3/07/2026

31 de março de 1964: O relógio da democracia parou. O que foi anunciado como uma "intervenção" temporária, para conter crises e o fantasma da Guerra Fria, revelou-se um hiato de duas décadas na liberdade brasileira. Tanques nas ruas e o fim do governo João Goulart inauguraram um capítulo de silêncio forçado, censura implacável e autoridade absoluta. Por 21 longos anos, o comando do país trocou de farda, mas nunca de punho. Generais sucederam generais em um tabuleiro moldado pela "exceção institucional". Sob a justificativa de proteger a nação contra ameaças externas e instabilidades internas, o regime redefiniu a cidadania, impondo controle rígido sobre o pensamento e a política. Foram 7.665 dias de espera até que a luz da redemocratização voltasse a brilhar, em 1985. Uma jornada complexa, que deixou marcas profundas na nossa identidade nacional e nas instituições. Conhecer esse passado não é só revisitar datas de livros; é compreender o preço da liberdade, para garantir que a voz livre nunca mais seja silenciada em solo brasileiro.











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