A frase do saudoso Papa Francisco é um chamado corajoso para romper com uma fé acomodada e autorreferente, que se protege em estruturas e certezas, mas perde o pulsar da vida real.
Ela nos empurra para uma Igreja em saída, que não teme se sujar com a dor do povo, que não se escandaliza com as feridas da humanidade, mas as assume como lugar sagrado de encontro com Deus.
Ser uma Igreja “enlameada” é aceitar o risco do amor concreto, é descer das seguranças institucionais e caminhar com os pobres, os invisibilizados e os descartados.
É nesse chão imperfeito, marcado por lágrimas e esperança, que o Evangelho se torna carne viva, não como teoria distante, mas como libertação que nasce do compromisso, da justiça e da compaixão ativa.

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