Gurupá é um município brasileiro no estado do Pará, localizado às margens do rio Amazonas, próximo à foz do rio Xingu e à ilha de Marajó, com população estimada em 33.922 habitantes em 2024.
Geografia
O território abrange 8.569,676 km², com densidade demográfica de 3,71 hab/km², e inclui unidades de conservação como a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Itatupã-Baquiá e a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço. Está a uma altitude de 20 metros, cortado pela Ilha Grande de Gurupá, a segunda maior do delta do Amazonas, com coordenadas de latitude 1º24'18" sul e longitude 51º38'24" oeste.
História
Originalmente habitado por indígenas, o local viu a instalação de holandeses que construíram feitorias e portos fortificados em época incerta; o nome Gurupá, de origem indígena, significa "Porto de Canoas". A sede municipal fica na margem direita do Amazonas, abaixo do delta do Xingu, com distritos como Carrazedo e Itatupã.
Economia e Sociedade
Centro de extração e comércio de palmito, Gurupá é também porto fluvial importante; o PIB per capita é de R$ 9.795,38 (2021), com IDHM de 0,509 (2010) e escolarização de 88% para crianças de 6 a 14 anos (2010). A prefeita atual é Maria Iracilda de Almeida Alho (gestão 2025)
A fundação do Forte de Santo Antônio de Gurupá ocorreu em maio de 1623, quando Bento Maciel Parente, capitão-mor do Pará, liderou uma expedição que conquistou e destruiu o forte holandês de Mariocay (ou Tucujus), erguido pelos neerlandeses no início do século XVII na margem direita do rio Amazonas, próximo à foz do Xingu. Sobre os escombros da fortificação inimiga, Parente reconstruiu o novo forte em taipa de pilão, invocando Santo Antônio, e o guarnecendo com 50 praças para servir de base estratégica contra invasores.
Contexto da Conquista
A ação envolveu aliados como Luís Aranha de Vasconcelos, Aires de Souza Chichorro e Salvador de Melo, que também tomaram o ponto de Muturu (atual Porto de Moz), iniciando a expulsão holandesa do Baixo Xingu e rio Tapajós. Jerónimo de Albuquerque foi nomeado o primeiro comandante, consolidando a posição como apoio para expedições portuguesas de colonização e defesa.
Importância Estratégica Inicial
O forte marcou a ocupação portuguesa das margens amazônicas, expandindo além do Tratado de Tordesilhas, e sofreu ataques ingleses em 1629 e holandeses em 1639 e 1647, reforçando sua relevância militar. Em 1639, sob João Pereira Cáceres, evoluiu para vila, impulsionando o povoamento local. Os principais eventos da fundação de Gurupá ocorreram em 1623, quando Bento Maciel Parente (ou Bento Manuel Parente), capitão-mor do Pará, destruiu o forte holandês na região (como Mariocai ou Itá) e ergueu o Forte de Santo Antônio de Gurupá na margem direita do rio Amazonas, em aldeia tupinambá.
Holandeses haviam se instalado no início do século XVII com feitorias como Orange e Nassau para extrair cana-de-açúcar e drogas do sertão, na foz do rio Xingu, antes da ação portuguesa que marcou a expansão além do Tratado de Tordesilhas. Pedro Teixeira também atuou na região em 1623, ajudando na destruição do forte e na construção do novo, consolidando a presença luso-brasileira contra invasores.
Em 1639, João Pereira Cáceres fundou oficialmente a vila ao redor do forte, que serviu de base para expedições portuguesas até 1647 contra holandeses e ingleses. Ataques holandeses ocorreram em 1624 (por Pieter Jansz), mas foram repelidos, e reconstruções como a de 1631 por Manoel Guedes Aranha reforçaram a estrutura.
Origem Indígena e Holandesa
O nome Gurupá deriva do tupi e significa "porto de canoas", refletindo sua posição estratégica na foz do rio Xingu, habitada inicialmente por indígenas como os Tupinambás. Holandeses estabeleceram feitorias como Orange e Nassau no início do século XVII para extrair produtos como cana-de-açúcar e drogas do sertão, construindo fortes como o de Mariocai.
Conquista Portuguesa
Em 1623, Bento Maciel Parente destruiu o forte holandês com auxílio de guerreiros Tupinambás, erguendo o Forte de Santo Antônio de Gurupá, marco da expansão portuguesa além do Tratado de Tordesilhas. A povoação elevou-se a vila em 1639 e a cidade em 1885 pela Lei Provincial nº 1.209.
Evolução Administrativa
Gurupá integrou distritos como Carrazedo e Itatupã, e em 1930 incorporou temporariamente terras de Porto de Moz. O forte, ruído por abandono, reflete políticas pombalinas do século XVIII sob Francisco Xavier de Mendonça Furtado, que consolidaram o controle português contra jesuítas e rivais.

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