12/22/2024

 


DATAS HISTÓRICAS DE GURUPÁ

1631- A carta Régia de 19 de fevereiro de 1631 determinou que Manoel Guedes Aranha reconstruísse a fortaleza. 

1631- Chega o padre Luiz Figueira em Gurupá, este missionário era muito querido pelos indígenas, apesar da promessa de voltar da Europa trazendo mais missionários, seu navio naufragou perto da ilha do Marajó, impedindo que cumprisse sua promessa de voltar a Gurupá. 

1636- Capitão Mor da Fortaleza era Valente Pedro da costa. 

1637- Pedro Teixeira com 45 canoas e 900 homens.

1639- A Freguesia de Santo Antonio de Gurupá foi elevado vila Gurupá. 

1651- Antonio Raposo Tavares o bandeirante que vinha de São Paulo em busca de ouro e escravos no final de sua famosa viagem de ida e volta de 11.000km até os Andes, Gurupá era um ponto intermediário para incursões conduzidas rio acima e rio abaixo onde escravizavam os INDIGENAS. 



1652- A Coroa Portuguesa permitiu que os jesuítas estabelecessem uma missão na Capitania de Gurupá.

1655- Dois jesuítas Missionários chegaram a Gurupá, encontrando hostilidades com os colonos que não admitiam a interferência dos Missionários na questão com os INDÍGENAS que eram escravos. 

1655- O Superior dos Jesuítas Padre Antonio Vieira esteve em Gurupá, nesta ano o cargo de Capitão de Gurupá era Manoel Fernandes Pereira 

1656- Ficou estabelecido a Missão São Pedro, próximo ao forte, eclodiu uma revolta dos índios que foi domada com ajuda de Paulo Martins Garro, que assumiria o Comando do Forte depois de matar vários INDIGENAS.

1658- O Capitão Mor de Gurupá era Paulo Martins Garro, que organizou uma  expedição até o rio Tocantins, sendo acompanhado por um missionário, 45 soldados portugueses, 450 nativos, consegui escravizar mais de mil índios Inheyguaras e Potyguaras. 

1659- A Câmara de Belém apresentou à Coroa Portuguesa uma representação formal contra a jurisdição temporal dos Jesuítas nas aldeias, que estavam prejudicando os interesses dos colonos. 

1661- Revolta entre colonos e jesuítas expulsam o padre alemão  JoãoFelipe Bettendorff. 

1667 O capitão Mor da fortaleza era João Botelho, cruel e desumano com os indígenas. 

1680- Jesuítas recusaram-se a enviar padres para ministrar à guarnição local do forte e aos residentes de Gurupá, em 1688 o Capitão Mor de Gurupá Manoel Guedes Aranha invadiu uma missão jesuíta e confiscou os nativos, o que forçaram os Jesuítas a desistirem da Missão em Gurupá. 

1691- o Capitão Mor de Gurupá era Manoel Guedes Aranha, que remeteu uma carta ao Rei, queixando-se dos jesuítas que proibiam o trabalho escravo dos indígenas. 

1692- Os Frades Capuchinhos da Piedade de São José, assumiram a responsabilidade pastoral da matriz de Santo Antonio de Gurupá, erguida como a segunda paroquia do estado do Pará, no mesmo ano o Rei Dom Pedro mandou erguer um convento no Carrazedo. 

1692- Foi erguida canonicamente Igreja matriz de Gurupá e se tornando a segunda paroquia de Gurupá.

1692- Dom Pedro mandou erguer um convento em Carrazedo, ainda podia ver as ruinas no ano de 1786, segundo Baena. 

1693- Para evitar disputas de poder entre as ordens religiosas, através da Carta Régia datada no dia 19 de março do mesmo ano, distribuiu atribuições as atividades pastorais em Gurupá, confirmando aos Frades da Piedade as atividades religiosas na localidade. 

1749- Duas epidemias de varíola e rubéola, eliminaram praticamente a presença indígena da cidade e dizimaram a guarnição militar, devido a precariedade na região.

 1763- A vila recebe a visita pastoral do IV Bispo do Pará Dom Frei João de S. José e Queiroz. 

1743- Onaturalista francês Charles de La Condamine visita Gurupá 

1757- O cargo de Capitão Mor de Gurupá foi extinto, por determinação do Governador Manuel Bernardo de Melo e Castro. 

1760- A fortaleza de Santo Antonio estava em ruinas começou a ser reconstruída pelo Major de Engenharia Gaspar João Geraldo Gronfelts, ficando incabada, mesmo tendo mao de obras escrava de 40 INDIGENAS. 

1760- O padre Queiroz o passar a semana santa em Gurupá, observou a falta de alimento na vila e as obras do forte estavam paradas por falta de farinha de mandioca. 

1761- O Comandante Almeida Pereira, fez um relatório detalhado sobre a situação do forte e destacou a presença de 7 peças de artilharia, 377 balas de artilharia, 29 granadas, 13 armas de fogo desmanteladas, 16 baionetas, 5 facas boas e 4 em mau estado. 

1762- O Bispo D. Fr. João de S. José e Queiroz, celebra missa em Gurupá na semana santa. 

1780- O bispo D. Caetano visita Gurupá. 

1783- A Missão de São Pedro, em Gurupá, tinha 86 INDIGENAS e todos servindo o chefe da guarnição, enquanto no Carrazedo agrupava 194 INDIGENAS.

1783- Gurupá havia 393 habitantes, brancos 269 e escravos negros 124, segundo os dados censitários da época. 

1789- Gurupá estava com 442 habitantes, sendo 295 brancos e 147 escravos negros. 

1819- Houve uma epidemia de varíola dizimando a população e Gurupá.

1820- Houve outra epidemia matando muitos indígenas escravos e a população da vila ficaram apenas 160 habitantes. 

1823- Febres violentas, malária, tifo em Gurupá. 

1836- Raimundo Joaquim Pantoja, partindo com o Alfares Francisco Pereira de Brito e soldados da praça de Macapá, chega em Gurupá e se encontram com os Cabanos. 

1836- O Major Francisco Monterozzo comunica em oficio ao Presidente da Província do Pará, Marechal Jorge Rodrigues, que os Cabanos haviam se apossados de Gurupá e Santarém, chegando a vila de Macapá as principais autoridades desses dois municípios paraense.

1836- João Urbano da Fonseca, fundou o Conselho Defensivo de Gurupá, para combater os cabanos na região servindo de ponto de apoio as ações militares.

 1839- Os cabanos atacaram o engenho Cojuba e foram perseguidos pelos soldados que prenderam 13 rebeldes.

1839- O Chefe Cabano Primitivo Correa e seus vinte homens se apresentando ao Alferes Ignacio José Cardoso da Fonseca, solicitando jus a anistia prometida pelas autoridades. 

1842- Epidemias de malária. 

1842- O Principe Alberto de Prussia passa por Gurupá em sua viagem no rio Amazonas. 

1844 – Houve registro de 107 morte de malária a população ficou em 900 habitantes. 

1856- Faleceu D. Celestina Custódia de Aragão, que se dizia proprietária das terras de Gurupá Mirim, a atividade principal de seus descendentes era comercializar escravos, seus herdeiros registraram estas terras perante o Vigário da época apresentando uma Carta de Sesmaria. 

1865- Começa a exportação da borracha, era atividade predominante na área de várzea, anos de prosperidade que levaram o Prefeito da época convidar um arquiteto italiano a projetar e fiscalizar a construção do prédio da prefeitura, que estaria pronta em 1912, mais o prédio não chegou a ser terminado. 

1866- Difundi-se o esquema de trabalho sendo o seringueiro o ultimo elo entre uma vida de semi escravidão, já que a relação patrão e empregador era baseado no aviamento dos barrações regida pelo regulamento dos seringais, parecido com atual situação dos barrancos de extração de ouro, chamados garimpos.

1870- Imigrantes marroquinos, espanhóis e portugueses passam a comercializar em Gurupá e fixar moradia, famílias judias que fugiam da guerra estabeleceram comercio forte mais a relatos de perseguição racial e politica; as primeiras famílias de judeus em Gurupá eram Azulay, Serfaty, Althair e Levy esta ultima migrou para Macapá. 

1885- Elevado à categoria de cidade, através da Lei Provincial n° 1.209 de 11 de novembro de 1885. 

1890- Eleito o Conselho de Intendência nomeado: Francisco Cardoso Barreto da Fonseca Presidente, sendo composto os Vogais:
 Maximiniano Rabelo Mendes, 
Manoel Barreto, 
João Francisco, 
Antonio Cardoso,
Pedro da Silva e Benedito Bragança. 

O ultimo Presidente da Câmara Regime Monárquico foi Alipio Urbano da Fonseca. 

1892- O jornal o Gurupaense passa a ser impresso ate o ano de 1901, cuja primeira edição saiu em 15 de novembro de 1892. 

1892- O Comerciante Pedro Lima que tinha um comercio em Belém, onde comprava e vendia escravos, apresentou perante a Intendência Municipal dizendo ser dono de toda posse “Gurupá mirim que vai do rio macacos até o igarapé Ajajó, originando uma Carta de Sesmaria. 

1909- O jornal correio de Gurupá passa a funcionar como redator chefe Sr. Antônio Madeira. 

1909- Houve um revoltante fato desumano, o Intendente Municipal Flaviano Batista cometeu o regime da palmatoria contra o Sr. Libânio dos Santos, ordenando que estende-se as mãos para o castigo, duas horas depois dessa agressão aportou em Gurupá o Senador Estadual José Porfirio a quem Libânio dos Santos levou a queixa exibindo as mãos ensanguentadas. Fato este que foi publicado no jornal Folha do Norte. 

1910- O auge do ciclo da borracha, a iluminação a gás e feita por poste de ferro trazidos da Inglaterra, a construção da sede da prefeitura, cais do porto com uma escada de mármore é iniciado as obras. 

1912- Anos de abandono e cidade que antes era iluminação pública era a gás, a cidade viveu a decadência dos áureos tempos da extração da borracha, a relatos em livros e pesquisas de Charles Wagley, que a cidade tinha até um coche fúnebre de primeira classe, tão bom quanto os da Santa Casa de Misericórdia de Belém, que o Prefeito havia adquirido. 

1913- As casas de comercio de aviamento faliram 1920- Moradores deixam a cidade e passam a morar na ilha grande de Gurupá, comércios são fechados e casas abandonadas. A população ficou em 300 habitantes. 

O prédio da Prefeitura ficou inacabado, os navios, que antes atracavam quase todos os dias, passavam pelo rio sem parar. 

1926- O Intendente Municipal de Gurupá Rainero Maroja, nomeia Secretario Tessoureiro Sr. Dalcidio Jurandir, que escreve o livro Ribanceira, baseado na vivência em Gurupá. 

1929- O jornalista Remigio Fernandez da folha do norte no dia 31 de março de 1927, rotulou a cidade de:“Gurupá tapera”. 

1929- O Presidente Washington Luis Pereira de Sousa visita Gurupá erguendo um marco para comemorar os fatos heroicos desta praça de guerra em junho de 1929.

1930-Gurupá incorpora as terras de Porto de Moz, perdendo posteriormente. 

1937- Ultimo Juiz de Direito na Comarca de Gurupá foi Dr. Álvaro de Magalhaes Costa e o Adjunto de Promotor era Domingos Sanches da Silva. 

1939- Faleceu Cleto Barreto da Fonseca, Tabelião sendo substituído por Antermogeno da Fonseca, conhecido por “ Caito Fonseca”. 

1943 – Com a segunda guerra mundial o preço da borracha aumentou o preço. 

1943- Instalado a SESP( serviço especial de saúde pública), seus últimos enfermeiros foram: Raimundo Ribeiro Dias,Valdemar Lopes da Cruz e Maria Alves.

1946- A sra. Odete Fonseca Pereira, funcionária da SESP, ajudou a fundar a igreja evangélica Assembleia de Deus em Gurupá. 

1948- Muitos gurupaenses e nordestinos voltam para o município, para extração da borracha. 

1949- existência de três cemitérios na cidade denominados: São Benedito, Santo Antonio, São Sebastião e dos Judeus.

FONTE E PESQUISA: GILVANDRO TORRES



FOTO: GILVANDRO TORRES

 Os rastros da exploração ilegal no município de Gurupá, causou destruição dos seringais na ilha grande de Gurupá. 

A consequência foi avassaladora dos latifundiários onde os posseiros extraiam madeira e palmito sem consciência ambiental. 

O povo ribeirinho tomou conhecimento dos seus direitos ao se organizarem e perceberem que a mata em pé dá mais lucro do que derrubada. 

A ilha grande de Gurupá tem um grande tesouro em sua floresta, uma região caracterizada pela vazão constante dos rios, ou seja, pela entrada e saída de água das marés fluviais. 

Uma floresta predominada de palmeiras como açaizeiros e buriti, sendo aproveitadas desde as folhas até a semente. 

Varias espécies, arvores de grande valor madeireiro como Sumaúma, Ucuuba, Andiroba, Virola e Macacaúba, ribeirinhos moram na zona rural as proximidades dos rios e sobrevive da pesca artesanal, caça e extrativismo.

Esta vivência ribeirinha transformada em poesia tem como objetivo conhecer e compreender o povo amazônico.

AUTOR: GILVANDRO TORRES

 

RECORDAÇÕES DE MINHA AVÓ PALMIRA TORRES




.......As casas eram de taipa, com assoalhos de paxiuba, muitas eram de palha, a agua era do amazonas, as mulheres lavavam roupa na beira do rio, algumas casa da segunda rua eram um espécie de barracão sem divisórias, parede de palha. As casas da primeira rua eram pintadas de branco, existia a casa Borralho, forte comerciante, que no dia da sexta feria santa distribuía alimentos e benções.....

 ...Imigrantes marroquinos judeus estabeleceram comercio e até dois integrantes dessas famílias foram intendentes municipal. 

No rio jupati tive os melhores anos da riqueza da borracha, nosso comercio era grande, tínhamos fregueses e no estilo aviamento conhecido na região, por atracar no nosso porto, muitos barcos grandes com mercadoria sendo fregueses J. Fonseca. 

Ao compramos terras do português Tito Bastos, a politica sempre esteve no nosso dia a dia, sempre de oposição ao baratismo, até o próprio intendente em suas visitas no interior do estado passou pelo rio Mararú, onde fez uma parada na casa comerciante português Tito Basto, depois do almoço chamou nossa família e pegou no colo meu filho Adauto Torres, depois desse momento e alguns minutos reservados na sala com Santino Torres, passamos a ser aliados, sendo seu avó candidato a vereador junto com o comerciante Antônio Nogueira, ambos ficaram com a suplência. 

No ano de 1972 seu avó Santino Torres, foi eleito Vice Prefeito de Gurupá, elegendo seu pai “ Vavá Torres”, Vereador, mais não ganhavam salário. Sua tia Dulcicleia Torres se destacava como Secretaria Geral da Prefeitura de Gurupá. 

Compramos uma casa na cidade e no rio Mararú construímos uma casa de três andares, com comercio forte, denominamos “CASA TORRES”, fazíamos aviamento na região, problemas de saúde fizeram a família comprar uma casa na capital com ajuda do José Rebelo, a morte da sua tia Dulcicleia Torres foi um grande baque, que nunca nos recuperamos, em 1979, seu avó Santino Torres faleceria seis anos depois.

Gurupá só resta saudade, o rio amazonas é lindo visto daquele forte, as ruas de terra batida se enchem em dezembro com festa.....saudades de Gurupá’’. (depoimento da minha avó Palmira Diamantino Torres- 2003)

AUTOR: GILVANDRO TORRES

 

FATOS E ACONTECIMENTOS EM GURUPÁ




1888- 
As eleições foram disputadas pelo PMDB e PT, tendo como representante do PT, o trabalhador rural morador do rio Moju Moacir Alho, e como Vice Prefeito Manoel Pantoja da Costa; o PMDB apresentou os candidatos a Professora Esmeraldina Nunes dos Santos e o Comerciante Liberato César Borralho, que saíram vencedores desta eleição. 

Os Vereadores eleitos foram: 
Hamilton Rodrigues da Silva, 
Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, 
Manoel Pedro dos Santos Marques, 
Ivanete dos Santos Melo, 
Wilson Jacob Benathar, 
Manoel do Carmo de Jesus Pena, 
Raimundo Nogueira, 
Antônio Santana Alves Alho, 
Rosalina Barbosa Serrão. 

1990- Promulgada a Lei Orgânica Municipal de Gurupá no dia 5 de abril.

1992- 

Os candidatos da coligação PMDB, PDS eram o Engenheiro Sergio Lima para Prefeito e para Vice Prefeito Edison Palheta Teixeira, os candidatos do PT eram o Agricultor Moacir Alho para Prefeito e para Vice Prefeito Edson Lima da Costa, se elegeram com muitos votos da zona rural de Gurupá. 

 Os Vereadores eleitos foram:
 Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, 
Hamilton Rodrigues da Silva, 
Benedito Coimbra Palheta, 
Luiz Gonzaga de Almeida,
 Antônio Santana Alves Alho, 
Raimundo Nogueira, 
Josiel Pantoja de Souza, 
Max José Campos Alves, 
Osmar Sanches Ferreira. 

A lei municipal 779/94 criou o Conselho Tutelar em Gurupá. 1994- 

1995- O Juiz de direito da comarca de Gurupá era Dr. Claudio Rendeiro 

1995- Os Vereadores Josiel Pantoja( Alonso) se desligou do PT, que se licenciou por 90 dias, o suplente Manoel Evangelista Palheta assumi o cargo, Max Campos que era Presidente da Câmara e assumia a prefeitura interinamente quando o Prefeito se ausentava do município, se desligou do PT e filiou-se ao PPB, posteriormente ao PSDB. 

1996- 
As convenções partidárias agitaram a cidade, entre a coligação e o PT, O PMDB lançou candidato a Prefeito a Professora Benedita Cecilia Palheta e a Vice Prefeito a Professora Nair Lima dos Santos, o PT lançou o ex. Vereador Manoel do Carmo de Jesus Pena e para Vice Prefeito Maria de Fátima Calado. 

A coligação que tinha como candidata Benedita Cecilia Palheta vence pela diferença de 214 votos

Os Vereadores eleitos foram: 

Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, 
Hamilton Rodrigues da Silva, 
Benedito Coimbra Palheta, 
Luiz Gonzaga de Almeida, 
Manoel Evangelista Palheta, 
Antônio Adalto Nunes dos Santos, 
Nivaldo dos santos Nascimento,
 Francisco Diamantino Pessoa, 
Benedito Monteiro de Oliveira. 

1997- Instala-se em Gurupá os projetos da FASE( federação de órgãos para assistência social), capacitando a comunidade e organizando, preparando um novo ciclo histórico no município. 

1998- com a Lei Municipal 759/92 alterada pela lei 779/94 de 30 de dezembro de 1994, teve a primeira eleição para Conselheiro Tutelar em 1998. 

2000- O PT sai vencedor pela diferença de 131 votos, o ex. Vereador Raimundo Nogueira é eleito Prefeito tendo como Vice Prefeito Manoel Evangelista Palheta, com a votação histórica de 3.345 votos, a candidata da coligação teve 3.214 votos, 45 votos em branco, 300 votos nulos, abstenções 1.46, compareceu 6.904 eleitores. 

Os Vereadores eleitos foram: 

Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, 
Benedito Ferreira de Andrade, 
Benedito Coimbra Palheta, 
Benedito Sanches da Silva, 
Luís Gonzaga de Almeida, 
Antônio Adalto Nunes dos Santos, 
Benedito Monteiro de Oliveira, 
Nivaldo dos Santos Nascimento,
Rosalina Pombo de Almeida.

2003- Inaugurado o prédio sede da Câmara Municipal de Gurupá, homenageando o ex. Prefeito e Vereador Jorge Palheta de Souza, nascido no rio Baquia, no ano de 1909, casou-se com Alice Coimbra Palheta, foi filiado no PST, PSP, ARENA, foi em vida uma pessoa exemplar, pai da ex. Prefeita Cecilia Palheta. Jorge Palheta faleceu no dia 04 de dezembro de 2003 aos 94 anos de idade na cidade de Gurupá. 

2004- As convenções dos partidos políticos, apresentam a reeleição do Prefeito Raimundo Nogueira pelo PT, novamente como o Vice Prefeito Manoel Evangelista Palheta, a coligação apresentou a ex. Prefeita Esmeraldina Nunes, tendo como candidato a Vice Prefeito o ex. Vereador Max Campos. - Raimundo Nogueira foi reeleito Prefeito com 5.023 votos, a candidata da coligação teve 3.833,os votos nulos foram 348, votos em branco 48, as abstenções foram de 1.606 pessoas, compareceu 9.252 eleitores. 

Vereadores eleitos foram: 
Waldir Fernandes, 
Benedito Monteiro de Oliveira, 
Antônio Adalto Nunes dos Santos, 
Francisco Diamantino Pessoa, 
Nivaldo dos Santos Nascimento, 
Glal Fernandes Saboia, 
Benedito Ferreira de Andrade, 
Benedito Torres Amorim, 
Francisco Aderbal Pereira Góes.

 2005- Criado a reserva extrativista Itatupá Baquia no dia 14/06/2005, com 64..735 hectares  dividido em sete comunidade. 

2006- Criado a reserva extrativista Gurupá- Melgaço por decreto presidencial n° 145/06, tendo 70% das terras Gurupaense e 30% pertencente à Melgaço, com uma área 145.297.54 hectares 

 Criada a Lei n° 958/07 no dia 189 de janeiro de 2007, que dispõe sobre a permissão e regulamentação transporte individual de passageiros em motocicleta de aluguel. 

2008- Os candidatos a Prefeitos foram o Ex Prefeito Moacir Alho e o ex. Vereador e Secretário Municipal de Educação Antônio Santana Alves Alho pelo PT, a coligação apresentou o empresário Sergio Lima e o comerciante Libe. - Moacir Alho venceu as eleições com 6.518 votos, Sergio Lima teve 4.161 votos, as abstenções foram 1.695, votos nulos foram 407, e brancos 44. 

Os Vereadores eleitos foram:
Max Campos, 
Iracilda Alho, 
Francisco Diamantino Pessoa, 
Marlon Santos, 
Benedito Monteiro de Oliveira,
João Silva de Souza, 
Antônio Adalto Nunes dos Santos, 
Waldir Fernandes, 
Manoel Lúcio Palheta. 

2012-

As eleições municipais pela primeira vez contou com três candidatos a Prefeito - As convenções agitaram o cenário politico na antiga sede Night Club de propriedade da família Santos apresentou para Prefeito o Professor Marcio Sherlo o PRTB e Comerciante Welington Santos para Vice, na sede do clube as mães o PSDB apresentou o ex. Vereador Max Campos para Prefeito para Vice o Comerciante João Batista, na sede da Câmara Municipal foi apresentado os candidatos do PT a Prefeito Raimundo Nogueira, que na época era Presidente do PT municipal e para Vice o Ex Secretário de Agricultura e ex. Presidente STTR Mané Chico, o pleito eleitoral foi intenso e o PT venceria com Raimundo Nogueira que estaria a frente do Legislativo Municipal pela terceira vez, entrando na historia politica do município com três mandatos de Vereador, três mandatos de Prefeito. - Raimundo Nogueira ( PT) obteve 6.505 votos, Max Campos ( PSDB teve 5.037, e Sherlo ( PRTB) com 1.324 votos, houve 35 votos brancos, 381 votos nulos, abstenções de 2.425 , compareceram 13.282 eleitores. 

Os Vereadores eleitos foram: 
João Silva de Souza, 
Iracilda Alho, 
Nivaldo dos Santos Nascimento,
Neucinei Fernandes, 
Waldir Fernandes, 
Benedito Monteiro de Oliveira, 
Rosivaldo dos Santos, 
Orivaldo Gonçalves dos Santos, 
Manoel José Brito dos Santos, 
Benedito Antônio Freitas Marques,
Roselio Pureza da Silva.

 2013- Inaugurado a primeira agencia bancaria do Banco do Brasil, tendo o primeiro cliente o Comerciante Carlos Maradei( Carlinhos Michelin). - 

 2015-Morre o Ex- Prefeito de Gurupá Jose Vicente de Paula Melo em Anapolis-GO.

fonte: GILVANDRO TORRES

 

PRESENÇA DE JUDEUS EM GURUPÁ NO SECULO XIX.




A presença judaica na Amazônia tem registro no ano de 1810, século XIX, intensa imigração de judeus provenientes de Marrocos, alguns Portugueses, que deixaram seu país para exercer atividades comerciais, construindo famílias e ate acumulando o suficiente para trazer suas famílias, até um cemitério de judeu na cidade, situado no setor Nossa Senhora das Graças, e descendentes da famílias Benathar e Benaion.

 Alguns se estabeleceram na zona rural de Gurupá, se adaptando ao cenário do ribeirinho, onde era feito um sistema de aviamento, participando da historia econômica e politica de Gurupá. 

A queda do preço da borracha foi um fato negativo, reduzindo moradores a 300 pessoas, e comerciantes estabelecidos tanto na zona rural quanto na zona urbana fecharam suas portas, a família Castiel muda-se para o estado de Roraima. 

A geração pioneira veio com um desafio, foram para o interior como comerciantes, vendedores, caixeiros viajantes, buscando oportunidades em Gurupá estabeleceram famílias Azulay, Serfaty, Althar e Levy.

Muitas acham que os judeus se estabeleceram na Amazônia, pela valorização da borracha, mais sim essa imigração ocorreu pelas históricas perseguições religiosas, sabemos que o judeu marroquino José Benjó no ano de 1823, teve licença concedida para se estabelecer na cidade de Belém, para fins comerciais.

Foi com o inicio da segunda guerra mundial em 1939 e inicio do segundo ciclo de borracha, muitos judeus buscaram seringais na Amazônia, as gerações se destacaram na politica como a família Benathar e Castiel, economicamente se tornaram comerciantes de grande valor. 

Acredito que os judeus daquela época não esqueceram suas tradições hebraicas, como o almoço do Shabat, a benção do pão que chamavam Hamossí, quando os pedaços são distribuídos pelo oficiante, tocados no sal e jogados aos pratos das pessoas presentes. 

O pacto com Abrahão, através do nascimento de uma criança a família, através da Berit Milá. 

É interessante as famílias marroquinas tinham muitos filhos, costumavam dar nomes dos avós assim perpetuando e homenageando em vida, além dos tradicionais nomes bíblicos. 

Procurei citar essas tradições de um povo que colaborou muito na historia de Gurupá, para que as gerações não esqueçam que aqui estiveram famílias grandes de um pais distante, de costumes e religiões diferentes e precisamos respeitar sua historia. 

Transmiti-la para novas gerações compreenderem a essência dos valores que ainda estão presente em descendentes que aqui permanecem nesta cidade.

Em relatos do pesquisador Charles Wagley, consegui farta documentação e descreveu costumes dos últimos hebreus como D. Alegria mae de Rafael Castiel, que preservava o cemitério dos judeus limpando três vezes ao ano, ainda preservava a alimentação é não comiam peixe de pele, nem peixe e carne no mesmo prato, não cozinha nos sábados. 

Haviam 14 negociantes em Gurupá no ano de 1889, judeus Abrahan, Bensabeth, Abraham Azulay, Jacinto Aben Athar, Marcos Aben Athar, Moyses Levy.


FONTE: GILVANDRO TORRES

 

HISTÓRIAS DE SÃO BENEDITO DE GURUPÁ.




Dona Felicia, faleceu com 103 anos de idade, genitora de José Libanio de Souza Pará( Zeca Pará), que era Advogado e foi Adjunto de Promotor em Gurupá.

Contava que a imagem de são Benedito todo ano era pintada na capital paraense, a imagem era retirado do altar e levado em canoas a vela, próximo ao mês de dezembro como era de costume.

Segundo a historia, o barco que estava ancorado no porto de Belém, que sairia com destino a Gurupá, quando chegou próximo ao horário de sair um certo senhor moreno com poucas roupas, perguntou se poderiam vender uma passagem para tal destino, com a resposta dos tripulantes positiva, o certo homem calmamente entrou no barco a vela, seriam longos dias até o destino. 

Ao saírem de Belém já ao entardecer, os tripulantes com sono e certo passageiro perguntou se quisessem dormir, que ele conhecia a rota e sabia pilotar o barco, todos ao concordarem foram dormi. 

Quando acordaram já de dia, estavam ancorados na frente da cidade de Gurupá, todos ficaram assustados, porque a vigem durava dias. 

O barco estava ancorado na frente da igreja matriz, o zelador da igreja ao fazer a limpeza da igreja ficou surpreso ao ver a imagem de são Benedito no altor, como a mesma estava em Belém para ser restaurada, foi em direção do barco para saber quem havia trazido a imagem e quem colocou no altar, pois a igreja estava fechada e só ele terias as chaves. 

Ao olhar o barco viu os tripulantes no toldo da embarcação e foi indagar a situação, ao conversar com os tripulantes estavam assustados e surpresos por estarão ali, então perceberam que o passageiro era São Benedito, que veio com eles. 

O zelador tocou os sinos e avisou a todos que a imagem de São Benedito tinha chegado, em poucas horas todos estavam na igreja louvando tal fato com milagre.

FONTE: GILVANDRO TORRES- PESQUISA

 

Vila Carrazedo tem vários séculos de história, pois, lá é um de nossos distritos e antigamente foi denominado de Vila de Arapijó, o lugar a ser estudado fica próximo a sede do município de Gurupá a uns 35 quilômetros aproximadamente, é um distrito que faz divisa com o Município de Porto de Moz. 

O Distrito do Carrazedo é um dos principais pontos de referência do Município de Gurupá, sendo sua história um marco importante na história desse município, pois esse lugar já funcionou Cartório, Delegacia e teve até Prefeito. 

Além de possuir uma vasta riqueza arqueológica e natural, que deveria ser mais valorizada pelo poder público, num processo de preservação e exploração turística dessa riqueza. 

A comunidade hoje no geral é constituída por uma escola de grande porte onde funciona o ensino pré-escola, ensino fundamental e ensino médio, além do Projeto Mundiá e o EJA (Educação de Jovens e Adultos), temos também o Centro Comunitário para realização de eventos religiosos e a Capela de São José que destina-se unicamente para os momentos de orações da comunidade. 

A vila conta também com uma filial do STTR de Gurupá, onde os associados pagam suas mensalidades e garantem seus direitos enquanto trabalhadores rurais e é em Carrazedo que encontra-se a diretoria da maior associação de remanescentes de quilombos de Gurupá que é a ARQMG. 

A Vila do Carrazedo já situou-se na Terra Firme, com o nome de povoado de Arapijó em meados do século XVIII. 

Há relatos que na década de 60, as famílias começaram a descer para a margem do Rio Xingu, devido às dificuldades encontradas para a sobrevivência no alto, principalmente pela falta de água, que na época era retirada do rio. 

Isso era feito de modo rudimentar onde as pessoas carregavam a água, subindo uma longa ladeira causando uma extenuante rotina. 

Esse povoado funcionava como uma Sub-Sede do município, onde por muito tempo funcionou o Cartório de registro civil que tinha como Juiz o senhor Vieira e como registradores Laurindo Bastos e José Bastos, sendo depois da morte deste último transferido para a Cidade de Gurupá onde Juiz era o Doutor Cristo. 

No local também havia uma Cadeia Pública, na forma de gaiola e sem cobertura. 

Na época o comissário de polícia era o senhor Manoel Magalhães.

 O antigo Carrazedo tinha duas ruas, onde situaram-se também um Grupo escolar que já tinha o nome de São José, duas Igreja (capela) e um Cemitério chamado pelo nome de São Sebastião, dos quais ainda podemos ver ruínas em decomposição. 

FONTE: VILA CARRAZÊDO – HISTÓRIAS E CONQUISTAS- OZIMAR DA SILVA ALHO- 2016



Produzir os poemas regionais foi uma experiência pessoal muito gratificante, descrever um cotidiano de extrema beleza interiorana, misturado com um olhar poético e sensível as causas sociais. 

Misturando sentimentos e descrevendo nas palavras que se transformavam em um antologia poética baseado em uma história real, tendo como objetivo fazer o leitor se questionar e perceba que proteger o meio ambiente é um dever de todos nos. 

Como artista artesanal, destaca-se os trabalhos o cotidiano do contexto social dos povos do marajó, com produções visuais emergidas das múltiplas experiências, vivências e realidades. 

A literatura entre rios e florestas da imensidão marajoara, onde resistir e quase obrigação.  

És o resultado desse trabalho poético e artísticos com o olhar ribeirinho sobre os rios da esperança no Marajó.







FOTOS: GILVANDRO TORRES- RIO MARARU GURUPÁ-PA