Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
11/22/2025
11/21/2025
A Romaria dos Mártires em Rondonópolis em 2023 ocorreu como parte do 15º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), realizado de 18 a 22 de julho. A caminhada e as celebrações marcaram a parte final do encontro que reuniu cerca de 1.500 pessoas de diversas partes do Brasil.
Data: A Romaria dos Mártires ocorreu em algum dia entre 18 e 22 de julho de 2023, como parte do evento do Intereclesial das CEBs.
Evento: A caminhada fez parte da programação do 15º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base, realizado em Rondonópolis.
Participantes: O evento contou com a participação de cerca de 1.500 representantes de comunidades, movimentos sociais e dioceses do Brasil, incluindo leigos, padres e bispos.
Tema: A programação foi guiada pelo método "ver-julgar-agir" e incluiu a Romaria dos Mártires da caminhada, simbolizando a fé e a busca por justiça social, conforme destacado pela Diocese de Miracema do Tocantins e pela CNBB Campanhas.
A 18ª Romaria da Floresta em Anapu (PA) ocorreu de 10 a 13 de julho de 2025, com o tema "Juventudes e Ecologia Integral". O evento celebrou os 20 anos do martírio da Irmã Dorothy Stang e reuniu participantes de Anapu, de outros municípios do Pará e da região.
Data: 10 a 13 de julho de 2025.
Local: Anapu, Pará.
Tema: "Juventudes e Ecologia Integral".
Contexto: Homenagem aos 20 anos do martírio da Irmã Dorothy Stang.
Participação: Romeiros e romeiras de Anapu e outras cidades do Pará.
11/19/2025
O Dia da Consciência Negra é comemorado no Brasil em 20 de novembro, data que marca a morte de Zumbi dos Palmares, herói e símbolo da resistência dos negros escravizados contra a escravidão.
Essa data, instituída oficialmente pela Lei nº 12.519 de 2011 e transformada em feriado nacional pela Lei nº 14.759 de 2023, é um momento para refletir sobre a luta dos afro-brasileiros contra o racismo, valorizar suas contribuições históricas e culturais, e promover a igualdade racial.
Zumbi dos Palmares liderou o Quilombo dos Palmares, um dos maiores redutos de resistência formados por escravos fugidos, e é lembrado como um ícone de coragem e luta pela liberdade no Brasil.
A consciência negra é a valorização da identidade, cultura, história e luta da população negra, especialmente no Brasil.
Ela envolve o reconhecimento da importância do povo preto na sociedade, do orgulho da cor da pele, e da resistência contra o racismo estrutural e histórico.
Esse termo ganhou destaque na década de 1970 com movimentos sociais que buscavam a igualdade racial e o combate à discriminação.
O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, homenageia Zumbi dos Palmares, líder do quilombo que resistiu à escravidão no século XVII.
Essa data simboliza a luta contra o racismo e a celebração da cultura negra, reconhecida como feriado nacional no Brasil desde 2023.
A consciência negra busca promover o respeito à diversidade racial e chamar a atenção para as desigualdades ainda enfrentadas pelas pessoas negras.
As escolas podem abordar a Consciência Negra no currículo de diversas formas, promovendo a valorização da cultura afro-brasileira, a reflexão sobre o racismo e a promoção da diversidade e inclusão.
Algumas estratégias recomendadas incluem a incorporação de conteúdos específicos, atividades interativas e debates, além de ações que envolvam toda a comunidade escolar.
Estratégias para integrar a Consciência Negra no currículo escolar
Inclusão de conteúdos e autores negros
Incorporar autores negros na leitura obrigatória, explorar a cultura afro-brasileira em aulas de história, geografia, artes e literatura, e promover debates sobre o racismo e suas consequências são ações essenciais.
Atividades educativas e culturais
Promover rodas de conversa, oficinas de arte, apresentações culturais, murais temáticos, exposições e visite a eventos culturais relacionados à cultura afro-brasileira.
As atividades lúdicas e interativas, como jogos, dramatizações, danças e músicas, envolvem os estudantes de forma significativa.
Criar murais e exposições colaborativas, desenvolver projetos de pesquisa sobre figuras históricas negras e promover debates sobre a história e os desafios enfrentados pela população afro-brasileira contribuem para a conscientização e valorização cultural.
Implementar práticas de ensino que discutem, de maneira franca e respeitosa, o racismo estrutural na sociedade, promovendo uma postura crítica e reflexiva dos estudantes.
Além disso, ações como rodas de conversa com a comunidade escolar reforçam esse compromisso.
Integração com a legislação
Obedecer às diretrizes da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira, garantindo que esses temas estejam presentes de forma consistente no currículo escolar.
Advento é um período litúrgico de quatro semanas antes do Natal, que marca o início do novo ano litúrgico cristão e simboliza a espera pela chegada de Cristo. A palavra vem do latim e significa "chegada" ou "vinda", e o tempo é marcado pela reflexão, esperança e preparação espiritual para a celebração do nascimento de Jesus.
Características do Advento
Significado: A palavra "advento" vem do latim adventus, que significa "chegada" ou "vinda".
Período: Consiste nas quatro semanas que antecedem o Natal, começando no domingo mais próximo de 30 de novembro e terminando em 24 de dezembro.
Início do Ano Litúrgico: O Advento marca o início de um novo ano litúrgico na Igreja Católica.
Foco espiritual:
É um tempo de preparação e expectativa para o nascimento de Jesus.
Convoca à vigilância espiritual, conversão e promoção da fraternidade.
Para os cristãos, também é um tempo de reflexão sobre a segunda vinda de Cristo, além da primeira, celebrada no Natal.
Como vivenciar o Advento
Aprofundamento da fé: É um período para se reconectar com a fé, praticar atos de solidariedade e aprofundar a vida espiritual.
Expectativa: Pode-se vivenciar a expectativa através de calendários de Advento, que contêm mensagens ou pequenas surpresas a cada dia até o Natal.
Reflexão: Evitar o consumismo desenfreado e focar no significado espiritual da data.
O Tempo do Advento é um período litúrgico que marca o início do ano litúrgico cristão, especialmente para a Igreja Católica. Ele compreende as quatro semanas que antecedem o Natal e é um tempo de espera, preparação e esperança pela vinda de Jesus Cristo.
Este período tem dois significados principais: a preparação para o nascimento de Jesus no Natal e a expectativa pela segunda vinda gloriosa de Cristo no fim dos tempos.
O Advento começa no domingo mais próximo do dia 30 de novembro e termina na véspera do Natal, em 24 de dezembro.
As primeiras duas semanas do Advento são focadas na esperança e na vigilância para a segunda vinda de Jesus, enquanto as duas últimas semanas são dedicadas à preparação mais concreta para celebrar o nascimento de Jesus.
É um tempo marcado por conversão, oração, reflexão e preparação espiritual, simbolizado também pelas velas da coroa do Advento, que são acesas uma a uma a cada domingo.
Em suma, o Advento é um tempo de profunda espera, alegria e preparação interior para acolher Cristo tanto no coração quanto na história, culminando na celebração do Natal.
Objetivos da Formação:
Compreender o que é o Tempo do Advento e os seus significados na vida cristã.
Refletir sobre a preparação espiritual e a conversão pessoal durante o Advento.
Preparar o coração para recepção de Jesus nas celebrações do Natal.
Incentivar a vivência do Advento na catequese e na comunidade.
Conteúdo Sugerido:
Introdução ao Tempo do Advento: seu lugar no Ano Litúrgico e suas quatro semanas.
Elementos simbólicos: coroa do Advento, velas, cores litúrgicas.
A mensagem das quatro semanas: esperança, conversão, preparação e acolhida.
Textos bíblicos indicados para o Advento (profecias, João Batista, anúncio a Maria).
Relação com o Natal como nascimento de Jesus em nós e na história.
Metodologia e Dinâmicas:
Utilizar um cantinho do Advento para oração e reflexão.
Promover momentos orantes com leituras bíblicas e cânticos próprios do tempo.
Dinâmicas de grupo para refletir sobre o significado da espera e da esperança.
Montar ou acompanhar um presépio progressivo, com foco na preparação do coração.
Planejar pequenos encontros semanais que acompanhem as leituras e temas do Advento.
Recursos Didáticos:
Roteiros de encontros temáticos para cada semana do Advento.
Subsídios e materiais visuais explicativos (cartazes, vídeos, símbolos).
Sugestões de orações, cânticos e celebrações para o Tempo do Advento.
Exemplo de Estrutura para Encontros:
Primeiro encontro: O que é o Advento? Tempo de espera e esperança.
Segundo encontro: Preparando o caminho com conversão e oração.
Terceiro encontro: O anúncio do nascimento de Jesus e a atitude de Maria.
Quarto encontro: O Natal como missão cristã e alegria da vinda de Jesus.
A formação deve ser vivencial, orante e celebrativa, buscando criar nos catequistas o compromisso de viver e transmitir o sentido do Advento na catequese e na comunidade paroquial
Para encontros de Advento, os recursos bíblicos e leituras recomendadas são centrados nas profecias messiânicas do Antigo Testamento, nas preparações e anúncios do nascimento de Jesus no Novo Testamento e nas exortações à conversão e vigilância. Aqui estão algumas leituras e passagens bíblicas indicadas:
Salmos de louvor e espera, como Salmo 84 (83), 122 (121) e 88.
Isaías 9:2-7 e 11:1-10 — profecias da vinda do Messias e seu reino.
Jeremias 33:14-16 — promessa do rei justo a vir.
Lucas 1:5-38 — o anúncio do nascimento de João Batista e de Jesus, incluindo a resposta de Maria ("faça-se em mim segundo a tua palavra").
Lucas 2:1-20 — narrativa do nascimento e anúncio aos pastores.
João 1:1-8 — o Verbo eterno e testemunho de João Batista.
Marcos 1:1-8 e Marcos 13:33-37 — chamado à vigilância e preparação.
Romanos 13:11-14 — exortação à conversão e espera vigilante.
Essas leituras servem de base para reflexões sobre a esperança, a conversão, a preparação espiritual e a alegria na espera do Senhor. Além das escrituras, recomenda-se incluir orações temáticas para cada semana do Advento (esperança, paz, alegria e amor), além de atividades e dinâmicas para aprofundar o sentido do tempo litúrgico.
11/18/2025
“O grito dos pobres: é o grito estrangulado de bebês que não podem vir à luz, de crianças que passam fome, de adolescentes acostumados ao estrondo das bombas ao invés da algazarra alegre das brincadeiras. É o grito de idosos descartados e deixados sozinhos. É o grito de quem se encontra a enfrentar as tempestades da vida sem uma presença amiga. É o grito daqueles que têm de fugir, deixando a casa e a terra sem a certeza dum refúgio. É o grito de populações inteiras, privadas inclusive dos enormes recursos naturais de que dispõem. É o grito dos inúmeros Lázaros que choram, enquanto poucos epulões se banqueteiam com aquilo que, por justiça, é para todos. A injustiça é a raiz perversa da pobreza". Saudoso Papa Francisco, em homilia na Basílica de São Pedro
A Eucaristia é uma celebração da Igreja Católica para lembrar a morte e ressurreição de Jesus Cristo. É também chamada de comunhão. Eucaristia significa reconhecimento, ação de graças, em grego. Um dos sete sacramentos, a eucaristia ou comunhão é o ato de recebimento da hóstia consagrada, o símbolo do corpo de Cristo. Os elementos da Eucaristia são o pão e o vinho que são consagrados em um altar e consumidos em seguida. Os cristãos geralmente reconhecem uma presença especial de Cristo neste rito. A Igreja Católica afirma que a Eucaristia é o corpo e o sangue de Cristo sob as espécies do pão e do vinho. O Sacramento da Eucaristia é o sinal da unidade, o banquete pascal em que se recebe Cristo e a alma se enche de graça nos dando o penhor da vida eterna. O ritual é um memorial, já que torna presente e atual o sacrifício que Jesus ofereceu ao Pai na cruz, em favor da humanidade. A eucaristia é a presença do Senhor no pão e no vinho consagrados. Ela torna-se fonte de vida porque se trata da Pessoa de Jesus Cristo, dado como alimento para o momento presente e um dia na eternidade. O Corpus Christi, o Corpo de Cristo é a grande manifestação pública da eucaristia. A Eucaristia é a celebração da presença real e viva de Jesus Cristo entre nós. Fazer memória é torná-lo vivo outra vez e, com Ele, renovamos os compromissos de sermos seus discípulos promovendo o Reino de Deus. A Eucaristia é a celebração da Nova Aliança (cf. 1Cor 11,25), isto é, pacto de Amor que renova as relações humanas e gera uma nova humanidade, um novo mundo onde as relações se baseiam na prática da fraternidade, da partilha, da solidariedade, da comunhão, do cuidado, da compaixão, do perdão, da obediência, da missionariedade. Comungar é assumir a Vida de Cristo Comungar não é um rito que gera status (privilégio), mas é um dever que se assume; a Eucaristia não é um momento litúrgico, mas é a espiritualidade de total comunhão com Cristo e com os irmãos.
11/17/2025
A parábola do Bom Samaritano não é uma história do passado; interpela o presente de cada um de nós. Delegar a outros é fácil; oferecer dinheiro para que outros pratiquem a caridade é um gesto generoso; mas o envolvimento pessoal é a vocação de todo o cristão.
'Não afastes de nenhum pobre o teu rosto' (Tb 4, 7). Esta palavra é de uma atualidade impressionante. O nosso rosto reflete o de Deus; se não vemos o rosto do pobre, não podemos ver o rosto de Cristo.
- Papa Francisco, Mensagem para o 7º Dia Mundial dos Pobres, 2023.
Sua espiritualidade e ações revelam uma grande preocupação com o cuidado das pessoas e da criação de Deus, o que pode ser interpretado como um fundamento para uma visão ecológica desde uma perspectiva cristã, porém sem uma doutrina ecológica formalizada como entendemos hoje.
Na tradição católica, o cuidado com a criação e o meio ambiente tem sido reforçado por documentos mais recentes, especialmente a partir do Papa Francisco com a encíclica Laudato Si, que traz uma forte ênfase na "conversão ecológica" e na responsabilidade dos cristãos pela justiça social e ambiental.
A preocupação ecológica presente em comunidades que têm Santo Afonso como referência pode estar relacionada a esse espírito cristão de cuidar da criação de Deus com amor e justiça, mas não há registros diretos de um pensamento ecológico desenvolvido por ele como uma temática autônoma.
Portanto, o pensamento ecológico de Santo Afonso pode ser compreendido indiretamente a partir de sua espiritualidade centrada no amor, misericórdia e cuidado, valores que fundamentam o respeito à criação e ao próximo.
Para interpretar os escritos de Santo Afonso de Ligório à luz da encíclica Laudato Si, é importante destacar que, embora Santo Afonso não tenha tratado explicitamente de temas ecológicos, sua espiritualidade e moral podem ser harmonizadas com os princípios da Laudato Si. Santo Afonso enfatiza o amor a Deus, a responsabilidade moral e a caridade, que são fundamentos para uma ética que inclui o cuidado com a criação.
A Laudato Si, do Papa Francisco, propõe uma conversão ecológica profunda, que é, acima de tudo, uma transformação espiritual e ética. Ela destaca que somos chamados a cultivar e guardar a criação, reconhecendo a interdependência de todas as criaturas e a responsabilidade do ser humano como guardião da “casa comum”.
Essa perspectiva se alinha com a visão afonsiana de santidade como amor a Deus e aceitação da vontade divina, que implica também respeito pela criação.
Assim, a interpretação dos escritos de Santo Afonso pode ser feita sob o prisma de que seu chamado à santidade, oração, mortificação e amor a Deus inclui uma dimensão ética que hoje se expressa também no cuidado ecológico. Sua ênfase na vida interior, no amor ao próximo e na responsabilidade moral pode ser vista como um fundamento para a espiritualidade ecológica integral proposta pela Laudato Si, que transcende simples atos ambientais para se tornar um novo modo de ser em harmonia com a criação.
Portanto, a leitura de Santo Afonso hoje pode inspirar a prática da conversão ecológica, entendida como uma experiência espiritual que transforma o relacionamento do ser humano com Deus, com o próximo e com a natureza, conforme a proposta de Laudato Si.




















