O Papa Francisco que, se estivesse fisicamente em nosso meio, certamente estaria ao teu lado, deixou-nos as diretrizes para a nossa ação pastoral: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas a uma Igreja enferma pelo fechamento e pela comodidade de se agarrar as suas próprias seguranças”. (EG Nº 49). Dói-nos conviver com a Igreja enferma e fechada pelas próprias comodidades e conveniências, movida pelo medo de desagradar os príncipes deste mundo, lavando as mãos diante do martírio de um filho. A Igreja que se acomoda ao mundo, naturaliza suas práticas e adapta-se às suas conveniências, trajada de autorreferencialidade e que não sabe chorar, prefere punir quem chora. Recorremos mais uma vez ao Papa Francisco que te acolheu e aprendeu contigo: “O mundo não quer chorar: prefere ignorar as situações dolorosas, cobri-las, escondê-las”. (GE Nº 74). Você não, irmão, você não sabe e não consegue ignorar as Pessoas em Situação de Rua. Chorar e sorrir com elas. Porque, nas palavras do Papa Francisco, “Saber chorar com os outros: isto é santidade”. (GE Nº 76). Rezemos pelos que te expõem, agradando os que fazem o povo chorar.

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