Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
4/19/2025
ESTIRÃO DE SAUDADE
Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescador.
Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.
Nas ruas da cidade, contempla a fé.
O ribeirinho vence os inúmeros estirões de rio, que está em seu caminho navega para chegar ao seu destino.
Os sinos da igreja alertam, para novos tempos.
A esperança de caminha juntos num tom poético de libertação.As plantações de açaí a beira do do rio, a mata da várzea com seus buritizeiros e a grandeza do rio, seu povo simples.
Acolhedor e amigo, as áreas alagadas pela água escura.
Os açaizeiros são fonte inesgotável de renda, manejado se transforma em um garimpo esperança.
A pele reflete o esforço do tirador de açaí, a naturalidade e a destreza que o ribeirinho executa seu serviço retira o cacho do açaí com folhas do açaizeiro faz sua peçonha em cesta de cipó, garante a renda e alimentação das famílias.
Onde os rios possuem um papel fundamental na vida dos ribeirinhos, é através dos rios que são estabelecida das ligações entre localidades.
O VELHO TRAPICHE
Encantador és tu Marajó, a vida passa devagar, nesta correnteza, com seu tempo tão particular no olhar do barqueiro, cresce e vendo, seus portos imaginários atraca os barcos, com todos os sonhos no porão.
Destas pequenas embarcações, calafetadas de zarcão, os trapiches de madeira, à beira do rio com olhar ribeirinho.
Atravessam nas noites de ventos, as redes balançando no convés e a proa desbravando essas águas inquietas do verão amazônico.
Deste trapiche, somente a despedida, aqueles que viajam, por esse rio de saudade, tão natural quanto o tempo que passa e nunca para.
No trapiche rios que se transformam em rua, um vai e vem de embarcações, cada imagem vira poesia, no cotidiano ribeirinho das ilhas.
As pessoas chegando bem cedinho e os barcos cruzando o rio tão vagaroso, sem pressa, as águas vão cortando sua frente e nem fazem maresias neste imenso rio de sonhos e esperança.
Olhando este rio de saudade, vem uma lágrima em meu olhar, sem palavras, uma perda que não sei explicar, nem consigo falar, sua ausência tão grande.
O barco vai atravessar as veias dos seus rios e igarapés, enfrentando os impiedosos invernos desta imensa Amazônia.
Que me permite pensar na Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescadores artesanais.
Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.
Nas ruas da cidade, contempla-se ouro dos ribeirinho, os açaizais que vencem os inúmeros estirões de rio, que estão em seu caminho, navegando para chegar ao seu destino, onde mora a esperança de cada dia.
4/18/2025
Rezando a Via Sacra com Santo Afonso de Ligório Com estas orações compostas por Santo Afonso Maria de Ligório, refaça conosco o mesmo caminho que Nosso Senhor percorreu com a Cruz às costas, desde o pretório de Pilatos até o monte Calvário.
Oração inicial. — Senhor Jesus Cristo,
vós com tanto amor entrastes nesta via
para morrerdes por mim;
eu porém tantas vezes vos desprezei!
Agora, de toda a minha alma vos amo e, porque vos amo,
arrependo-me do fundo do coração de ter-vos ofendido.
Perdoai-me e permiti que vos acompanhe nesta via.
Vós, por amor a mim, caminhais para o lugar
em que por mim haveis de morrer,
e eu também, por amor a vós,
desejo acompanhar-vos para convosco morrer,
amantíssimo Redentor.
Ó meu Jesus, desejo convosco viver e morrer!
1.ª Estação — Jesus é condenado à morte
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como Jesus Cristo,
já flagelado e coroado de espinhos,
foi por fim injustamente condenado à morte por Pilatos.
Oração. — Ó Jesus adorável, não foi Pilatos, mas minha vida iníqua que vos condenou à morte.
Pelo mérito deste tão penoso itinerário, no qual entrais rumo ao monte Calvário, peço-vos que benignamente me acompanheis no caminho pelo qual minha alma se dirige à eternidade.
Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, mais do que a mim mesmo, e do fundo do coração me arrependo de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente me separe de vós.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
O que vos for agradável também o será para mim.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
A morrer crucificado,
Teu Jesus é condenado
Por teus crimes, pecador.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
2.ª Estação — Jesus carrega a Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como Jesus Cristo, levando a Cruz aos ombros, lembrava-se no caminho de oferecer por nós ao Pai eterno a morte que havia de sofrer.
Oração. — Ó amabilíssimo Jesus, abraço todas as adversidades que, por vossa vontade, hei de tolerar até a morte e, pelo duro sofrimento que suportastes carregando a Cruz, peço-vos que me deis forças para que também eu possa carregar, com ânimo forte e paciente, minha própria cruz. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que novamente me separe de ti. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Com a Cruz é carregado,
E do peso acabrunhado,
Vai morrer por teu amor.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
3.ª Estação — Jesus cai pela primeira vez
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos a primeira queda de Jesus sob o peso da Cruz.
Tinha Ele a carne, por causa da cruenta flagelação, ferida de muitos modos e a cabeça coroada de espinhos; derramara ainda tanto sangue, que mal podia mover os pés por falta de forças.
E porque era oprimido pelo grave peso da Cruz e açulado sem clemência pelos soldados, por isso aconteceu-lhe de cair muitas vezes por terra ao longo do caminho.
Oração. — Ó meu Jesus, não é o peso da Cruz, mas o dos meus pecados que de tantas dores vos cobre. Rogo-vos, por esta vossa primeira queda, que me protejais de toda queda em pecado.
Amo-vos, ó Jesus, de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não me permitais novamente cair em pecado. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Pela Cruz tão oprimido,
Cai Jesus, desfalecido,
Pela tua salvação.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
4.ª Estação — Jesus se encontra com sua Mãe dolorosa
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como deve ter sido o encontro, neste caminho, do Filho e da Mãe. Jesus e Maria se olharam entre si, e os olhares mudos que trocaram foram outras tantas setas a atravessar o coração amante de ambos.
Oração. — Ó amantíssimo Jesus, pela dor acerba que experimentastes neste encontro, tornai-me, eu vos peço, verdadeiramente devoto de vossa Mãe santíssima.
E vós, ó minha dolorosa Rainha, intercedei por mim e alcançai-me uma tal memória dos suplícios de vosso Filho, que minha mente esteja para sempre detida na piedosa contemplação deles.
Amo-vos, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não me permitais novamente pecar contra vós.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
De Maria lacrimosa,
No encontro lastimosa,
Vê a imensa compaixão.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
5.ª Estação — O Cirineu ajuda Jesus a carregar a Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como os judeus obrigaram Simão de Cirene a carregar a Cruz atrás do Senhor, vendo Jesus quase expirar a cada passo devido ao cansaço e temendo, por outra parte, que morresse no caminho aquele que queriam ver pregado à Cruz.
Oração. — Ó dulcíssimo Jesus, não quero, como o Cirineu, repudiar a Cruz. De bom grado a abraço e tomo sobre mim; abraço especialmente a morte que para mim estabelecestes, com todas as dores que ela trará consigo.
Uno minha morte à vossa e, assim unida, ofereço-a a vós em sacrifício.
Vós morrestes por amor a mim; quero também eu morrer por amor a vós, com a intenção de vos agradar. Vós, porém, ajudai-me com a vossa graça.
Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Em extremo desmaiado,
Teve auxílio, tão cansado,
Recebendo o Cireneu.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
6.ª Estação — Verônica limpa com um sudário o rosto de Jesus
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como aquela santa mulher Verônica, vendo Jesus abatido pelas dores, com o rosto banhado em suor e sangue, estendeu-lhe um pano em que, purificada a face, Ele deixou impressa sua imagem.
Oração. — Ó meu Jesus, formosa era antes a vossa face; mas agora não aparece assim, tão deformada está por feridas e sangue!
Ai de mim, como era formosa também minha alma, quando recebi a vossa graça pelo Batismo: mas, pecando, tornei-a disforme. Vós somente, meu Redentor, lhe podeis restituir a antiga beleza.
Para que o façais, rogo-vos pelo mérito de vossa Paixão.
Amo-vos, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
O seu rosto ensanguentado,
Por Verônica enxugado,
Eis, no pano, apareceu.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
7.ª Estação — Jesus cai pela segunda vez
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos a segunda queda de Jesus sob o peso da Cruz, na qual se lhe aprofundam todas as chagas da venerável cabeça e de todo o corpo, e se renovam todas as angústias do doloroso Senhor.
Oração. — Ó mansíssimo Jesus, quantas vezes me concedestes o perdão!
Eu, porém, recaí nos mesmos pecados e renovei minhas ofensas contra vós.
Pelo mérito desta vossa nova queda, ajudai-me a perseverar em vossa graça até a morte. Fazei, em todas as tentações que avançarão contra mim, que em vós sempre me refugie.
Amo-vos de todo o meu coração, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Outra vez desfalecido,
Pelas dores abatido,
Cai por terra o Salvador.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
8.ª Estação — Jesus fala às mulheres de Jerusalém
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como estas mulheres, vendo Jesus morto de cansaço e coberto de sangue, são tocadas de comiseração e choram copiosamente. Mas, voltando-se a elas, Ele diz: “Não choreis por mim; antes, chorai por vós mesmas e por vossos filhos”.
Oração. — Ó doloroso Jesus, choro os pecados que cometi contra vós, não só pelas penas de que me fizeram digno, mas sobretudo pela tristeza que vos causaram a vós, que tanto me amastes.
Ao choro me move menos o inferno que o amor a vós.
Ó meu Jesus, amo-vos mais do que a mim mesmo; arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Das mulheres piedosas,
De Sião filhas chorosas,
É Jesus consolador.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
9.ª Estação — Jesus cai pela terceira vez
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos a terceira queda de Cristo sob o peso da Cruz. Caiu porque era demasiada a sua fraqueza e excessiva a crueldade dos algozes, que lhe queriam acelerar a marcha, embora Ele mal pudesse dar um passo.
Oração. — Ó Jesus tão maltratado, pelo mérito desta falta de forças que quisestes padecer no caminho do Calvário, confortai-me, eu vos peço, com tanto vigor, que já não tenha respeito algum às opiniões dos homens e domine minha natureza viciosa: porque ambas as coisas foram a causa por que desprezei outrora a vossa amizade.
Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Cai, terceira vez, prostrado,
Pelo peso redobrado
Dos pecados e da Cruz.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
10.ª Estação — Jesus é espoliado de suas vestes
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos com que violência arrancaram as vestes a Cristo. Como o traje interior estivesse muito pegado à carne, aberta pelos flagelos, os carnífices, ao puxarem-lha, rasgaram-lhe também a pele. Tenhamos compaixão de Nosso Senhor e lhe falemos assim:
Oração. — Ó inocentíssimo Jesus, pelo mérito da dor que padecestes nesta espoliação, ajudai-me, eu vos peço, a despir-me de todo afeto às coisas criadas e, com toda a inclinação de minha vontade, converter-me somente a vós, que sois tão digno do meu amor.
Amo-vos de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Dos vestidos despojado,
Por algozes maltratado,
Eu vos vejo, meu Jesus.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
11.ª Estação — Jesus é pregado à Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como Jesus é arremessado sobre a Cruz e, de braços estendidos, oferece sua vida ao Pai eterno em sacrifício pela nossa salvação. Os carnífices o pregam à Cruz e, depois de erguerem esta, deixam-no levantado num infame patíbulo, abandonado a uma morte cruel.
Oração. — Ó Jesus tão desprezado, pregai meu coração aos vossos pés, para que, com vínculo de amor, eu permaneça sempre a vós ligado e jamais seja de vós separado.
Amo-vos mais do que a mim mesmo, arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Sois por mim na Cruz pregado,
Insultado, blasfemado,
Com cegueira e com furor.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
12.ª Estação — Jesus morre na Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos Jesus preso à nossa Cruz. Após três horas de luta, consumido enfim pelas dores, Ele deu o corpo à morte e, de cabeça inclinada, entregou o espírito.
Oração. — Ó Jesus morto, movido por íntimos afetos de piedade, beijo esta Cruz em que vós, por minha causa, cumpristes o curso de vossa vida.
Pelos pecados cometidos, mereci uma morte infeliz; mas vossa morte é minha esperança. Pelos méritos de vossa morte, concedei-me, peço-vos, que, abraçado aos vossos pés e abrasado de amor por vós, eu entregue um dia meu espírito.
Amo-vos de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Por meus crimes padecestes,
Meu Jesus, por mim morrestes,
Oh, quão grande é minha dor!
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
13.ª Estação — Jesus é descido da Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como dois dos discípulos de Jesus, José e Nicodemos, o tiram exânime da Cruz e o colocam nos braços de sua Mãe dolorosa, que recebe o Filho morto com grande amor e o abraça ternamente.
Oração. — Ó Mãe das Dores, pelo amor com que amais o vosso Filho, recebei-me como servo vosso e rogai a Ele por mim.
E vós, ó meu Redentor, porque por mim morrestes, fazei, benignamente, com que eu vos ame; a vós somente desejo nem quero nada fora de vós.
Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Do madeiro vos tiraram
E à Mãe vos entregaram
Com que dor e compaixão!
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
14.ª Estação — Jesus é sepultado
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como os discípulos levam Jesus exânime ao lugar da sepultura. Triste, a Mãe os acompanha e com as próprias mãos acomoda o corpo do Filho à sepultura. Fecha-se este, enfim, e todos vão-se embora.
Oração. — Ó Jesus sepultado, beijo esta pedra que vos acolheu; mas, após três dias, haveis de ressurgir!
Por vossa ressurreição, fazei-me, eu vos peço, ressurgir glorioso convosco no último dia e ir para o Céu, onde, unido a vós para sempre, vos hei de louvar e amar por toda a eternidade.
Amo-vos e arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
No sepulcro vos deixaram,
Sepultado, vos choraram,
Magoado o coração.
Meu Jesus, por vossos passos,
Recebei em vossos braços
A mim, pobre pecador.
A Via Sacra é uma das mais antigas formas de se meditar a Paixão de Cristo. A expressão vem do latim e significa “caminho sagrado”: literalmente falando, nada mais é que o trajeto percorrido por Nosso Senhor com a Cruz às costas, desde o pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até o Calvário, onde foi crucificado. As imagens das estações, se encontram na Igreja de São Bonifácio, na cidade de Leeuwarden, Holanda.


















