4/02/2026

A conquista do Forte de Mariocai em 1623 representa um marco na defesa portuguesa da Amazônia contra as incursões holandesas.

Localizado na confluência do rio Xingu com o Amazonas, próximo a Gurupá (PA), o forte holandês foi erguido por volta de 1610-1621 como base para controle fluvial e alianças com indígenas Tupinambá.

Pedro Teixeira, capitão-mor do Pará, comandou a expedição decisiva em maio de 1623, com Bento Maciel Parente (ou Manoel Maciel Parente) e apoio de Luís Aranha de Vasconcelos. 

Eles destruíram a estrutura de taipa holandesa em um assalto rápido, aproveitando elemento surpresa e superioridade local, sem relatos de combates prolongados.

No mesmo local, ergueram o Forte de Santo Antônio de Gurupá, iniciando o povoado e consolidando a presença luso-brasileira. 

Essa vitória interceptou reforços inimigos, afundou embarcações holandesas aliadas a ingleses e pavimentou a pacificação regional até 1647.

A destruição do Forte de Mariocai em 1623 por Bento Maciel Parente (ou Manuel) e Pedro Teixeira interrompeu a presença holandesa inicial na foz do Xingu, impedindo a consolidação de uma base fluvial estratégica no Amazonas. 

No local, ergueu-se imediatamente o Forte de Santo Antônio de Gurupá, fundando o povoado que se tornou vila oficial em 1639 sob João Pereira Cáceres.

A vitória desencadeou tentativas holandesas de reconquista, como em 1647-1648.












Quando forças sob Bandergué (ou Baldregues/Van der Goes) tentaram refortificar Mariocai com oito embarcações, mas foram repelidas por Sebastião Lucena de Azevedo em combate sangrento. 

Ataques ingleses em 1629 e holandeses em 1639 testaram a guarnição, que resistiu apesar da estrutura frágil em taipa, garantindo o controle português regional.

Consolidou a soberania luso-brasileira na Amazônia, pavimentando a pacificação indígena e expedições como a de Teixeira ao Andes (1637-1639), além de proteger rotas contra invasores até as reconstruções em 1690 e 1760. 

Remanescentes como canhões foram achados no século XIX, atestando o legado militar do episódio.

GILVANDRO TORRES

Gurupá desempenhou papel crucial na resistência portuguesa contra os holandeses na Amazônia, servindo como ponto estratégico na margem direita do Amazonas, na foz do Xingu, onde os invasores haviam erguido o Forte Tucujus ou Mariocái no início do século XVII. 

Em 1623, Bento Maciel Parente, apoiado por Pedro Teixeira e Luís Aranha de Vasconcelos, conquistou o forte holandês, destruindo-o e reconstruindo-o como Forte de Santo Antônio de Gurupá, marcando a expulsão inicial dos neerlandeses e o nascimento do povoado.

Ações Defensivas

A guarnição de Gurupá interceptou reforços holandeses em 1623, afundando um navio comandado por um capitão inglês e capturando ou matando sobreviventes, incluindo indígenas aliados aos invasores. Posteriormente, resistiu a ataques em 1629 (ingleses) e 1639 (holandeses), atuando como sentinela para proteger rotas fluviais amazônicas contra novas incursões estrangeiras.

Legado Estratégico

Como base avançada, Gurupá facilitou a consolidação portuguesa na região, pavimentando a pacificação até 1647 e integrando-se à rede de defesa que culminou na expulsão definitiva holandesa da América portuguesa. Seu forte, tombado pelo IPHAN, simboliza essa bravura local na história amazônica.

GILVANDRO TORRES

 As invasões holandesas em Gurupá ocorreram no contexto das disputas coloniais pelo controle do Amazonas no século XVII, com os neerlandeses buscando expandir sua influência além do Nordeste açucareiro. 

Em 1621-1623, os holandeses, liderados por figuras como Mariocái, estabeleceram um forte provisório na região, conhecido como Forte Tucujus, na confluência do Xingu com o Amazonas, aproveitando alianças com indígenas Tupinambá locais.

Bento Maciel Parente, com apoio de Luiz Aranha de Vasconcelos, liderou a expedição que destruiu o forte holandês em 1623, erguendo sobre suas ruínas o Forte de Santo Antônio de Gurupá, marcando a expulsão inicial dos invasores e o início do povoamento português na área. 

Essa vitória foi parte de uma contraofensiva mais ampla, que incluiu ataques ingleses em 1629 e nova incursão holandesa em 1639, repelida com sucesso apesar das defesas em taipa de pilão.

As incursões holandesas, embora breves em Gurupá, visavam controlar rotas fluviais amazônicas para contrabandear produtos e desafiar Portugal durante a União Ibérica (1580-1640). 

GILVANDRO TORRES

FORTE DE GURUPÁ

 O Forte de Santo Antônio de Gurupá, localizado na margem direita do rio Amazonas, na confluência com o Xingu, é uma fortificação histórica portuguesa erguida em 1623 sobre as ruínas de um forte holandês chamado Mariocái. 

Fundado por Bento Maciel Parente  marcou a expulsão dos invasores neerlandeses na região amazônica, dando origem ao povoado que se tornou Gurupá.

Construído inicialmente em taipa de pilão, o forte resistiu a ataques ingleses em 1629 e holandeses em 1639, mas caiu em ruínas por falta de manutenção. Reconstruções ocorreram em 1690 por ordem de Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, e depois em 1760 e 1774, embora nunca totalmente concluídas, refletindo as disputas coloniais pelo controle do delta amazônico. 

Em Gurupá (PA), o forte simboliza a resistência portuguesa contra europeus rivais e indígenas Tupinambá locais, servindo de base para expedições que pacificaram a área até 1647. 

Hoje em ruínas sobre um rochedo, representa o patrimônio histórico da região, ligado à evangelização e ao povoamento amazônico, alinhando-se ao seu interesse pela história local de Gurupá.

GILVANDRO TORRES

O Evangelho de João 13,1-15 revela o coração da missão de Jesus por meio do lava-pés, um gesto de humildade radical realizado na véspera de sua Paixão.


 
Esse ato, em meio à traição iminente de Judas e à sombra da cruz, demonstra o amor "até o extremo" (Jo 13,1), invertendo hierarquias ao fazer o Mestre assumir o papel de servo.

Jesus, ciente de sua hora pascual, levanta-se da mesa, depõe a veste exterior, cinge-se com uma toalha e lava os pés dos discípulos, incluindo o futuro traidor Judas. 

Pedro resiste inicialmente, mas Jesus explica que essa purificação é essencial para a comunhão: "Se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo" (Jo 13,8). 

O gesto simboliza não só limpeza física, mas espiritual, representando o perdão contínuo dos pecados para quem já foi "banhado" na graça.

Cada detalhe carrega profundidade: despir a capa evoca perda de status; a toalha, traje de escravo; o ajoelhar-se, serviço total. 

Jesus ilumina sua missão como serviço abnegado, contrastando com ambições humanas e antecipando a cruz como ato supremo de amor. 

É uma parábola viva do Reino de Deus, onde o maior serve aos menores.

Chamado ao Discipulado

Após o ato, Jesus questiona: "Compreendeis o que fiz?" (Jo 13,12), dando o exemplo para que os discípulos pratiquem o mesmo: 

"Também vós deveis lavar os pés uns dos outros" (Jo 13,14). 

Esse mandamento transforma a comunidade cristã em espaço de serviço mútuo, ecoando na Quinta-feira Santa e inspirando práticas litúrgicas até hoje.

GILVANDRO TORRES

A mulher com quem Jesus pediu água chama‑se a mulher samaritana ou a mulher no poço de Jacó. Ela é conhecida pela passagem do Evangelho de João, capítulo 4, onde Jesus a encontra à beira de um poço em Samaria e pede a ela: “Dá‑me de beber” (Jo 4,7).

 Quem era essa mulher?

Ela era uma mulher samaritana, de uma região hostil aos judeus, o que torna o gesto de Jesus ainda mais marcante, pois ele rompe preconceitos religiosos e sociais.

Jesus revela que ela já teve cinco maridos e vivia com outro homem, mostrando sua vida marcada por dor, rejeição e moralidade fragilizada, mas sem condená‑la.

O encontro no poço

Jesus lhe oferece a “água viva”, que significa a graça de Deus e a vida eterna, dizendo que quem beber dessa água “nunca mais terá sede” (Jo 4,10–14).

A mulher, tocada por esse encontro, deixa o seu cântaro, volta à cidade e anuncia que encontrou o Messias, levando muitos samaritanos à fé em Jesus (Jo 4,28–39).



Dados recentes do Anuário Estatístico da Igreja confirmam que a população católica mundial ultrapassou 1,4 bilhão de fiéis, com crescimento de cerca de 15,8 milhões em um ano.

 Esse avanço reflete a vitalidade da fé em regiões emergentes, apesar de desafios em áreas tradicionais.

Crescimento Global

O total de católicos chegou a 1,405 bilhão, um aumento de 1,15% entre 2022 e 2023, conforme o Annuarium Statisticum Ecclesiae 2023. 

África lidera com 8,3 milhões de novos fiéis, seguida pela América com 5,6 milhões. Ásia registra expansão de 0,6%, com destaque para Filipinas e Índia.

África e Ásia

Essas regiões superam o crescimento populacional geral, impulsionando a expansão católica nos últimos 50 anos. 

Na África, o aumento é o mais expressivo globalmente, refletindo missões e conversões. Ásia contribui com 11% dos católicos mundiais.

EUA e Outras Regiões

Nos Estados Unidos, há sinais de recuperação com mais conversões, como 1.428 na Arquidiocese de Detroit — o maior em 21 anos. 

Apesar de quedas pontuais na Europa, o avanço moderado nos EUA contrasta com tendências seculares. O fenômeno global reforça a Igreja como força missionária dinâmica.

 


Quinta-feira Santa evoca esses momentos centrais da Paixão de Cristo, marcando a transição do exemplo de serviço para o sofrimento redentor. A Última Ceia e a agonia no Getsêmani revelam a profundidade do amor de Jesus, que se entrega totalmente pela humanidade.

Última Ceia

Naquele jantar pascal, Jesus instituiu a Eucaristia, transformando o pão em seu Corpo e o vinho em seu Sangue, como nova aliança. Ele lavou os pés dos discípulos, ensinando a humildade e o serviço como essência do discipulado. Esse gesto, realizado por um servo na cultura da época, subverteu hierarquias, mostrando que o maior deve servir.

Agonia no Getsêmani

Após a ceia, no Horto das Oliveiras, Jesus experimentou angústia intensa, suando sangue em oração ao Pai, aceitando a vontade divina antes da traição e prisão. Esse silêncio doloroso destaca sua humanidade e obediência total, preparando o caminho para a Cruz. A cena é o primeiro mistério doloroso do Rosário, convidando à contemplação da entrega de Cristo.

Significado na Quinta-feira Santa

O dia inicia o Tríduo Pascal, com a Missa do Lava-pés e a instituição sacerdotal, encerrando a Quaresma. Celebra-se a Eucaristia como presença viva de Jesus e o chamado ao serviço desinteressado. Na fé católica, esses eventos fundamentam a Igreja como comunidade de amor e sacrifício.

 A Paróquia Santo Antônio de Gurupá, localizada no Pará, é uma das mais antigas da região, intimamente ligada à fundação da cidade e do Forte Santo Antônio em 1623. 

A devoção a Santo Antônio é um dos pilares da fundação e da história da cidade, refletindo a colonização portuguesa e a evangelização na região amazônica

Construída em 1864 por ordem de D. Pedro II. 

O patrimônio pertence a Paróquia Santo Antônio – Diocese de Xingu. A matriz recebe anualmente inúmeros devotos de São Benedito, cuja festividade se realiza no período de 09 a 28 de dezembro

A paróquia é um centro histórico de fé e devoção na margem direita do rio Amazonas, gerindo atividades tradicionais como a festividade de São Benedito.Fundação da Cidade/Forte: Os portugueses ergueram o Forte Santo Antônio em 1623 na aldeia da nação Tupinambá, dando origem a Gurupá.

Tradição Religiosa: A Igreja Matriz de Santo Antônio é um ponto de referência histórico, com a devoção sendo central na história local.

Festividades: A Paróquia Santo Antônio de Gurupá organiza eventos tradicionais, incluindo a Festividade de São Benedito.Endereço: A paróquia está localizada no centro de Gurupá, com informações frequentemente atualizadas pela Pastoral da Comunicação (PASCOM) no Instagram da Paróquia. 

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) são pequenos grupos de fiéis da Igreja Católica, organizados em paróquias ou capelas, que unem a leitura bíblica à realidade social e vida cotidiana. Surgidas com força na década de 1970, focam na participação leiga, solidariedade com os pobres, transformação social e sinodalidade, agindo como "igreja em saída".