9/25/2025


 




























Você já ouviu falar do voto de cabresto?

Essa prática marcou profundamente a história política do Brasil, e hoje vou te contar como ela funcionava e por que seus efeitos ainda ecoam em nossa sociedade.
Imagine só: nas primeiras décadas do século XX, o Brasil era dominado pelos famosos coronéis, fazendeiros poderosos que controlavam não apenas as terras, mas também a vida de milhares de brasileiros.
Eles eram os verdadeiros donos do poder local, decidindo o destino de comunidades inteiras.
O voto de cabresto era uma forma cruel de controle social.
Os coronéis obrigavam seus trabalhadores, conhecidos como "curral eleitoral", a votar nos candidatos que eles indicavam.
E não tinha essa de escolher diferente!
Quem ousasse desobedecer enfrentava consequências sérias: perdia o emprego, era expulso da terra e, às vezes, até sofria ameaças.
Mas como eles conseguiam tanto controle?
Simples: a maioria da população era pobre e dependia totalmente dos coronéis para sobreviver.
Sem acesso à educação, saúde ou qualquer forma de independência financeira, as pessoas não tinham escolha a não ser obedecer.
Enquanto isso, os coronéis ficavam cada vez mais ricos.
Eles recebiam favores políticos, verbas públicas e privilégios em troca dos votos que "entregavam" aos políticos.
Era um ciclo vicioso: quanto mais poder tinham, mais riqueza acumulavam, e quanto mais ricos ficavam, mais poder conquistavam.

O resultado?
Um abismo social gigantesco.
Os ricos ficavam mais ricos, os pobres mais pobres, e a corrupção se espalhava como uma praga.
O dinheiro público, que deveria servir a todos, acabava nos bolsos de poucos.
Embora o voto de cabresto já não exista oficialmente, suas raízes deixaram marcas profundas na nossa democracia.
Ainda hoje lutamos contra formas modernas de manipulação do voto e contra a desigualdade social que teve origem nessa época.
Por isso é tão importante conhecer essa história: para não deixar que práticas semelhantes se repitam e para fortalecer nossa democracia.
O voto é um direito conquistado com muito esforço e precisa ser exercido com liberdade e consciência. 

 
O escritor Gilvandro Torres, natural de Gurupá-PA, insere-se no panorama da literatura contemporânea amazônica como uma voz que articula memória, identidade e pertencimento. Sua produção literária emerge de um espaço geográfico e cultural singular — a região do arquipélago do Marajó e da foz do rio Amazonas — e carrega marcas da oralidade, da tradição ribeirinha e da experiência social que conformam a vida amazônica. Ao mesmo tempo, seu trabalho dialoga com questões universais da condição humana, estabelecendo pontes entre o local e o global. A relevância de sua obra não se restringe ao aspecto estético, mas também se revela em sua capacidade de registrar, problematizar e ressignificar elementos da história e da cultura popular do município de Gurupá. Nesse sentido, a literatura de Gilvandro Torres pode ser compreendida como instrumento de resistência cultural e de valorização das narrativas amazônicas, contribuindo para o fortalecimento da identidade regional dentro do cenário literário brasileiro. É autor do livro " Gurupá uma conquista pelo povo" publicado pela Editora Paka-Tatu em 2019. Em 2024 foi empossado  Membro da Academia Marajoara de Letras-AML

Gilvandro Torres, escritor oriundo de Gurupá, destaca-se como uma das vozes representativas da literatura amazônica contemporânea. Sua trajetória literária está profundamente enraizada nas experiências culturais, históricas e sociais de sua região, refletindo a riqueza simbólica do cotidiano ribeirinho e a força da tradição oral. Sua obra revela um compromisso com a memória coletiva e com a valorização da identidade local, ao mesmo tempo em que dialoga com questões universais da existência humana. Nesse sentido, o autor projeta Gurupá e a Amazônia para além de seus limites geográficos, inserindo-os em um circuito mais amplo de debates literários e culturais. Ler Gilvandro Torres significa adentrar um universo marcado pela diversidade da floresta, pela intensidade dos rios e pela resistência das comunidades que compõem a Amazônia. Sua escrita configura-se, assim, como testemunho e criação, entrelaçando arte e história, sensibilidade e crítica social.




 


 

 


Críticas já feitas

  1. Infraestrutura e hospedagem insuficientes / cara demais

    • Muitos países e delegados apontam que Belém não tem leitos de hotel suficientes para receber todos os participantes. UOL+2Valor+2

    • As diárias de hospedagem estão exorbitantes, até 200-400% acima de valores de referência. Isso prejudica especialmente delegações de países em desenvolvimento. UOL+1

    • O governo do Pará afirma que está dialogando com o setor privado para conter os preços, mas críticos dizem que ainda é pouco. Correio Braziliense+1

  2. Capacidade logística / preparação

    • Preocupação de que Belém não tem capacidade básica (hotelaria, transporte, saneamento, infraestrutura urbana) para acomodar o fluxo de pessoas e atividades de uma conferência global desse porte. UOL+2O Globo+2

    • O risco de exclusão de atores importantes — movimentos sociais, ONGs, pesquisadores — justamente porque não vão conseguir pagar hospedagem ou não encontrar lugar para ficar. UOL+1

  3. Contradições nas políticas ambientais do Brasil

    • Um editorial na revista Science criticou o governo brasileiro por não liderar “pelo exemplo”, apontando que muitas políticas seguem incentivando desmatamento e exploração de combustíveis fósseis, o que vai contra os objetivos climáticos. n1

    • A exploração de petróleo e gás, inclusive na foz do Amazonas, foi citada como contraditória com o discurso ambiental. n1

    • Também há críticas de ambientalistas de que a carta inicial da COP30 não trouxe comprometimentos explícitos em relação ao fim de combustíveis fósseis. O Globo+1

  4. Possível falta de inclusão ou participação desigual

    • Povos indígenas amazônicos e tradicionais querem maior voz institucionalizada no evento, como copresidência ou papel decisivo. Há críticas de que serão apenas consultados, mas sem real poder na definição das decisões. El País

    • Países menores ou com menos recursos reclamam que os custos altos e a logística difícil criam barreiras para participação significativa. UOL+1

  5. Imagem internacional / repercussão negativa

    • A escolha de Belém foi criticada por veículos de mídia internacionais como “caótica” por conta dos déficits de estrutura. O Globo

    • Existe o risco de que os problemas logísticos e de preparação resultem em mau desempenho prático — o que pode manchar a reputação do Brasil como anfitrião e comprometer a credibilidade do evento. Valor+2O Globo+2



 Aqui vão várias das principais críticas feitas ao projeto de mineração Belo Sun / Projeto Volta Grande do Xingu (no Pará), com base em relatórios de ONGs, comunidades indígenas, instituições públicas e estudos técnicos. 


Principais críticas

  1. Riscos de contaminação hídrica e química

    • Há preocupações de que rejeitos tóxicos (como cianeto, arsênio, mercúrio) venham a contaminar águas superficiais e subterrâneas. Aida Americas+2APIB+2

    • Relatórios técnicos apontam que em caso de ruptura de barragem de rejeitos, milhões de metros cúbicos de resíduos poderiam atingir o rio Xingu em poucos minutos, causando danos irreversíveis. Aida Americas+2International Rivers+2

  2. Impactos sobre comunidades indígenas e tradicionais

    • Violação do direito à consulta livre, prévia e informada (previsto na Convenção 169 da OIT) para povos indígenas afetados, que dizem não terem sido devidamente ouvidos ou terem tido os impactos explicados claramente. Business & Human Rights Resource Centre+2Aida Americas+2

    • Impactos sociais diretos: remoção de famílias, perda de modos de vida tradicionais (pesca, extrativismo, etc.), insegurança alimentar. APIB+2Brasil de Fato+2

  3. Sobreposição de impactos com Belo Monte

    • A região já sofre consequências sérias da hidrelétrica de Belo Monte (redução drástica da vazão do rio, morte de peixes, alteração dos modos de vida ribeirinhos). Os críticos afirmam que somar esse novo grande empreendimento minera agravaria muito as pressões ambientais. IHU Unisinos+2Aida Americas+2

  4. Falhas no licenciamento ambiental

    • Estudos de impacto ambiental considerados insuficientes ou com lacunas técnicas, inclusive no que se refere ao componente indígena. O Globo+2Site Antigo+2

    • Licenças suspensas por decisões judiciais, por falta de atendimento a condicionantes como participação de comunidades indígenas. O Globo+2Aida Americas+2

  5. Riscos de barragem de rejeitos

    • Volume de rejeitos planejado é muito grande — há comparações com barragens de desastres anteriores (ex.: Mariana). International Rivers+2Aida Americas+2

    • Incertezas sobre a estabilidade da barragem, especialmente considerando aspectos geológicos, o risco de falhas estruturais, inclusive influências de explosões próximas ou vibrações. International Rivers+2Aida Americas+2

  6. Violência simbólica, jurídica e física contra comunidades opositoras

    • Iniciativas judiciais para silenciar críticas (ações de reintegração de posse, criminais contra manifestantes). Repórter Brasil+2Amazon Watch+2

    • Acusações de intimidação, assédio, ameaças. APIB+1

  7. Viabilidade do projeto questionada

    • Alguns estudos técnicos apontam que o empreendimento pode não ser viável diante dos riscos elevados e das incertezas, especialmente relacionadas a impactos cumulativos (com Belo Monte) e ao licenciamento.