1/04/2025

Que Igreja de Xingu Altamira Queremos ser durante os próximos cinco anos?

 





























Que Igreja de Xingu-Altamira

Queremos ser durante os próximos cinco anos?

 

VER A REALIDADE SOCIAL E ECLESIAL.

 

Dentro do contexto eclesial da Diocese de Xingu- Altamira, aprofundar os documentos da Igreja com formação continuada e permanente para os leigos(as) trabalhando a conscientização da população em relação as Leis existentes, implantação nas comunidades a nível Diocesano, trazendo para este novo caminhar concluindo assim a união das pastorais como PASTORAL SOCIAL a nível Diocesano.   Retomar o método do VER, ILUMINAR, AGIR e CELEBRAR.

Em parceria com a Escola de Fé e Cidadania Ir. Doroty Stang com implantação de núcleos em todas as Paróquias da Diocese mantendo amplo dialogo com os Párocos e respeitando a hierarquia da Diocese.

Rever a identidade das Cebs com as diferentes realidades sociais( rural e urbana), promover um amplo dialogo de reflexão sobre os avanços dos grandes empreendimentos na região, estar com olhar critico e preparado para a COP 30 que acontecera em 2025.

Trazer para o debate as questões sociais, incluir ações concretas referentes as questões ambientais da região. Elaborando um documento norteador.

 

GRITO: 

O modelo de desenvolvimento implantado na AMAZÔNIA LEGAL [1]não corresponde com a vida e a realidade dos povos originários, comunidades tradicionais, agricultores familiares, pescadores e trabalhadores urbano, é realidade o ECOCÍDIO[2] nestas realidade do contexto social a implantação da pastoral social nível Diocesano e a formação dos núcleos da Escola de Fé e Cidadania Ir. Doroty Stang nas paróquias, respeitando a Hierarquia Eclesial.

Em parte as comunidades devem retomar através do processo de RENOVAÇÃO DAS COMUNIDADES que são as Coordenações eleitas ou escolhidas sucessivamente e evitar dentro das comunidades o apego ao poder( comunitário) o que gera: INDIVIDUALISMO, ROMPIMENTO DE DIALOGO, CORRUPÇÃO, e transforma a comunidade em uma COMUNIDADE ADOECIDA.[3]

Neste compromisso fortalecer os círculos bíblicos, grupos de reflexões através das novenas comunitárias, inclusão das pessoas nos serviços pastorais, são amplos desafios e incertezas, mais também propor um debate sobre as questões acima citado.

Desafios para uma Pastoral Libertadora é manter fiel a Jesus Cristo e seu projeto: DIGNIDADE E A LIBERDADE DA PESSOA HUMANA E DA FAMÍLIA.

Precisando priorizar o fortalecimento das Cebs, na vivência da fé e na presença junto aos quilombos, ribeirinhos, pescadores artesanais, agricultores e povos originários com parceiros:

Ø Criação ou fortalecimento das CPT, Pastoral Afro Indígena e Pastoral dos Pescadores.

Ø Criação da Pastoral da Saúde com práticas sustentáveis e intercâmbio intercultural de saberes e conhecimento tradicional.

Ø Defender Direitos Humanos com opção aos pobres; dar continuidade da Sinodalidade[4] e processos participativos. Com denúncias de violações de Direito e a destruição extrativista pelos megaprojetos de infraestrutura( ferrovia, hidrovia e hidrelétricas).

Ø Evitar a extrema direita católica e ala reacionarista vem crescendo na CNBB.

Ø Apoiar e acompanhar a Pastoral da Juventude numa dinâmica de evangelização, retomando processos de Educação Popular fomentando uma rede de articulação nas pastorais já existente e conselhos municipais. A longo prazo entender e conhecer o Estatuto da Juventude[5]

Ø A criação ou implantação  da PASTORAL DA PESSOA IDOSA  é um AGIR de extrema importância dentro deste questionamento. Criar parcerias com o CRAS- Centro de referência da Assistência Social para desenvolver projetos sociais educativos, encaminhando Idosos(as) que não consegue comprovar renda para solicitar a concessão de Benefício- BPC. Buscar parceria com as Caritas com projetos de horta comunitária, incentivando alimentação saudável aos Idosos(as); e projetos educacionais com inserção ao EJA nas escolas locais.

Ø  A a longo prazo rever as leis orgânicas de cada município com ampliação e inserção de politicas públicas que valorizem as pessoas Idosas, conhecendo seus Direitos adquiridos em constituição Federal no Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741, de 1 de Outubro de 2003), [6]é uma lei destinada a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

Ø Sem esquecer que tais políticas públicas são trabalhos feitos visando este novo caminhar da esperança.

 



Referencias: 48ª dia mundial da Comunicação em 2018- Papa Francisco dizia que “ A internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos”.

Ø Curto prazo: com implantação do Site oficial e mecanismo de chegar a todas as paróquias mensagens e ações pastorais diocesanas. Parcerias com as rádios comunitárias e online.

Ø Médio prazo: parcerias para programa em rede televisiva com mensagens diocesanas( ex: momento de fé com o Bispo).

Ø Longo prazo: implantar semente da esperança na 1º Assembleia Diocesana do Povo de Deus para adquirir mecanismo de transmissão de rádio ou TV de propriedade diocesana.

 

Ausência de políticas públicas e falta de engajamento do LAICATO [7]nos conselho de participação social e nas esferas políticas, sendo uma grande questionamento compreender a missão de ser “IGREJA EM SAÍDA[8]”. Neste sentido ir de encontro com Jesus no rosto sofredor dos pobres. Trabalhar pelos 4 T( TERRA, TETO, TRABALHO E TERRITÓRIOS).

“Queremos uma mudança nas nossas vidas, nos nossos bairros, no vilarejo, na nossa realidade mais próxima; mas uma mudança que toque também o mundo inteiro, porque hoje a interdependência global requer respostas globais para os problemas locais. A globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença”. Papa Francisco- II Encontro Mundial dos Movimentos Populares, ocorrido em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, de 7 a 9 de julho.

 

A importância dos leigos(as), batizados, mas não ordenados, mais tem um chamado próprio e específico no anúncio do reino de Deus dentro de suas próprias comunidades.

A Sinodalidade expressa a natureza da Igreja, a sua forma, o seu estilo, a sua missão”, afirmou o pontífice em 2021. Como resposta a está Igreja Missionária no sentido de caminhar juntos na escuta e no dialogo, proporcionando novas perspectivas de convivência ecumênica e inter- religiosa.

Nestas palavras o Papa Francisco expressa  que nos aproximarmos de Deus, estudar a Palavra e fortalecer nossa fé, são passos importantes para viver em comunhão na Igreja, buscando sempre ser cada vez melhor.

O esperançar é caminhar numa Igreja de Xingu- Altamira como objetivo ser:

 

Ø Uma Igreja Missionária capaz de anunciar a alegria do Evangelho, respeitando as culturas, que lute pela Dignidade e Direitos dos pobres. De modo que sua voz seja ouvida.

 

 

Autor texto: GILVANDRO TORRES


[1] A Amazônia Legal é uma área que corresponde a 59% do território brasileiro e engloba a totalidade de oito estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Estado do Maranhão (a oeste do meridiano de 44ºW), perfazendo 5,0 milhões de km². Nela residem 56% da população indígena brasileira. O conceito de Amazônia Legal foi instituído em 1953 e seus limites territoriais decorrem da necessidade de planejar o desenvolvimento econômico da região e, por isso, não se resumem ao ecossistema de selva úmida, que ocupa 49% do território nacional e se estende também pelo território de oito países vizinhos. Os limites da Amazônia Legal foram alterados várias vezes em conseqüência de mudanças na divisão política do país. O Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado em maio deste ano pelo governo federal, considera integralmente o Estado do Maranhão como parte da Amazônia Brasileira.

[2] Ecocídio é uma expressão que pode ser usada para fazer referência a qualquer destruição em larga escala do meio ambiente ou à sobre-exploração de recursos não-renováveis. O termo foi também usado em relação aos danos ambientais devidos à guerra, como por exemplo o uso de desfolhantes na Guerra do Vietnam

[4] De acordo com seu sentido etimológico, o termo grego “sínodo” significa “caminhar juntos”. A sinodalidade expressa a participação e a comunhão em vista da missão. A unidade, a variedade e a universalidade do Povo de Deus se manifestam no caminho sinodal.

[5] O Estatuto da Juventude no Brasil, é a denominação conferida à lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. Esta Lei institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude.

[6] Dispõe sobre o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

[7] Leigos, em sua origem, referia-se ao povo que, segundo determinada elite religiosa, não possuía os conhecimentos necessários para determinadas funções dentro da organização religiosa, fazendo parte, portanto, de uma hierarquia.

[8] Trata-se de uma nova maneira de pensar a realidade pastoral da Igreja de forma descentralizada e missionária, não nos moldes da época da cristandade, mas saindo em busca das periferias humanas que precisam do evangelho.

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