I CAPITULO A IDENTIDADE DA AMAZÔNIA GURUPAENSE.
Para extrair o pau Brasil os
portugueses utilizavam do trabalho e conhecimento indígena, desde a derrubada, corte dos
galhos e madeira que traziam até a praia onde estavam ancorados os navios, era
feito o sistema de trocas não utilizando moeda o escambo, trocando madeira por
espelho, facas, machados e tecidos.
Os contatos entre os colonizadores e
os povos indígenas, foram elementos de dominação através da exploração dos
recursos naturais, consequência o desaparecimento das línguas indígenas e a
forte catequese que obrigava os indígenas a mudar o comportamento, inserindo
nomes europeus, costumes, foi um processo de colonização com escravidão
indígena, violência contra mulheres e doenças transmitidas pelos não indígenas.
Estima-se que populações inteiras foram
dizimadas e tribos abandonaram suas terras, seus costumes e sua língua de
origem, a miscigenação é o resultado da diversidade a diferença se deve à
influência de outras línguas, as línguas indígenas, por exemplo: nosso
vocabulário está cheio de palavras de origem tupi: além da língua, os
portugueses também trouxeram instrumentos feitos de ferros como machados,
espadas, facões, armas de fogos e etc.
Que não eram conhecidos pelos nossos indígenas, com a chegada dos negros
trazidos pelos portugueses, o Brasil incorporou as características em sua
cultura. Para a religião, os negros trouxeram a crença nos espíritos, o
candomblé.
Na música brasileira são utilizados
vários instrumentos de origem africana, os povos africanos também influenciaram
na nossa língua portuguesa, com sotaques e palavras como senzala, quando os
colonizadores chegaram ao Brasil, várias tribos indígenas eram inimigas entre
si.
Os
colonizadores faziam uso das rivalidades, aliando-se a algumas tribos para
derrotar outras, o que facilitava sua dominação sobre o território, durante os
primeiros anos da chegada dos portugueses à América, os
nativos foram tratados "como parceiros comerciais", uma vez que os
interesses portugueses voltavam-se ao comércio do pau-brasil, realizado na base
do escambo.
Os missionários jesuítas eram contra
a escravidão indígena no Brasil, mais impunham a conversão a religião católica.
Os Tupinambás ocupavam a foz,
tiveram suas terras saqueadas, a história não relata mais houve muito
derramamento de sangue indígena, região ancestral tupinambá Mairí, atual Belém
foi um exemplo capitaneado pelo Cacique Guaimiaba.
A língua universal indígena era
Nheengatu. Herdamos dos povos originários a culinária, andar descalço, deitar
em redes, tomar banho diário além de praticar artesanatos com fios e fibras.
Os lusitanos ocuparam a região com a
implantação do forte do presépio em Belém, as batalhas contra os holandeses,
franceses e corsários ingleses para assegurar o domínio da Amazônia oriental e
os povos indígenas no processo de colonização foram perdendo suas terras,
devido ao surgimento de Vilas e Fortificações, essas fortificações eram bases
militares construída uma pequena casa de madeira e palha com um muro de pedras
e canhões médios carregáveis de frente para o rio.
O Estado do Pará apresenta uma das
maiores diversidades étnicas do Brasil contando com 55 etnias e 77 territórios
indígenas em 52 municípios paraenses, o que
representa 25% do Pará pertence aos povos originários contando com 60 mil
indígenas.
O Brasil conta com 305 povos
indígenas e 274 línguas originárias diferentes, a demarcação de terras
indígenas é um direito ancestral previsto na Constituição cidadã de 1988, há
mais de 500 anos lutam pela proteção de suas famílias, culturas e terras.
A Amazônia, pesquisas científicas documentam
que a ocupação remonta ao período da pedra,
além dos povos tapajônica, marajoara e konduri, outros povos da Guiana
estiveram aqui entre a região de Santarém e Xingu.
No século XVIII a população
amazônica somava cerca de 54.200 e atualmente são menos de 12.000 com cerca de
21% do território nacional, os primeiros contatos deu-se pelo século XIV com
holandeses na região de Gurupá, relatos que grupos indígenas viviam harmonia
entre engaibas, mapuas, aruanes, taconhapés, ingabaybas.
Os primeiros contatos com os
europeus deu-se necessário através de técnicas necessárias como a linguagem universal
indígena, contudo o desaparecimento de línguas indígenas foi concentrada em dois
troncos linguísticos: macro e Tupi.
Estima-se que 75% das línguas se
perderam ao longo de 500 anos e parte dos povos indígenas que viviam na costa,
no período da colonização, falavam línguas que pertenciam ao tronco Tupi.
Dentro desse tronco, o Tupinambá era
uma das línguas gerais que existiam no Brasil e que era usada para se comunicar com os
indígenas, o Tupi não é o único tronco linguístico indígena existente no
Brasil.
O tronco macro-jê é outro grande
exemplo. Os colonizadores se apossaram de terras e intensificaram o tráfico de
pessoas escravizadas trazidas do continente Africano.
O Tupi Guarani era língua originária em 1751 uma
provisão real proibiu a utilização do Tupi, nossa língua recebeu influência dos povos originários e também dos
povos da África que aqui chegaram forçadamente para trabalhar.
O Tupi se originou da língua
tupinambá que foi incorporado à nação indígena tupinambás e a nossa língua ganhou diferencial da
língua portuguesa falada em Portugal. Os dialetos, costumes linguísticos, o
legado do povo africano e indígenas contribuiu para os dias atuais uma enorme
herança cultural, a beleza e cultura a culinária tem influência dos negros e
indígenas assim como as festas populares danças e ritmos.
Quem somos nós e uma pergunta a ser feita em nossas
comunidades, reconhecer a diversidade cultural de nossa formação pode ser uma
maneira de compreender nossa riqueza cultural.
A cultura afrodescendente no Brasil
veio da cultura africana e
chegou às terras brasileiras pelos africanos trazidos
para cá para servirem de escravos, os navios carregavam pessoas de várias
etnias africanas, o que permitiu a pluralidade cultural de origem africana no
Brasil.
Deste contexto nasceu a fusão
entre a cultura africana e os vários elementos da cultura indígena e europeia,
nasceu no país uma cultura muito vasta, se buscarmos em nossas origens,
diversos são os elementos que compõem a nossa formação tradicional e têm origem
no continente africano. Candomblé e umbanda são religiões originalmente
brasileiras, mas que surgiram com base em elementos religiosos africanos,
consiste no culto aos orixás da cultura iorubá, enquanto a umbanda é uma forma
sincrética entre o candomblé, o catolicismo e o espiritismo kardecista.
Sendo uma religião monoteísta que
acredita na existência da alma e na vida após a morte. A palavra “candomblé”
significa “dança” ou “dança com atabaques” e cultua os orixás, normalmente
reverenciados por meio de danças, cantos e oferendas.
A partir do momento que a Igreja
Católica faz a fusão de elementos culturais desse povo na religiosidade, ela já
configurou uma forma de sincretismo religioso, o sincretismo de origem afro
surge com a religião católica, numa busca de camuflar as suas crenças, que eram
totalmente proibidas em país católico.
Embaixo do altar católico e das
imagens de santos os negros louvavam e cultuavam seus orixás, tendo assim o
sincretismo afro-brasileiro, os santos foram justapostos aos orixás africanos.
Essa mistura religiosa originou as
religiões afro-brasileiras. Durante o período da escravatura no Brasil,
nas senzalas, para poderem cultuar os seus Orixás, Inkices e Voduns, os negros
foram obrigados a usar como camuflagem altares com as imagens de santos
católicos, cujas características melhor correspondiam às suas Divindades
Africanas, e por baixo desses altares escondiam os assentamentos dos Orixás,
dando assim origem ao chamado Sincretismo.
Mesmo usando imagens e crucifixos,
os seus cultos e rituais inspiravam perseguições por parte das autoridades e
pela Igreja, que viam o Candomblé como paganismo e bruxaria. Sabe-se hoje,
segundo alguns pesquisadores, que este sincretismo já teria começado em África,
induzido pelos próprios missionários para facilitar a conversão dos indígenas.
Os portugueses aderiram ao comércio de pessoas
escravizadas da África para o Brasil ficou conhecido na história como Tráfico
negreiro.
No continente africano os
portugueses trocavam armas, tecidos por pessoas capturadas por chefes tribais,
essas pessoas escravizadas eram aprisionados nas guerras tribais e eram
negociados por mercadores, embarcados nos navios negreiros, muitos adoeciam e
faleciam, as viagem ao Brasil levava até seis semanas, uma viagem com
violência, suicídio, pouca agua potável, e alimentação escassa, as regiões que
mais forneceram pessoas escravizadas, foram os países: Cabo da Guiné, Reinos do
Congo e Angola.
Pertenciam a grupos
étnicos sudaneses(Nigéria), Daomé (Costa do Marfim), Bantos (capturados no
Congo), Angola e Moçambique. 388 anos o Brasil teve economia ligada ao trabalho escravo, as formas mais desumanas eram o açoitamento público e o chicote lamento
na senzala, as feridas eram aplicadas limão e sal.
Os africanos traziam a força do
continente africano, alguns se atiravam em alto mar, a travessia do atlântico
era tormento, mais de 12 mil africanos vieram
nos navios negreiros.
A alimentação era
constituída por farinha de mandioca, milho e carne seca, uma das doenças mais
comuns era o escorbuto que provoca dores no
corpo, inchaço pela falta de vitamina C no organismo.
A cultura indígena e africana possui
importância fundamental na construção da identidade nacional brasileira, ela
está presente estudar a história e cultura Afro-brasileira e indígena é
descobrir nossas raízes, nos ajuda a entender o passado, pensar no presente
desmistificando ações e falas preconceituosas e nos possibilita construir um
futuro melhor, mais humano e igualitário.
A obrigatoriedade de inclusão de
História e Cultura afro-brasileira e africana nos currículos da educação básica
é um momento histórico que objetiva não apenas mudar um foco etnocêntrico,
marcadamente de raiz europeia para um africano, mas sim ampliar o foco dos
currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica
brasileira.
Nessa perspectiva cabe às escolas
incluir, no contexto dos estudos, atividades que abordem diariamente as
contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de
asiáticos, além das raízes africanas e europeias.
A tela “a Conquista do Amazonas” de Antônio Parreiras foi pintada
em 1907 e entregue ao governo do Pará em 1908.
Em 12 de janeiro de 1616, as embarcações ancoraram na baía de Guajará onde,
numa ponta de terra, foi fundado o Forte do Presépio,
atual cidade de Belém, capital do Estado do Pará. A fundação de Belém do
Pará, em 1616, serviria de ponto de apoio e partida para várias entradas que
iriam explorar a Floresta Amazônica, no que hoje seriam os territórios do Pará,
Amazonas e Amapá.
O Militar Bento Maciel Parente,
veterano de guerra da Paraíba e Rio Grande do Norte, e que posteriormente
confrontou os holandeses e ingleses, com a criação do Estado do Maranhão, foi
nomeado Capitão-Mor do Grão-Pará.
Fundou alguns fortes ao longo do rio
Xingu, como os fortes Santo Antônio de Gurupá. Ao longo do rio Xingu,
confrontou forças holandesas que haviam montado fortes ali, saindo vitorioso no
final.
Em maio 1623, junto com Luís Aranha
de Vasconcelos, Aires de Souza Chichorro e Salvador de Melo, Bento Maciel
Parente conquistou dos holandeses os pontos fortificados de Muturu (atual Porto
de Moz) e Mariocay atual Gurupá), próximo à foz do rio Xingu, fundando no lugar
do Forte de Mariocay, o Forte de Santo Antônio de Gurupá, fazendo dele a base
de apoio para as suas arrancadas, expulsando nos anos seguintes os neerlandeses
do Baixo Xingu e do rio Tapajós.
A ação realizada no Forte de
Mariocay foi um grande feito. Liderando cerca de 70 soldados e aproximadamente
mil indígenas em canoas
nativas, o Capitão-mor do Pará investiu contra os invasores holandeses, que não
impediram o ataque luso-brasileiro à fortificação. Bento Maciel Parente,
buscando ludibriar a guarnição holandesa, manobrou na parte leste do Baixo
Xingu, provocando a debandada dos invasores fugindo rumo à selva.
O que teria acontecido com os
indígenas que habitavam próximo ao rochedo do Forte Mariocay, fundado pelos
holandeses em Gurupá, certo que foram dizimados, escravizados, num holocausto
escondido nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses. A verdadeira
vítima da invasão estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os
indígenas que viviam e ocupavam pacificamente essas terras.
À medida que o forte foi construído, aquela
sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento de sangue no canal
de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da etnia indígena de
Gurupá.
Com a colonização atraindo
comerciantes que transferiram para Portugal em navios de pequeno porte até Belém, as
produções agrícolas, hoje os povos originários que eram chamados Mariocay pelos
holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central, que
provavelmente eram da nação Tupinambá.
Jorge Hurley em 1936 no livro
“noções de história do Brasil ” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi:
umary= frutos da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado e a palavra que deu
origem ao nome Gurupá, baseia-se que os portugueses chamavam de “Corupá”,
porque os indígenas afirmavam que ali era um porto de canoa ou seja origem era
Iguaru pába, porto e seria chamado de igararupá ou seja um porto de muitas
canoas. Informações precisas de Francisco Adolpho Varnhagem no seu livro História do Brasil do
ano de 1962.
Os holandeses que sobreviveram
fugiram para a ilha grande de
Gurupá. Houve outra batalha após um navio holandês, comandado por um capitão
inglês chegando a frente a cidade de Gurupá, os portugueses atacaram e
afundaram o navio, matando todos, os indígenas leais aos holandeses foram
mortos, alguns sobreviveram e se tornaram escravos, para posterior reconstrução
do forte em pedras e argila. Bento Maciel Parente ficou em Gurupá, onde após
destruir o forte dos holandeses, construiu
sobre taipa um forte invocando a proteção de Santo Antônio em 1623.
II CAPÍTULO: AMAZÔNIA UM
TERRITÓRIO DIVERSIFICADO E INTERCULTURAL.
A floresta amazônica é de uma
importância para o planeta, rica biodiversidade e multicultural, hoje a riqueza
da floresta e dos rios amazônicos está ameaçado pelos grandes interesses
econômicos, contaminação dos rios e expansão das atividades de extração mineral
ilegal.
A importância dos indígenas e dos
negros na grande diversidade cultural e religiosa, seus saberes diferentes,
espiritualidade, crenças que provocou expressão amazônica na cultura da
identidade afro amazônida na região, no contexto histórico percebe-se que a
colonização na região da Amazônia não
foi pacifica, a região.
Amazônia equivale a 35% das áreas
florestais do planeta, o ecossistema corresponde ao predomínio do clima equatorial úmido, sendo um dos
locais mais chuvosos do planeta.
Apresentando enorme biodiversidade.
Classificando como ecorregiões amazônicas.
A floresta amazônica apresenta em
três níveis diferentes: mata do igapó, que permanece alagada com árvores que chegam a
20 metros, a várzea é alagada durante as
cheias e tem árvores características como
seringueira.
A terra firme constitui 75% da
floresta onde a água não atinge seu solo. Esses são os níveis da floresta
amazônica.
A Amazônia Legal abrange nove
estados do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins e uma parte do estado do Maranhão. As principais atividades
econômicas desenvolvidas na região são a agricultura, a pecuária e o extrativismo.
Em relação à atuação de indústrias,
atualmente, um dos maiores problemas enfrentados pela Amazônia Legal está
relacionado com o desmatamento excessivo. Esse fator tem comprometido o
ecossistema bem como as populações que nele vivem. Cerca de 55% de todos os
povos indígenas que habitam o Brasil vivem na área da Amazônia legal.
A degradação do ambiente,
potencializada pelo desmatamento, afeta diretamente a conservação do ambiente
natural e traz sérias consequências ao ecossistema amazônico.
A extração dos recursos minerais
valiosos, a exploração exagerada das florestas e os métodos de mineração levam
ao desmatamento, à erosão do solo e à contaminação da água com o uso do
mercúrio e dos resíduos.
Em muitas partes da Amazônia, a
exploração ilegítima do ouro gera prejuízo às
comunidades locais. Amazônia Legal é uma nomenclatura usada
para demarcar os estados brasileiros responsáveis pela parte no Brasil.
A
Amazônia Legal está dividida em Amazônia Ocidental e Amazônia
Oriental. A primeira se localiza no centro geográfico da Amazônia continental, ocupando
uma área de 2 194 599 km².
Esta
área corresponde a 25,7% do território brasileiro, tem
6 242 000 habitantes, segundo censo de 2010 e foi criada pelo
decreto-lei 356/68. Segundo este,
constitui-se dos estados de Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Já a Amazônia Oriental
é definida por exclusão, restando ser constituída por: Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará.
As CEBs necessitam de guias que as
ajudem a manter-se motivadas e com os pés firmes no caminho e no seguimento do
Mestre, Jesus Cristo.
À medida que a Igreja, por meio de
seus líderes, testemunha com gestos concretos e com uma mensagem que toca o
coração dos fiéis, as comunidades são beneficiadas.
Foi a partir da Igreja que começamos
a despertar para a realidade sofrida e de luta. Então a Igreja hierárquica não
pode nos reprimir e sim nos chamar para entrar na roda e, juntos, lutar por um
mundo mais justo e fraterno.
É fundamental continuar o processo
sinodal. As CEBs são indispensáveis para a horizontalização eclesial e a
identificação da Igreja com o Povo de Deus, comunitária, solidária,
participativa e missionária.
III CAPÍTULO: FRANCISCO
ORELLANA, O DESCOBRIMENTO DO RIO AMAZONAS.
O primeiro europeu a navegar o rio Amazonas foi Francisco Orellana participou com
Francisco Pizarro da conquista do Peru submetendo o Império Inca ao domínio
espanhol em 1532-1535.
O explorador espanhol Francisco Orellana, vindo do Peru por via
fluvial, atingiu o rio Amazonas, então chamado de mar dulce.
Em seus relatos documentais narram a viagem onde encontrou o
navegador Gonzalo Pizarro navegando no percurso da Amazônia uma das mais ricas biodiversidade
e um conjunto de ecossistema que abrange a bacia amazônica uma das maiores
florestas tropicais do mundo.
Objetivo da Expedição era encontrar uma suposta e valiosa
plantação de canela, uma valiosa especiaria do século XVI a canela servia para
várias utilidades.
A canela, juntamente com outras especiarias, como o cravo, a
pimenta-do-reino e a noz-moscada, era utilizada como moeda de troca para pagar
serviços, impostos, dívidas, acordos, obrigações religiosas e servia até mesmo
como dotes, heranças, reservas de capital e divisas de um reino.
A metade da expedição vários tripulantes haviam morrido ao
adentrar pela floresta acharam as árvores de canela eram poucas e de baixo valor comercial.
Esta expedição, como tantas outras antes e depois dela, foi
motivada pela lenda do ‘El Dorado’ e do ‘País da Canela’, regiões de riquezas
incomensuráveis que os espanhóis julgavam existirem na Amazônia.
A comida havia acabado as expedições se separaram esse período
compreende ao século XVI, tendo uma perigosa descida a rio abaixo Orellana
depois de meses de busca e seguindo a correnteza do rio e temporais no temido
inverno amazônico, sendo seguido pelos indígenas, alguns hostis e outros
pacíficos.
Sendo frequentes os ataques, segundo
relato do Frei Carvajal foram atacados por
mulheres indígenas com habilidades com arcos e flechas.
O encontro com as conhapuiaras. À medida que desciam
o rio, os espanhóis passaram por muitas aldeias
tributárias das Amazonas, até que no dia 24 de junho teria ocorrido o violento
encontro com as índias guerreiras.
O episódio recriou a lenda das
amazonas em uma versão para a América, e inspirou a imaginação dos aventureiros
europeus.
Ao ser informado do relato, o Rei
Carlos V da Espanha ficou de certo modo tão impressionado que assim deu o nome
ao rio – Amazonas, nome que também se estendeu à maior floresta equatorial do
mundo que o cerca.
Acampa numa ilha do
delta, após longas noites, doenças mortais, falta de alimentação, conflitos com
indígenas, a tripulação sofre os segredos da floresta amazônica, o próprio
Orellana faleceu em 1546 sem uma localização específica ao longo do rio Amazonas.
Certas fontes históricas acreditam
que os colonizadores e exploradores europeus chegaram à Amazônia, as
populações indígenas falavam mais de 1.300 diferentes línguas.
As terras que os Tupis chamavam de
Pindorama desde antes de 1.500, a região que chamamos de Pan Amazônia é uma
região geográfica latino americana, que compreende nove países e 67% pertencem
ao Brasil.
O território tem 7,8 milhões de KM 2 de superfície e
conta com 34 milhões de habitantes, dos quais
cerca de 3 milhões são povos originários da
Amazônia.
Uma mistura de biodiversidade
ambiental e uma vasta riqueza cultural, histórica e religiosa. A cultura
indígena possui importante papel dentro da construção da identidade nacional.
Com a velocidade das águas o rio
amazonas tem uma coloração barrenta, um longo percurso arrastando argila, areia
e devido a densidade e temperatura desde a região dos andes peruano.
O que atraiu os exploradores na
Amazônia, as famosas descrições do El dourado a cidade de ouro, assim sucederam
expedições exploratórias e tentativas de colonização. Entre várias expedições
que percorreram a região.
Importante mencionar que as
cerâmicas mais antigas da América, foram encontradas na Amazônia, na região do
Tapajós e no Marajó.
A conquista da Amazônia está marcada por
conflitos pela violência, quando os colonizadores chegaram ao litoral, os
Portugueses encontraram a árvores que chamavam de Pau
Brasil, o nome correto na língua tupi-Guarani “ Ibirapitanga”. Uma árvore com madeira excelente para móveis, tingir tecidos e ornamentos.
IV CAPÍTULO: PEDRO TEIXEIRA,
A EXPEDIÇÃO QUE EXPANDIU AS FRONTEIRAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA.
Pedro Teixeira
revelou-se decisivo para a definição do território do Brasil, ao subir o rio
Amazonas até Quito, no Equador, assim, este português contribuiu para a
definição do maior país da América Latina.
O Brasil é o
único da América que tem o português como língua oficial. Para delimitar as
terras de Portugal e de Espanha, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, ele
fundou o povoado da Franciscana, na confluência do rio Napo com o Aguarico, no
alto sertão em 25 de julho de 1637, chefiou uma expedição partindo de Belém, com 45 canoas, setenta soldados e mil e duzentos
flecheiros e remadores indígenas subindo o curso do rio amazonas, buscando
confirmar a comunicação entre o oceano atlântico e o peru, rota percorrida no
século anterior por Francisco de Orellana.
Fundou
franciscana na confluência do rio Napo com o Aguarico, no alto sertão, para
delimitar as terras de Portugal e Espanha, segundo o tratado de Tordesilhas a viagem foi registrada pelo
jesuíta Cristóbal de Acuña em obra editada em
1641.
Pedro Teixeira
foi responsável por achar o melhor caminho terrestre fluvial entre os Estados do Pará e o Maranhão e, as vias para as
transações comerciais entre as cidades de Belém e Bragança, que antes ocorria
somente via rio Caeté.
Assim encontrou
o Caminho do Maranhão, criado pelos Tupinambás, posteriormente serviu para condução do gado do
Piauí à Belém, atualmente é uma das principais vias
da capital, chamada de avenida Almirante Barroso.
De Gurupá
partiu, em outubro de 1637, esta incursão, considerada por muitos como a maior
façanha sertanista da região, observando a área, buscou viabilizar o acesso à
região peruana por via atlântica.
Subiu os rios
Amazonas e Negro onde deixou parte do grupo. Prosseguindo, alcançou Quito, em
outubro de 1638.
Pedro Teixeira
tomava posse das terras em nome do rei de Portugal, embora este Reino ainda
estivesse sob o domínio espanhol favorecidos pelas boas condições de navegação,
aqueles homens aventureiros depararam-se a todo instante com riquezas naturais da flora
amazônica como o urucu, primeira especiaria a ser exportada para a Europa.
A Expedição de
Pedro Teixeira foi usada pela Coroa lusitana para reivindicar a posse da
Amazônia.
No contexto
histórico essa ocupação do Vale do Amazonas, foi realizada através da
instalação de fortes e missões religiosas nas margens dos rios. Alguns capitães e
sertanistas experientes, como Antônio Raposo Tavares, Manuel Coelho e Francisco
de Melo Palheta, passaram a percorrer o Amazonas e seus afluentes descobrindo
comunicações fluviais, atingindo aldeamentos espanhóis na região oriental da
Bolívia, e coletando sem cessar as especiarias, com ajuda dos indígenas.
As atividades
desenvolvidas pela Coroa Portuguesa, assim e pelo religiosos entre eles
franciscanos, carmelitas, mercedários e jesuítas, foram importantes na expansão
territorial, na conquista e na consolidação do domínio português.
Pedro Teixeira
Capitão português expandiu as fronteiras da atual Amazônia brasileira e
sua maior façanha, a primeira expedição subindo o rio Amazonas, de leste
para oeste, até Quito, percorrendo mais de 10000km em terras desconhecidas,
entre 1637 e 1639, possibilitou a aquisição de terras a oeste do Tratado de
Tordesilhas, por Portugal, no século seguinte, aumentando o território da
Coroa Portuguesa.
Em 1639 “O
Capitão-mor Pedro Teixeira começa em Quito a sua viagem de regresso para o
Pará.
Acompanhavam-no
vários religiosos, entre os quais o Padre Cristóbal de Acuña, jesuíta autor da relação desta viagem (Nuevo descubrimiento del gran rio de las Amazonas), que partira de Cametá em 28
de outubro de 1637, terminou a sua famosa expedição no dia 12 de dezembro de
1639.
O Capitão-mor
Pedro Teixeira, de volta de Quito, chega à foz do Aguarico no Napo, e toma
posse da margem esquerda deste último rio, em nome de Filipe IV, para servir de
divisa entre os domínios de Portugal e Castela.
No
século XVI, quando os europeus atingiram o rio
Amazonas, encontraram uma floresta habitada por povos indígenas durante a
conquista e a colonização portuguesa desse território as populações indígenas
foram reduzidas drasticamente, sobretudo por causa das doenças trazidas pelos
europeus.
Atualmente a
Amazônia está composta principalmente por pessoas miscigenados (índios, brancos
e negros). Pedro Teixeira foi um português que se tornou, em 1637, o primeiro
europeu a viajar até toda a extensão do Rio Amazonas.
Será sempre
lembrado pela Expedição através do Rio Amazonas, chegando a região da
Cordilheira dos Andes, de onde seguiram viagem até Quito (atual capital do
Equador), na época a cidade pertencia a Real Audiência de Quito, um território
administrativo, na época parte do Vice-Reino do Peru.
V CAPÍTULO: A LEI 10.639/2003 OBRIGA
AS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO A ENSINAREM SOBRE HISTÓRIA E CULTURA
AFRO-BRASILEIRA.
O conteúdo programático deve incluir
o estudo da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura
afro-brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a
contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à
história do Brasil.
O calendário escolar deve incluir o
dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. Em referência a morte de
Zumbi dos Palmares. Já em 2008, outra lei federal 11.645/ 2008,
tornou obrigatório também o estudo da história e da cultura indígena, incluindo
a contribuição na formação da sociedade brasileira, conforme a lei anterior.
Qual a importância da Lei 10.639 nas
escolas que versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e
africana, ressalta a importância da cultura negra na formação da sociedade
brasileira.
O objetivo dessa lei é combater o
racismo em nossa sociedade através da educação, visto que em nossa educação
existe uma supervalorização da história e cultura branco européia em detrimento
das africanas e ameríndias.
Ensinado na escola que o brasileiro
é resultado da mistura de três etnias: o branco europeu, o negro africano e o
indígena nativo.
A divisão do conteúdo ensinado,
entretanto, não segue essa proporção.
A história e complexidade dos povos
indígenas e da população negra se encontram muitas vezes resumidas à descoberta
do Brasil e ao período da escravidão.
A nossa grande diversidade é apagada
nos bancos escolares. Há uma tentativa de homogeneizar a cultura brasileira sob
o olhar do colonizador europeu.
No Brasil desde 1989 existe a Lei
Federal n. 7.716 que define como crime qualquer forma de preconceito de raça ou
de cor.
Lei esta que foi atualizada em 1997.Determinando
crime discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião.
Transformando racismo em crime
atualmente o dia 13 de maio é rememorado como o dia nacional da luta contra o
racismo.
O Brasil é uma mistura étnica dos
povos que aqui chegaram e já estavam os povos indígenas, atualmente 50% da
população se identifica como negra ou parda.
Muitos livros didáticos não expressam o lado
verdadeiro da história, em 1755 foi fundado a companhia geral do comércio do Grão Pará e Maranhão com a finalidade de transportar os
produtos da produção paraense para Portugal e no retorno as embarcações traziam
pessoas escravizada de origem africana, funcionado durante 22 anos.
Aproximadamente 12.587 mil escravos
africanos, muitos ficaram espalhados nas fazendas do marajó no trabalho da pecuária,
alguns conseguindo fugir e se organizando em
quilombo.
Os escravos africanos e seus
descendentes crioulos e mestiços influenciaram em profundidade a formação
cultural do País, os aspectos de nossa cultura na religião, música, dança,
alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreu as suas
manifestações culturais mais cotidianas.
A preservação da cultura negra
significava a luta diária pela sobrevivência.
Embora ameaçados pelo cativeiro,
proibidos de praticar os seus ritos, vítimas de violência e separação física
entre pessoas do mesmo grupo familiar, eles continuaram lutando pela manutenção
de seus valores culturais.
A partir desse diálogo expressado neste livro com objetivo de
compreender nossa história Afro Amazônida com a necessidade de entender a
multiplicidade dos clamores e gritos amazônicos provocados e mantidos, até
hoje, pelo colonialismo interno.
Da mesma
maneira que é importante, também, conhecer as bases, a realidade e a história
da Amazônia brasileira a partir de seus povos, etnias e comunidades.
Com a presença
afro- indígena é forte em vários aspectos culturais, como culinária, música e
religião.
A influência
não é apenas em elementos tradicionais.
Hoje, a mistura
de ritmos mostra que é possível trazer sons africanos, indígenas e ribeirinhos
para estilos típicos da região do norte e compartilhados
pelas regiões do Brasil em estilo único.
A cidade de
Mazagão no Estado do Amapá é considerada, praticamente, o porto de entrada da raça negra no Amapá.
Para lá foram
negros originários do Norte da África, na região de Marrocos (Mauritânia),
colonizados pelos portugueses que os trouxeram visando os domínios lusitanos a
partir da construção de um forte na África.
Provavelmente
foi pelos rios do estado do Amapá que vieram os negros escravizados para a
localidade Gurupá Mirim.
O Quilombo
Gurupá Mirim, em Gurupá-PA, foi certificado como remanescente de quilombo pela
Fundação Cultural Palmares.
No período
colonial os quilombos não eram só compostos por escravos fugidos, mas também de
escravizados alforriados, brancos pobres, mestiços, indígenas, entre outros, e hoje em dia
ainda existem quilombos ocupados pelos remanescentes que possuem as mesmas
tradições.
A Associação Das Comunidades Remanescentes De Quilombos De Gurupá foi
fundada em 05/11/1999. Título de Reconhecimento de Domínio Coletivo que o
Governo do Estado do Pará, através do Instituto de Terras do Pará - ITERPA,
outorga em favor da ARQMG - Associação dos Remanescentes de Quilombos de
Gurupá.
O que teria
acontecido com os indígenas da nação Tupinambá que habitavam próximo ao rochedo
do forte de Gurupá antes da chegada dos portugueses.
Os indígenas
foram dizimados, escravizados, o certo que a coroa portuguesa se apoderou das
terras gurupaense, num holocausto escondido entre os livros didáticos nas
inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses.
A verdadeira vítima da invasão
estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os indígenas da nação
Tupinambá; Que ocupavam pacificamente essas terras. Os verdadeiros donos.
À medida que o
forte foi construído, aquela sociedade nativa ia se consumindo em guerras e
derramamento de sangue no canal de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a
extinção da etnia indígena de Gurupá.
Com a colonização portuguesa atraindo
comerciantes que transferiram para Portugal em navios de pequeno porte até Belém, as
produções agrícolas, hoje os indígenas que eram chamados Mariocay pelos
holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central.
O que temos é
uma praça a beira mar que homenageia através de um coreto o nome Mariocay que
provavelmente eram da nação tupinambá, que de início a praça era denominada "Coronel Magalhães Barata" em homenagem ao Interventor da época que
tinha aliados políticos em Gurupá, com a troca de poderes ascensão de um novo modelo político
e a queda do Baratismo, foi trocado o nome da
praça e rebatizada como Praça Mariocay.
Jorge Hurley em
1936 no livro "Noções de história do Brasil”
descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi: umary= frutos da mata, Cai= verbo
queimar e Umary= queimado.
Verdadeiro nome
em Tupi: UMARY-CAY. Os holandeses chamavam de Mariocay os remanescentes da
nação tupinambá que viviam no local onde atualmente é a sede da cidade de
Gurupá.
Alguns
historiadores e pesquisadores acreditam que os holandeses fizeram amizade com
os indígenas e até comercializavam produtos, podemos descrever que o cotidiano
dessa época:
1- Os indígenas produziam roças, e
trocavam os produtos com os Holandeses, eram especialistas também na pesca de
tartaruga e no escambo troca de seus derivados como o óleo;
2-
A caça
de animais silvestre com a comercialização da pele de onça, em troca os
holandeses deram espelhos, roupas e utensílios para agricultura.
3-
Os
Holandeses trouxeram pessoas escravizadas em suas embarcações provavelmente
angolanos e ajudavam no trabalho pesado e no cultivo das terras pretas
existentes em Gurupá para plantação do tabaco que tinha um preço muito bom na
Europa.
Acredito que
deveria ter um trabalho arqueológico de campo, ainda temos muitas informações
guardadas neste solo.
Gurupá Mirim é
um dos maiores sítios arqueológicos do período Pré colonial com os
impactos causados pela chegada dos colonizadores e exploradores (doenças dos
brancos para a comunidade indígena que habitava a região e sua dizimação pelas
guerras e doenças) e os benefícios que tivemos (termos um Brasil unificado e o
mesmo idioma falado em todo o Território Nacional.
VI CAPÍTULO: GURUPÁ,
IDENTIDADE AFRO AMAZÔNIDA. RUMO AOS 400 ANOS.
Gurupá é fruto de um longo processo de ocupação pelos holandeses
que desejavam uma melhor comercialização com os nativos da região, chamados
pelos holandeses de Mariocay. O
termo “nativo”, entre outros significados, é aquele que nasceu no lugar, ou
originário daquele lugar. Dessa forma, o correto é tratar os povos que chamamos
de índios de povos originários ou nativos. Em 1623, o Forte denominado de
Mariocay pelos holandeses foi arrasado por Bento Maciel Parente capitão Mor e
considerado conquistador de Gurupá, tendo fundado o forte de Santo
Antônio. Os holandeses pretendiam
colonizar o Brasil. Não seria possível construir fortificações na Amazônia sem
a mão de obra escravocrata. Então, eles trouxeram pessoas escravizadas
da África para as tarefas braçais, na
construção das feitorias no Xingu e Gurupá. O
historiador Theodoro Braga descreve que a origem de Gurupá é indígena e
significa “Porto de canoas”.
As batalhas
contra os holandeses, franceses e corsários ingleses para assegurar o domínio
da Amazônia oriental, os povos indígenas no processo de colonização foram
perdendo suas terras, devido ao surgimento de Vilas e fortificações, essas
fortificações eram bases militares construída uma pequena casa de madeira e
palha com um muro de pedras e canhões médios carregáveis de frente para o rio.
Os conflitos
brutais entre indígenas e portugueses resultaram em mortes e aprisionamentos,
essas relações entre os dois povos foi marcada pela violência e imposição dos
lusitanos, em 1639 a Vila Santo Antônio de Gurupá foi criada e mantida por uma
lei de 05 de outubro de 1827.
Sendo que
Gurupá foi elevada à categoria de cidade através da Lei Provincial nº 1.209 de
11 de novembro de 1885.
E na sua
história completando 400 anos de existência possui uma importante riqueza
histórica no município de Gurupá foram encontrados 50(cinquenta) sítios
arqueológicos neste município, comprovados pelo museu Emílio Goeldi.
O município de
Gurupá conta com dois distritos: 1- Carrazedo, localizado entre a sede do
município e o município de Porto de Moz. 2-Itatupã localizado entre Gurupá e o
município de Santana no Estado do Amapá.
A cidade de
Mazagão no Estado do Amapá é considerada, praticamente, o porto de entrada da raça negra no Amapá.
Para lá foram
negros originários do Norte da África, na região de Marrocos (Mauritânia),
colonizados pelos portugueses que os trouxeram visando os domínios lusitanos.
Provavelmente
foi pelos rios do estado do Amapá que vieram os negros escravizados para a
localidade Gurupá Mirim.
O Quilombo
Gurupá Mirim, em, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação
Cultural Palmares.
A Associação Das Comunidades Remanescentes De Quilombos De Gurupá foi
fundada em 05/11/1999. Título de Reconhecimento de Domínio Coletivo que o
Governo do Estado do Pará, através do Instituto de Terras do Pará - ITERPA,
outorga em favor da ARQMG - Associação dos Remanescentes de Quilombos de
Gurupá. Aproximadamente 12.587 mil escravos africanos, muitos ficaram espalhados nas fazendas do Marajó no trabalho da pecuária. Alguns
conseguindo fugir e se organizando em quilombo.
Em 1652, a Coroa Portuguesa
permitiu que os Jesuítas estabelecessem uma missão na Capitania de Gurupá, os
Jesuítas estavam ansiosos por controlar a área, pois sentiam que Gurupá era o
portão de entrada para a Amazônia.
1655 Padre Antônio Vieira passou
por Gurupá viajando em canoa descoberta anunciando a boa nova.
Em 1655, dois Jesuítas
missionários chegaram a Gurupá, segundo informes.
Entretanto, a chegada deles
provocou hostilidades entre os colonos, que não queriam admitir a interferência
dos Jesuítas no modo como utilizavam os nativos, no trabalho. Por volta de
1656, os Jesuítas estabeleceram uma missão, com o nome de São Pedro, próxima ao
forte de Gurupá.
Os Frades Capuchinhos da Piedade
de São José assumiram a responsabilidade Pastoral da matriz de Santo Antônio de
Gurupá em 1692, sendo erguido a segunda Paróquia no Estado do Pará, no mesmo
ano Dom Pedro mandou construir um convento no Carrazedo, a carta régia de 19 de
março de 1693 confirma as atribuições aos Frades em 1693 é criado Paróquia de Santo
Antônio de Gurupá, em 1831 Gurupá pertence a Diocese de Belém e em 1948 é
incorporado a Prelazia do Xingu.
Em 1661 a hierarquia jesuíta
ordenou ao Padre de Gurupá, na época um alemão chamado Bettendorf, que fugisse
dos colonos, ele escondeu-se na floresta, com dezesseis nativos, por vários
meses até que ficassem sem comida, quando ele retornou a Gurupá, vários
moradores tentaram prendê-lo o Capitão-mor do Forte de Gurupá era a favor dos
jesuítas e protegeu o Padre Bettendorf, ele prendeu os principais agitadores
anti-jesuítas e mandou enforcá-los, após confessarem-se com o padre Bettendorf.
O papel da Igreja católica na
redemocratização do Brasil em 1977, a conferência nacional dos bispos do brasil
(CNBB) efetivou uma ruptura institucional com o regime militar, publicando o
documento “exigências cristãs de uma ordem política”.
Afirmava a luta por democracia,
justiça social e direitos humanos como os fundamentos da crítica católica à
ditadura militar que está instituído no Brasil.
A Igreja será sempre porta-voz dos
oprimidos e daqueles que não tem nem voz e nem vez. Aqui em grupo aproximou as
pessoas para conscientizar e formar cidadãos críticos:
●
JOC (Juventude Operária Católica);
●
ACO (Ação Católica Operária), que
buscou se aproximar dos trabalhadores urbanos;
●
JEC (Juventude Estudantil
Católica);
●
JUC (Juventude Universitária
Católica), para os estudantes;
●
CEBs (Comunidades Eclesiais de
Base), para as classes populares, de modo geral;
Nas décadas seguintes, surgiram a
CJP (Comissões de Justiça e Paz), o CIMI(Conselho indigenista missionário) e
CPT (comissão pastoral da terra).
Destaca-se o Concílio Vaticano II
(1962-1965) foi fundamental no contexto mundial também era de mudança das
sociedades, o Papa João XXIII decidiu convocar o Concílio Vaticano II para
discutir qual seria o papel da Igreja nas
transformações econômicas, sociais e políticas um profundo impacto na
renovação da Igreja Católica, de entre os efeitos mais visíveis conta-se a
utilização das línguas locais nas missas, em vez do tradicional latim e da
celebração com o padre virado para a assistência e não para o altar. As
Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) abrangiam grupos reunidos em torno de uma
paróquia ou comunidade, que buscavam soluções para problemas locais com base
ideológica na Teologia de Libertação, corrente da Igreja Católica que defendia
a opção preferencial pelos pobres, por meio da metodologia do “ver-
julgar-agir”, tomavam consciência da situação que o Brasil sob a ditadura.
Destaca-se na defesa dos Direitos Humanos: Dom Hélder Câmara, bispo de Olinda e
Recife; e o arcebispo de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns. Em 06 de novembro de 2019, o Papa
Francisco elevou a Prelazia do Xingu à categoria de Diocese de Xingu-Altamira
com sede em Altamira (PA).
Foi nomeado como primeiro Bispo Diocesano Dom Frei João Muniz Alves, OFM.
As CEBs,
com um papel protagônico, têm colaborado na mudança do rosto das Igrejas locais
e influenciado as Conferências Episcopais latino-americanas e Caribenhas na
perspectiva de construção de uma Igreja Povo de Deus de acordo com os
documentos do Vaticano II.
As CEBs,
no seguimento de Jesus de Nazaré, empenham-se na construção de um outro mundo
possível e urgente e que antecipe o Reino de Deus na história. Poucos conseguem
entender a proposta de Jesus pobre do lado dos pobres.
O modelo de
desenvolvimento implantado na AMAZÔNIA LEGAL não corresponde com a vida
e a realidade dos povos originários, comunidades tradicionais, agricultores
familiares, pescadores e trabalhadores urbano, é realidade o ECOCÍDIO nestas
realidade do contexto social a implantação da pastoral da Pastoral de Conjunto
nas paróquias da Diocese, respeitando a Hierarquia Eclesial.
VII
CAPITULO: IGREJA SINODAL EM GURUPÁ, PROCESSO DE EDUCAÇÃO POPULAR NAS
COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE.
O que o Papa Francisco diz sobre a
Igreja: “A Igreja é aberta a todos, então existem regras que regulam a vida
dentro da Igreja”, disse o Papa Francisco. “Cada um encontra Deus a seu
modo dentro da Igreja. E a igreja é mãe e guia cada um a seu modo”. O Papa Francisco e a Sinodalidade. Não se esqueçam: Igreja em saída. ‘Igreja em
saída’: este é o tema. Sim, a Igreja é
como a água: se a água não corre no rio, fica estagnada, adoece.
Por outro lado, a Igreja quando sai, quando
caminha, se sente mais forte. Sigam adiante e que a Igreja de vocês seja sempre
em saída, nunca escondida”.
Em suas próprias palavras, a
Sinodalidade “é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro
milênio” porque é uma “dimensão constitutiva da Igreja”. É por isso que o Papa
Francisco pediu um Sínodo sobre a Sinodalidade, que vem acontecendo desde 2021
e vai até 2024.
Igreja em saída é um termo
cunhado pelo papa Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium, a
alegria do evangelho (EG).
É nessa exortação que o pontífice
exprime suas principais preocupações a respeito da Igreja e do mundo, e
desenvolve alguns temas que têm implicação direta na dinâmica pastoral e
missionária da Igreja, a fim de delinear novo perfil eclesial.
O convite do papa Francisco para uma
“Igreja em saída” é a marca predominante do seu pontificado, que deseja ver
renascer na Igreja nova experiência de fé cristã missionária, fundamentada no
evangelho, de modo que a mensagem da salvação chegue realmente a todos, sem
exclusão.
Guiamo-nos pelo método
ver-julgar-agir, nos dias de 18 a 22 de julho. Com o tema “ Cebs: Igreja em
saída, na busca da vida plena para todos e todas” e o lema “ Vejam! Eu vou criar um novo céu e
uma nova terra”( Is 65,17ss).
Método consagrado pela tradição da
Igreja na América Latina e Caribe. Reconhecer os sinais dos tempos, a presença e atuação de Deus.
Diálogos em
várias realidades e regiões do Brasil. Vimos que a
desigualdade social é fruto de um sistema capitalista, de natureza excludente
constatamos uma triste realidade, como: A imensa fila de desempregados e
desempregadas, de trabalhadores e trabalhadoras informais, muitos/as em
trabalhos análogos à escravidão; O desmatamento e incêndios criminosos afetando
os diversos biomas. luição das águas, do ar e da terra, destruindo a vida do
planeta e das pessoas, o uso desregulado de agrotóxicos, o avanço do
agronegócio e da mineração ilegal.
O processo de reorganização das
Cebs, trazendo e Identificando o rosto das Comunidades Eclesiais de base
ouvindo suas dores e lutas, dos ribeirinhos, pescadores(as), quilombolas e
povos originários como identidade das Cebs. A luz do discipulado de Jesus de Nazaré, uma
igreja profética e sinodal. Com a inserção nos conselhos sociais e pastorais, neste
compromisso assumido das Cebs como Igreja altamente Sinodal. Ressignificar a
identidade das Cebs, via documentos da Igreja.
Implantando grupos de Estudos e reflexões dos
documentos da Igreja. Revendo a realidade enquanto regionais com o estudo do
“Documento de Santarém 50 anos: Gratidão e Profecia”. Com objetivo e
prioridades principais o fortalecimento das comunidades eclesiais de base, a
formação dos discípulos e discípulas missionárias na Amazônia, a defesa da vida
dos povos da Amazônia, o cuidado com a Casa Comum, a evangelização das
juventudes e a igreja com rostos amazônicos.
Neste Documento jubilar,
fruto do Encontro de Santarém em 2022, as diretrizes e prioridades assumidas há
50 anos são ratificadas e atualizadas à luz do recente Sínodo para a Amazônia.
Assim como o Documento de Santarém de 1972 constituiu uma criativa recepção do
Concílio Vaticano II e da Conferência de Medellín, esse Encontro de 2022 deu
prosseguimento ao caminho do Sínodo para a Amazônia, assumindo suas inspirações
a partir da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Querida Amazônia. Autoria:
Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da CNBB / Rede Eclesial
Pan-Amazônica - REPAM-BRASIL.
Uma
igreja aberta para a realidade, através da teologia da libertação que
interpreta os ensinamentos de Jesus Cristo como libertador da opressão e
injustiças.
Segundo
o teólogo professor Leonardo Boff, as comunidades eclesiais de base seriam um
novo modo de ser igreja e de experimentar a salvação comunitariamente, o lugar
de encontro do povo oprimido seriam capazes de "reinventar a igreja"
a partir da fé do povo.
O
sofrimento dos servos de Jesus está previsto, inevitável, mais faz parte da
missão, pois é uma caminhada de fé longa e cheio de desafios, ser servo de
jesus cristo, significa um amor fiel, quem aceita e responde este chamado como
o Apóstolo Saulo se converteu renuncia a sua autonomia se perder sua
identidade, pelo contrário esta é a profunda conversão que se encontra a sua
verdadeira identidade.
Esta
reflexão responde às perguntas sobre a vivência comunitária: o meu papel na
comunidade em que vivo; meu compromisso com a caminhada e a minha necessidade
de viver em comunidade . De acordo com seu sentido etimológico, o termo grego
“sínodo” significa “caminhar juntos”.
A
sinodalidade expressa a participação e a comunhão em vista da missão. A
unidade, a variedade e a universalidade do Povo de Deus se manifestam no
caminho sinodal. A Sinodalidade expressa a natureza da Igreja, a sua forma, o
seu estilo, a sua missão”, afirmou o pontífice em 2021. Como resposta a esta
Igreja Missionária no sentido de caminhar juntos na escuta e no diálogo,
proporcionando novas perspectivas de convivência ecumênica e inter- religiosa.
Nestas palavras o Papa Francisco expressa que nos aproximarmos de Deus, estudar
a Palavra e fortalecer nossa fé, são passos importantes para viver em comunhão
na Igreja, buscando sempre ser cada vez melhor.
A importância dos leigos(as), batizados, mas não
ordenados, mais tem um chamado próprio e específico no anúncio do reino de Deus
dentro de suas próprias comunidades. O esperançar
é caminhar numa Igreja de Xingu- Altamira como objetivo ser: Uma Igreja
Missionária capaz de anunciar a alegria do Evangelho, respeitando as culturas,
que lute pela Dignidade e Direitos dos pobres. De modo que sua voz seja ouvida.
Essa é a conversão da vida em comunidade como uma ferramenta de transformação,
na medida em que seus membros vão participando intensamente das comunidades,
passa a conhecer suas necessidades e sua realidade.
Os questionamentos aparecem, essa é a essência
de viver em comunidade, as comunidades eclesiais de base são o porto seguro
para sua viagem, para tua caminhada, são através desses questionamentos que se
constrói o tecido seguro e resistente.
Vivência na comunidade: a igreja povo, as Cebs
são a presença mais linda, mais verdadeira, mais autêntica da igreja base:
Igreja do povo. Com o trabalho evangelizador dentro das diretrizes da educação
popular percebe-se que o povo começa a ter consciência dos seus direitos e
deveres na sociedade e na família.
Para
isso tem que viver desprendido de bens materiais, viver a realidade, viver o
dia a dia fundamentado no verdadeiro evangelho como uma pessoa simples,
popular, trabalhadora, a serviço dos humildes e oprimidos. O verdadeiro
evangelho: “quando o povo coloca sua esperança em deus ele responde com todo
o seu amor” sl 34-(20.22) é aquele que vive o compromisso libertador, onde
a igreja é do povo, é a essência da comunidade. é neste trabalho de conscientização
que se desenvolve o despertar crítico e o compromisso sociopolítico das
lideranças comunitárias.
Que
cristo encoraje todos nós nesta reflexão: vivência comunitária, onde um vive
para o outro, pois é muito importante para nós numa época em que as pessoas se
submetem a este sistema capitalista, onde o homem pensa tanto em ganhar em ter
é preciso a gente pensar em ser e ser em função dos outros.
Um
olhar de irmãos onde perdura o amor fraterno, justiça e a paz nas Comunidade
Eclesial de Base no município de Gurupá para isso é preciso viver um processo
de conversão permanente, porque a vida é um processo dinâmico onde ninguém
nasce perfeito aos pouco se corrige, nas quedas, nas falhas enfim somos
imperfeitos. Conversão: É retomar o caminho que havia perdido, a conversão
verdadeira nasce da fidelidade ao caminho, ao projeto de vida. É uma
necessidade existencial nesta linha de pensamento podemos observar as
experiências da educação popular como uma conversão e renovação espiritual só
assim poderão entender com clareza que uma caminhada da Cebs que dentro de um
contexto de transformação social só tem futuro se estiver fundamentada numa
profunda experiência de formação permanente.
Identificado
com as Cebs sendo orientado pelas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja
no Brasil-CNBB e dos ensinamentos das práticas do Papa Francisco e as
orientações do Sínodo para a Amazônia em seu Documento Final e na Exortação
Apostólica Querida Amazônia do Papa Francisco e do Documento Final do Encontro
da Igreja Católica na Amazônia realizado em Santarém, em junho de 2022.
O
caminho sinodal se reveste de uma necessidade diante dos desafios em que nos
encontramos a enfrentar. Quando Deus, chamou e encontrou-se com Moisés no deserto
vasto no monte Horebe e lhe disse: “Certamente tenho observado a opressão e
a miséria sobre meu povo no Egito, tenho ouvido seu clamor, por causa dos seus
feitores, e sei o quanto estão padecendo. Por esse motivo desci a fim de
livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta,
onde mana leite e mel, porque conheci as suas dores”(cf. Ex. 3).
Ecoa firme também o clamor na Igreja da Amazônia, faz-nos lembrar
do que lemos nos relatórios e escutamos novamente do grito de clamor que nos
vem nessa manhã, mas também faz nos lembrar dos nossos mártires amazônicos: Pe
Ezequiel, Ir Dorothy, Ir Adelaide, Dema, Chico Mendes e tantos outros anônimos,
porque nos faz compreender o valor da missão batismal que interliga a fé e a
vida pela profecia.
Todo cristão e cristã, que carregaram em sua vida de missão e
caminhada e, nos lembra que devemos carregar também o dom de ser profeta, ou
seja, de estarmos atento aos sinais dos tempos na Amazônia, no Brasil e no
mundo para anunciar os desígnios de Deus e denunciar o que vai contra o plano
de Deus, autor da vida e, portanto, tudo o que gera morte.
É também a missão de todo filho e filha amados de Deus. É uma
missão encarnada na realidade, Igreja que se entrosa com a realidade.
Paulo VI foi canonizado pelo Papa Francisco em 14 de outubro de
2018, expressou em 1972: “Cristo aponta para a Amazônia”.
A Igreja se faz carne e arma sua tenda na Amazônia, no meio dos
povos, de tal modo que aparece um rosto eclesial bem definido. Isso nos leva a
uma Igreja comunitária, orante misericordiosa e missionária que interliga em
sua ação, evangelização e a promoção humana. “Uma Igreja em saída, que vai
ao encontro das periferias sociais, culturais e existenciais”, para que “todos
tenham vida plena”.
Ser Igreja sinodal é o esforço
coletivo e a busca contínua de aprendermos a “caminhar juntos”, como irmãos e
irmãs. É um jeito de ser Igreja no qual cada pessoa é importante, tem voz, é
ouvida, capacitada e envolvida na realização da missão. Já não se trata de estarmos uns acima dos
outros, mas de nos colocarmos unidos para, juntos, fazermos a experiência de fé
diante dos desafios internos e externos que se apresentam em nosso dia a dia.
Uma Igreja sinodal é uma Igreja onde todo o povo de
Deus caminha junto, onde todos(a), batizados discípulos missionários, qualquer
que seja a sua vocação, se reencontram na Igreja em saída. Os discípulos(as) tornam-se
missionários(as), a partir do encontro com Jesus Cristo, que é o missionário do
Pai. Somente experimentando o seu amor, podem anunciar o amor misericordioso de
Deus que deseja abraçar a todos. Como diz Apóstolo Paulo: "é o amor de
Cristo que impulsiona".
VIII
CAPÍTULO: RUAH
Na Bíblia, Ruah é comparado ao temperamento humano. O vento
invisível é comparado à disposição mental do ser humano, e os efeitos visíveis
do vento são comparados à ação humana.
Na Igreja Católica, o termo "Espírito" traduz o termo
hebraico "Ruah". Jesus usou a imagem do vento para sugerir a
Nicodemos a novidade transcendente do Espírito divino. No relato da Criação em
Gênesis 1,1, se diz que a Ruah Divina vibrava sobre as águas.
O princípio básico de uma vida plena, em comunidade e de uma
sociedade justa para todos e todas é a busca do bem viver, dentro de uma
ecologia integral.
Sonhamos uma igreja empenhada em levar o conhecimento para as
pessoas sobre a construção de igualdades entre os povos e etnias, e que esteja
em harmonia com as pessoas e comunidades, praticando a compreensão, a partilha
e o fortalecimento da espiritualidade.
Sendo uma Igreja em Saída e Sinodal que cuida e protege, na busca
de vida plena para todas as pessoas no aqui e agora da história; Na Bíblia, a
expressão "novo céu e nova terra" significa a transformação radical
do universo físico atual, com a restauração da criação e a libertação do
pecado.
Que a Ruah com seu sopro de vida nos fortaleça a tecer novo e nova
terra (Is 65.17ss). Ninguém é excluído dessa missão.
Em virtude do sacramento do batismo, todos os membros da Igreja
são missionários(a). A Igreja
sinodal é uma Igreja da escuta, com a consciência de que escutar é mais do que
ouvir.
É uma escuta recíproca em que cada um tem algo a aprender. Ter
ouvidos, ouvir, é o primeiro compromisso. Trata-se de ouvir a voz de Deus,
colher a sua presença, interceptar a sua passagem e sopro de vida.
Construir no coletivo e caminharmos juntos no processo do Diálogo
fraterno e da Conscientização de ser Igreja na Sinodalidade, com rosto
Amazônico.
Com as portas abertas para o acolhimento na Fé, Esperança e na
Alegria do Evangelho de Cristo.
50ª Semana
Catequetica Paroquial-2024- Acervo pessoal.
O Papa Francisco comparou a Igreja com a água. “Se a
água não corre no rio, fica estagnada e adoece. A Igreja quando sai, caminha,
se sente mais forte”.
Um tempo de desafios, mas de esperança, onde
sob a proteção dos nossos padroeiros Santo Antônio de São Benedito “saibamos
escutar as indicações preciosas do Espírito Santo de Deus para novos passos
essenciais para o compromisso em levar a concretização da Igreja Sinodal”.
A Igreja no Xingu no caminho da
Sinodalidade.
As sementes foram jogadas em solo fértil.
O esperançar foi plantado.
A palavra de Deus quando ela é
compartilhada ela orienta, restaura e refaz nossa força alimentada na
espiritualidade.
Jesus é o cumprimento e anunciação
libertadora. Alimentados pela fé e pela Eucaristia. O senhor Jesus Cristo nos
chama e transforma toda nossa vida.
A conversão de São Paulo é um grande
exemplo da manifestação da graça, transformação e renovação espiritual.
Decisão de cada um como Batizado, ser
seguidores de Cristo ressuscitado.
A
valorização da cultura quilombola envolve a preservação das tradições e
conhecimentos ancestrais, a participação da comunidade na definição da produção
e a interação com outras comunidades.
Identidade
cultural do povo quilombola, buscando a interação da comunidade no resgate da
origem e da História do Quilombo.
A manutenção
dessas populações em seus territórios originais e a valorização da sua
expressão favorece o fortalecimento da identidade dessas comunidades.
Com a
participação dos quilombolas na definição da produção, espera-se que sejam
recuperadas histórias e métodos de agricultura tradicional daquela comunidade.
O
historiador contemporâneo, ao pesquisar e escrever a partir de diversas fontes
documentais, deve considerar a importância de uma abordagem crítica e
reflexiva, levando em conta a diversidade de perspectivas e interpretações
possíveis.
Além
disso, é fundamental que o historiador esteja atento às questões éticas
envolvidas na pesquisa histórica, como a preservação da privacidade e dos
direitos dos indivíduos e grupos estudados, bem como a necessidade de evitar a
reprodução de preconceitos e estereótipos, por fim, é importante que o
historiador esteja aberto ao diálogo com outras áreas do conhecimento, como a
antropologia, a sociologia e a filosofia, a fim de enriquecer sua compreensão
do passado e do presente.