6/23/2025

 Na ilharga

Deixar a vida urbana, passar alguns dias para repor as energias. Perto da natureza, sentir o ar tão puro e o barulho dos pássaros. O ronco do motor rabeta atravessando o rio. Na canoa o horizonte natural.
Fortaleçe e nada mais natural que um amizade compartilhada. Na alegria de momentos admiro muito meu povo, à beira da rio amazonas contemplo o por-do-sol. Tomar açaí pastoso vindo da ilha grande, comer um peixe assado na folha de bananeira na beira do rio. É tão Paraense, isso e ter orgulho de ser gurupaense, ter nascido no interior desse Estado do Pará tão rico culturalmente me sinto tão a vontade no meio do meu povo ribeirinho.  Tomar banho no igarapé, renova em cada viagem na Amazônia Gurupaense.


autor: GILVANDRO Gilvandro Torres
Membro da Academia Marajoara de Letras 

 Você já ouviu falar da maior revolução popular que aconteceu no Brasil? Pois é, estou falando da Cabanagem, um movimento que sacudiu o Pará no século XIX e mudou para sempre a história da Amazônia. 

Imagina só: era 1835, e o povo paraense estava cansado. 

Cansado de ser explorado, de ver suas riquezas sendo levadas embora, de ser tratado como cidadão de segunda classe em sua própria terra.

Foi quando algo extraordinário aconteceu. Cabanos - assim eram chamados os revolucionários que moravam em cabanas simples às margens dos rios. 









Eram indígenas, negros, mestiços e brancos pobres que se uniram por um sonho comum: liberdade e justiça social.

O que muita gente não sabe é que a Cabanagem foi a única revolta do período regencial em que o povo chegou ao poder. Isso mesmo! 

Os cabanos conseguiram tomar o controle da província do Pará e governaram Belém por mais de um ano.

E não foi uma revolução qualquer. Foi um movimento que mostrou a força do povo amazônico, sua capacidade de organização e, principalmente, sua sede por mudança. Os cabanos queriam mais do que independência - queriam dignidade, respeito e o direito de decidir seu próprio destino.

Mas o preço da liberdade foi alto. Estima-se que cerca de 30% da população do Pará foi dizimada durante o conflito. São números que nos fazem refletir sobre o valor da democracia e da justiça social que temos hoje.

Hoje, quando passamos pelas ruas de Belém ou navegamos pelos rios do Pará, podemos sentir o eco daqueles que lutaram por seus ideais. 

A Cabanagem não foi apenas uma revolta - foi um grito de liberdade que ainda ressoa em nossa memória.



Hoje vamos mergulhar em um capítulo fascinante da história da Igreja Católica na Amazônia, focando especialmente nas CEBs e na Teologia da Libertação. 

 

Você sabia que as Comunidades Eclesiais de Base, as famosas CEBs, revolucionaram a forma como a Igreja se relacionava com o povo amazônico?

 

Nos anos 60 e 70, essas pequenas comunidades começaram a florescer em meio à floresta, trazendo uma nova maneira de viver a fé. Imagine só: ribeirinhos, indígenas e trabalhadores rurais se reunindo em pequenos grupos, não apenas para rezar, mas para discutir seus problemas, buscar soluções e fortalecer seus laços comunitários.

 

As CEBs eram verdadeiras escolas de cidadania em meio à selva! foi nesse contexto que a Teologia da Libertação ganhou força na Amazônia.

 

Esta corrente teológica, que propunha uma interpretação do Evangelho a partir dos pobres e oprimidos, encontrou na região amazônica um terreno fértil para suas ideias.Figuras como Dom Pedro Casaldáliga e Dom Helder Câmara foram fundamentais nesse processo.

 

Eles não apenas pregavam o Evangelho, mas também lutavam pela justiça social, pela preservação da floresta e pelos direitos dos povos tradicionais. 

 

As CEBs e a Teologia da Libertação trouxeram uma mudança profunda na forma como a Igreja atuava na Amazônia.

 

Não era mais apenas uma questão de catequese, mas de conscientização social e ambiental.

 

Os padres e religiosos começaram a entender que sua missão ia além das paredes das igrejas. É impressionante como esse movimento conseguiu unir fé e vida cotidiana.

 

As comunidades aprenderam a ler a Bíblia relacionando-a com suas próprias experiências, seus desafios e suas lutas diárias. Hoje, esse legado continua vivo em muitas comunidades amazônicas.

 

A luta pela preservação da floresta, pelos direitos dos povos indígenas e pela justiça social permanece como um testemunho vivo dessa época transformadora.












COMUNIDADE SÃO EXPEDITO DO SETOR AMAZONAS-GURUPÁ-PA