Localizado na confluência do rio Xingu com o Amazonas, próximo a Gurupá (PA), o forte holandês foi erguido por volta de 1610-1621 como base para controle fluvial e alianças com indígenas Tupinambá.
Pedro Teixeira, capitão-mor do Pará, comandou a expedição decisiva em maio de 1623, com Bento Maciel Parente (ou Manoel Maciel Parente) e apoio de Luís Aranha de Vasconcelos.
Eles destruíram a estrutura de taipa holandesa em um assalto rápido, aproveitando elemento surpresa e superioridade local, sem relatos de combates prolongados.
No mesmo local, ergueram o Forte de Santo Antônio de Gurupá, iniciando o povoado e consolidando a presença luso-brasileira.
Essa vitória interceptou reforços inimigos, afundou embarcações holandesas aliadas a ingleses e pavimentou a pacificação regional até 1647.
A destruição do Forte de Mariocai em 1623 por Bento Maciel Parente (ou Manuel) e Pedro Teixeira interrompeu a presença holandesa inicial na foz do Xingu, impedindo a consolidação de uma base fluvial estratégica no Amazonas.
No local, ergueu-se imediatamente o Forte de Santo Antônio de Gurupá, fundando o povoado que se tornou vila oficial em 1639 sob João Pereira Cáceres.
A vitória desencadeou tentativas holandesas de reconquista, como em 1647-1648.
Quando forças sob Bandergué (ou Baldregues/Van der Goes) tentaram refortificar Mariocai com oito embarcações, mas foram repelidas por Sebastião Lucena de Azevedo em combate sangrento.
Ataques ingleses em 1629 e holandeses em 1639 testaram a guarnição, que resistiu apesar da estrutura frágil em taipa, garantindo o controle português regional.
Consolidou a soberania luso-brasileira na Amazônia, pavimentando a pacificação indígena e expedições como a de Teixeira ao Andes (1637-1639), além de proteger rotas contra invasores até as reconstruções em 1690 e 1760.
Remanescentes como canhões foram achados no século XIX, atestando o legado militar do episódio.
GILVANDRO TORRES



