12/12/2025

Identidade Afro Amazonida das Comunidades Eclesial de Base no município de Gurupá-PA.

 

O município de Gurupá-PA contém uma zona de comunidades quilombolas compostos por 10 comunidades tituladas: Alto Pucuruí, Arinoá, Gurupá – Miri, Maria Ribeira, Jocojó, Flexinha, Carrazedo, Camutá, Bacá e Alto Ipixuna. Os escravos africanos entravam pelo porto de Belém, vindos da Guiné-Bissau, CaboVerde, Angola, Quênia, Tanzânia e Moçambique. Inicialmente ficavam em Belém e região marajoara, incluindo Gurupá, servindo como servos domésticos ou na agricultura. Em 1783 os africanos chegaram a mais de 30% da população total de Gurupá. Os maus tratos dos senhores e escassez periódica de alimentos, também os escravos africanos passaram a fugir e criar suas aldeias fora da cidade: os primeiros quilombos de Gurupá foram formados neste período. A presença africana na Amazônia, embora muitas vezes negligenciada pela história oficial, foi significativa e deixou marcas profundas na região. Apesar de não ter havido uma escravidão em larga escala como no Nordeste, a influência africana se manifesta na cultura, religião e culinária da região. 

A resistência e a luta pela preservação da cultura e identidade afrodescendente continuam presentes até hoje. Povos africanos foram trazidos para a Amazônia, principalmente a partir do século XVIII, como mão de obra escrava, e sua cultura se misturou com a indígena e europeia. Apesar da resistência e formações de quilombos.

 Uma das áreas em que a influência afrodescendente é mais evidente é na música. Gêneros musicais têm suas raízes na cultura africana e se tornaram símbolos da identidade musical de Manaus Gurupá como a dança do Gamba(estilo de carimbo). As batidas contagiantes, os ritmos envolventes e as letras que retratam histórias e tradições afro-brasileiras fazem parte do panorama musical da cidade e são apreciados tanto por moradores gurupaense quanto por visitantes.

A Amazônia, pesquisas científicas documentam que a ocupação remonta ao período da pedra, além dos povos tapajônica, marajoara e konduri, outros povos da Guiana estiveram aqui entre a região de Santarém e Xingu e a cidade de Gurupá está localizado entre os Xingu e Amazonas, no arquipélago do Marajó.

O município possui pouco mais de 31 mil habitantes de acordo com o censo do IBGE, e tem abundância de sítios arqueológicos.

No século XVIII a população amazônica somava cerca de 54.200 e atualmente são menos de 12.000 com cerca de 21% do território nacional, os primeiros contatos deu-se pelo século XIV com holandeses na região de Gurupá, relatos que grupos indígenas viviam harmonia entre ENGAIBAS, MAPUAS, ARUANES, TACONHAPÉS, INGABAYBAS. Os primeiros contatos com os europeus deu-se necessário através de técnicas necessárias como a linguagem universal indígena, contudo o desaparecimento de línguas indígenas foi concentrada em dois troncos linguísticos: MACRO E TUPI.

Estima-se que 75% das línguas se perderam ao longo de 500 anos e parte dos povos indígenas que viviam na costa, no período da colonização, falavam línguas que pertenciam ao tronco Tupi.

Dentro desse tronco, o Tupinambá era uma das línguas gerais que existiam no Brasil e que era usada para se comunicar com os indígenas, o Tupi não é o único tronco linguístico indígena existente no Brasil.

O tronco macro-jê é outro grande exemplo. Os colonizadores se apossaram de terras e intensificaram o tráfico de pessoas escravizadas trazidas do continente Africano.

O Tupi Guarani era língua originária em 1751 uma provisão real proibiu a utilização do Tupi, nossa língua recebeu influência dos povos originários e também dos povos da África que aqui chegaram forçadamente para trabalhar.

O Tupi se originou da língua tupinambá que foi incorporado à nação indígena tupinambás e a nossa língua ganhou diferencial da língua portuguesa falada em Portugal e os dialetos, costumes linguísticos, o legado do povo africano e indígenas contribuiu para os dias atuais uma enorme herança cultural, a beleza e cultura a culinária tem influência dos negros e indígenas assim como as festas populares danças e ritmos.

Quem somos nós e uma pergunta a ser feita em nossas comunidades, reconhecer a diversidade cultural de nossa formação pode ser uma maneira de compreender nossa riqueza cultural.  

A cultura afrodescendente no Brasil veio da cultura africana e chegou às terras brasileiras pelos africanos trazidos para cá para servirem de escravos, os navios carregavam pessoas de várias etnias africanas, o que permitiu a pluralidade cultural de origem africana no Brasil.

Deste contexto nasceu a fusão entre a cultura africana e os vários elementos da cultura indígena e europeia, nasceu no país uma cultura muito vasta, se buscarmos em nossas origens, diversos são os elementos que compõem a nossa formação tradicional e têm origem no continente africano.

Candomblé e umbanda são religiões originalmente brasileiras, mas que surgiram com base em elementos religiosos africanos, consiste no culto aos orixás da cultura IORUBÁ, enquanto a umbanda é uma forma sincrética entre o candomblé, o catolicismo e o espiritismo kardecista. Sendo uma religião monoteísta que acredita na existência da alma e na vida após a morte.

A palavra “candomblé” significa “dança” ou “dança com atabaques” e cultua os orixás, normalmente reverenciados por meio de danças, cantos e oferendas.

A partir do momento que a Igreja Católica faz a fusão de elementos culturais desse povo na religiosidade, ela já configurou uma forma de sincretismo religioso, o sincretismo de origem afro surge com a religião católica, numa busca de camuflar as suas crenças, que eram totalmente proibidas em país católico.

Embaixo do altar católico e das imagens de santos os negros louvavam e cultuavam seus orixás africanos, tendo assim o sincretismo afro-brasileiro. Essa mistura religiosa originou as religiões afro-brasileiras. 

Durante o período da escravatura no Brasil, nas senzalas, para poderem cultuar os seus Orixás, Inkices e Voduns, os negros foram obrigados a usar como camuflagem altares com as imagens de santos católicos, cujas características melhor correspondiam às suas Divindades Africanas, e por baixo desses altares escondiam os assentamentos dos Orixás, dando assim origem ao chamado Sincretismo. 

Mesmo usando imagens e crucifixos, os seus cultos e rituais inspiravam perseguições por parte das autoridades e pela Igreja, que viam o Candomblé como paganismo e bruxaria.

Sabe-se hoje, segundo alguns pesquisadores, que este sincretismo já teria começado em África, induzido pelos próprios missionários para facilitar a conversão dos indígenas.

Exemplos de sincretismo:    Oxalá (Candomblé) associado a Jesus Cristo (Catolicismo), considerado o pai da criação no Candomblé, é frequentemente associado à figura de Jesus Cristo no sincretismo. No sincretismo religioso entre o Candomblé e o Catolicismo, Oxalá, um dos orixás mais importantes do Candomblé, é frequentemente associado a Jesus Cristo. 

Essa associação surgiu como uma forma de proteger as práticas religiosas africanas durante a escravidão, permitindo que os seguidores do Candomblé cultuassem seus orixás sob a aparente identificação com figuras do Catolicismo. 

Ossaim é o orixá das plantas, das ervas, da cura e dos mistérios, responsável por fornecer folhas aos outros orixás para rituais de cura. É sincretizado com São Benedito é o santo católico associado a Ossaim, sincretizado devido à proibição das práticas religiosas africanas durante a escravidão. Ossaim é um orixá venerado nas religiões de matriz africana. Essa divindade é detentora dos mistérios e segredos ocultos na natureza, sendo reverenciada por seu conhecimento profundo desses elementos. Desempenha um papel crucial nas religiões de matriz africana, sendo o verdadeiro bruxo e guardião das folhas.

São Benedito, nasceu como filho de escravizados, em 1526, posteriormente foi alforriado e entrou para Igreja Católica como um eremita franciscano. Ele, por ser negro, sofreu com o racismo e a discriminação na sua época, mas ficou conhecido por suportar essas injustiças com paciência. Conhecido por milagres de cura e até mesmo de ressurreição, é um santo muito querido. São Benedito é um santo católico negro, sincretizado com o orixá Ossaim. Suas histórias contam que era um exímio cozinheiro e que, apesar de analfabeto, aconselhava grandes teólogos e doutores. Foi sincretizado com Ossaim pelos povos negros do Brasil, pois, na época da escravidão, todos eram obrigados a ser cristãos. Não podendo realizar seus cultos sem perseguição, os africanos e seus descendentes associaram os orixás aos santos para poderem cultuá-los sem serem mortos. Por sua paciência, suas histórias de cura e seus conhecimentos, São Benedito foi sincretizado com Ossaim. 


          


O sincretismo de São Benedito, santo católico negro, com o orixá Ossaim no Candomblé e Umbanda é um exemplo de fusão cultural e religiosa que ocorreu no Brasil durante a escravidão. São Benedito é sincretizado com Ossaim, o orixá da cura e da natureza, devido à sua história como defensor dos pobres e doentes e à sua identificação com a cultura africana. 

No Contexto histórico, a escravidão no Brasil impôs a cristianização forçada, o que levou os africanos a adaptar as suas tradições e a sincretizar os santos católicos com os orixás, como forma de preservar a sua cultura e a sua espiritualidade, e sua identificação como santo negro e defensor dos pobres, foi associado ao orixá Ossaim, que também é conhecido por suas propriedades curativas e por sua relação com a natureza. 

Permitiu aos africanos escravizados encontrar um ponto de conexão entre a religião imposta e as suas tradições, preservando a sua identidade cultural e a sua espiritualidade. São Benedito é também sincretizado representa a sabedoria e a experiência dos ancestrais africanos. 

Os portugueses aderiram ao comércio de pessoas escravizadas da África para o Brasil ficou conhecido na história como Tráfico negreiro.

No continente africano os portugueses trocavam armas, tecidos por pessoas capturadas por chefes tribais, essas pessoas escravizadas eram aprisionados nas guerras tribais e eram negociados por mercadores, embarcados nos navios negreiros, muitos adoeciam e faleciam, as viagem ao Brasil levava até seis semanas, uma viagem com violência, suicídio, pouca agua potável, e alimentação escassa, as regiões que mais forneceram pessoas escravizadas, foram os países: Cabo da Guiné, Reinos do Congo e Angola.

Pertenciam a grupos étnicos sudaneses(Nigéria), Daomé (Costa do Marfim), Bantos (capturados no Congo), Angola e Moçambique. 388 anos o Brasil teve economia ligada ao trabalho escravo, as formas mais desumanas eram o açoitamento público e o chicote lamento na senzala, as feridas eram aplicadas limão e sal.

Os africanos traziam a força do continente africano, alguns se atiravam em alto mar, a travessia do atlântico era tormento, mais de 12 mil africanos vieram nos navios negreiros.

A alimentação era constituída por farinha de mandioca, milho e carne seca, uma das doenças mais comuns era o escorbuto que provoca dores no corpo, inchaço pela falta de vitamina C no organismo.

A cultura indígena e africana possui importância fundamental na construção da identidade nacional brasileira, ela está presente estudar a história e cultura Afro-brasileira e indígena é descobrir nossas raízes, nos ajuda a entender o passado, pensar no presente desmistificando ações e falas preconceituosas e nos possibilita construir um futuro melhor, mais humano e igualitário.

A obrigatoriedade de inclusão de História e Cultura afro-brasileira e africana nos currículos da educação básica é um momento histórico que objetiva não apenas mudar um foco etnocêntrico, marcadamente de raiz europeia para um africano, mas sim ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira.

Nessa perspectiva cabe às escolas incluir, no contexto dos estudos, atividades que abordem diariamente as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das raízes africanas e europeias.

Em maio 1623, junto com Luís Aranha de Vasconcelos, Aires de Souza Chichorro e Salvador de Melo, Bento Maciel Parente conquistou dos holandeses os pontos fortificados de Muturu (atual Porto de Moz) e Mariocay atual Gurupá), próximo à foz do rio Xingu, fundando no lugar do Forte de Mariocay, o Forte de Santo Antônio de Gurupá, fazendo dele a base de apoio para as suas arrancadas, expulsando nos anos seguintes os neerlandeses do Baixo Xingu e do rio Tapajós.

A ação realizada no Forte de Mariocay foi um grande feito. Liderando cerca de 70 soldados e aproximadamente mil indígenas em canoas nativas, o Capitão-mor do Pará investiu contra os invasores holandeses, que não impediram o ataque luso-brasileiro à fortificação.

Bento Maciel Parente, buscando ludibriar a guarnição holandesa, manobrou na parte leste do Baixo Xingu, provocando a debandada dos invasores fugindo rumo à selva.

O que teria acontecido com os indígenas que habitavam próximo ao rochedo do Forte Mariocay, fundado pelos holandeses em Gurupá, certo que foram dizimados, escravizados, num holocausto escondido nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses.

A verdadeira vítima da invasão estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os indígenas que viviam e ocupavam pacificamente essas terras.

À medida que o forte foi construído, aquela sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento de sangue no canal de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da etnia indígena de Gurupá. 

Com a colonização atraindo comerciantes que transferiram para Portugal em navios de pequeno porte até Belém, as produções agrícolas, hoje os povos originários que eram chamados Mariocay pelos holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central, que provavelmente eram da nação Tupinambá.

Jorge Hurley em 1936 no livro “noções de história do Brasil ” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi: umary= frutos da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado e a palavra que deu origem ao nome Gurupá, baseia-se que os portugueses chamavam de “Corupá”, porque os indígenas afirmavam que ali era um porto de canoa ou seja origem era Iguaru pába, porto e seria chamado de igararupá ou seja um porto de muitas canoas. Informações precisas de Francisco Adolpho Varnhagem no seu livro História do Brasil do ano de 1962. 

Os holandeses que sobreviveram fugiram para a ilha grande de Gurupá. Houve outra batalha após um navio holandês, comandado por um capitão inglês chegando a frente a cidade de Gurupá, os portugueses atacaram e afundaram o navio, matando todos, os indígenas leais aos holandeses foram mortos, alguns sobreviveram e se tornaram escravos, para posterior reconstrução do forte em pedras e argila.

Bento Maciel Parente ficou em Gurupá, onde após destruir o forte dos holandeses, construiu sobre taipa um forte invocando a proteção de Santo Antônio em 1623.

A identidade Afro-Amazônica é uma identidade cultural e social complexa, resultante da interação e mistura de tradições africanas, indígenas e europeias na Amazônia. 

Caracteriza-se pela sua rica diversidade cultural, incluindo manifestações religiosas, artísticas, culinárias e práticas sociais que refletem a ancestralidade africana, indígena e a adaptação ao ambiente amazônico. 


●       Mistura cultural: A identidade Afro-Amazônica é o resultado da fusão de diferentes culturas, formando um novo tecido social e cultural. 


●       Manifestações religiosas: A religião desempenha um papel importante, com a presença de religiões de matriz africana, como o candomblé, e a sincretização com crenças indígenas. 


●       Manifestações artísticas: A música, a dança e a arte visual são formas de expressão da identidade Afro-Amazônica, com influências de ritmos africanos e estilos típicos da região. 


●       Culinária: A culinária afro-amazônica é rica em sabores e ingredientes, com destaque para pratos como a maniçoba, que incorpora elementos africanos e indígenas. 


●       Práticas sociais: A vida em comunidade, a agricultura tradicional e a organização social são aspectos importantes da identidade Afro-Amazônica. 


●       Consciência da herança e resistência: A identidade Afro-Amazônica é construída sobre a consciência da herança africana e a resistência contra a discriminação e o preconceito. 


Contexto histórico:


A presença africana na Amazônia remonta ao período colonial, com a escravidão africana e a posterior liberdade dos escravizados em comunidades quilombolas. 


Importância da identidade Afro-Amazônica:


●       A identidade Afro-Amazônica é um importante patrimônio cultural, que contribui para a riqueza e a diversidade do Brasil e a valorização da identidade Afro-Amazônica é fundamental para a promoção da igualdade racial e a luta contra o racismo.


●       A "Afro-Amazônica" como categoria identitária: A categoria "Afro-Amazônica" é utilizada para identificar e reconhecer a população negra da Amazônia, destacando a sua especificidade cultural e histórica, diferente de outras identidades negras no Brasil. 


Pedro Teixeira revelou-se decisivo para a definição do território do Brasil, ao subir o rio Amazonas até Quito, no Equador, assim, este português contribuiu para a definição do maior país da América Latina.


O Brasil é o único da América que tem o português como língua oficial. Para delimitar as terras de Portugal e de Espanha, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, ele fundou o povoado da Franciscana, na confluência do rio Napo com o Aguarico, no alto sertão em 25 de julho de 1637, chefiou uma expedição partindo de Belém, com 45 canoas, setenta soldados e mil e duzentos flecheiros e remadores indígenas subindo o curso do rio amazonas, buscando confirmar a comunicação entre o oceano atlântico e o peru, rota percorrida no século anterior por Francisco de Orellana.


Fundou franciscana na confluência do rio Napo com o Aguarico, no alto sertão, para delimitar as terras de Portugal e Espanha, segundo o tratado de Tordesilhas a viagem foi registrada pelo jesuíta Cristóbal de Acuña em obra editada em 1641.


Pedro Teixeira foi responsável por achar o melhor caminho terrestre fluvial entre os Estados do Pará e o Maranhão e, as vias para as transações comerciais entre as cidades de Belém e Bragança, que antes ocorria somente via rio Caeté.


Assim encontrou o Caminho do Maranhão, criado pelos Tupinambás, posteriormente serviu para condução do gado do Piauí à Belém, atualmente é uma das principais vias da capital, chamada de avenida Almirante Barroso.


De Gurupá partiu, em outubro de 1637, esta incursão, considerada por muitos como a maior façanha sertanista da região, observando a área, buscou viabilizar o acesso à região peruana por via atlântica.


Subiu os rios Amazonas e Negro onde deixou parte do grupo. Prosseguindo, alcançou Quito, em outubro de 1638.


Pedro Teixeira tomava posse das terras em nome do rei de Portugal, embora este Reino ainda estivesse sob o domínio espanhol favorecidos pelas boas condições de navegação, aqueles homens aventureiros depararam-se a todo instante com riquezas naturais da flora amazônica como o urucu, primeira especiaria a ser exportada para a Europa.


A Expedição de Pedro Teixeira foi usada pela Coroa lusitana para reivindicar a posse da Amazônia.


No contexto histórico essa ocupação do Vale do Amazonas, foi realizada através da instalação de fortes e missões religiosas nas margens dos rios.


Alguns capitães e sertanistas experientes, como Antônio Raposo Tavares, Manuel Coelho e Francisco de Melo Palheta, passaram a percorrer o Amazonas e seus afluentes descobrindo comunicações fluviais, atingindo aldeamentos espanhóis na região oriental da Bolívia, e coletando sem cessar as especiarias, com ajuda dos indígenas.


As atividades desenvolvidas pela Coroa Portuguesa, assim e pelo religiosos entre eles franciscanos, carmelitas, mercedários e jesuítas, foram importantes na expansão territorial, na conquista e na consolidação do domínio português.


Pedro Teixeira Capitão português expandiu as fronteiras da atual Amazônia brasileira e sua maior façanha, a primeira expedição subindo o rio Amazonas, de leste para oeste, até Quito, percorrendo mais de 10000km em terras desconhecidas, entre 1637 e 1639, possibilitou a aquisição de terras a oeste do Tratado de Tordesilhas, por Portugal, no século seguinte, aumentando o território da Coroa Portuguesa.


Em 1639 “O Capitão-mor Pedro Teixeira começa em Quito a sua viagem de regresso para o Pará.


Acompanhavam-no vários religiosos, entre os quais o Padre Cristóbal de Acuña, jesuíta autor da relação desta v;iagem (Nuevo descubrimiento del gran rio de las Amazonas), que partira de Cametá em 28 de outubro de 1637, terminou a sua famosa expedição no dia 12 de dezembro de 1639.


O Capitão-mor Pedro Teixeira, de volta de Quito, chega à foz do Aguarico no Napo, e toma posse da margem esquerda deste último rio, em nome de Filipe IV, para servir de divisa entre os domínios de Portugal e Castela.


 No século XVI, quando os europeus atingiram o rio Amazonas, encontraram uma floresta habitada por povos indígenas durante a conquista e a colonização portuguesa desse território as populações indígenas foram reduzidas drasticamente, sobretudo por causa das doenças trazidas pelos europeus.


Atualmente a Amazônia está composta principalmente por pessoas miscigenados (índios, brancos e negros). Pedro Teixeira foi um português que se tornou, em 1637, o primeiro europeu a viajar até toda a extensão do Rio Amazonas.


Será sempre lembrado pela Expedição através do Rio Amazonas, chegando a região da Cordilheira dos Andes, de onde seguiram viagem até Quito (atual capital do Equador), na época a cidade pertencia a Real Audiência de Quito, um território administrativo, na época parte do Vice-Reino do Peru.


 


A expedição de Pedro Teixeira, liderada em 1637, foi crucial para a expansão da fronteira amazônica brasileira. Partindo de Gurupá, a expedição subiu o rio Amazonas, chegando a Quito, no Peru, em 1638, e confirmando a comunicação entre o Atlântico e a região andina. 


Essa façanha, que envolveu a travessia de mais de 10.000 km em terras desconhecidas, permitiu a Portugal a anexação de terras a oeste do Tratado de Tordesilhas, aumentando significativamente o território do Brasil. 


Detalhes da Expedição:


●       Partida: Gurupá (PA), em outubro de 1637. 


●       Objetivo: Explorar e confirmar a comunicação entre o Atlântico e o Peru, por meio do rio Amazonas. 


●       Repercussão: A expedição de Teixeira garantiu a posse da Amazônia ao Brasil, expandindo as fronteiras portuguesas. 


●       Percurso: Subida do rio Amazonas, chegando a Quito, no Peru. 


●       Impacto: Expansão territorial do Brasil, com a anexação de terras a oeste do Tratado de Tordesilhas. 


Relevância Histórica:


●       A expedição de Pedro Teixeira é considerada um marco na história do Brasil, sendo responsável pela conquista e pela definição das fronteiras da região amazônica. 


●       A atuação de Teixeira e seus homens na Amazônia garantiu a posse e a soberania portuguesa na região, contribuindo para a construção do território brasileiro. 


●       A expedição de Teixeira é um exemplo da audácia e do espírito de conquista dos primeiros portugueses na Amazônia. 


 


Em 1783, a escravidão era uma realidade na Amazônia, com a exploração de mão de obra indígena e a chegada de africanos escravizados para trabalhar em atividades coloniais. 


A escravidão indígena, embora tenha sido alvo de leis para sua restrição, persistiu, e a região também se tornou parte do tráfico de pessoas escravizadas da África. Neste contexto da escravidão na Amazônia em 1783, percebe-se que a escravidão indígena já era uma prática antiga na região, impulsionada pelas expedições de conquista e exploração. Embora leis tenham sido criadas para limitar a escravidão indígena, como a lei de 1755 que proibia a escravização de indígenas no Estado do Grão-Pará e Maranhão, a prática continuou. 


A partir do século XVIII, a escravidão africana se intensificou na região, com a chegada de pessoas escravizadas para trabalhar em plantações, pecuária e outras atividades econômicas. 


A Amazônia também se tornou parte do tráfico atlântico de escravizados, com a chegada de africanos da Costa da Mina, entre outras regiões. 


Apesar da violência e exploração, a população escravizada desenvolveu diversas formas de resistência, como fugas, formação de quilombos e outras ações que desafiavam o sistema escravista. 


Em resumo, 1783 marca um período em que a escravidão, tanto indígena quanto africana, era uma realidade na Amazônia, com a região inserida no contexto do tráfico atlântico e com a população escravizada buscando formas de resistir à opressão.


A Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil em 1888, foi considerada insuficiente por diversas razões, principalmente porque não garantiu a completa liberdade e igualdade social aos libertos. A Lei Áurea, apesar de pôr fim à escravidão, não trouxe consigo medidas de reparação aos danos causados aos negros, nem garantias de acesso a direitos básicos como terra, emprego e educação. 


 


Aproximadamente 12.587 mil escravos africanos, muitos ficaram espalhados nas fazendas do Marajó no trabalho da pecuária, alguns conseguindo fugir e se organizando em quilombo.


Os escravos africanos e seus descendentes crioulos e mestiços influenciaram em profundidade a formação cultural do País, os aspectos de nossa cultura na religião, música, dança, alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreu as suas manifestações culturais mais cotidianas.


A preservação da cultura negra significava a luta diária pela sobrevivência. Embora ameaçados pelo cativeiro, proibidos de praticar os seus ritos, vítimas de violência e separação física entre pessoas do mesmo grupo familiar, eles continuaram lutando pela manutenção de seus valores culturais.


 A partir desse diálogo expressado neste livro com objetivo de compreender nossa história Afro Amazônida com a necessidade de entender a multiplicidade dos clamores e gritos amazônicos provocados e mantidos, até hoje, pelo colonialismo interno.


Da mesma maneira que é importante, também, conhecer as bases, a realidade e a história da Amazônia brasileira a partir de seus povos, etnias e comunidades.


Com a presença afro- indígena é forte em vários aspectos culturais, como culinária, música e religião.


A influência não é apenas em elementos tradicionais. Hoje, a mistura de ritmos mostra que é possível trazer sons africanos, indígenas e ribeirinhos para estilos típicos da região do norte e compartilhados pelas regiões do Brasil em estilo único.


A cidade de Mazagão no Estado do Amapá é considerada, praticamente, o porto de entrada da raça negra no Amapá. Para lá foram negros originários do Norte da África, na região de Marrocos (Mauritânia), colonizados pelos portugueses que os trouxeram visando os domínios lusitanos a partir da construção de um forte na África.


Provavelmente foi pelos rios do Estado do Amapá que vieram os negros escravizados para a localidade Gurupá Mirim. O Quilombo Gurupá Mirim, em Gurupá-PA, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.


No período colonial os quilombos não eram só compostos por escravos fugidos, mas também de escravizados alforriados, brancos pobres, mestiços, indígenas, entre outros, e hoje em dia ainda existem quilombos ocupados pelos remanescentes que possuem as mesmas tradições.


A Associação Das Comunidades Remanescentes De Quilombos De Gurupá foi fundada em 05/11/1999. Título de Reconhecimento de Domínio Coletivo que o Governo do Estado do Pará, através do Instituto de Terras do Pará - ITERPA, outorga em favor da ARQMG - Associação dos Remanescentes de Quilombos de Gurupá.


O que teria acontecido com os indígenas da nação Tupinambá que habitavam próximo ao rochedo do forte de Gurupá antes da chegada dos portugueses.


Os indígenas foram dizimados, escravizados, o certo que a coroa portuguesa se apoderou das terras gurupaense, num holocausto escondido entre os livros didáticos nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses.


A verdadeira vítima da invasão estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os indígenas da nação Tupinambá; Que ocupavam pacificamente essas terras. Os verdadeiros donos.


À medida que o forte foi construído, aquela sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento de sangue no canal de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da etnia indígena de Gurupá.


Com a colonização portuguesa atraindo comerciantes que transferiram para Portugal em navios de pequeno porte até Belém, as produções agrícolas, hoje os indígenas que eram chamados Mariocay pelos holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central.


O que temos é uma praça a beira mar que homenageia através de um coreto o nome Mariocay que provavelmente eram da nação tupinambá, que de início a praça era denominada "Coronel Magalhães Barata" em homenagem ao Interventor da época que tinha aliados políticos em Gurupá, com a troca de poderes ascensão de um novo modelo político e a queda do Baratismo, foi trocado o nome da praça e rebatizada como Praça Mariocay. 


Jorge Hurley em 1936 no livro "Noções de história do Brasil” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi: umary= frutos da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado. Verdadeiro nome em Tupi: UMARY-CAY.


Os holandeses chamavam de Mariocay os remanescentes da nação tupinambá que viviam no local onde atualmente é a sede da cidade de Gurupá. Alguns historiadores e pesquisadores acreditam que os holandeses fizeram amizade com os indígenas e até comercializavam produtos, podemos descrever que o cotidiano dessa época:


1-Os indígenas produziam roças, e trocavam os produtos com os Holandeses, eram especialistas também na pesca de tartaruga e no escambo troca de seus derivados como o óleo;


2- A caça de animais silvestre com a comercialização da pele de onça, em troca os holandeses deram espelhos, roupas e utensílios para agricultura.


 3-  Os Holandeses trouxeram pessoas escravizadas em suas embarcações provavelmente angolanos e ajudavam no trabalho pesado e no cultivo das terras pretas existentes em Gurupá para plantação do tabaco que tinha um preço muito bom na Europa.


Acredito que deveria ter um trabalho arqueológico de campo, ainda temos muitas informações guardadas neste solo. Gurupá Mirim é um dos maiores sítios arqueológicos do período Pré colonial com os impactos causados pela chegada dos colonizadores e exploradores (doenças dos brancos para a comunidade indígena que habitava a região e sua dizimação pelas guerras e doenças) e os benefícios que tivemos (termos um Brasil unificado e o mesmo idioma falado em todo o Território Nacional.


No século XIV praticamente não havia mais escravos na Europa, essa descoberta do caminho para as Índias em meados do século XV, com o cultivo da cana de açúcar nas ilhas do Atlântico.


Fizeram com que o tráfico de pessoas vindas da África fosse reativado pelos portugueses.


Quando os portugueses decidiram colonizar o Brasil eles trouxeram os escravos africanos que tinham experiência do plantio e produção de açúcar.


Os indígenas lutaram contra os portugueses opondo-se à escravidão. Muito sangue está na floresta.


Os Jesuítas eram contra a escravidão dos Indígenas.


Os africanos e seus descendentes se revoltaram contra a situação, houve fugas, assassinatos entre as duas partes os escravos e apoiadores da escravidão.


 As revoltas coletivas eram organizadas e depois alojadas em um terreno de difícil acesso que se originou os quilombos.


Ali se construí a identidade da vida comunitária, surgindo muitos quilombos entre eles o mais duradouro foi o quilombo de Palmares em Alagoas que resistiu 98 anos, tendo seu líder Zumbi morto em 1695.


Os quilombos com sua experiência comunitária foi essencial não apenas para ser refúgio dos cativos, mais se tornou instrumento de luta contra escravidão e com ideais ainda sólidos de uma sociedade de participação e resistência.


Nos quilombos eram também organizados ações de invasões contra as fazendas para libertar outros escravos.


Alguns quilombos foram formados próximos as aldeias indígenas, e com a convivência entre os povos houve a mestiçagem entre os povos indígenas.


Que formou nossa identidade afro amazonida. Com mistura das religiões, e a influência das tradições, segredos das plantas, matas. Formando assim as religiões afro brasileiras.


O município de Gurupá conta com dois distritos: 1- Carrazedo, localizado entre a sede do município e o município de Porto de Moz. 2-Itatupã localizado entre Gurupá e o município de Santana no Estado do Amapá. 


A cidade de Mazagão no Estado do Amapá é considerada, praticamente, o porto de entrada da raça negra no Amapá. Para lá foram negros originários do Norte da África, na região de Marrocos (Mauritânia), colonizados pelos portugueses que os trouxeram visando os domínios lusitanos.


Provavelmente foi pelos rios do estado do Amapá que vieram os negros escravizados para a localidade Gurupá Mirim. O Quilombo Gurupá Mirim, em, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.


A Associação Das Comunidades Remanescentes De Quilombos De Gurupá foi fundada em 05/11/1999. Título de Reconhecimento de Domínio Coletivo que o Governo do Estado do Pará, através do Instituto de Terras do Pará - ITERPA, outorga em favor da ARQMG - Associação dos Remanescentes de Quilombos de Gurupá.


Aproximadamente 12.587 mil escravos africanos, muitos ficaram espalhados nas fazendas do Marajó no trabalho da pecuária. Alguns conseguindo fugir e se organizando em quilombo.


 


REFERÊNCIAS:

HURLEY, Jorge Henrique. Noções de História do Brasil. Belém: Instituto Lauro Sodré, 1938.

BETTENDORF, João Felipe. Crônica dos padres da companhia de Jesus no Estado do Maranhão. Belém: CENTUR, 1990.

MONTEIRO, Benedito. História do Pará.2006.

ROQUE, Carlos. Fortificações na Amazônia.

SANTOS, Fábio José Brito dos.  A sincretização euráfrica na construção da identidade religiosa de Gurupá.

TORRES, Gilvandro dos Santos. Gurupá, uma conquista do Povo. 1. Ed, Belém-PA: Editora Paka-Tatu, 2019. 

GURUPÁ, SUAS HISTÓRIAS com GILVANDRO TORRES

 Gurupá é um município localizado no estado do Pará, no norte do Brasil. Está situado na margem direita do rio Amazonas, próximo à confluência com o rio Xingu, na região do Marajó. O município apresenta coordenadas aproximadas de latitude 1°24'18" Sul e longitude 51°38'24" Oeste, com altitude média de cerca de 5 a 20 metros. Faz parte da microrregião de Portel e mesorregião do Marajó.

Gurupá fica a nordeste do Pará, a cerca de 77 km ao norte-leste de Porto de Moz, e é cortado pela Ilha Grande de Gurupá, a segunda maior ilha do delta do Amazonas. Inclui distritos como Carrazedo e Itatupã. Possui uma área de aproximadamente 8.540 km², integrando a zona fisiográfica do Marajó e Ilhas. 

















CAPITULO 2: O CLIMA DO MUNICÍPIO.

 

 Rio mararu- zona rural de Gurupá/ arquivo Gilvandro Torres-2025

Gurupá, no Pará, possui clima equatorial úmido, quente o ano todo, com alta umidade e duas estações bem definidas: chuvosa (meses dezembro a maio) e menos chuvosa (no meses de junho a novembro). As temperaturas variam pouco, com mínimas entre 23-25°C e máximas de 28-32°C mensalmente, sendo agosto e setembro os mais quentes (até 31-32°C). A sensação térmica é opressiva devido à umidade constante acima de 80%.  A pluviosidade anual supera 2.000 mm, com pico em março-abril (até 372 mm/mês) e mínimo em setembro (32 mm). Chuvas são intensas na estação úmida, influenciadas pela zona de confluência intertropical. Ventos predominantes do nordeste, céu frequentemente encoberto (mais no inverno) e pouca variação na duração do dia (12 horas).  proximidade do rio Amazonas e a várzeas sujeitas a cheias sazonais afeta o microclima local.

O município de Gurupá, no Pará, apresenta relevo predominantemente plano e inexpressivo, típico da Planície Amazônica, com altitude média de 16 metros na área municipal e sede a cerca de 20 metros acima do nível do mar. Suas variações altimétricas vão de mínimas negativas (-8 m, em áreas alagadas) a máximas de 286 m, influenciadas pela proximidade do rio Amazonas e ilhas do delta. O relevo é moldado por sedimentos aluvionares quaternários na Ilha Grande de Gurupá e sedimentos terciários da Formação Barreiras ao sul, resultando em baixos terraços e várzeas. A topografia é homogênea, com pouca variação, inserida na zona fisiográfica de Marajó e Ilhas. Essa configuração favorece inundações sazonais devido à hidrografia dominante do Amazonas. A estrutura geológica reflete a Ilha de Marajó, com solos aluviais e concrecionários lateríticos, promovendo relevo suave sem serras expressivas. O corte longitudinal pela Ilha Grande de Gurupá (4.864 km²) acentua planícies aluviais, com canais como Norte e Gurupá moldando o terreno.

Gurupá, no estado do Pará, é banhado principalmente pelo rio Amazonas e pelo rio Xingu, na região do delta amazônico. O município está na margem direita do rio Amazonas, logo abaixo da foz do rio Xingu, com a sede municipal nessa confluência estratégica. A Ilha Grande de Gurupá, segunda maior do delta do Amazonas com 4.864 km², divide longitudinalmente o território municipal. Comunidades ribeirinhas se destacam nos rios Ipixuna, Mararu, Moju, Marajoí, Pucuruí e Gurupá-Miri, que servem como vias de acesso e sustento local. Distritos como Carrazedo e Itatupã reforçam a importância hidroviária, conectando Gurupá a Porto de Moz e Santana (AP). 

Esses rios influenciam o abastecimento de água, com 34,1% da população dependendo de rede geral e o restante de poços ou fontes alternativas. O rio Amazonas forma a margem direita onde fica a sede municipal, logo abaixo da confluência com o Xingu, delimitando a Ilha Grande de Gurupá. O rio Xingu deságua no Amazonas nessa região, influenciando o regime hídrico local e comunidades ribeirinhas. Esses cursos d'água sustentam a pesca e o transporte hidroviário essencial à região.  A Ilha Grande de Gurupá, segunda maior ilha do delta do Amazonas com cerca de 4.864 km², é formada pelos canais do rio Amazonas. O rio Amazonas se divide em dois grandes canais ao redor da ilha: o Canal do Norte e o Canal de Gurupá (ou Canal do Sul), que a circundam longitudinalmente, criando essa formação insular estratégica na confluência com o rio Xingu. Na margem direita do Canal de Gurupá, destacam-se os rios Pucumí, Marajó e Camutá, enquanto na própria ilha nascem rios como Mojoí (ou Moju), Tauarí e Baquiá Preto, além de furos como Urucuricaia e Macacos que conectam essas vias hídricas. Esses cursos d'água sustentam a navegação e as comunidades ribeirinhas do município.

 Gurupá, no Pará, apresenta uma vegetação diversa influenciada pelo clima equatorial úmido e pela hidrografia amazônica.

A floresta densa de planície aluvial domina a Ilha Grande de Gurupá e ilhas vizinhas, com subtipos densos em relevo aplainado ao norte. Florestas de palmáceas, especialmente buritizeiros, ocorrem em áreas deprimidas e inundadas. 

Pequenas áreas aluviais campestres aparecem na ilha, além de formações pioneiras em várzeas com influência fluvial. Na região, há Floresta Ombrófila Densa em unidades de conservação como a RESEX Gurupá-Melgaço.

Gurupá, no Pará, abriga espécies nativas típicas da floresta amazônica de várzea, com ênfase em palmeiras e árvores de alto valor econômico e ecológico. 

Açaí (Euterpe oleracea) é amplamente explorado para fruto e palmito, essencial na economia local e na dieta ribeirinha. Buriti (Mauritia flexuosa) e buçu prevalecem em áreas inundadas, formando formações densas em reservas como Gurupá-Melgaço. Pupunha também é comum em extrativismo sustentável.

Espécies como maçaranduba (Manilkara huberi), jatobá (Hymenaea courbaril) e cupiúba (Goupia glabra) são as mais exploradas legalmente na região, destacando-se no Baixo Amazonas. Goiabeira e outras frutíferas nativas contribuem para a biodiversidade em florestas de planície.

Vegetação de várzea inclui formações aluviais com gramíneas e arbustos adaptados a inundações sazonais. Exploração madeireira foca em espécies de alto volume, mas manejo sustentável é priorizado em unidades de conservação.

 Gurupá, no Pará, cultiva diversas frutíferas nativas amazônicas em sistemas agroflorestais, quintais e roças familiares, adaptadas à várzea do rio Amazonas: 

Açaí (Euterpe oleracea): Principal espécie cultivada para frutos e palmito.

Cupuaçu (Theobroma grandiflorum): Usado em sucos e doces, de alto valor econômico.

Taperebá (Spondias mombin): Fruto sazonal consumido in natura ou em bebidas.

Jenipapo (Genipa americana): Polpa para sucos e fermentados tradicionais.

Goiabeira (Psidium guajava): Integrada em arborizações e cultivos locais.

Ingá (Inga edulis): Para sombreamento e frutos doces em consórcios.

Pupunha (Bactris gasipaes): Cultivada para frutos e palmito em manejo sustentável.



 Hoje, a economia de Gurupá depende muito da natureza: pesca artesanal, extrativismo, agricultura de subsistência, coleta de frutos (como açaí), além de atividades de floresta e comércio local. A região é majoritariamente ribeirinha e as vias fluviais — rios, canais e furos — são a principal forma de comunicação entre a sede, comunidades ribeirinhas e outras cidades da região.  Gurupá testemunha fases distintas da história amazônica: ocupação indígena; colonização holandesa; conquista e ocupação portuguesa; formação de vilas e cidades; economia de extrativismo; transformações socioeconômicas da Amazônia. A presença de sítios arqueológicos e patrimônio histórico preservado — como o Forte de Santo Antônio, torna Gurupá uma peça-chave para estudos sobre ocupação humana, miscigenação cultural e história da colonização na Amazônia. A história local reflete também as dinâmicas naturais da região: rios, várzeas, ilhas, comunidades ribeirinhas — e a forte relação entre população e ambiente amazônico.

GILVANDRO TORRES










12/11/2025

 A ORIGEM DO NOME DE GURUPÁ


ASPECTOS HISTÓRICOS 

 Gurupá é fruto de um longo processo de ocupação pelos holandeses que desejavam uma melhor comercialização com os nativos da região, chamados pelos holandeses de Mariocay

 Em 1623, o Forte denominado de Mariocay pelos holandeses foi arrasado por Bento Maciel Parente Capitão Mor e descobridor e conquistador de Gurupá, tendo fundado o Forte de Santo Antônio. Em 1639 a freguesia de Santo Antônio de Gurupá foi criada e mantida por uma lei de 05 de outubro de 1827.

O historiador Theodoro Braga descreve que a origem de Gurupá é indígena e significa “Porto de canoas”. 

Gurupá é um município localizado no Estado do Pará.

Fica a uma distância de 500 km da sua capital Belém, é um dos municípios mais antigos do arquipélago do Marajó e da região do Xingu, que há quase quatro séculos encantam nativos e estrangeiros, moradores e turistas, tanto pela sua beleza natural, quanto pela sua riqueza histórica e patrimonial. 

A cidade de Gurupá foi elevada à categoria de cidade através da Lei Provincial nº 1.209 de 11 de novembro de 1885. 

Com 402 anos de existência e possui uma importante riqueza histórica. 

Na zona urbana do município de Gurupá foram encontrados 50(cinquenta) sítios arqueológicos neste município, comprovados pelo museu Emílio Goeldi.

Localizado na margem direita do Rio Amazonas logo abaixo do delta (foz) do Rio Xingu, o município de Gurupá conta com dois (dois) distritos: Carrazedo, localizado entre a sede do município e o município de Porto de Moz, bem como o distrito de Itatupã localizado entre Gurupá e o município de Santana no Estado do Amapá. 

Além desses distritos destacam - se também as comunidades localizadas na zona rural nos rios Ipixuna, Mararú, Mojú, Marajoí, Pucuruí, Cojuba, Taiassui grande, Santana do Flexal, Jaburu, Tauarí, Baquiá, Muruchaua, Piracuí, Gurupá Miri, Maria ribeira e Jocojó. 

O município de Gurupá conta com uma população de 31.623 habitantes, tendo como principais atividades econômicas: o extrativismo da madeira, a coleta do fruto do açaí, a pesca da dourada e do camarão, a agricultura familiar, a piscicultura e o comércio. 

Os holandeses pretendiam colonizar o Brasil. Não seria possível construir alguma coisa na Amazônia sem a mão de obra escravocrata. Então, eles trouxeram escravos angolanos para as tarefas braçais, na construção das feitorias do Xingu e Gurupá. 

Os exploradores neerlandeses cultivaram amizade com os indígenas locais Mariocay da nação Tupinambá e impuseram seu ritmo comercial na região, tendo os fortes denominados de Nassau, Maturu e Mariocay como depósito das mercadorias. 

Os indígenas  faziam da relação comercial um pacto de luta, afinal ser da etnia tupinambá era estar em guerra constante contra os próprios indígenas da região, enquanto isso intensificava as rotas de navegação no mundo. 

E a palavra que deu origem ao nome Gurupá, baseia-se na denominação dada pelos portugueses que chamavam aquela região de “Corupá”, porque os indígenas afirmavam que ali era um porto de canoa ou seja origem era Iguaru pába= porto e seria chamado pelos indígenas  de igararupá ou seja um porto de muitas canoas. 

Sabe-se que os holandeses defenderam o forte no ataque dos portugueses sob o comando de Luís Aranha Vasconcellos

Os holandeses que sobreviveram fugiram para a ilha grande de Gurupá. Houve outra batalha após a chegada de um navio holandês, comandado por um capitão inglês. 

Ao chegar à frente da cidade de Gurupá, os portugueses atacaram e afundaram o navio, matando todos os tripulantes. 

Os indígenas leais aos holandeses foram mortos, alguns sobreviveram e se tornaram escravos. 

Bento Maciel Parente ficou em Gurupá, onde, após destruir o forte dos holandeses, construiu um forte em 1623 sobre taipa, invocando a proteção de Santo Antônio. 

Em 1625 os portugueses sob o comando de Pedro Teixeira fizeram grandes batalhas ferozes.

Os holandeses fugiram em retirada, de barco. Com a morte do Capitão Philip Purcell o irlandês que era tido como herói pelos holandeses e irlandeses naquela região, os 45 prisioneiros foram impiedosamente executados. 

Pedro Teixeira foi aniquilando qualquer povoamento e massacrando os índios aliados aos holandeses, que se escondiam pela ilha grande de Gurupá. 

Alguns holandeses se refugiaram para o interior da ilha grande de Gurupá com auxílio dos INDÍGENAS, e ali viveram silenciosamente escondido, sem dúvida deixando descendentes, 1629 o Capitão inglês Roger North, tentou atacar o forte de Gurupá, mais foi atacado destroçando seu navio por Pedro Teixeira. 

A coroa portuguesa elevou Gurupá à capitania, sendo um dos cinco em toda região amazônica. 

Anos depois foi realizada a construção de um forte permanente e a cidade cresceu em torno do forte de Santo Antônio de Gurupá. Em 1639 um navio holandês foi interceptado pela guarnição de Gurupá, próximo à cidade. 

Tendo assim último registro de invasão dos holandeses na cidade de Gurupá. O nome do novo forte Santo Antônio foi uma homenagem e agradecimento à ajuda dos frades da província que colaborou com o recrutamento dos índios Tupinambás. 

Os protagonistas portugueses envolvidos na tomada de Gurupá em 1623 foram principalmente o capitão Bento Maciel Parente, que comandou a expedição militar que expulsou os holandeses da região e iniciou a construção do Forte de Santo Antônio de Gurupá. 

Bento Maciel Parente é reconhecido como o principal responsável pela retomada da área para Portugal. Além dele, outros militares e agentes da coroa portuguesa participaram da operação, mas Bento Maciel Parente é a figura central destacada nas fontes históricas sobre a conquista e fundação da vila que viria a ser Gurupá. 

A tomada de Gurupá fazia parte da política de reconquista portuguesa frente à ocupação estrangeira na Amazônia nos princípios do século XVII, sendo fase decisiva da presença portuguesa no Grão-Pará. 


Em 1652, a Coroa Portuguesa permitiu que os Jesuítas estabelecessem uma missão na Capitania de Gurupá, os Jesuítas estavam ansiosos por controlar a área, pois sentiam que Gurupá era o portão de entrada para a Amazônia. 

1655 Padre Antônio Vieira passou por Gurupá viajando em canoa descoberta anunciando a boa nova. Em 1655, dois Jesuítas Missionários chegaram a Gurupá, segundo relatórios.

Entretanto, a chegada deles provocou hostilidades entre os colonos, que não queriam admitir a interferência Jesuítas no modo como utilizavam os nativos, no trabalho. 

Por volta de 1656, os Jesuítas estabeleceram uma missão, com o nome de São Pedro, próxima ao forte de Gurupá.

Os Frades Capuchinhos da Piedade de São José assumiram a responsabilidade Pastoral da matriz de Santo Antônio de Gurupá em 1692, sendo erguido a segunda Paróquia no Estado do Pará, no mesmo ano Dom Pedro mandou construir um convento no Carrazedo, à cata régia de 19 de março de 1693 confirma as atribuições aos Frades em 1693 é criado Paróquia de Santo Antônio de Gurupá, em 1831 Gurupá pertence a Diocese de Belém e em 1948 é incorporado a Prelazia do Xingu. 

Em 1661 a hierarquia jesuíta ordenou ao Padre de Gurupá, na época um alemão chamado Betendorf, que fugisse dos colonos, ele escondeu-se na floresta, com dezesseis nativos, por vários meses até que ficassem sem comida, quando ele retornou a Gurupá, vários moradores tentaram prendê-lo o Capitão-mor do Forte de Gurupá era a favor dos jesuítas e protegeu o Padre Betendorf, ele prendeu os principais agitadores anti-jesuítas e mandou enforcá-los, após confessarem-se com o padre Betendorf.




PREFEITOS DE GURUPÁ 


1- FLODOALDO PONTES PINTO, Funcionário Público Federal, nascido no distrito do Itatupá, casou-se com Balbina Paz Barreto e faleceu no estado de Roraima. 

2- Mário SILVA MACHADO, Funcionário Público Municipal, casou-se com Terezinha Sanches da Silva, faleceu na cidade de Porto de Moz. 

3- Wilson Alfredo Lima, nasceu no rio Baquiá na zona rural de Gurupá, casou-se com Edy Terezinha Panpolha de Lima, faleceu na cidade de Belém. 

4- Wilson JACOB BENATHAR, nasceu no rio Taiassuí na zona rural de Gurupá, filho de Jacob Marcos Benathar que foi Intendente de Gurupá, casou com Indá Saldanha Benathar. 

5- OSCAR SANTOS, nascido em Breves, manteve residência no rio Muruchaua na zona rural de Gurupá, faleceu em Gurupá em 1999. 

6- JOSÉ VICENTE DE PAULA BARRETO MELO, Funcionário Público Municipal, casou-se com Maria Raimunda Fernandes Melo, foi Prefeito em duas legislaturas, faleceu em Anápolis em 2015. 

7- Jorge PALHETA SOUZA, nasceu no rio Baquia, casou-se com Alice Coimbra Palheta, faleceu em Gurupá no ano de 2003. 

8- JUVENAL DO VALE TAVARES, Funcionário Público Estadual, nasceu na cidade de Ponta de Pedras. 

9- BENEDITA CECILIA PALHETA PEREIRA, casou-se com Francisco Antônio Pimentel Pereira, foi Prefeita em duas legislaturas faleceu em 2013. 

10- ESMERALDINA NUNES DOS SANTOS, Funcionária Pública Municipal, nasceu no Mazagão-AP, casou -se com José dos Santos. 

11- MANOEL MOACIR GONÇALVES ALHO, nasceu no rio Moju na zona rural de Gurupá, casou-se com Rosalina Pombo Almeida, fundador do PT em Gurupá, foi Prefeito em duas legislaturas.

12- RAIMUNDO NOGUEIRA MONTEIRO DOS SANTOS, nasceu no rio Mararú, casou-se com Humbertina dos Santos Monteiro, foi Prefeito em três legislaturas, três vezes Vereador e Membro em 2009 recebeu a Comenda do Legislativo Estadual “mérito legislativo”. 

13- Nelciney de Souza Fernandes. Ex Defensora pública, vereadora, foi eleita prefeita em 2016. João da Cruz Teixeira de Souza, eleito vice prefeito em 2016 assume a prefeitura em 2019. 

14- João da Cruz Teixeira de Souza- Reeleito em 2020, renunciando em 2024 assumindo Vice Prefeita MARIA IRACILDA DE ALMEIDA ALHO.

15- MARIA IRACILDA DE ALMEIDA ALHO reeleita em 2024.


O QUE ACONTECEU EM GURUPÁ NOS ANOS DE 1948 À 1988

1948- A primeira Câmara Municipal e seu 1° Prefeito Constitucional. As eleições na cidade de Gurupá estavam entre os partidos PSD e PSP, os candidatos eram o Coletor Federal Sr. Flodoaldo Pontes Pinto e Antemorgenes Mariocai da Fonseca, os candidatos a Vice Prefeito eram em chapas separadas estavam José Libanio de Souza Pará e Abílio Cardoso Lobato; Sendo Flodoaldo Pontes Pinto eleito 1°Prefeito de Gurupá. A Câmara Municipal de Vereadores constituía com apenas quatro representantes, os eleitos foram: Daniel Pires Serra, Raimunda Machado Tavares (a 1° mulher eleita Vereadora do município), Eulálio Jose dos Santos, Teotônio Manoel Palheta. 

1948- O Padre Clemente Geigem Monsenhor, estava presente na posse do 1° Prefeito Constitucional. 

1950- Restaurou-se a Comarca de Gurupá, sendo instalada a 26° zona eleitoral. 

1950- Mario da Silva Machado foi eleito Prefeito, o cargo de Vice- Prefeito estava extinto, os Vereadores eleitos foram: Daniel Pires Serra, Manoel Gonçalves Flexa, José de Brito Manço Flexa, Oscar Jose dos Santos, Demetrio Clemente da Rocha. 

1951- Foi dado inicio a rodovia Gurupá Pucuruy, era comum a administração municipal distribui ferramentas aos trabalhadores rurais como: terçado e machado.

1952- O primeiro carro C10 esportivo chegaaGurupá de propriedade do Mario da Silva Machado o Prefeito da época. 

1952- Eduardo Galvão escreveu o livro “ The religion of na amazona community: a study in culture change”, sobre a religião em Gurupá, pela Columbia University. 

1953- O Pesquisaor Charles Wagley escreveu o livro “ Amazon Town, a study of man in thetropics”, sobre o cotidiano de Gurupá. 

1954- Wilson Alfredo de Lima foi eleito Prefeito derrotando o ex. Vereador José de Brito Manço Flexa, os Vereadores eleitos foram: Wilson Jacob Benathar, Oscar José dos Santos, Hermano Jucá de Araújo, Raimunda Gonçalves Ramos, João da Silva Lima, José Libanio de Souza Pará, este ultimo era oposição. 

1955- Gurupá sofreu algumas adaptações como a Praça Coronel Magalhaes Barata foi remodelada para praça Mariocay,cidade foi arborizada e foi construida uma escola no Carrazedo, e outras escolas na zona rural, é construido o trapiche municipal. 

1956- O município de Gurupá recebeu a quota do fundo de participação do município, a receita orçamentaria do município ficou em CR$ 194.835.40 (cento e noventa e quatro mil, oitocentos e trinta e cinco cruzeiros e quarenta centavos). 

1958- Eleito o Prefeito Sr.Wilson Jacob Benathar, filho do ex. Intendente Municipal Marcos Jacob Benathar, oriundos da família Aben-athar, imigrantes marroquinos judeus que se estabeleceram na cidade como comerciantes; os Vereadores eleitos foram: Oscar José dos Santos, Jorge Palheta de Souza, João da Silva Lima, Francisco Alberto Fonseca de Lima, Raimundo Gonçalves Ramos, José Libanio de Souza Pará. 

1958- A vila do Carrazedo estava fixada no alto de uma pequena serra, as famílias se mudaram para fixar residência na margem do rio Xingu, a registro do comerciante judeu Simão Jacob Benaion, deixando muitos descendentes. 

1959- Iniciou a construção da enfermaria municipal denominada Dr. Jaime Aben- thar. 

1962- Eleito para Prefeito Oscar José dos Santos, comerciante e morador do rio Muruchaua, os Vereadores eleitos foram: Jorge Palheta de Souza, Ademar da Silva Machado, Raimundo Gonçalves Ramos, Wilson Jacob Benathar (que era prefeito e mesmo assim se candidatou), Benedito Sanches da Silva, Raimundo Armando Tavares, José Libanio de Souza Pará. 

1960- Desativou-se o Cartório do Carrazedo, o Tabelião era Laurindo Basto. 

1962- Chega à cidade a primeira motocicleta comprada por Antônio Ricardo Borralho, segunda motocicleta foi comprada por Edson Benathar, pioneiro na venda e fabricação de sacolé gelado na cidade. 

1967-São empossados o Prefeito José Vicente de Paula Barreto Melo e Vice Prefeito Jorge Palheta de Souza eleitos em 1966, com apoio da ARENA, comandada pelo Deputado Alfredo Jacob Gantuss. 

1967- Os Vereadores eleitos não justificaram a renúncia de seus cargos foram: Antônio Ricardo Borralho dos Santos e Edilson Gomes que morava no distrito do Itatupá. 

1966- Os Vereadores eleitos foram: Benedito Sanches da Silva, Wilson Jacob Benathar, Manoel Gomes do Rosário, Pedro Pereira de Almeida, Salomão Vieira Torres, Antônio Ricardo Borralho dos Santos, Edilson Gomes. 

1968- Implantado a água encanada na cidade. 

1969- Foram criados as armas e bandeira do município de Gurupá, com a lei municipal n° 352/ 1969. 

1970- O Presidente Municipal da ARENA era Wilson Jacob Benathar, indicou Jorge Palheta para Prefeito e para Vice Prefeito Carlos Felix da Silva, o mandato seria de dois anos. 

1970- O Padre italiano Giulio Luppi chega a Gurupá. 

1970- A Fortaleza de Santo Antônio de Gurupá foi restaurado por determinação de Alacid da Silva Nunes, então Governador do Estado do Pará, tendo como Engenheiro José Maria de Azevedo Barbosa. 

1971- Empossados Jorge Palheta de Souza Prefeito de Gurupá e os Vereadores Wilson Jacob Benathar, Oscar José dos Santos, Raimundo Ribeiro Dias, Manoel Gomes do Rosário, Pedro Pereira de Almeida, Benjamim Coelho Pantoja, Raimundo Gonçalves Ramos. 

1972-Abertura da fábrica de palmito no Marajoí, começa a ser formado as comunidade eclesiais de base. 

Foi implantada uma barragem próxima ao trapiche, que dificultava a passagem e transporte do povo ao trapiche municipal; a ARENA se divide em duas forças políticas comandadas por Wilson Jacob Benathar e José Vicente de Paula Barreto.

Foram eleito para Prefeito Juvenal do Vale Tavares e para Vice Prefeito o comerciante Santino Vieira Torres pela ARENA II, derrotando a ARENA I, que tinha como candidato de oposição Wilson Jacob Benathar. - Os Vereadores eleitos foram: Manoel Gomes do Rosário, Godofredo da Silva Machado, Flaviano Gonçalves Ramos, Francisco Alberto Fonseca Pereira, Euclides Monteiro Palheta, Henry Wanderlan Diamantino Torres, Raimundo Ribeiro Dias. 

1973- O Coronel Edson Bona na época Deputado Federal veio para Gurupá assistir a posse do Prefeito. 

1974 - Semanas catequéticas com produtores rurais. – Vereador Euclides Palheta renuncia o cargo e o Suplente Vicente Nery dos Santos assumi a cadeira no legislativo. 

1975- O vereador Francisco Alberto Pereira é cassado perdendo seu cargo por decoro parlamentar, o vereador Manoel Gomes do Rosário renunciou a mandato, assumindo Lourival Correa Cardoso. 

1976- Foi iniciada a construção do cais de arrimo na frente da cidade. 

1977- O Governador Fernando Guilhon, construiu o hospital da SESPA, sendo inaugurado pelo Governador Dr. Aluísio Chaves. 

1976- Foramrealizadas as eleições entre Wilson Alfredo de Lima para Prefeito e para Vice Prefeito Salomão Vieira Torres, pela ARENA I. Pela ARENA II a chapa composta por José Vicente de Paula Barreto Melo e para Vice Prefeito Oscar José dos Santos, que saíram vencedores. Os Vereadores eleitos foram: Raimundo Ribeiro Dias, Vicente Nery dos Santos, Sandoval da Silva Belo, Benedito Sanches da Silva, Esmeraldina Nunes dos Santos, Jorge Palheta de Souza, Wilson Jacob Benathar. 

1977- Foi inaugurado o prédio do Fórum, as residências do Promotor público e do Juiz de Direito na Alameda Cleto Fonseca. 

1978- Instalado a antena da telefonia da TELEPARÁ, privatizada em 1997 para TELEMAR e depois repassada para OI. 

1982- O Partido dos Trabalhadores lançou os candidatos Alfredo da Costa Filho para Prefeito e para Vice Prefeito Florêncio Coelho Machado. O PT elegeu dois primeiros Vereadores no Pará, ambos moradores da zona rural de Gurupá, Raimundo Nogueira que seria Prefeito anos mais tarde. As eleições foram vencidas pela Professora Benedita Cecilia Palheta, e Vice Prefeita Esmeraldina Nunes dos Santos ambos do PDS, para um mandato de seis anos. Os Vereadores eleitos foram: Manoel Pedro dos Santos Marques, Benedito Ferreira Marques, Terezinha Dias, Ivanete dos Santos Melo, Jorge Palheta de Souza, Raimundo Nogueira e Benedito Gomes da Gama. 

1982- A lei municipal 648/82 criou a pensão vitalícia aos Prefeitos. 

1983- O Poder Judiciário era composto pela Juíza de direito da Comarca de Gurupá, Dra.Maria do Carmo Sarmento de Araújo, o Adjunto de Promotor de Justiça Aluísio Barrada Pessoa. 

1983- Aumentam os conflitos de terra envolvendoos trabalhadores rurais com as famílias Lima e Santos na época proprietárias de terras na zona rural de Gurupá 

1985 e 1986- Acampamento e tomada do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá. Afundamento do barco Livramento. 

1986 e 1987- Ações na justiça. 

1988- Resgate do Livramento. 

DATAS E FATOS QUE ACONTECERAM NA CIDADE DE GURUPÁ

1542- 0 espanhol Francisco Orellana, navegou rio abaixo a partir do Peru, passando pelo atual município de Gurupá. 

1598- Os holandeses começaram a visitar a região, uma expedição liderada pelo Inglês John Ley navegou pela grande de Gurupá até a atual Almeirim, observou populações de índios bastante hostis ao seu grupo. 

1599- Os holandeses tinham construído duas pequenas fortificações de madeira na margem do rio Xingu: Orange ( conhecida como Maturu), Nassau( atual Porto de Moz), e uma ao longo do rio amazonas: Gurupá. 

1610- Tinham feitorias no rio Xingu, onde os Holandeses comercializavam peixe boi, carne de tartaruga, sementes e trouxeram escravos africanos para fazer os trabalhos braçais. 

1616- Jan de Moor chefiava a companhia holandesa para explorar a Amazônia, comercializando como os índios, os holandeses construíram um forte Mariocay ou Corpapi, Mariocay foi o nome dado aos índios da nação tupi que habitavam a região. 

1623- O Capitão Mor de Belém Bento Maciel Parente ao capturar dois estrangeiros de nacionalidade Flamenga( povo de lingua alemã, originaria da Belgica), depois de terem sido torturados contaram sobre os povoados que estavam se estabelecendo no Xingu, que relataram que existia Holandeses, Ingleses e Irlandeses comercializando com os indígenas e estariam indo para aquelas ditas terras. 

1623- Bento Maciel Parente e Luís aranha de Vasconcellos chegaram a corupá(como chamavam os portugueses), apoderando-se e exterminando os holandeses que habitavam na sede da vila.

1623- Erguido em taipa e madeira o Forte de Santo Antônio de Gurupá, os sobreviventes holandeses fugiram com os índios para ilha grande de Gurupá, efetivamente este forte foi o terceiro construido pelos portugueses no Pará depois de Belém(1612), Cametá(1620). 

1625- O holandês Joanes de laet, publica um mapa localizando o forte de Corpapi, onde seria atual Gurupá.o Maciel Parente deixa Gurupá sob comando de Jeronimo de Albuquerque, com 50 soldados. 


1624- O forte foi atacado pelo capitão Pieter Jansz, vencendo os portugueses, um combate feroz com ajuda dos índios aliados aos holandeses retomaram o forte. 

1625- O navegador Português representando a Coroa Portuguesa Pedro Teixeira ataca o forte matando cerca de 60 holandeses e dizimando os índios que lutavam contra os portugueses.

1629 O capitão inglês Roger North, tentou atacar o forte de Gurupá, mais foi atacado destroçando seu navio por Pedro Teixeira. 

1631- A Carta Régia de 19 de fevereiro de 1631 determinou que Manoel Guedes Aranha reconstruísse a fortaleza. 

1631- Chega o padre Luiz Figueira em Gurupá, este missionário era muito querido pelos índios, apesar da promessa de voltar da Europa trazendo mais missionários, seu navio naufragou perto da ilha do Marajó, impedindo que cumprisse sua promessa de voltar a Gurupá. 

1636- Capitão Mor da Fortaleza era Valente Pedro da costa. 

1637- Pedro Teixeira chega em Gurupá com 45 canoas e 900 homens. 

1639- A Freguesia de Santo Antônio de Gurupá foi elevado vila Gurupá. 

1651- Antônio Raposo Tavares o bandeirante que vinha de São Paulo em busca de ouro e escravos no final de sua famosa viagem de ida e volta de 11.000km até os Andes, Gurupá era um ponto intermediário para incursões conduzidas rio acima e rio abaixo onde escravizavam os índios.

1652- A Coroa Portuguesa permitiu que os jesuítas estabelecessem uma missão na Capitania de Gurupá. 

1655- Dois jesuítas Missionários chegaram a Gurupá, encontrando hostilidades com os colonos que não admitiam a interferência dos Missionários na questão com o tratamento dado ao índios que eram escravos. 

1655- O Superior dos Jesuítas Padre Antônio Vieira esteve em Gurupá, neste ano o cargo de Capitão de Gurupá era Manoel Fernandes Pereira 1656- Ficou estabelecido a Missão São Pedro, próximo ao forte, eclodiu uma revolta dos índios que foi domada com ajuda de Paulo Martins Garro, que assumiria o Comando do Forte depois de matar vários índios. 

1658- O Capitão Mor de Gurupá era Paulo Martins Garro, que organizou uma expedição até o rio Tocantins, sendo acompanhado por um missionário, 45 soldados portugueses, 450 nativos, consegui escravizar mais de mil índios Inheyguaras e Potyguaras. 

1659- A Câmara de Belém apresentou à Coroa Portuguesa uma representação formal contra a jurisdição temporal dos Jesuitas nas aldeias, que estavam prejudicando os interesses dos colonos. 1661- Revolta entre colonos e jesuítas expulsam o padre alemão JoãoFelipe Bettendorff. 

1667 O capitão Mor da fortaleza era João Botelho, cruel e desumano com os índios. 

1680- Jesuítas recusaram-se a enviar padres para ministrar à guarnição local do forte e aos residentes de Gurupá, em 1688 o Capitão Mor de Gurupá Manoel Guedes Aranha invadiu uma missão jesuíta e confiscou os nativos, o que forçaram os Jesuítas a desistirem da Missão em Gurupá. 

1691- o Capitão Mor de Gurupá era Manoel Guedes Aranha, que remeteu uma carta ao Rei, queixando-se dos jesuítas que proibiam o trabalho escravo dos índios. 

1692- Os Frades Capuchinhos da Piedade de São José, assumiram a responsabilidade pastoral da matriz de Santo Antônio de Gurupá, erguida como a segunda paroquia do estado do Pará, no mesmo ano o Rei Dom Pedro mandou erguer um convento no Carrazedo.

1692- Foi erguida canonicamente igreja matriz de Gurupá e se tornando a segunda paroquia de Gurupá. 

1692- Dom Pedro mandou erguer um convento em Carrazedo, ainda podia ver as ruinas no ano de 1786, segundo Baena. 

1693- Para evitar disputas de poder entre as ordens religiosas, através da Carta Régia datada no dia 19 de março do mesmo ano, distribuiu atribuições as atividades pastorais em Gurupá, confirmando aos Frades da Piedade as atividades religiosas na localidade. 

1749- Duas epidemias de varíola e rubéola, eliminaram praticamente a presença indígena da cidade e dizimaram a guarnição militar, devido a precariedade na região. 

1751- O relatório de João Antônio da Cruz Diniz Pinheiro, remetido ao Governador da época, faz referência ao hospício administrado pelos Capuchinhos na paroquia da Gurupá. 

1754- O Governador Francisco Xavier de Mendonça abriu os livros da Câmara com o termo da fundação, discursando onde os índios nada entendiam, caças e bebidas terminaram o ato, o cargo de CapitãoMor foi extinto. 

1759- O Tenente José Ribeiro da Costa Sotto Mayor, Comandante do Forte de Gurupá escreveu em uma relação de índios próximos ao Forte Santo Antônio de Gurupá 17 famílias com 59 pessoas e mais 03 rapazes, 05 viúvas e 06 órfã, Além de uma família com 06 pessoas e 07 índios solteiros fugidos. 

1763- A vila recebe a visita pastoral do IV Bispo do Pará Dom Frei João de S. José e Queiroz. 

1763- Em maio do mesmo ano passou por Gurupá João Pedro da Câmara, novo Governador de Mato Grosso também seu sucessor o Conde de Azambuja, utilizou Gurupá para chegar até aquela província pelo curso d’ água do Xingu. 

1765-Domingos Sambucetti, tinha abandonado a obra de reconstrução da Fortaleza de Santo Antônio, realizado uma nova tentativa em 1774, não tendo êxito. 

1743- O naturalista francês Charles de La Condamine visita Gurupá 

1757- O cargo de Capitão Mor de Gurupá foi extinto, por determinação do Governador Manuel Bernardo de Melo e Castro. 

1760- A fortaleza de Santo Antônio estava em ruínas começou a ser reconstruída pelo Major de Engenharia Gaspar João Geraldo Gronfelts, ficando inacabada, mesmo tendo mão de obras escrava de 40 índios. 

1760- O padre Queiroz ao passar a semana santa em Gurupá, observou a falta de alimento na vila e as obras do forte estavam paradas por falta de farinha de mandioca. 

1761- O Comandante Almeida Pereira, fez um relatório detalhado sobre a situação do forte e destacou a presença de 7 peças de artilharia, 377 balas de artilharia, 29 granadas, 13 armas de fogo desmanteladas, 16 baionetas, 5 facas boas e 4 em mal estado. 

1762- O Bispo D. Fr. João de S. José e Queiroz, celebra missa em Gurupá na semana santa. 

1780- O bispo D. Caetano visita Gurupá. 1783- A Missão de São Pedro, em Gurupá, tinha 86 indígenas e todos servindo o Chefe da guarnição, enquanto no Carrazedo agrupava 194 índios domesticados. 

1783- Gurupá havia 393 habitantes, brancos 269 e escravos negros 124, segundo os dados censitários da época. 

1784- Martinho de Souza Albuquerque, Capitão Geral do Brasil aportou em Gurupá no dia 30 de Outubro de 1784, onde conversou com os engenheiros sobre as obras da fortaleza. 

1789- Gurupá estava com 442 habitantes, sendo 295 brancos e 147 escravos negros. 

1799- Um Oficio Circular datado em 09 de janeiro de 1799, na qual determinava que os indígenas fossem retirados das aldeias e distribuídas nas diferentes povoações, sendo entregue ao Tenente Coronel Agostinho José Tenório a responsabilidade desde os confins de Gurupá à Oeiras. 

1800- Exerceu o Comando da Fortaleza de Santo Antônio o Tenente José Leitão Fernandes que foi substituído por Antônio José Guerreiro ficando no comando até 1812. 

1812- O Comandante do Forte era o Coronel José Marinho Lisboa 1819- Passou por Gurupá os botânicos Carlos Martius e João Von Spix, que faziam pesquisas coletando material, chegaram ao rio jaburu onde avistaram diversos chacalotes dos quais os índios extraiam o âmbar. 

1823- Gurupá deixa de ser posto fiscal na época o Comandante era Capitão Lucas José Ferreira da Silva. 

1865- Começa a exportação da borracha 

1819- Houve uma epidemia de varíola dizimando a população e Gurupá 

1820- Houve outra epidemia matando muitos índios, escravos e a população da vila ficaram apenas 160 habitantes. 

1823- Febres violentas, malária, tifo em Gurupá. 

1836- Raimundo Joaquim Pantoja, partindo com o Alfares Francisco Pereira de Brito e soldados da praça de Macapá, chega em Gurupá e se encontram com os Cabanos. 

1836- O Major Francisco Monterozzo comunica em oficio ao Presidente da Província do Pará, Marechal Jorge Rodrigues, que os Cabanos haviam se apossados de Gurupá e Santarém, chegando a vila de Macapá as principais autoridades desses dois municípios paraense. 

1836- João Urbano da Fonseca, fundou o Conselho Defensivo de Gurupá, para combater os cabanos na região servindo de ponto de apoio as ações militares. 

1839- Os cabanos atacaram o engenho Cojuba e foram perseguidos pelos soldados que prenderam 13 rebeldes. 

1839- O Chefe Cabano Primitivo Correa e seus vinte homens se apresentando ao Alferes Ignacio José Cardoso da Fonseca, solicitando jus a anistia prometida pelas autoridades. 

1842- Epidemias de malária. 

1842- O Principe Alberto de Prussia passa por Gurupá em sua viagem no rio Amazonas. 

1842- O Tenente Antônio Baena fez um breve relatório de Gurupá. 1844 – Houve registro de 107 morte de malária a população ficou em 900 habitantes. 

1856- Faleceu D. Celestina Custódia de Aragão, que se dizia proprietária das terras de Gurupá Mirim, a atividade principal de seus descendentes era comercializar escravos, seus herdeiros registraram estas terras perante o Vigário da epoca apresentando uma Carta de Sesmaria. 

1865- Começa a exportação da borracha, era atividade predominante na área de várzea, anos de prosperidade que levaram o Prefeito da época convidar um arquiteto italiano a projetar e fiscalizar a construção do prédio da prefeitura, que estaria pronta em 1912, mais o prédio não chegou a ser terminado. 

1866- Difunde-se o esquema de trabalho sendo o seringueiro o último elo entre uma vida de semi escravidão, já que a relação patrão e empregador era baseado no aviamento dos barracões regida pelo regulamento dos seringais, parecido com atual situação dos barrancos de extração de ouro, chamados garimpos. 

1870- Imigrantes marroquinos, espanhóis e portugueses passam a comercializar em Gurupá e fixar moradia, famílias judias que fugiam da guerra estabeleceram comercio forte mais a relatos de perseguição racial e política; as primeiras famílias de judeus em Gurupá eram Azulay, Serfaty, Althair e Levy esta última migrou para Macapá. 

1871- Devido a lei do ventre livre Aureliano nascido em 23 de setembro, foi concedido liberdade pelo Coronel Francisco Barreto Cardoso da Fonseca. 

1885- Elevado à categoria de cidade, através da Lei Provincial n° 1.209 de 11 de novembro de 1885. 

1890- Eleito o Conselho de Intendência nomeado Francisco Cardoso Barreto da Fonseca Presidente, sendo composto os Vogais Maximiniano Rabelo Mendes, Manoel Barreto, João Francisco, Antonio Cardoso, Pedro da Silva e Benedito Bragança. Decreto lei 49 de 19 de fevereiro de 1890. O ultimo Presidente da Câmara Regime Monárquico foi Alipio Urbano da Fonseca. 

1892- O jornal o gurupaense passa a ser impresso ate o ano de 1901, cuja primeira edição saiu em 15 de novembro de 1892. 1892- O Comerciante Pedro Lima que tinha um comercio em Belém, onde comprava e vendia escravos, apresentou perante a Intendência Municipal dizendo ser dono de toda posse “Gurupá mirim que vai do rio macacos até o igarapé Ajajó, originando uma Carta de Sesmaria. 

1909- O jornal correio de Gurupá passa a funcionar como redator chefe Sr.Antônio Madeira. 

1909- Houve um revoltante fato desumano, o Intendente Municipal Flaviano Batista cometeu o regime da palmatoria contra o Sr. Libanio dos Santos, ordenando que estende-se as mãos para o castigo, duas horas depois dessa agressão aportou em Gurupá o Senador Estadual José Porfirio a quem Libanio dos Santos levou a queixa exibindo as mãos ensanguentadas. Fato este que foi publicado no jornal Folha do Norte. 

1910- O auge do ciclo da borracha, a iluminação a gás e feita por poste de ferro trazidos da Inglaterra, a construção da sede da prefeitura, cais do porto com uma escada de mármore é iniciado as obras. 

1912- Anos de abandono e cidade que antes era iluminação pública era a gás, a cidade viveu a decadência dos áureos tempos da extração da borracha, a relatos em livros e pesquisas de Charles Wagley, que a cidade tinha até um coche fúnebre de primeira classe, tão bom quanto os da Santa Casa de Misericórdia de Belém, que o Prefeito havia adquirido. 

1913- As casas de comercio de aviamento faliram. 

1920- Moradores deixam a cidade e passam a morar na ilha grande de Gurupá, comércios são fechados e casas abandonadas. A população ficou em 300 habitantes. O prédio da Prefeitura ficou inacabado, os navios, que antes atracavam quase todos os dias, passavam pelo rio sem parar. 

1925- Muitos gurupaenses migram para Belterra com o sonho dourado da Fordilandia, inclusive meus avos residiram em Fordilândia por alguns anos. 

1926- O Intendente Municipal de Gurupá Rainero Maroja, nomeia Secretario Tesoureiro Sr. Dalcidio Jurandir, que escreve o livro Ribanceira, baseado na vivência em Gurupá. 

1929- O jornalista Remigio Fernandez da folha do norte no dia 31 de março de 1927, rotulou a cidade de:“Gurupá tapera”. 

1929- O Presidente Washington Luis Pereira de Sousa visita Gurupá erguendo um marco para comemorar os fatos heroicos desta praça de guerra em junho de 1929. 

1930-Gurupá incorpora as terras de Porto de Moz, perdendo posteriormente. 

1937- Ultimo Juiz de Direito na Comarca de Gurupá foi Dr. Alvarao de Magalhães Costa e o Adjunto de Promotor era Domingos Sanches da Silva. 1939- Faleceu Cleto Barreto da Fonseca, Tabelião sendo substituído por Antermogeno da Fonseca, conhecido por “ Caito Fonseca”. 

1943 – Com a segunda guerra mundial o preço da borracha aumentou o preço. 

1943- Instalado a SESP( serviço especial de saúde pública), seus últimos enfermeiros foram: Raimundo Ribeiro Dias,Valdemar Lopes da Cruz e Maria Alves. 1946- A sra. Odete Fonseca Pereira, funcionária da SESP, ajudou a fundar a igreja evangélica Assembleia de Deus em Gurupá. 1948- Muitos gurupaenses e nordestinos voltam para o município, para extração da borracha. 

1948- Descendentes de portugueses estabelecem casas comerciais no interior da ilha grande de Gurupá, no Moju há relatos de três casas comerciais e no Mararú três casas, no murupucu um casa. 1949- existência de três cemitérios na cidade denominados: São Benedito, Santo Antonio, São Sebastião e dos Judeus. 

1942- Chega a primeira geladeira da marca FRIGIDAIDI, comprado pelo comerciante Liberato Antônio Borralho, funcionava com querosene. 

1942- O Juiz Pretor da cidade era o comerciante do rio Muruchaua Oscar José Santos, escolhido por seu caráter e seriedade. 

1942- O distrito do Carrazedo existia duas famílias de comerciantes, Antônio Salustiano da Silva e Souza e o judeu Simão Jacob Benaion. 

1943- Nomeado Intendente Municipal Rafhael Jayme Castiel, filho de família hebraica, posteriormente mudou-se para Rondônia onde foi nomeado Intendente Municipal de Porto Velho, falecendo em 1982, dando continuidade a família Castiel. 

1944- Faleceu o Comerciante Coronel Liberato Antonio Borralho, que exerceu forte influência politica na região por muitos anos. 

1944- As firma Barros & Cordeiro era proprietário do barco/ motor Rouxinol, compravam sementes de ucuuba, peles de aninais silvestre e o ouro da época: látex. 

1945- A firma J.Fonseca era proprietário do navio União e viajavam frequentemente pelos rios do município comprando látex, as famílias Santos, Nogueira e Torres tinham comércios no rio Mararú. 

1948- A primeira Câmara Municipal e seu 1° Prefeito Constitucional. As eleições na cidade de Gurupá estavam entre os partidos PSD e PSP, os candidatos eram o Coletor Federal Sr. Flodoaldo Pontes Pinto e Antemorgenes Mariocai da Fonseca, os candidatos a Vice Prefeito eram em chapas separadas estavam José Libanio de Souza Pará e Abílio Cardoso Lobato; Sendo Flodoaldo Pontes Pinto eleito 1°Prefeito de Gurupá . A Câmara Municipal de Vereadores constituía com apenas quatro representantes, os eleitos foram: Daniel Pires Serra, Raimunda Machado Tavares (a 1° mulher eleita Vereadora do município), Eulálio Jose dos Santos, Teotônio Manoel Palheta. 

1948- O Padre Clemente Geigem Monsenhor, estava presente na posse do 1° Prefeito Constitucional. 

1950- Restaurou-se a Comarca de Gurupá, sendo instalada a 26° zona eleitoral. 

1950- Mario da Silva Machado foi eleito Prefeito, o cargo de Vice- Prefeito estava extinto, os Vereadores eleitos foram: Daniel Pires Serra, Manoel Gonçalves Flexa, José de Brito Manço Flexa, Oscar Jose dos Santos, Demetrio Clemente da Rocha. 

1951- Foi dado inicio a rodovia Gurupá Pucuruy, era comum a administração municipal distribui ferramentas aos trabalhadores rurais como: terçado e machado. 

1952- O primeiro carro C10 esportivo chegou Gurupá de propriedade do Mario da Silva Machado o Prefeito da época. 

1952- Eduardo Galvão escreveu o livro “ The religion of na amazona community: a study in culture change”, sobre a religião em Gurupá, pela Columbia University. 

1953- O Pesquisador Charles Wagley escreveu o livro “ Amazon Town, a study of man in thetropics”, sobre o cotidiano de Gurupá. 1954- Wilson Alfredo de Lima foi eleito Prefeito derrotando o ex. Vereador José de Brito Manço Flexa, os Vereadores eleitos foram: Wilson Jacob Benathar, Oscar José dos Santos, Hermano Jucá de Araújo, Raimunda Gonçalves Ramos, João da Silva Lima, José Libanio de Souza Pará, este último era oposição.

1955- Gurupá sofreu algumas adaptações como a Praça Coronel Magalhães Barata foi remodelada para praça Mariocay, cidade foi arborizada e foi construída uma escola no Carrazedo, e outras escolas na zona rural, é construído o trapiche municipal. 

1956- O município de Gurupá recebeu a quota do fundo de participação do município, a receita orçamentaria do município ficou em CR$ 194.835.40 (cento e noventa e quatro mil, oitocentos e trinta e cinco cruzeiros e quarenta centavos). 

1958- Eleito o Prefeito Sr.Wilson Jacob Benathar, filho do ex. Intendente Municipal Marcos Jacob Benathar, oriundos da família Aben-athar, imigrantes marroquinos judeus que se estabeleceram na cidade como comerciantes; os Vereadores eleitos foram: Oscar José dos Santos, Jorge Palheta de Souza, João da Silva Lima, Francisco Alberto Fonseca de Lima, Raimundo Gonçalves Ramos, José Libanio de Souza Pará. 

1958- A vila do Carrazedo estava fixada no alto de uma pequena serra, as famílias se mudaram para fixar residência na margem do rio Xingu, a registro do comerciante judeu Simão Jacob Benaion, deixando muitos descendentes . 

1959- Iniciou a construção da enfermaria municipal denominada Dr. Jaime Aben- Athar. 

1962- Eleito para Prefeito Oscar José dos Santos, comerciante e morador do rio Muruchaua, os Vereadores eleitos foram: Jorge Palheta de Souza, Ademar da Silva Machado, Raimundo Gonçalves Ramos, Wilson Jacob Benathar (que era prefeito e mesmo assim se candidatou), Benedito Sanches da Silva,Raimundo Armando Tavares, José Libanio de Souza Pará. 

1960- Desativou-se o Cartório do Carrazedo,o Tabelião era Laurindo Basto. 

1962- Chega à cidade a primeira motocicleta comprada por Antônio Ricardo Borralho,segunda motocicleta foi comprada por Edson Benathar, pioneiro na venda e fabricação de sacolé gelado na cidade. 1967-São empossados o Prefeito José Vicente de Paula Barreto Melo e Vice Prefeito Jorge Palheta de Souza eleitos em 1966, com apoio da ARENA, comandada pelo Deputado Alfredo Jacob Gantuss. 


1967- Os Vereadores eleitos não justificaram a renuncia de seus cargos foram: Antônio Ricardo Borralho dos Santos e Edilson Gomes que morava no distrito do Itatupá. 

1966- Os Vereadores eleitos foram: Benedito Sanches da Silva, Wilson Jacob Benathar, Manoel Gomes do Rosário, Pedro Pereira de Almeida, Salomão Vieira Torres, Antônio Ricardo Borralho dos Santos, Edilson Gomes. 

1968- Implantado a água encanada na cidade. 

1969- Foram criados as armas e bandeira do município de Gurupá, com a lei municipal n° 352/ 1969. 

1970- O Presidente Municipal da ARENA era Wilson Jacob Benathar,indicou Jorge Palheta para Prefeito e para Vice Prefeito Carlos Felix da Silva, o mandato seria de dois anos. 

1970- O Padre italiano Giulio Luppi chega a Gurupá. 1970- A Fortaleza de Santo Antônio de Gurupá foi restaurado por determinação de Alacid da Silva Nunes, então Governador do estado do Pará, tendo como Engenheiro José Maria de Azevedo Barbosa. 

1971- Empossados Jorge Palheta de Souza Prefeito de Gurupá e os Vereadores Wilson Jacob Benathar, Oscar José dos Santos, Raimundo Ribeiro Dias, Manoel Gomes do Rosário, Pedro Pereira de Almeida, Benjamim Coelho Pantoja, Raimundo Gonçalves Ramos. 

1972-Abertura da fábrica de palmito no Marajoí, começa a ser formado as comunidade eclesiais de base. - Foi implantada uma barragem próxima ao trapiche, que dificultava a passagem e transporte do povo ao trapiche municipal; a ARENA se divide em duas forças politicas comandadas por Wilson Jacob Benathar e José Vicente de Paula Barreto. - Foram eleito para Prefeito Juvenal do Vale Tavares e para Vice Prefeito o comerciante do rio mararú Santino Vieira Torres pela ARENA II, derrotando a ARENA I, que tinha como candidato de oposição Wilson Jacob Benathar. - Os Vereadores eleitos foram: Manoel Gomes do Rosário, Godofredo da Silva Machado, Flaviano Gonçalves Ramos, Francisco Alberto Fonseca Pereira, Euclides Monteiro Palheta, Henry Wanderlan Diamantino Torres, Raimundo Ribeiro Dias. 

1973- O Coronel Edson Bona na época Deputado Federal veio para Gurupá assistir a posse do Prefeito. 

1974 - Semanas catequéticas com produtores rurais. – Vereador Euclides Palheta renuncia o cargo e o Suplente Vicente Nery dos Santos assumi a cadeira no legislativo. 

1975- O Vereador Francisco Alberto Pereira é cassado perdendo seu cargo por decoro parlamentar, o Vereador Manoel Gomes do Rosário renunciou a mandato, assumindo Lourival Correa Cardoso. 

1976- Foi iniciada a construção do cais de arrimo na frente da cidade. 

1977- O Governador Fernando Guilhon, construiu o hospital da SESPA, sendo inaugurado pelo Governador Dr. Aluísio Chaves. 

1976- Foram realizadas as eleições entre Wilson Alfredo de Lima para Prefeito e para Vice Prefeito Salomão Vieira Torres, pela ARENA I. Pela ARENA II a chapa composta por José Vicente de Paula Barreto Melo e para Vice Prefeito Oscar José dos Santos, que saíram vencedores. Os Vereadores eleitos foram: Raimundo Ribeiro Dias, Vicente Nery dos Santos, Sandoval da Silva Belo, Benedito Sanches da Silva, Esmeraldina Nunes dos Santos, Jorge Palheta de Souza, Wilson Jacob Benathar. 

1977- Foi inaugurado o prédio do Fórum, as residências do Promotor público e do Juiz de Direito na Alameda Cleto Fonseca.

1978- Instalado a antena da telefonia da TELEPARÁ, privatizada em 1997 para TELEMAR e depois repassada para OI. 

1982- O Partido dos Trabalhadores lançou os candidatos Alfredo da Costa Filho para Prefeito e para Vice Prefeito Florêncio Coelho Machado. O PT elegeu dois primeiros Vereadores no Pará, ambos moradores da zona rural de Gurupá, Raimundo Nogueira que seria Prefeito anos mais tarde. As eleições foram vencidas pela Professora Benedita Cecilia Palheta, e Vice Prefeita Esmeraldina Nunes dos Santos ambos do PDS, para um mandato de seis anos. Os Vereadores eleitos foram: Manoel Pedro dos Santos Marques, Benedito Ferreira Marques, Terezinha Dias, Ivanete dos Santos Melo, Jorge Palheta de Souza, Raimundo Nogueira e Benedito Gomes da Gama. 


1982- A lei municipal 648/82 criou a pensão vitalícia aos Prefeitos. 1983- O Poder Judiciário era composto pela Juíza de direito da Comarca de Gurupá, Dra.Maria do Carmo Sarmento de Araújo, o Adjunto de Promotor de Justiça Aluísio Barrada Pessoa. 1983- Aumentam os conflitos de terra envolvendo os trabalhadores rurais com as famílias Lima e Santos na época proprietárias de terras na zona rural de Gurupá 1985 e 1986- Acampamento e tomada do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá. Afundamento do barco Livramento. 

1986 e 1987- Ações na justiça. 

1988- Resgate do Livramento. 1988- O gurupaense Rosemiro Rocha eleito vereador de Macapá, incentiva e coordena a emancipação para cidade de Santana no estado do Amapá, sendo posteriormente o primeiro Prefeito daquele município. 

1888- As eleições foram disputadas pelo PMDB e PT, tendo como representante do PT, o trabalhador rural morador do rio Moju Moacir Alho, e como Vice Prefeito Manoel Pantoja da Costa; o PMDB apresentou os candidatos a Professora Esmeraldina Nunes dos Santos e o Comerciante Liberato César Borralho, que saíram vencedores desta eleição. - Os Vereadores eleitos foram: Hamilton Rodrigues da Silva, Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, Manoel Pedro dos Santos Marques, Ivanete dos Santos Melo, Wilson Jacob Benathar, Manoel do Carmo de Jesus Pena, Raimundo Nogueira, Antônio Santana Alves Alho, Rosalina Barbosa Serrão. - Os representantes da histórica bancada do Partido dos Trabalhadores foi essencial para a vitória nas eleições de quatro anos mais tarde para Prefeito Municipal. 

1990- Promulgada a Lei Orgânica Municipal de Gurupá no dia 5 de abril de 1992 - Ós candidatos da coligação PMDB, PDS eram o Engenheiro Sergio Lima para Prefeito e para Vice Prefeito Edison Palheta Teixeira, os candidatos do PT eram o Agricultor Moacir Alho para Prefeito e para Vice Prefeito Edson Lima da Costa, se elegeram com muitos votos da zona rural de Gurupá. - Os Vereadores eleitos foram: Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, Hamilton Rodrigues da Silva, Benedito Coimbra Palheta, Luiz Gonzaga de Almeida, Antônio Santana Alves Alho, Raimundo Nogueira, Josiel Pantoja de Souza, Max José Campos Alves, Osmar Sanches Ferreira. 1993- O Deputado Estadual Waldir Ganzer(PT), esteve na posse do primeiro Prefeito do Partido dos Trabalhadores em Gurupá o agricultor Moaçir Alho. 1994- Criado o IPMG (Instituto de Previdência Municipal de Gurupá). -A lei municipal 779/94 criou o Conselho Tutelar em Gurupá. 

1994- O gurupaense Sebastião Bala Rocha, radicado no Estado do Amapá, filiado no PDT-AP, se elege Senador da Republica pelo estado do Amapá. 

1995- O Juiz de direito da comarca de Gurupá era Dr. Claudio Rendeiro 1995- O Vereador Josiel Pantoja( Alonso) se desligou do PT, que se licenciou por 90 dias, o suplente Manoel Evangelista Palheta assumiu o cargo, Max Campos que era Presidente da Câmara e assumia a prefeitura interinamente quando o Prefeito se ausentava do município, se desligou do PT e filiou-se ao PPB, posteriormente ao PSDB. 

1996- As convenções partidárias agitaram a cidade, entre a coligação e o PT, O PMDB lançou candidato a Prefeito a Professora Benedita Cecilia Palheta e a Vice Prefeito a Professora Nair Lima dos Santos, o PT lançou o ex. seminarista e atuante líder sindical o ex. Vereador Manoel do Carmo de Jesus Pena e para Vice Prefeito Maria de Fátima Calado. - A coligação que tinha como candidata Benedita Cecilia Palheta vence pela diferença de 214 votos. - Os Vereadores eleitos foram: Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, Hamilton Rodrigues da Silva, Benedito Coimbra Palheta, Luiz Gonzaga de Almeida, Manoel Evangelista Palheta, Antônio Adalto Nunes dos Santos, Nivaldo dos santos Nascimento, Francisco Diamantino Pessoa, Benedito Monteiro de Oliveira. -Ocorre um assalto em uma lancha voadeira que conduzia R$ 60000.00 ( sessenta mil reais), dinheiro que seria para Prefeitura do fundo de participação do município, retirado na agência de Breves do Banco do Brasil. 1997- Instala-se em Gurupá os projetos da FASE( federação de órgãos para assistência social), capacitando a comunidade e organizando, preparando um novo ciclo histórico no município. 1998- Com a Lei Municipal 759/1992 alterada pela lei 779/1994 de 30 de dezembro de 1994, teve a primeira eleição para Conselheiro Tutelar em 1998. 1999- O padre Giulio Luppi, na paroquia de Gurupá ordenou em cerimônia eclesiástica o padre Robson Lopes. - Fundação da Associação dos Remanescentes Quilombolas de Gurupá e a Associação Remanescente dos Quilombolas Maria ribeira. 2000- O PT sai vencedor pela diferença de 131 votos, o ex. Vereador Raimundo Nogueira é eleito Prefeito tendo como Vice Prefeito Manoel Evangelista Palheta, com a votação histórica de 3.345 votos, a candidata da coligação teve 3.214 votos, 45 votos em branco, 300 votos nulos, abstenções 1.46, compareceu 6.904 eleitores. - Os Vereadores eleitos foram: Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, Benedito Ferreira de Andrade, Benedito Coimbra Palheta, Benedito Sanches da Silva, Luís Gonzaga de Almeida, Antônio Adalto Nunes dos antos, Benedito Monteiro de Oliveira, Nivaldo dos Santos Nascimento,Rosalina Pombo de Almeida. - Construído o trapiche no bairro da fortaleza e a feira do produtor; - Pagamento em dia e volta do crédito aos funcionários públicos municipais nos comércios de Gurupá; - Muitas ruas foram aterradas, boa parte da zona rural era alagada; -Asfaltamento das principais ruas e avenidas da cidade; -Modernização do sistema de abastecimento de água; -A criação da ATAIC (associação dos trabalhadores agroextrativista da ilha das cinzas); - Área dos quilombolas Maria Ribeira conta com 32 famílias, recebeu o titulo definitivo no dia 20/11/2000 pelo ITERPA. 2001- O gurupaense Pedro Alves Vieira e Girolamo Treccani escreveram cm apoio do STTR e FASE o livro “ Documentar a terra: uma luta constante. 

2002- No dia 02 de agosto de 2002, houve a retomada do terreno na localidade Xingu, que foi cedida a COOMAG( Cooperativa Mista Agroextrativista de Gurupá), pela Prefeitura de Gurupá, havendo um desentendimento entre o comerciante Max Campos que representava a empresa CETENDOR EMPREENDIMENTOS S/N e o Sr.Manoel Castro que estava dando apoio ao pessoal da COOMAG. 2002- s eleições para Governo do Pará, vencidas por Simão Jatene do PSDB teve 1.865 votos, Maria do Carmo Martins(PT) teve 3.275 votos em Gurupá no primeiro turno, no segundo turno Jatene teve 2.298votos, Maria do Carmo teve 3.649 votos, compareceu 6.226 eleitores gurupaense. 

2002- O gurupaense Waldez Goés, Foi eleito Governador do estado do Amapá sendo reeleito em 2006, já no primeiro turno. 

2002- A Fortaleza de Santo Antonio de Gurupá foi reformada pelo Prefeito Municipal Raimundo Nogueira Monteiro dos Santos, tendo com Secretário de Obras Benedito Osélio dos Santos Serrão. 2003- Inaugurado o prédio sede da Câmara Municipal de Gurupá, homenageando o ex. Prefeito e Vereador por quatro mandatos Jorge Palheta de Souza, nascido no rio Baquia, no ano de 1909, casou-se com Alice Coimbra Palheta, foi filiado no PST, PSP, ARENA, foi em vida uma pessoa exemplar, pai da ex. Prefeita Cecilia Palheta. Jorge Palheta faleceu no dia 04 de dezembro de 2003 aos 94 anos de idade na cidade de Gurupá. 

2004- As convenções dos partidos políticos, apresentam a reeleição do Prefeito Raimundo Nogueira pelo PT, novamente como o Vice Prefeito Manoel Evangelista Palheta, a coligação apresentou a ex. Prefeita Esmeraldina Nunes, tendo como candidato a Vice Prefeito o ex. Vereador Max Campos. - Raimundo Nogueira foi reeleito Prefeito com 5.023 votos, a candidata da coligação teve 3.833,os votos nulos foram 348, votos em branco 48, as abstenções foram de 1.606 pessoas, compareceu 9.252 eleitores, os Vereadores eleitos foram: Waldir Fernandes, Benedito Monteiro de Oliveira, Antônio Adalto Nunes dos Santos, Francisco Diamantino Pessoa, Nivaldo dos Santos Nascimento, Glal Fernandes Sabóia, Benedito Ferreira de Andrade, Benedito Torres Amorim, Francisco Aderval Pereira Góes. - Reformado o prédio da Prefeitura Municipal de Gurupá e casa da Cultura, tornando uma referencia cultural. 

2005- Criado a reserva extrativista Itatupá Baquia no dia 14/06/2005, com 64.735 hectares com 345 famílias dividido em sete comunidade. 

2006- Criado a reserva extrativista Gurupá- Melgaço por decreto presidencial n° 145/06, tendo 70% das terras gurupaense e 30% pertencente à Melgaço, com uma área 145.297.54 hectares e 690 famílias. - Criado pela resolução n° 002/2006 o Regimento Interno da Câmara Municipal de Gurupá. 2007- Inaugurado o prédio da feira livre do produtor rural de Gurupá, com 12 boxes, distribuídos em dois prédios. - Inaugurado o trapiche da fortaleza - Inaugurado a unidade móvel de saúde, barco denominado Gurupá, servindo de campanhas municipais de vacinação e atendimentos médicos. - A travessa padre Eneias de Lima é revitalizada com pavimentação. - Criada a Lei n° 958/07 no dia 189 de janeiro de 2007, que dispõe sobre a permissão e regulamentação transporte individual de passageiros em motocicleta d aluguel.

 2008- Os candidatos a Prefeitos foram o ex Prefeito e Presidente Municipal do PT Moacir Alho e o ex. Vereador e Secretário Municipal de Educação Antônio Santana Alves Alho pelo PT, a coligação apresentou o empresário Sergio Lima e o comerciante Libe. - Moacir Alho venceu as eleições com 6.518 votos, Sergio Lima teve 4.161 votos, as abstenções foram 1.695, votos nulos foram 407, e brancos 44. - Os Vereadores eleitos foram Max Campos, Iracilda Alho, Francisco Diamantino Pessoa, Marlon Santos, Benedito Monteiro de Oliveira, João Silva de Souza, Antônio Adalto Nunes dos Santos, Waldir Fernandes, Manoel Lúcio Palheta. 

2010- Os candidatos a Governo do Pará obtiveram em Gurupá as seguintes votações: Jatene 4.027, Ana Julia 6456. Juvenil 438 votos no primeiro turno, no segundo turno Ana Julia teve 5.960, Jatene teve 4.177 votos. Compareceram 10.543 eleitores gurupaenses. 

2012- As eleições municipais pela primeira vez contou com três candidatos a Prefeito. - As convenções agitaram o cenário político na antiga sede Night Club de propriedade da família Santos apresentou para Prefeito o Professor Marcio Sherlo o PRTB e Comerciante Welington Santos para Vice Prefeito, na sede do clube as mães o PSDB apresentou o ex. Vereador Max Campos para Prefeito para Vice o Comerciante João Batista, na sede da Câmara Municipal foi apresentado os candidatos do PT a Prefeito Raimundo Nogueira, que na época era Presidente do PT municipal e para Vice o ex Secretário de Agricultura e ex. Presidente STTR Mané Chico, o pleito eleitoral foi intenso e o PT venceria com Raimundo Nogueira que estaria a frente do Legislativo Municipal pela terceira vez, entrando na história politica do município com três mandatos de Vereador, três mandatos de Prefeito. - Raimundo Nogueira ( PT) obteve 6.505 votos, Max Campos ( PSDB teve 5.037, e Sherlo ( PRTB) com 1.324 votos, houve 35 votos brancos, 381 votos nulos, abstenções de 2.425 , compareceram 13.282 eleitores. - Os Vereadores eleitos foram: João Silva de Souza, Iracilda Alho, Nivaldo dos Santos Nascimento, Neucinei Fernandes, Waldir Fernandes, Benedito Monteiro de Oliveira, Rosivaldo dos Santos, Orivaldo Gonçalves dos Santos, Manoel José Brito dos Santos, Benedito Antônio Freitas Marques,Roselio Pureza da Silva. 

2013- Inaugurado a primeira agencia bancaria do Banco do Brasil, tendo o primeiro cliente o Comerciante Carlos Maradei( carlinhos Michelim). 

2015- Morre o ex- Prefeito de Gurupá Jose Vicente de Paula Melo em Anapolis-GO.





RUAS E TRAVESSAS Quanto aos nomes das principais ruas e travessas da cidade, citaremos apenas as mais importantes: 

Rua Capitão Pará: Justa homenagem ao Senhor José Libânio de Souza Pará, prestador de vários serviços públicos entre os quais destacamos o de Promotor de Justiça de Gurupá por nomeação legal. 

Rua Francisco Lima: Justa homenagem ao grande comerciante do Rio Mojú que foi conhecido por Chico Lima, figura de grande importância para o comércio local nas décadas de 60 e 70. 

Rua Antônio Raposo Tavares: Homenagem ao famoso Bandeirante que teve em Gurupá um dos pontos de referência através de sua fortaleza para os combates navais, onde se procedeu a conquista da Amazônia. 

Trav. Padre Enéas de Lima: Foi vigário da paróquia de Santo Antônio de Gurupá o Reverendo Enéas de Lima entre os anos de 1922 a 1924. 

Trav. Caíto Fonseca: Homenageia o antigo político morador de Gurupá onde foi também Telegrafista dos Correios, tendo sua residência onde hoje se localiza a rádio 87,9 FM.


O território do município de Gurupá teve como formação administrativa com o distrito criado em 1639, elevado categoria de vila já com a denominação de Gurupá em 1639, somente elevado a cidade pela lei provincial n° 1209 de 11 de novembro de 1889. 

No ano de 1911, o município de Gurupá tinha a divisão do distrito sede, pelo decreto estadual n° 06, de 04/ 11/ 1930, adquiriu o extinto município de Porto de Moz como simples distrito, mas no ano de 1933, Gurupá tinha dois distritos eram Gurupá e Porto de Moz, mais alguns documentos datados no ano de 1936 e 1937, o município de Gurupá aparece com cinco distritos: Gurupá, Carrazedo, Baquiá Preto, Taiaçu e Areias. 

No decreto estadual n° 2972 de 31 de março de 1938, foi extinto os distritos de Carrazedo, Baquia Preto, Taiassu e Areias, pelo decreto estadual n° 3131 de 31 de outubro de 1938 é criado novamente o distrito de Carrazedo e anexado ao município de Gurupá; No ano de 1939 até 1943, o município ficou constituído de dois distrito Gurupá e Carrazedo. 

Pelo decreto lei estadual n° 4505 de 30 de dezembro de 1943, o município adquiriu o distrito de Itatupã que se chamava de Sacramento, na divisão territorial datada de 1960 o município passa a ter três distritos: Gurupá( sede), Carrazedo e Itatupã, assim permanecendo até os dias de hoje. 

Gurupá, situado no Baixo Amazonas, foi um dos mais importantes pontos de encontro entre culturas africanas, indígenas e ribeirinhas na Amazônia. A região tornou-se refúgio natural para aqueles que buscavam escapar do sistema colonial escravista. 

As ilhas, furos e igarapés funcionavam como muralhas vivas, favorecendo o nascimento de mocambos, quilombos e comunidades tradicionais que perduram até hoje.

Os quilombolas de Gurupá estabeleceram alianças com povos indígenas, trocando saberes, práticas de cura, técnicas agrícolas e estratégias de defesa. Essa fusão cultural moldou a identidade afro-amazônica.

A culinária quilombola mistura elementos africanos, indígenas e ribeirinhos. Peixes de várzea, caça, farinha d’água, temperos locais e frutos da floresta formam a base dessa gastronomia ancestral.

O município de Gurupá (PA) tem uma das histórias mais antigas e profundas da Amazônia envolvendo resistência negra, formação de quilombos ribeirinhos e comunidades tradicionais.


Pesquisa: GILVANDRO TORRES