O querigma cristocêntrico é o anúncio simples, central e fundamental de Jesus Cristo como o Verbo encarnado, morto e ressuscitado, que salva a humanidade e oferece vida nova.
Não é apenas uma “mensagem”, mas o núcleo do Evangelho que suscita a fé inicial, a conversão e a adesão confiante a Cristo.
O querigma cristocêntrico contém, em síntese, o mistério pascal de Jesus:
1- Ele é o Filho de Deus, tornado homem;
2- Morreu por nós na cruz;
3- Ressuscitou e vive.
É o que o Papa Francisco resume em: “Jesus Cristo ama‑te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar”.
Diz‑se “cristocêntrico” porque Jesus Cristo é o centro e o conteúdo da mensagem, não um elemento entre outros.
Tudo gira em torno d’Ele: a Bíblia é lida como testemunho de Cristo; a catequese começa por apresentar Jesus, não por regras ou doutrinas abstratas; a missão da Igreja é, antes de tudo, anunciar Jesus.
O que distingue o querigma de outros anúncios (ensinamentos, moral, doutrina) é que ele: é o primeiro passo que suscita a fé e a conversão; é a base sobre a qual se constrói toda a catequese, a liturgia e a vida moral.
O Concílio afirma que Jesus é o “Verbo encarnado”, plenitude da revelação de Deus, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens.
O Concílio Vaticano II (1962–1965) foi um grande Concílio Ecumênico da Igreja Católica que procurou renovar a vida da Igreja à luz de Jesus Cristo, tornando‑A mais aberta ao mundo moderno.
Ele não mudou o núcleo da fé, mas reformulou formas de expressá‑la, destacando a Bíblia, a participação do povo e a missão da Igreja na história.
O Vaticano II foi convocado pelo Papa João XXIII e continuado pelo Papa Paulo VI, reunindo bispos de todo o mundo para discutir a Igreja, a liturgia, a Bíblia, a missão e a relação com o mundo contemporâneo. Seus principais documentos são quatro “constituições”:
Lumen gentium (sobre a Igreja);
Dei Verbum (sobre a Palavra de Deus);
Sacrosanctum Concilium (sobre a liturgia);
Gaudium et spes (sobre a Igreja no mundo moderno).
Os documentos conciliares colocam Jesus Cristo como centro de toda a teologia: Ele é o Verbo encarnado, plenitude da revelação, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens.
A Constituição Lumen gentium, por exemplo, afirma que “a cabeça deste corpo é Cristo” e que a Igreja é corpo místico d’Ele, unido ao seu mistério de morte e ressurreição.
O Vaticano II promoveu a participação ativa do povo na Missa (por exemplo, uso da língua vernácula, rotação dos textos bíblicos nas leituras e maior compreensão dos gestos), tornando a celebração mais algo em que se “vive” e não apenas se “assiste”.
Também reforçou a vocação de todos os batizados (sacerdócio comum), a importância da Bíblia na vida da Igreja e a chamada à missão a todo o mundo, com preocupação especial pela dignidade humana e pela paz.
O Concílio resgatou a centralidade da Palavra de Deus, mostrando que a Bíblia não é apenas um livro antigo, mas o testemunho de Jesus Cristo, Verbo eterno de Deus feito homem.
Numa catequese em Gurupá, isso se traduz em: ler a Bíblia com os olhos voltados para Cristo; escutar a Palavra na missa e na vida comunitária como encontro com Ele, não como “aula” fria.
O querigma cristocêntrico (o anúncio simples e central de Jesus Cristo) renova a vida eclesial porque coloca o encontro pessoal com Cristo no centro de tudo: evangelização, catequese, comunidade e missão.
Quando a Igreja volta a proclamar, com força, que “Jesus morreu, ressuscitou e oferece vida nova”, isso muda não só a mente das pessoas, mas também a forma como a comunidade vive sua fé.
O Concílio Vaticano II (1962-1965) enfatiza Jesus Cristo como centro da revelação divina e da Igreja, apresentando-O como Verbo encarnado, mediador e plenitude da verdade salvífica.
Seus documentos dogmáticos destacam Cristo como revelador do Pai, Cabeça da Igreja e instrumento de redenção universal.
Revelação em Cristo:
Ele fala as palavras de Deus e consuma a salvação, libertando-nos do pecado para a vida eterna.
Cristo e a Igreja:
A Igreja, seu instrumento visível, participa de Seu sacerdócio único, crescendo pelo poder do Espírito até a consumação final.
Encarnação e Dignidade Humana:
Assim, Cristo é chave, foco e meta da história humana.
O Catecismo da Igreja Católica ensina que confessar “Jesus é o Senhor” é o coração da fé cristã:
Ele é o mediador único entre Deus e os homens, o consubstancial ao Pai e a fonte da reconciliação com Deus.
Para nos católicos, ler a Bíblia, rezar, participar da missa e viver a moral cristã só faz sentido se conduzir ao encontro pessoal e comunitário com Cristo.
O saudoso Papa Francisco, falando da centralidade de Jesus, diz que a atitude do cristão é reconhecê‑Lo no centro dos pensamentos, palavras e obras, para que tudo seja “pensamento de Cristo, obra de Cristo, palavra de Cristo”.
GILVANDRO TORRES


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