3/08/2026

O Grêmio Recreativo Beneficente Jurunense Rancho Não Posso Me Amofiná é uma escola de samba de Belém do Pará, sendo uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade.

O Grêmio Recreativo Jurunense Rancho Não Posso Me Amofiná, fundado em 31 de janeiro de 1934 no bairro do Jurunas, é a escola de samba mais antiga de Belém e do Pará. 

Conhecida como a "escola do velho Manito", é uma agremiação tradicional (azul, amarelo e vermelho) com mais de 90 anos de história e títulos.




























A escola foi fundada pelo sambista paraense Raimundo Manito, que morou alguns anos no Rio de Janeiro, e era militante político do Velho PCB.

Por conta disso, membros da escola afirmam que a agremiação sofreu perseguições, sendo prejudicadas em alguns concursos, como por exemplo, o Carnaval de 1946, quando apresentou o enredo "Exaltação aos expedicionários Brasileiros”, dentro do regulamento estipulado, e acabou sendo derrotada pela Escola Mista do Umarizal. Já teve como seu cantor Dominguinhos do Estácio.

Em 2002, homenageando a cantora e compositora paraense Fafá de Belém com o enredo "A Estrela do Norte em Fá Maior", sagrou-se campeã do carnaval com um desfile luxuoso.

Em 2003, homenageou o empresário, jornalista e fundador do Grupo Liberal, Romulo Maiorana, com o enredo "Rômulo Maiorana - O Gigante em Off-set".

Em 2004, ano em que a escola completava 70 anos de fundação, foi para a avenida com o enredo "O Imperador da Alegria no Berço do Samba".

Em 2005, homenageou o Centenário de fundação do Clube do Remo, com o enredo "Das Águas do Guajará às terras do Pará: Clube do Remo, 100 anos de tradição e glórias!", sagrando-se campeã do carnaval.

Em 2007, contando a história da chegada da manga ao Pará, o Rancho conquistou seu 26º título oficial.

Em 2008, homenageando a cidade de Igarapé-miri, sagrou-se bi-campeã consecutiva do Carnaval de Belém.

Comemorando 75 anos de existência em 2009, a escola apresentou sua própria história como enredo.

Em 2010, contou a história do Hangar na avenida.

Por divergências com a liga, ausentou-se dos desfiles oficiais em 2011

Retornou ao Carnaval em 2012, reeditando o enredo do carnaval de 1979, "Tempo de Criança", onde foi mais uma vez campeã do carnaval.

Em 2013, foi para a avenida com o enredo "Sangue de Minh'Alma", onde foi bi-campeã consecutiva.

Em 2014, homenageou o centenário de fundação do Paysandu Sport Club, com o enredo "Da paixão secular ao ícone bicolor, um marco a celebrar, em uníssono uma história a perpetuar!", se tornando tri-campeã consecutiva do Carnaval.

Em 2015, homenageou mais um centenário clube de Belém, a Assembléia Paraense, com o enredo "AP, Saga 5 Estrelas, Bordada a ouro pelo tempo", tornando-se tetra-campeã consecutiva do Carnaval.

Em 2016, reeditou o enredo "A Dança das Folhas na Cidade das Mangueiras" de 1982, em comemoração ao 4° Centenário de Belém.

Em 2018, após o ano de 2017 ficar sem desfiles oficiais por conta de problemas na estrutura do Sambódromo, o Rancho levou para a avenida Marechal Hermes, local do desfile de 2018, o enredo "Seis cores por um mundo melhor, celebração ao orgulho de ser diferente, não desigual", se tornando a primeira escola de samba do grupo especial de Belém a levar em seu enredo o tema LGBT, se tornando campeã do Carnaval mais uma vez.

Em 2019, homenageou a cidade de Barcarena, com o enredo "Made in Barcarena - Eu canto o encanto do teu universo", se tornando novamente bi-campeã consecutiva do carnaval.

Em 2020, homenageou a cidade de Abaetetuba, com o enredo "As margens do Maratauíra encontrei a terra dos homens fortes e valentes", ficando na 4ª colocação.

Em 2021 e 2022, os desfiles foram cancelados por conta da Pandemia de COVID-19.

Para 2023, a escola trouxe para a avenida o enredo "A ilha das maravilhas e o mundo perdido dos marajós: o arquipélago que encanta!", sendo a 3ª escola a desfilar da 1ª noite de desfiles do Carnaval de Belém, no dia 11 de fevereiro de 2023.

Em 2025, a escola trouxe o enredo "A história do mascate amazônico que se tornou o midas do norte", homenageando o empresário Oscar Rodrigues.

Com esse desfile, a agremiação fechou em 6° lugar e sofreu o seu primeiro rebaixamento para o Grupo de Acesso 1 em toda a sua história.

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