Gurupá,
no Pará, é um município histórico na região do Marajó, conhecido como
"Porto de Canoas" em origem indígena. A frase "Gurupá nosso
lugar" evoca o orgulho local por sua rica herança cultural e identidade
amazônica.
Fundada
em 1623 com o Forte Santo Antônio, Gurupá surgiu após batalhas entre
portugueses, holandeses e indígenas tupinambás na margem do rio Amazonas. O
local foi elevado a vila em 1639 e a cidade em 1885, servindo de base para
expedições que consolidaram o território português na Amazônia.
O
Forte de Santo Antônio destaca-se como principal atração, com escavações
arqueológicas revelando ocupações indígenas, europeias e quilombolas. Projetos
como o OCA promovem memória coletiva por meio de oficinas e exposições
comunitárias.
Símbolos
municipais, como a bandeira com seringueira e fortaleza, representam florestas,
rios e história.
O
nome Gurupá tem origem indígena, significando "Porto de Canoas", e o
povoado surgiu com a construção do forte pelos portugueses após derrotarem os
holandeses na área habitada por tupinambás. Elevado a vila em 1639 e a cidade
em 1885 pela Lei Provincial nº 1209, o município passou por mudanças
administrativas, como a incorporação temporária de Porto de Moz em 1930.
Com
área de aproximadamente 8.540 km² e população estimada em torno de 32 mil
habitantes (dados de 2016), Gurupá apresenta densidade baixa e economia baseada
em agricultura, pecuária e extrativismo.
Limita-se
com municípios como Porto de Moz, Breves e Afuá, integrando unidades de
conservação como a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço.
A
região foi palco da Cabanagem (1835-1840), revolta que intensificou a
miscigenação local entre indígenas, negros e ribeirinhos.
Hoje,
festas como a de São Benedito preservam tradições, enquanto o forte representa
o patrimônio histórico defendido por projetos comunitários.
Em
1623, Bento Maciel Parente liderou forças portuguesas na conquista do Forte de
Tucujus (ou Mariocai), uma fortificação holandesa na região de Gurupá, às
margens do rio Amazonas próximo à foz do Xingu.
Com
cerca de 70 soldados e mil indígenas em canoas, os portugueses atacaram os
invasores, que abandonaram a posição após manobras táticas, permitindo a
construção do Forte de Santo Antônio no local.
Os
holandeses, da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, ocupavam pontos
estratégicos na Amazônia para controlar o comércio de produtos como madeira e
indígenas escravizados.
A
vitória em Gurupá serviu de base para expedições que expulsaram os neerlandeses
de áreas como Muturú (Porto de Moz), Baixo Xingu e Tapajós entre 1623 e 1647.
O
forte enfrentou novos assaltos holandeses em 1629, 1639 e 1647, além de
ingleses em 1629, mas os portugueses, sob líderes como João Pereira de Cáceres
e Sebastião Lucena de Azevedo, defenderam a posição, consolidando o controle
luso-brasileiro na região amazônica.
GILVANDRO TORRES

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