Pe. Giulio Luppi (déc. 1980) Defensor da Teologia da Libertação, organizou 88 Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na zona rural, dividiu a paróquia em 11 setores, promovendo formação política contra latifundiários e aviamento.
Edgar Pantoja Escritor, poeta e ativista; organizou trabalhadores contra controle oligárquico de terras, inspirou eleições democráticas e transformações sociais via CEBs e STR.
Manoel Francisco Evangelista de Matos Presidente do STTR, continuou reformas agrárias inspiradas no Acre, liderou acampamentos por autonomia sindical e direitos rurais.
Moacir Gonçalves Alho (1992) Primeiro prefeito trabalhador rural eleito democraticamente pelo PT, com apoio de CEBs e STR, avançou assistência técnica e alfabetização.
O coronelismo em Gurupá manifestou-se pelo controle de cerca de dez famílias oligárquicas sobre eleições e economia local, via sistema de aviamento e voto de cabresto, até os anos 1980. Isso perpetuou desigualdades, com posseiros endividados entregando produção aos "patrões" e votando conforme ordens para manter favores e evitar violência.
Controle Político
Coronéis locais manipulavam votos em eleições municipais, garantindo aliados em prefeituras e câmaras, alinhados à "política dos governadores" para apoio estadual em troca de lealdade federal. Famílias latifundiárias cobravam "taxa de uso do solo" (5%) e monopolizavam comércio, usando jagunços para reprimir opositores e manter clientelismo. A governança local ficou concentrada nessas oligarquias, atrasando reformas agrárias e serviços públicos, com terras declaradas em cartórios superando o tamanho do município. Mudanças ocorreram nos anos 1980 via CEBs, STTR e eleições democráticas em 1986 e 1992, enfraquecendo o coronelismo com conscientização e títulos de propriedade para ribeirinhos.
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