10/10/2025

o dia 9 de outubro de 1967, há 58 anos, Ernesto Guevara de la Serna, o líder revolucionário marxista “Che Guevara”, foi executado de forma brutal, aos 39 anos, por ter escolhido combater a exploração capitalista e lutar pela justiça social. No dia anterior, 8 de outubro, ele havia sido capturado pelo Exército Boliviano com o apoio da CIA. Nascido na Argentina, Che estudou Medicina na Universidade de Buenos Aires, mas as fronteiras acadêmicas logo se mostraram pequenas diante de sua inquietação. Em viagens por diversos países da América Latina, viu de perto a miséria, a desigualdade e o sofrimento de povos inteiros. Foi essa experiência que o transformou de estudante em revolucionário. Em 1954, na Guatemala, presenciou o golpe articulado pela CIA. Esse episódio marcou seu compromisso definitivo com a luta anti-imperialista e o aproximou dos combatentes cubanos que, poucos anos depois, libertariam Cuba da ditadura de Fulgêncio Batista, em 1º de janeiro de 1959. Durante e após a Revolução Cubana, Che assumiu papel decisivo: liderou frentes de batalha, formou novos quadros revolucionários e ocupou funções como ministro de Estado, contribuindo para a reorganização econômica e social da ilha. Sua convicção, porém, ultrapassava as fronteiras nacionais, levou a chama da revolução ao Congo e, posteriormente, à Bolívia, sempre movido pela ideia de uma libertação continental e internacional. Trinta anos após sua morte, em 1997, seus restos mortais foram encontrados e levados a Cuba, onde descansam em um memorial dedicado à sua memória. Mais do que um nome na história, Che Guevara representa a persistência do ideal libertário. Seu exemplo segue vivo como um chamado à resistência, à coragem e à construção de um mundo onde a dignidade não seja privilégio, mas direito de todos. “Sejamos o pesadelo dos que querem roubar nossos sonhos” - Che Guevara


 

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