Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
2/24/2026
GILVANDRO TORRES UM GURUPAENSE
Sou Gilvandro dos Santos Torres, nascido no rio Mararú, na Ilha grande de Gurupá, zona rural do município de Gurupá, Estado do Pará, em 14 de março de 1980. Historiador, escritor e Educador Popular. Membro da Academia Marajoara de Letras. Com experiência e formação (cursos de Aperfeiçoamento, Extensão), comprovado na área da educação e Direitos Humanos. Tornando-me Escritor proficiente em quase todos os assuntos relativos a movimentos sociais e Direitos Sociais. Inclinado a compartilhar conhecimentos e contribuir para uma sociedade mais consciente. Filho de Henry Wanderlan Diamantino Torres e Maria Neuza Froes dos Santos (In memórian) foi adotado em um lar Católico em Belém no bairro do Telégrafo, com três anos de idade por sua avó paterna Profª Palmira Diamantino Torres (In memórian), Edmilson Antonio Diamantino Torres( in memórian), Odaleia Torres, Odazilma Torres e Sandra Alves. Sou proveniente de uma família de políticos da sociedade gurupaense, na década de 70, vários parentes meus exerceram papel de destaque na vida política de Gurupá, meu avô paterno Santino Torres foi Vice Prefeito municipal de Gurupá( 1993-1976), na escola rural leva seu nome em homenagem a sua vida como comerciante, Comissário de Polícia e Dirigente partidário do PST. Meu pai foi Vereador nesta mesma gestão, eleito pelo ARENA II. Meu Tio avô Salomão Torres também exerceu a Vereança. Minha tia Dulciclea Torres foi Secretária Municipal de Administração nas gestões municipais dos ex Prefeitos José Vicente e Juvenal Tavares. Além de promover projeto de alfabetização como Professora voluntária. Falecendo aos 28 anos de idade em 1979, hoje em sua homenagem leva o nome de uma das principais ruas da cidade de Gurupá. Sou pai de Gilvannia Maria Serrão Torres nascida em 23 de março de 2001, Gisele Cristine Gomes Torres, nascida em 10 de fevereiro de 2004 e Arthur Diamantino Torres, nascido em 13 de dezembro de 2011. Casado na Igreja Católica Apostólica Romana com Nilda Maria Diamantino Santos em 23 de setembro de 2022. Na capela Santíssimo Redentor na Paróquia Perpétuo Socorro no bairro do Telégrafo em Belém. Nasci no rio Mararú, sou Gurupaense mas passei a infância e a juventude morando em Belém no bairro do Telégrafo (1982-2012).
Padre João Felipe Bettendorff
Padre João Felipe Bettendorff (ou João Filipe Bettendorff, 1625-1698) foi um missionário jesuíta luxemburguês que atuou na Amazônia colonial portuguesa no século XVII.
Ele esteve diretamente ligado a Gurupá, no Pará, durante conflitos entre jesuítas e colonos. Bettendorff chegou ao Grão-Pará em 1661 com o padre Gaspar e foi designado para áreas próximas, incluindo Gurupá, onde atuava em um aldeamento perto do fortim local.
Durante a revolta dos colonos contra os jesuítas em 1661, ele se escondeu na floresta com outros missionários e buscou refúgio em Gurupá, fugindo da expulsão temporária da ordem.
Contribuições Missionárias
Ele dominou o nheengatu (língua geral indígena), supervisionou aldeamentos e, após 1668, tornou-se Superior da Missão do Maranhão e Grão-Pará, implementando reformas como a criação de colégios em Belém e São Luís.
Sua presença ajudou a moldar a evangelização e a política indigenista na região amazônica.
Padre João Felipe Bettendorff não teve um papel direto na revolta de Gurupá em 1655, pois ele só chegou à região amazônica em 1661.
A data de 1655 refere-se às chamadas "Leis de Abril", promulgadas sob influência de Antônio Vieira, que protegiam os indígenas dos colonos e geraram tensões iniciais, mas a revolta propriamente dita contra os jesuítas ocorreu em 1661, em Belém e São Luís.
Bettendorff, ao saber da insurreição dos colonos contra os jesuítas (motivada pela perda de mão de obra indígena), juntou-se aos missionários em Gurupá, onde se escondeu na floresta por ordem do superior, fugindo da perseguição.
Ele permaneceu ali até o Natal de 1661, recusando-se a assinar termos que renunciassem ao poder espiritual e temporal sobre os índios.
Como superior local em Gurupá, defendeu juridicamente a posição jesuíta, emitindo pareceres contra guerras injustas aos indígenas (como aos Aruaquis) e opondo-se à cobiça dos colonos e governador.
Sua postura reforçou a resistência missionária, contribuindo para a restauração jesuíta em 1663 com novas leis reais.
2/23/2026
Mundial de 1978: Futebol, ditadura e memória histórica na Argentina 1978
- Contexto Político: A Argentina vivia o regime militar mais violento de sua história. A Copa foi usada para desviar a atenção da perseguição política, greves proibidas e desaparecimentos forçados.
- Manipulação e Propaganda: O regime militar investiu pesado na imagem, tentando demonstrar ordem e civilidade. O líder da junta militar, Jorge Videla, esteve presente ativamente no evento, inclusive no vestiário da seleção.
- A "Copa da Ditadura": O torneio foi marcado por controvérsias, incluindo críticas internacionais, denúncias de violações de direitos humanos e suspeitas sobre a campanha da seleção, como a goleada por 6 a 0 sobre o Peru.
- O Futebol e o Título: Em campo, a Argentina, comandada por César Luis Menotti e com o artilheiro Mario Kempes, conquistou seu primeiro título mundial após vencer a Holanda na prorrogação no Estádio Monumental de Núñez.
- Memória Histórica: A vitória de 1978 é um marco de conflito entre a euforia popular e a resistência contra o regime. A relação entre a conquista esportiva e o horror da ditadura (com o centro de tortura ESMA próximo ao Monumental) é um elemento central na reflexão crítica sobre esse evento.
- A Final: Disputada no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, terminou com a vitória da Argentina por 3 a 1 sobre a Holanda na prorrogação.
- O Craque: Mario Kempes foi o artilheiro e principal destaque da competição, marcando dois gols na final.
- Controvérsias: A campanha foi marcada por suspeitas de favorecimento, especialmente na goleada de 6 a 0 sobre o Peru, resultado necessário para a Argentina avançar à final e que levantou alegações de suborno e pressão política entre as juntas militares dos dois países.
África do Sul 2010: o Mundial como símbolo político global
FREI BETO É frade dominicano e autor de 74 livros, editados no Brasil e no exterior. Nasceu em Belo Horizonte (MG), estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia.
Ganhou em 1982 o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias Batismo de Sangue (Rocco), entre muitos outros prêmios nacionais e internacionais.
Foi coordenador da ANAMPOS (Articulação Nacional de Movimentos Populares e Sindicais), participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da CMP (Central de Movimentos Populares).
Prestou assessoria à Pastoral Operária do ABC (São Paulo), ao Instituto Cidadania (São Paulo) e às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).
Foi também consultor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e desde 2019 assessora o Plano de Segurança Alimentar e Educação Nutricional de Cuba, implementado pela FAO.
Colabora com vários jornais, revistas, sites e blogs, no Brasil e no exterior e participa ativamente da vida política do Brasil nos últimos 60 anos.
Durante 23 horas Fidel Castro falou a Frei Betto sobre religião, é a primeira vez que um Chefe de Estado de um país socialista concede uma entrevista exclusiva a respeito deste tema sempre atual.
Nas últimas décadas, a questão religiosa ganhou especial interesse, principalmente na América Latina, onde ditaduras militares assassinaram inúmeros religiosos que se colocaram ao lado dos pobres.
As milhares de Comunidades Eclesiais de Base que congregam camponeses e operários, e a força da Teologia da Libertação, são alguns dos fatores que fazem o tema da religião transcender os limites das próprias Igrejas e ganhar uma expressão política só comparável aos primeiros séculos do Cristianismo, marcados pelo sangue dos mártires.

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