Gurupá desempenhou papel crucial na resistência portuguesa contra os holandeses na Amazônia, servindo como ponto estratégico na margem direita do Amazonas, na foz do Xingu, onde os invasores haviam erguido o Forte Tucujus ou Mariocái no início do século XVII.
Em 1623, Bento Maciel Parente, apoiado por Pedro Teixeira e Luís Aranha de Vasconcelos, conquistou o forte holandês, destruindo-o e reconstruindo-o como Forte de Santo Antônio de Gurupá, marcando a expulsão inicial dos neerlandeses e o nascimento do povoado.
Ações Defensivas
A guarnição de Gurupá interceptou reforços holandeses em 1623, afundando um navio comandado por um capitão inglês e capturando ou matando sobreviventes, incluindo indígenas aliados aos invasores. Posteriormente, resistiu a ataques em 1629 (ingleses) e 1639 (holandeses), atuando como sentinela para proteger rotas fluviais amazônicas contra novas incursões estrangeiras.
Legado Estratégico
Como base avançada, Gurupá facilitou a consolidação portuguesa na região, pavimentando a pacificação até 1647 e integrando-se à rede de defesa que culminou na expulsão definitiva holandesa da América portuguesa. Seu forte, tombado pelo IPHAN, simboliza essa bravura local na história amazônica.
GILVANDRO TORRES
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