Características principais:
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Opção preferencial pelos pobres: a ideia de que a missão da Igreja deve priorizar a defesa e a promoção da dignidade dos pobres e marginalizados.
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Leitura crítica da Bíblia: a Escritura é interpretada a partir da realidade concreta dos pobres, vendo-os como protagonistas da história da salvação.
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Compromisso social e político: a fé cristã é entendida como inseparável da luta contra as injustiças sociais, econômicas e políticas.
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Inspiração em métodos de análise social: especialmente em categorias vindas do marxismo (como “opressão” e “libertação”), embora reinterpretadas em chave cristã.
Principais nomes:
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Gustavo Gutiérrez (Peru) – considerado o “pai” da Teologia da Libertação, autor do livro Teología de la liberación (1971).
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Leonardo Boff (Brasil) – um dos principais teólogos ligados ao movimento no Brasil, com foco em ecologia, justiça social e espiritualidade libertadora.
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Jon Sobrino (El Salvador), Clodovis Boff, Frei Betto, entre outros.
Conflitos e críticas:
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A Teologia da Libertação recebeu críticas do Vaticano (especialmente sob o Papa João Paulo II e o cardeal Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI) por causa de sua aproximação com o marxismo.
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Houve tensões internas, com alguns teólogos sendo punidos ou silenciados pela Igreja, como aconteceu com Leonardo Boff.
Impacto:
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Inspirou movimentos sociais, comunidades eclesiais de base (CEBs) e a pastoral social da Igreja.
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Influenciou também outros campos, como a pedagogia de Paulo Freire e movimentos populares de luta por direitos.
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Continua viva em várias regiões, hoje muitas vezes articulada com a ecoteologia e a defesa dos povos indígenas e afrodescendentes.



