semae e residência oficial do prefeito, reformou o B/M Gurupá). 

Moacir Alho, (construção da Escola Raimundo Ribeiro Dias, alfabetização de mais de 600 pessoas, realização dos Projetos Gavião 1 e 2, reforma da Escola Mariocay, construiu o primeiro escolão do município — Manoel Januário Nunes, aquisição de uma lancha voadeira). 

Raimundo Nogueira, revitalização do prédio da prefeitura, inauguração prédio da câmara municipal, ginásio municipal, estádio municipal, casa da cultura, ruas asfaltadas, ruas aterradas, escolas revitalizadas e construídas no meio urbano e rural e pagamento do funcionário em dias, concurso publico e dialogo transparente com as entidades de classe. 

Fonte:Alaércio Gonçalves dos Santos

Biografia JOSE VICENTE EX PREFEITO DE GURUPÁ- GILVANDRO TORRES

 
Biografia 

José Vicente de Paula Barreto Mello

Foi o segundo filho de Clodoveu Araújo Mello e Ignácia Barreto da Fonseca ( filha do Intendente Francisco Cardoso da Fonseca nomeado por D. Pedro II) e nasceu em Gurupá/PA, em 1932. Vítima de impaludismo  (malária), seu pai morreu muito jovem, deixando esposa e dois filhos. Cleto e José Vicente, criados com as dificuldades de uma viúva nos anos de 1930. José Vicente estudou e tornou-se Enfermeiro e Laboratorista, indo trabalhar na Fundação SESP, no posto de saúde se Gurupá. Logo constituiu família, com Maria Raimunda Santos Fernandes Mello, e juntos tiveram 04 filhos. Nos meados da década de 1960, por insistência de amigos e familiares, ingressou na política, sendo eleito prefeito de Gurupá/PA em 1967 pela então Arena, em época na qual o cenário nacional comportava 2 Partidos políticos Arena e MDB. Seu primeiro ato administrativo foi pagar os salários dos funcionários municipais com dinheiro em espécie, direito há muito esquecido pelos chefes do executivo municipal, pois naquela época havia se tornado comum o uso de vales para o comércio local. José Vicente foi prefeito de Gurupá por 2 mandatos. Ao longo desse tempo suas obras mais relevantes foram.

. Levar energia elétrica e água encanada à população.

. Aquisição de caminhão, barco e camionete para os trabalhos da Prefeitura e atendimento de necessidades da população de forma gratuita, visto que até então o Município não possuia veículos próprios para execução de obras.

. Calçamento das ruas, feitas em cimento e concreto branco, que por muitas décadas se tornaram marcas da cidade. Embora hoje em dia esquecidas as ruas claras traziam charme e identidade própria às ruas gurupaenses.

. Construção de escolas públicas e aquisição de seus equipamentos em todo o Município de Gurupá/PA, tanto na zona urbana quanto nas zonas rurais próximas e distantes.

. Hospital na sede do Município.

. Construção da Biblioteca Pública Municipal de Gurupá 

. Restauração de prédios públicos Prefeitura, Forte, Praça Mariocay, Mercado e Trapiche Municipal.

. Criou e instituiu através de lei os símbolos do Município, Bandeira e Brasão inspirados nas riquezas e distritos do Município.

Fonte: família Barreto Mello


As Cebs de Gurupá e suas intervenções sociais- GILVANDRO TORRES

 As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em Gurupá, Pará, surgiram em 1972 sob liderança do padre italiano Giulio Luppi, organizando cerca de 79 a 88 grupos em áreas urbanas e ribeirinhas, divididos em 11 setores paroquiais da Paróquia de Santo Antônio. 

Essas comunidades promoveram conscientização social inspirada na Teologia da Libertação, questionando concentração de terras por poucas famílias e incentivando reflexão crítica sobre relações patrão-freguês.​

Padre Giulio Luppi revolucionou a paróquia ao formar CEBs como espaços de celebrações litúrgicas e formação política para ribeirinhos e trabalhadores rurais, evoluindo de irmandades tradicionais para grupos de base centrados nos pobres. 

Elas integravam fé e análise da realidade local, com comunidades como Santa Maria do Arinhoá e Nossa Senhora de Nazaré atuando como núcleos ativos. Até hoje, as CEBs persistem, com 84 grupos na paróquia, fortalecendo presença eclesial na Amazônia.​

As CEBs impulsionaram educação popular freiriana, promovendo "leitura do mundo" para jovens e adultos, além de lutas por libertação e dignidade, combatendo exploração e desigualdades. Contribuíram para a criação da Casa Familiar Rural em 2000, focada em formação integral de jovens rurais, e movimentos como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR). 

Essas ações transformaram o espaço cultural caboclo, fomentando sindicalismo, educação alternativa e resistência social em Gurupá.​

Intervenções das CEBs geraram mudanças na vida dos gurupaenses, como maior autonomia ribeirinha, formação de lideranças locais e projetos educacionais que articulam trabalho, fé e cidadania. 

No contexto amazônico, essas ações conectam-se a desafios atuais de moradia e sustentabilidade, alinhando-se a interesses pastorais locais.














As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em Gurupá influenciaram profundamente a organização sindical ao promover formação política inspirada na Teologia da Libertação, conscientizando ribeirinhos e trabalhadores rurais sobre exploração pelo sistema de aviamento e concentração de terras por latifundiários. Iniciadas em 1972 pelo padre Giulio Luppi, as CEBs questionavam relações patrão-freguês durante celebrações e encontros, fomentando reflexão crítica e organização autônoma sem violência.​ Lideranças como Manoel do Carmo emergiram das CEBs, participando de seminários que integravam teoria religiosa a vivências em sindicatos e movimentos sociais, preparando-os para desafiar o STR inicial (fundado em 1975 como "pelego", ligado ao regime militar). As CEBs articularam com a paróquia para realizar encontros de lavradores, produzindo cartilhas sobre direitos à terra e necessidade de sindicato independente. Isso gerou chapas de oposição sindical em 1982, 1986 e 1987, culminando na vitória oposicionista em 1987, com saída de patrões e assunção comunitária da sede do STR.​ Com participação ativa das CEBs e STR, extinguiu-se o aviamento, reconhecendo direitos de propriedade rural e permitindo venda livre de produção, fortalecendo autonomia camponesa. Em 1989, seminário conjunto discutiu "Trabalhadores rurais em busca de alternativas", planejando projetos como "Bem Te Vi" e Casa Familiar Rural (2000), integrando educação popular freiriana à luta sindical. Essa aliança impulsionou eleições de líderes rurais, como Moacir Gonçalves Alho (prefeito em 1992 pelo PT), e avanços em assistência técnica, alfabetização e qualificação.​ A influência das CEBs no STR transformou Gurupá, promovendo sindicalismo crítico, redução do êxodo rural e práticas sustentáveis como manejo agroecológico, alinhadas a interesses pastorais locais de justiça social e moradia digna.​ 

A formação nas CEBs gerou líderes como Manoel Francisco Evangelista de Matos e Edgar Pantoja, que emergiram de encontros comunitários para desafiar o controle local de dez famílias dominantes, sem violência, mas com organização coletiva. 

Esses quadros participaram de seminários que integraram reflexão bíblica a lutas por direitos, pavimentando a eleição de Moacir Gonçalves Alho, trabalhador rural do PT, como prefeito em 1992 – marco histórico de um camponês no poder municipal.​ As CEBs influenciaram eleições ao fortalecer o STR oposicionista (vitória em 1987) e articular com movimentos sociais, criando espaços públicos de decisão que contrariaram lógicas clientelistas regionais, como conselhos e Lei Orgânica de 1990 com artigos culturais (208-213). 

Essa dinâmica resultou em gestões contra-hegemônicas pós-1988, com municipalização educacional participativa e avanços em assistência técnica rural, elevando a participação popular nas urnas contra patrimonialismo.​ 

O processo das CEBs transformou eleições em Gurupá em arenas de resistência, com PT forte até recentemente e ênfase em projetos para o campo, alinhando-se a demandas por moradia e sustentabilidade no Xingu.

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em Gurupá impactaram a distribuição de terras ao conscientizar ribeirinhos e camponeses sobre a concentração fundiária por dez famílias latifundiárias, promovendo reflexão crítica sobre o aviamento e posseiros via encontros freirianos desde 1972. Essa formação questionou o controle oligárquico, fomentando demandas por reforma agrária sem violência, mas com organização autônoma.​

Mudanças na Posse de Terras
Articuladas ao STR oposicionista (vitória em 1987), as CEBs impulsionaram a extinção do aviamento, reconhecendo direitos de propriedade rural para pequenos produtores e permitindo venda livre de produção, o que ampliou autonomia camponesa e reduziu dependência de patrões. Lideranças como Manoel do Carmo, formadas nas CEBs, participaram de seminários que geraram cartilhas sobre direitos à terra, resultando em avanços na Lei Orgânica municipal (1990) com proteção cultural e territorial.​

Conflitos Locais Gerados
As CEBs intensificaram conflitos ao desafiar elites rurais, gerando chapas sindicais oposicionistas (1982-1987) e polarização entre trabalhadores e latifundiários, com tensões em assembleias e ocupações simbólicas de espaços públicos. Apesar de não promoverem invasões diretas, sua influência no PT local (eleição de Moacir Alho em 1992) exacerbava disputas por assistência técnica e titulação, alinhando-se a lutas CPT na Amazônia.​

Legado na Região
O impacto perdura em projetos como Casa Familiar Rural (2000) e manejo agroecológico, mitigando êxodo rural, mas expondo quilombolas e ribeirinhos a pressões fundiárias atuais, conectadas a demandas por moradia digna no Xingu.