6/02/2026

O uso do látex fresco da Hevea brasiliensis como vedação e curativo natural pelos povos originários e cabanos na Amazônia é um exemplo fascinante de sabedoria tradicional que hoje encontra respaldo na medicina moderna. A Sabedoria Tradicional e Histórica

  • Vedação e Proteção: Povos amazônicos aplicavam a 
  • seiva fresca diretamente sobre cortes e escoriações. 
  • Ao secar, o látex formava uma película elástica e 
  • impermeável que isolava a ferida do ambiente externo, protegendo contra água, 
  • poeira e micro-organismos.
  • Vantagem Tática: Durante a Cabanagem (1835-1840) no Pará, 
  • esse método conferia aos cabanos uma vantagem prática importante, 
  • pois o curativo nativo era superior às 
  • ataduras de pano tradicionais do exército imperial, 
  • que se desfaziam com a umidade da floresta.

1998 minha aprendizagem no rio Mararú.

 

Sou uma cria do bairro do Telégrafo, nas ruas do bairro a gente jogava bola, andava nas palafitas da vila da barca, fugíamos da escola para jogar fliperama, aos 14 anos já tinha hábitos etílicos que me chamava atenção a vida noturna de Belém, bares e danceteria foi uma adolescência intensa mais só amadureci com o tempo, hoje meu objetivo e reconquistar tudo que perdi! 
Conheço naquele povo a beleza exótica de uma cultura unindo o passado com o presente, minha origem jamais neguei e às vezes fico com os olhos cheios de lágrimas, toda vez que lembro desse tempo que passei lá, toda vez que vejo o mar vem em minha lembrança as embarcações, casas de madeiras sobre palafitas, paisagens naturais e relembro com emoção tudo que vivi, logo eu que sempre fui urbano e de repente me vi na zona rural, cercado por uma beleza incomensurável, com pessoas e estilos de vida completamente diferente do meu, foi um tempo de aprendizagem.  Em um exílio de 45 meses na ilha grande de Gurupá no rio Mararú. Quando descobrimos que podemos ir além de nossos limites, também ousamos enfrentar nossos próprios medos. Passei por diversas reflexões pilotando um velho barco, em viagens cansativas em dias e noites, meu destino estava traçado. No rio Mararú percebi que os rios e igarapés são as estradas naturais da floresta é de enorme importância na vida dos ribeirinhos, dos rios as pessoas tiram seu sustento e junto aos rios encontra-se as terras férteis da várzea e nas cheias é inundada. Isso fazia parte da vida dos ribeirinhos e além de fertilizar a terra, Possibilita a retirada de madeira em lugares de difícil acesso, no meio da mata, estava remando em uma canoa no igarapé admirado com tamanha exuberância da floresta baixa e diversificada e me deparei com santuários intactos da natureza e sobre a sombra da grande árvore rainha da várzea "Samauma".

DIÁRIO PESSOAL-1998/ GILVANDRO TORRES

Padre José de Anchieta (1534–1597), um dos principais eclesiásticos da Companhia de Jesus no Brasil

 


São Paulo Miki e companheiros ofereceram ao Japão um dos testemunhos mais grandiosos de fidelidade a Cristo. Durante a intensa perseguição contra os cristãos, religiosos e leigos foram presos por anunciarem o Evangelho e se recusarem a abandonar a fé católica. Entre eles havia missionários, catequistas, pais de família, jovens e até crianças, todos unidos pelo mesmo amor a Jesus. Para humilhá-los publicamente, tiveram parte da orelha cortada e foram obrigados a percorrer uma longa e dolorosa marcha até Nagasaki, expostos ao desprezo da população e tratados como criminosos. Ao chegarem à colina de Nishizaka, encontraram as cruzes já preparadas para a execução. Ali, em vez de medo ou desespero, manifestaram paz, oração e firmeza sobrenatural. Suspensos nas cruzes diante da multidão, louvaram a Deus e perdoaram seus perseguidores. Do alto da cruz, São Paulo Miki ainda anunciou Jesus Cristo pela última vez, proclamando que morria por causa do Evangelho e convidando todos a conhecerem a verdadeira salvação. Em seguida, soldados atravessaram seus corpos com lanças, consumando o martírio daqueles mais de vinte heróis da fé, cujo sangue se tornou semente para a perseverança do cristianismo no Japão.

 

OS MAIORES ARTILHEIROS DO BRASIL EM COPAS DO MUNDO

 


Uruguai primeiro campeão mundial em 1930. URUGUAI PRIMEIRO CAMPEÃO MUNDIAL EM 1930. A seleção uruguaia sediou o torneio e conquistou o título ao derrotar a Argentina na grande final pelo placar de 4 a 2, no Estádio Centenário, em Montevidéu.

 


A Cabanagem (1835–1840) ocorreu na antiga província do Grão-Pará (abrangendo os atuais estados do Pará e Amazonas) e foi uma das mais sangrentas revoltas populares da história do Brasil. O movimento foi brutalmente reprimido pelo governo imperial, que tentou apagar não apenas os envolvidos, mas também a memória cultural e o modo de vida da população ribeirinha, indígena e negra.












O açaí era o alimento energético fundamental das populações ribeirinhas amazônicas rico em gorduras monoinsaturadas, antocianinas, ferro e fibras, consumido em grandes volumes antes de trabalho físico intenso. 

Para os cabanos era uma refeição de açaí com farinha que fornecia energia sustentada por horas, reduzia a inflamação muscular e repunha o ferro após ferimentos leves, era o combustível da revolução.

Batalhas fluviais noturnas foram um dos elementos mais característicos da Cabanagem. Canoas rápidas atacavam embarcações imperiais em formação de enxame  múltiplas pequenas embarcações cercando um navio grande, tornando o fogo de artilharia ineficaz pela proximidade. 

Os cabanos mantinham uma rede de depósitos de alimentos camuflados espalhados pela floresta elevados sobre estacas para proteger de enchentes e animais, cobertos com vegetação viva que continuava crescendo sobre a estrutura. 

Os cabanos usavam o timbó tanto para pesca em massa quanto para contaminar igarapés em rotas de patrulha imperial, tornando a água instável para cavalos e soldados. 

Antes das grandes batalhas, os pajés realizavam rituais de pajelança cerimônias de cura, proteção espiritual e comunicação com ancestrais. 

A cavalaria imperial arma temida era completamente ineficaz no Marajó. Os campos alagados e a lama profunda da várzea marajoara tornavam cavalos inúteis em questão de metros. 

Os cabanos conheciam cada área de lama instável e conduziam perseguições imperiais diretamente para essas armadilhas naturais. 

A "terra preta " solos extraordinariamente férteis encontrados em sítios arqueológicos amazônicos  foi criada intencionalmente por povos indígenas há mais de 2.000 anos, misturando carvão, ossos e matéria orgânica. 

Os cabanos plantavam sobre esses solos e apreciavam os frutos do cupuaçu  e o cacau tem polpa rica em gorduras, açúcares e aminoácidos que fornece energia sustentada por horas. Suas sementes, torradas e moídas, formam pasta calórica de fácil transporte. 

GILVANDRO TORRES

O USO DO TIMBÓ

O uso do timbó na Amazônia exemplifica o profundo conhecimento dos povos originários e comunidades tradicionais, como os cabanos durante a Revolução da Cabanagem. 

O princípio ativo do cipó, atua bloqueando a respiração celular dos peixes, forçando-os a subir à superfície.

1. Pesca em Massa (Sustento Coletivo)

Mecanismo: As raízes do timbó são esmagadas e maceradas na água. A seiva leitosa liberada reduz a tensão do oxigênio dissolvido nas brânquias dos peixes.

Impacto: Os peixes ficam atordoados e sobem à superfície, permitindo a captura manual ou com arpões.

Ecologia: Em concentrações controladas, os peixes maiores são recolhidos para alimentação enquanto a água rapidamente se dilui, permitindo a regeneração do ecossistema. 

O consumo humano da água e do peixe capturado é seguro, pois  não contamina o lençol freático e atua especificamente no metabolismo de animais de respiração branquial.

2. Uso Estratégico na Cabanagem (Tática de Guerrilha)Durante os conflitos do século XIX, os cabanos utilizaram o conhecimento sobre o timbó como arma de guerra biológica e estratégica na malha de rios e igarapés da região:

Contaminação de rotas: A maceração em larga escala de raízes de timbó em igarapés estreitos paralisava e intoxicava a fauna aquática local.

Bloqueio logístico: A água contaminada com o sumo concentrado tornava-se imprópria para o consumo das tropas imperiais e, principalmente, impedia a dessedentação (beber água) dos cavalos das patrulhas de cavalaria.

GILVANDRO TORRES

19ª Romaria da Floresta no Anapu, reafirma a força da luta pela vida e pelos territórios amazônicos

 















Entre os dias 16 e 19 de julho de 2026,  a 19ª edição da Romaria da Floresta, no município de Anapu (PA), reunindo comunidades, lideranças e organizações em um caminho de fé, memória e compromisso com a vida e a defesa da Amazônia. 

A caminhada tem início no Centro São Rafael, às margens do Rio Anapu local onde está plantada a memória viva de Irmã Dorothy Stang e segue até o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, território onde ela foi assassinada em 2005 por sua incansável luta em defesa da floresta e dos povos da terra.

Realizada desde 2006, a Romaria nasceu do desejo coletivo do povo de manter viva a luta e afirmar, com coragem, que não há medo diante das injustiças. 

É um testemunho público de que a defesa da vida, da terra e da floresta continua, mesmo diante das violências. 

Apenas durante os anos da pandemia de Covid-19 a caminhada foi interrompida, sendo retomada com ainda mais força nos anos seguintes.

A cada edição, um tema orienta a reflexão e fortalece o compromisso das comunidades antes, durante e após a Romaria. 

Em 2026, o tema escolhido é: “Nossas Lutas, Conquistas e Memórias”, com o lema: “União da Sociedade Organizada em Defesa da Vida e da Casa Comum”.