12/12/2025

 Os indígenas foram os primeiros habitantes da região de Gurupá, no Pará, antes da chegada de europeus. 

A área de Gurupá, localizada na margem direita do rio Amazonas, próximo à foz do Xingu, era primitivamente ocupada por povos indígenas, com registros arqueológicos indicando presença há milhares de anos. 

O nome "Gurupá" tem origem indígena e significa "porto de canoas", refletindo a importância fluvial. 

Entre os grupos mencionados, destaca-se a nação tupinambá, cuja aldeia serviu de base para as primeiras estruturas coloniais portuguesas em 1623. 

Esses povos viviam da pesca, agricultura como mandioca e milho, e caça, adaptados ao ecossistema amazônico.

Holandeses e ingleses chegaram no final do século XVI, estabelecendo feitorias para extração de recursos, mas foram expulsos pelos portugueses, que fundaram o Forte de Santo Antônio de Gurupá na antiga aldeia indígena. 

Essa transição marcou o fim da predominância indígena exclusiva na região.

Os indígenas foram os primeiros habitantes de Gurupá, com etnias específicas como os Tupinambá e os Mariocay ocupando a região antes da colonização europeia.

Os Tupinambá formavam uma nação proeminente, cuja aldeia serviu de base para as primeiras estruturas portuguesas em 1623, destacando-se pela adaptação ao ambiente fluvial do Amazonas e Xingu. 

Os Mariocay, também chamados Mariocaí pelos holandeses, habitavam o local exato da atual cidade de Gurupá, conforme relatos históricos.

Esses povos viviam em aldeias ao longo do rio, praticando pesca, agricultura de mandioca e caça, com o nome "Gurupá" derivado de sua língua, significando "porto de canoas". 

A chegada de holandeses no século XVII alterou o cenário, mas resquícios arqueológicos em sítios como Gurupá Mirim confirmam a presença pré-colonial diversificada.

Evidências arqueológicas confirmam a presença indígena milenar em Gurupá, no Pará, com sítios revelando ocupações pré-coloniais intensas.

Mais de 50 sítios arqueológicos foram identificados na região, incluindo Jacupi, Carrazedo, Gurupá Mirim, Forte de Santo Antônio e Maria Ribeira, com escavações do projeto OCA (Origens, Cultura e Ambiente) do Museu Goeldi desde 2014.

Esses locais contêm cerâmicas com traços estilísticos indicando contatos culturais norte-sul, das Guianas ao Xingu, além de carvões e solos datados de milhares de anos.

Cerâmicas pré-coloniais mostram interações com povos do norte da América do Sul, enquanto terras pretas antropogênicas evidenciam manejo sustentável do solo por indígenas há séculos. 

Vestígios abrangem períodos pré e pós-europeus, com achados analisados no Museu Goeldi confirmando economia baseada em recursos locais.

Solos Antropogênicos

Terras pretas arqueológicas, solos férteis escuros criados por ação humana há séculos ou milênios, indicam áreas de assentamento intensivo com manejo agrícola e descarte orgânico, comuns em sítios grandes da região.

Artefatos Associados

Cerâmicas pré-coloniais, carvões de fogueiras e amostras de solo de diversas épocas foram escavados, sugerindo vilas ou aldeias com atividades diárias como cozimento e habitação ao longo do rio.

 Portugueses colonizaram Gurupá a partir de 1623, expulsando holandeses e ingleses para estabelecer domínio na foz do Xingu.

Bento Maciel Parente destruiu o forte holandês em Mariocaí, erguendo o Forte de Santo Antônio de Gurupá na antiga aldeia tupinambá, guarnecido por soldados e indígenas sob Jerônimo de Albuquerque

Expedições dali, entre 1623-1647, varreram invasores estrangeiros da região amazônica. 

Pedro Teixeira reforçou ataques em 1625, destruindo fortalezas holandesas e inglesas na foz do Xingu. No século XVIII, sob o Marquês de Pombal, Francisco Xavier de Mendonça Furtado implementou políticas imperiais, criando companhias de comércio e fortalecendo o controle português contra jesuítas e rivais europeus.

Portugueses organizaram o Forte de Santo Antônio de Gurupá em 1623 como base militar estratégica na confluência do Amazonas e Xingu, substituindo o forte holandês de Mariocai destruído por Bento Maciel Parente.

Bento Maciel Parente, capitão-mor do Pará, ergueu a fortificação na antiga aldeia tupinambá, guarnecido por soldados portugueses e indígenas aliados sob comando de Jerônimo de Albuquerque, para defender a região de invasões holandesas e inglesas. 

Pedro Teixeira reforçou a estrutura em operações subsequentes, usando-a como ponto de partida para expedições que expulsaram estrangeiros até 1647.

Abandonado após ataques constantes, o forte foi reconstruído em 1690 por ordem de Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, ganhando novo impulso no século XVIII com ampliações pelos engenheiros Gerhard Pressler sob políticas do Marquês de Pombal.

 A vila cresceu ao seu redor, fundada oficialmente em 1639 por João Pereira Cáceres, servindo como sentinela comercial e militar.

Portugueses contribuíram para Gurupá ao estabelecer controle territorial na Amazônia, expulsando rivais europeus e fundando estruturas que deram origem à cidade.

Bento Maciel Parente destruiu o forte holandês em 1623, construindo o Forte de Santo Antônio na aldeia tupinambá, base para expedições que varreram holandeses e ingleses até 1647, consolidando a soberania portuguesa na foz do Xingu. 

No século XVIII, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, sob Marquês de Pombal, reforçou defesas e companhias comerciais pós-Tratado de Madrid.

A vila surgiu ao redor do forte, fundada em 1639 por João Pereira Cáceres, evoluindo para centro comercial de drogas do sertão como cacau e salsaparrilha, com reconstruções em 1690 ampliando influência luso-brasileira.

Essas ações integraram Gurupá ao império português, promovendo povoamento e trocas econômicas.

A construção do Forte de Santo Antônio em Gurupá em 1623 marcou o domínio português na região amazônica, substituindo estruturas holandesas e impulsionando o povoamento local.

O forte serviu como base para expedições que expulsaram holandeses e ingleses da foz do Xingu até 1647, consolidando a soberania luso-brasileira e controlando navegação fluvial contra contrabando de drogas do sertão. Sua presença estimulou a fundação da vila em 1639 por João Pereira Cáceres, atraindo colonos e comércio de cacau e salsaparrilha.

Reconstruções em 1690, 1760 e 1774 promoveram engenharia militar, mas o abandono recorrente devido a erosão e topografia amazônica limitou sua eficácia estratégica, evoluindo para ponto de controle aduaneiro no século XIX. 

Tombado em 1963 pelo IPHAN, hoje representa patrimônio histórico, com escavações recentes revelando camadas culturais mistas

Africanos escravizados chegaram a Gurupá durante a colonização portuguesa, trabalhando em atividades extrativistas e agrícolas, o que levou à formação de comunidades quilombolas remanescentes na região. 

Quilombos como Jocojó e Rio Ipixuna surgiram no final do século XIX e início do XX, com fugas de escravizados de fazendas locais, como Gurupá Mirim, buscando refúgio em matas e rios próximos, formando redes de solidariedade com comerciantes para sobrevivência pós-abolição. 

Essas comunidades mantiveram práticas como roça de mandioca, pesca e farinha, trocando produtos por bens essenciais apesar de dívidas impostas.

Hoje, quilombolas de Gurupá enfrentam desafios de regularização fundiária pelo INCRA, conflitos com agronegócio de arroz que polui rios e afeta pesca, preservando identidade afro-amazônica através de saberes tradicionais e resistência cultural. 

A memória oral destaca resiliência contra escravidão por dívida e degradação ambiental, contribuindo para a diversidade do Marajó.

Fontes orais dos moradores do Quilombo Jocojó descrevem a fuga como originada no final do século XIX, quando um grupo de negros escravizados de Gurupá Mirim aproveitou a viagem do patrão para fugir coletivamente rumo às matas.

Esses relatos, coletados em estudos etnográficos, enfatizam a sapiência dos fugitivos que, antes da escapada, negociaram proteção com um fazendeiro de Munituba, trocando produção agroextrativista por abrigo, formando redes de solidariedade com comerciantes locais. 

A memória oral destaca o deslocamento como ato de ruptura com a escravidão por dívida pós-abolição, preservada por gerações em Jocojó.

O antropólogo Charles Wagley, em meados do século XX, registrou essas histórias ao descrever quilombolas como roceiros autônomos em relações econômicas intensas com Gurupá, validando as narrativas como base para a formação do território. 

Tais fontes orais contrastam com documentos textuais, revelando estratégias de resistência afro-amazônicas.

Portugueses construíram o Forte de Santo Antônio de Gurupá em 1623 sobre os escombros de um forte holandês chamado Mariocai ou Tucujus, na margem direita do rio Amazonas, próximo à foz do Xingu. 

Bento Maciel Parente, capitão-mor do Pará, liderou a conquista em maio de 1623, junto a Luís Aranha de Vasconcelos e outros, destruindo a posição holandesa na aldeia indígena Mariocay e erguendo a fortificação em taipa de pilão, guarnecido por soldados portugueses e indígenas aliados sob Jerônimo de Albuquerque. 

O forte serviu como base estratégica para expedições que expulsaram holandeses e ingleses da região entre 1623 e 1647.

A obra inicial foi simples, adaptada ao terreno amazônico, com foco em defesa fluvial contra invasores europeus interessados em produtos como drogas do sertão, marcando o início da colonização portuguesa na área e dando origem à vila circundante. 

Ataques subsequentes em 1629, 1639 e 1647 danificaram a estrutura, levando a abandonos até reconstruções no século XVII.

Documentos oficiais do século XVII, como relatórios da Capitania do Pará e correspondências reais, descrevem a construção do Forte de Santo Antônio de Gurupá em 1623.

Bento Maciel Parente, capitão-mor do Pará, registrou em ofícios à Coroa a destruição do forte holandês Mariocai em maio de 1623 e a imediata edificação do novo forte na aldeia Mariocay, com auxílio de indígenas Tupinambá e sob comando de Jerônimo de Albuquerque. Esses documentos destacam a guarnição inicial com soldados e aliados nativos para defesa fluvial.

Cartas de Luís Aranha de Vasconcelos e crônicas do Arquivo Nacional português narram a operação conjunta, enfatizando a taipa de pilão e o papel estratégico contra invasores estrangeiros na foz do Xingu. 

Esses textos oficiais servem como base primária para historiadores, confirmando o evento como marco da reconquista portuguesa na Amazônia.

Os principais relatos provêm de ofícios e cartas da Capitania do Pará enviados à Coroa portuguesa, como os de Bento Maciel Parente, que narram a destruição do forte holandês Mariocai em maio de 1623 e a imediata edificação do novo forte em taipa sobre a aldeia Mariocay. 

Esses documentos, arquivados no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro e na Torre do Tombo (Lisboa), destacam a guarnição com soldados e indígenas sob Jerônimo de Albuquerque.

Crônicas coloniais posteriores, como as de Luís Aranha de Vasconcelos, e compilações históricas do Arquivo Nacional resumem esses eventos como operação militar expedicionária, sem plantas ou especificações técnicas detalhadas do ano exato. Historiadores baseiam-se nesses para reconstruir o contexto estratégico na foz do Xingu.

A vila de Gurupá fortaleceu-se entre 1623 e 1639 como povoado militar ao redor do Forte de Santo Antônio, impulsionada por expedições portuguesas contra holandeses e ingleses.

Após a construção do forte por Bento Maciel Parente em 1623, Pedro Teixeira usou o local como base para ataques em 1625 e 1629, destruindo fortalezas inimigas na foz do Xingu e consolidando o controle português, atraindo guarnições e aliados indígenas. Interceptações de navios holandeses em 1639 reforçaram a posição estratégica, elevando o povoado a freguesia de Santo Antônio de Gurupá.

Em 1639, João Pereira Cáceres fundou oficialmente a vila, marcando a transição de posto avançado para núcleo civil, com crescimento ligado ao comércio de drogas do sertão como cacau e salsaparrilha. 

Essa elevação integrou Gurupá à administração colonial do Pará.

Fontes primárias detalhando a fortificação do Forte de Santo Antônio de Gurupá antes de 1639 são escassas e limitam-se a relatos militares da Capitania do Pará.

Relatos de Luís Aranha de Vasconcelos e Pedro Teixeira, de 1625-1629, mencionam reforços e uso do forte como base contra invasores, registrando danos por ataques holandeses em 1629. 


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