Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
12/24/2024
A presença real de Cristo na Eucaristia
Desde que Jesus instituiu a
Eucaristia na Santa Ceia, a Igreja nunca cessou de celebrá-la, crendo
firmemente na presença do Senhor na hóstia consagrada pelo sacerdote
legitimamente ordenado pela Igreja. Nunca a Igreja duvidou da presença real do
Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor na Eucaristia. Desde os primeiros
séculos, os padres da Igreja ensinaram essa grande verdade recebida dos
apóstolos.
Na Última Ceia, Jesus foi
muito claro: “Isto é o meu corpo”. “Isto é o meu sangue” (Mt 26,26-28). Ele não
falou de símbolo, de sinal nem de lembrança. São Paulo atesta a presença do
Senhor na Eucaristia quando afirma: “O cálice de bênção, que bebemos, não é a
comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo
de Cristo?” (1Cor 10,16).
A Eucaristia é um
lindo milagre, e a Igreja nunca duvidou da presença de Cristo nela
E o apóstolo, que não estava
na Última Ceia, recebeu essa certeza por revelação especial do Senhor a ele: “O
Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, dando graças,
partiu-o e disse: Tomai e comei, isto é o meu corpo, que será entregue por vós;
fazei isso em memória de mim. Igualmente também, depois de ter ceado, tomou o
cálice e disse: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto em,
memória de mim todas as vezes que o beberdes”(1Cor 11,23-29).
Sem dúvida, a
Eucaristia é o maior e o mais belo milagre que o Senhor realizou e quis que
fosse repetido a cada Missa, para que Ele pudesse estar entre nós, a fim de nos
curar e alimentar. “A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã’
(LG,11).
Os restantes sacramentos, porém, assim como todos os ministérios eclesiásticos
e obras de apostolado, estão vinculados com a Sagrada Eucaristia e a ela se
ordenam. Com efeito, na Santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro
espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (PO,5 e CIC
n.1324).
O que diz o
Catecismo?
O Catecismo da Igreja nos
garante que “Os milagres da multiplicação dos pães prefiguram a superabundância
deste pão único da Eucaristia” (CIC, n.1335). Tudo o que foi dito até aqui está
baseado, principalmente, nas próprias palavras de Jesus, naquele memorável
discurso sobre a Eucaristia, na sinagoga de Cafarnaum, que São João relatou com
detalhes no capítulo 6 do seu Evangelho: “Eu sou o Pão vivo que desceu do céu.
Quem comer deste Pão viverá eternamente; e o Pão que eu darei é a minha carne
para a salvação do mundo. O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a
vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia, porque a minha carne é
verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida.”
Não há como interpretar de
modo diferente essas palavras, senão admitindo a presença real e maravilhosa do
Senhor na hóstia sagrada. Lamentavelmente, a Cruz e a Eucaristia foram e
continuam a ser “pedra de tropeço” para os que não creem, mas Jesus exigiu até
o fim esta fé. Aos próprios apóstolos ele disse: “Também vós quereis ir
embora?” (Jo 6,67). Ao que Pedro responde na fé, não pela inteligência:
“Senhor, a quem iremos, só Tu tens palavras de vida eterna“(68). Nunca Jesus
exigiu tanto a fé dos apóstolos como neste momento. E se exigiu tanto, sem dar
maiores esclarecimentos como sempre fazia, é porque os discípulos tinham
entendido muito bem do que se tratava, bem como o povo que o deixou dizendo:
“Estas palavras são insuportáveis? Quem as pode escutar?” (Jo 6,60).
Acreditar na
presença de Cristo na Eucaristia é um exercício de fé
Para cada um de nós também a
Eucaristia será sempre uma prova de fogo para a nossa fé, mas, crendo na
palavra do Senhor e no ensinamento da Igreja, seremos felizes. Quando Lutero
pôs em dúvida a presença real e permanente do Senhor na Eucaristia, o Concílio
de Trento (1545-1563) assim se expressou: “Porque Cristo, nosso Redentor, disse
que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo,
sempre na Igreja se teve esta convicção que o sagrado Concílio de novo declara:
pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do
pão na substância do Corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do
vinho na substância do seu Sangue; e esta mudança, a Igreja católica chama-lhe
com justeza e exatidão, transubstanciação” (DS, 1642; CIC n.1376).
Acima de tudo, é preciso recordar
que a Igreja recebeu do Senhor o carisma da infalibilidade em termos de fé e
moral, a fim de não permitir que os seus filhos sejam enganados no caminho da
salvação (cf. Jo 14,15.25; 16,12-13). Portanto, o que a Igreja garante, há
vinte séculos, jamais podemos duvidar, sob pena de estarmos duvidando do
próprio Jesus.
Para auxiliar a
nossa fraqueza, Deus permitiu que muitos milagres eucarísticos acontecessem
entre nós: Lanciano (sec VIII), Ferrara (1171), Orvieto (1264), Offida (1273),
Sena (1330 e 1730),Turim (1453), etc., que atestam, ainda hoje, o Corpo vivo do
Senhor na Eucaristia, comprovado pela própria ciência. Há tempos, foi traçado
na Europa um “mapa eucarístico”, que registra o local e a data de mais de 130
milagres, metade deles ocorridos na Itália.
A Eucaristia é o
ápice da ação da salvação de Deus: O Senhor Jesus, se fez pão
partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e seu amor, e assim
renova o nosso coração, a nossa existência e a maneira como nos relacionamos
com Ele e com os irmãos.
Ir à missa não
somente para rezar, mas para receber a Comunhão, este pão que é o Corpo de
Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa, nos une ao Pai.
É muito bom fazer isto! E
todos os domingos, vamos à Missa porque é o próprio dia da ressurreição do
Senhor. Por isto, o domingo é tão importante para nós.
E com a Eucaristia
sentimos esta pertença à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus
Cristo.
Por isto, pedimos que este
Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a moldar as
nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai.
E isto se faz durante toda a vida, mas tudo
começa no dia da primeira comunhão.
É importante que as crianças
se preparem bem para a primeira comunhão e que todas as crianças a façam,
porque é o primeiro passo desta forte adesão a Cristo, depois do Batismo e da
Crisma.
O Verbo (a Palavra)
se fez carne. Jesus é a Palavra e a Palavra se fez Pão e esse Pão tornou-se
alimento de Salvação.
Na Eucaristia, a presença de Deus acontece de forma mais extraordinária
porque o Senhor continua presente até que as espécies eucarísticas subsistam
(cf. CIC 1377).
Vale ressaltar, que mesmo que a hóstia consagrada venha a ser dívida,
Cristo continuará presente de igual modo em todas as partes. Ou seja, em cada
pedaço Jesus está presente com toda a sua divindade, majestade e força, porque
o acidente não influencia, neste caso, na substância.
Em qualquer pedaço que recebemos na comunhão, é Jesus dado por inteiro
para nós, e fará o mesmo efeito que qualquer outro pedaço que eu receber.
Esta presença não pode ser afirmada se não pela via da fé.
É por meio dela que o cristão chega a Cristo e alcança a salvação.
A Eucaristia é o maior bem da Igreja, pois é ela o próprio Cristo que se
dá a nós e nos alimenta rumo à terra prometida.
O Santo Padre
ressalta a experiência de Maria depois da ressurreição, em que receber a
Eucaristia significava para ela quase como o acolhimento de Jesus no seu
ventre, aquele coração que tinha batido no mesmo som com o seu. Maria, mulher
eucarística é também a mulher do Magnificat, onde ela canta céus novos e terra
nova, que na Eucaristia encontram a sua antecipação e o seu desígnio. Se o
Magnificat exprime a espiritualidade eucarística de Maria, então a Eucaristia
nos é dada para que a nossa vida seja toda um Magnificat.
