12/22/2024

 


DATAS HISTÓRICAS DE GURUPÁ

1631- A carta Régia de 19 de fevereiro de 1631 determinou que Manoel Guedes Aranha reconstruísse a fortaleza. 

1631- Chega o padre Luiz Figueira em Gurupá, este missionário era muito querido pelos indígenas, apesar da promessa de voltar da Europa trazendo mais missionários, seu navio naufragou perto da ilha do Marajó, impedindo que cumprisse sua promessa de voltar a Gurupá. 

1636- Capitão Mor da Fortaleza era Valente Pedro da costa. 

1637- Pedro Teixeira com 45 canoas e 900 homens.

1639- A Freguesia de Santo Antonio de Gurupá foi elevado vila Gurupá. 

1651- Antonio Raposo Tavares o bandeirante que vinha de São Paulo em busca de ouro e escravos no final de sua famosa viagem de ida e volta de 11.000km até os Andes, Gurupá era um ponto intermediário para incursões conduzidas rio acima e rio abaixo onde escravizavam os INDIGENAS. 



1652- A Coroa Portuguesa permitiu que os jesuítas estabelecessem uma missão na Capitania de Gurupá.

1655- Dois jesuítas Missionários chegaram a Gurupá, encontrando hostilidades com os colonos que não admitiam a interferência dos Missionários na questão com os INDÍGENAS que eram escravos. 

1655- O Superior dos Jesuítas Padre Antonio Vieira esteve em Gurupá, nesta ano o cargo de Capitão de Gurupá era Manoel Fernandes Pereira 

1656- Ficou estabelecido a Missão São Pedro, próximo ao forte, eclodiu uma revolta dos índios que foi domada com ajuda de Paulo Martins Garro, que assumiria o Comando do Forte depois de matar vários INDIGENAS.

1658- O Capitão Mor de Gurupá era Paulo Martins Garro, que organizou uma  expedição até o rio Tocantins, sendo acompanhado por um missionário, 45 soldados portugueses, 450 nativos, consegui escravizar mais de mil índios Inheyguaras e Potyguaras. 

1659- A Câmara de Belém apresentou à Coroa Portuguesa uma representação formal contra a jurisdição temporal dos Jesuítas nas aldeias, que estavam prejudicando os interesses dos colonos. 

1661- Revolta entre colonos e jesuítas expulsam o padre alemão  JoãoFelipe Bettendorff. 

1667 O capitão Mor da fortaleza era João Botelho, cruel e desumano com os indígenas. 

1680- Jesuítas recusaram-se a enviar padres para ministrar à guarnição local do forte e aos residentes de Gurupá, em 1688 o Capitão Mor de Gurupá Manoel Guedes Aranha invadiu uma missão jesuíta e confiscou os nativos, o que forçaram os Jesuítas a desistirem da Missão em Gurupá. 

1691- o Capitão Mor de Gurupá era Manoel Guedes Aranha, que remeteu uma carta ao Rei, queixando-se dos jesuítas que proibiam o trabalho escravo dos indígenas. 

1692- Os Frades Capuchinhos da Piedade de São José, assumiram a responsabilidade pastoral da matriz de Santo Antonio de Gurupá, erguida como a segunda paroquia do estado do Pará, no mesmo ano o Rei Dom Pedro mandou erguer um convento no Carrazedo. 

1692- Foi erguida canonicamente Igreja matriz de Gurupá e se tornando a segunda paroquia de Gurupá.

1692- Dom Pedro mandou erguer um convento em Carrazedo, ainda podia ver as ruinas no ano de 1786, segundo Baena. 

1693- Para evitar disputas de poder entre as ordens religiosas, através da Carta Régia datada no dia 19 de março do mesmo ano, distribuiu atribuições as atividades pastorais em Gurupá, confirmando aos Frades da Piedade as atividades religiosas na localidade. 

1749- Duas epidemias de varíola e rubéola, eliminaram praticamente a presença indígena da cidade e dizimaram a guarnição militar, devido a precariedade na região.

 1763- A vila recebe a visita pastoral do IV Bispo do Pará Dom Frei João de S. José e Queiroz. 

1743- Onaturalista francês Charles de La Condamine visita Gurupá 

1757- O cargo de Capitão Mor de Gurupá foi extinto, por determinação do Governador Manuel Bernardo de Melo e Castro. 

1760- A fortaleza de Santo Antonio estava em ruinas começou a ser reconstruída pelo Major de Engenharia Gaspar João Geraldo Gronfelts, ficando incabada, mesmo tendo mao de obras escrava de 40 INDIGENAS. 

1760- O padre Queiroz o passar a semana santa em Gurupá, observou a falta de alimento na vila e as obras do forte estavam paradas por falta de farinha de mandioca. 

1761- O Comandante Almeida Pereira, fez um relatório detalhado sobre a situação do forte e destacou a presença de 7 peças de artilharia, 377 balas de artilharia, 29 granadas, 13 armas de fogo desmanteladas, 16 baionetas, 5 facas boas e 4 em mau estado. 

1762- O Bispo D. Fr. João de S. José e Queiroz, celebra missa em Gurupá na semana santa. 

1780- O bispo D. Caetano visita Gurupá. 

1783- A Missão de São Pedro, em Gurupá, tinha 86 INDIGENAS e todos servindo o chefe da guarnição, enquanto no Carrazedo agrupava 194 INDIGENAS.

1783- Gurupá havia 393 habitantes, brancos 269 e escravos negros 124, segundo os dados censitários da época. 

1789- Gurupá estava com 442 habitantes, sendo 295 brancos e 147 escravos negros. 

1819- Houve uma epidemia de varíola dizimando a população e Gurupá.

1820- Houve outra epidemia matando muitos indígenas escravos e a população da vila ficaram apenas 160 habitantes. 

1823- Febres violentas, malária, tifo em Gurupá. 

1836- Raimundo Joaquim Pantoja, partindo com o Alfares Francisco Pereira de Brito e soldados da praça de Macapá, chega em Gurupá e se encontram com os Cabanos. 

1836- O Major Francisco Monterozzo comunica em oficio ao Presidente da Província do Pará, Marechal Jorge Rodrigues, que os Cabanos haviam se apossados de Gurupá e Santarém, chegando a vila de Macapá as principais autoridades desses dois municípios paraense.

1836- João Urbano da Fonseca, fundou o Conselho Defensivo de Gurupá, para combater os cabanos na região servindo de ponto de apoio as ações militares.

 1839- Os cabanos atacaram o engenho Cojuba e foram perseguidos pelos soldados que prenderam 13 rebeldes.

1839- O Chefe Cabano Primitivo Correa e seus vinte homens se apresentando ao Alferes Ignacio José Cardoso da Fonseca, solicitando jus a anistia prometida pelas autoridades. 

1842- Epidemias de malária. 

1842- O Principe Alberto de Prussia passa por Gurupá em sua viagem no rio Amazonas. 

1844 – Houve registro de 107 morte de malária a população ficou em 900 habitantes. 

1856- Faleceu D. Celestina Custódia de Aragão, que se dizia proprietária das terras de Gurupá Mirim, a atividade principal de seus descendentes era comercializar escravos, seus herdeiros registraram estas terras perante o Vigário da época apresentando uma Carta de Sesmaria. 

1865- Começa a exportação da borracha, era atividade predominante na área de várzea, anos de prosperidade que levaram o Prefeito da época convidar um arquiteto italiano a projetar e fiscalizar a construção do prédio da prefeitura, que estaria pronta em 1912, mais o prédio não chegou a ser terminado. 

1866- Difundi-se o esquema de trabalho sendo o seringueiro o ultimo elo entre uma vida de semi escravidão, já que a relação patrão e empregador era baseado no aviamento dos barrações regida pelo regulamento dos seringais, parecido com atual situação dos barrancos de extração de ouro, chamados garimpos.

1870- Imigrantes marroquinos, espanhóis e portugueses passam a comercializar em Gurupá e fixar moradia, famílias judias que fugiam da guerra estabeleceram comercio forte mais a relatos de perseguição racial e politica; as primeiras famílias de judeus em Gurupá eram Azulay, Serfaty, Althair e Levy esta ultima migrou para Macapá. 

1885- Elevado à categoria de cidade, através da Lei Provincial n° 1.209 de 11 de novembro de 1885. 

1890- Eleito o Conselho de Intendência nomeado: Francisco Cardoso Barreto da Fonseca Presidente, sendo composto os Vogais:
 Maximiniano Rabelo Mendes, 
Manoel Barreto, 
João Francisco, 
Antonio Cardoso,
Pedro da Silva e Benedito Bragança. 

O ultimo Presidente da Câmara Regime Monárquico foi Alipio Urbano da Fonseca. 

1892- O jornal o Gurupaense passa a ser impresso ate o ano de 1901, cuja primeira edição saiu em 15 de novembro de 1892. 

1892- O Comerciante Pedro Lima que tinha um comercio em Belém, onde comprava e vendia escravos, apresentou perante a Intendência Municipal dizendo ser dono de toda posse “Gurupá mirim que vai do rio macacos até o igarapé Ajajó, originando uma Carta de Sesmaria. 

1909- O jornal correio de Gurupá passa a funcionar como redator chefe Sr. Antônio Madeira. 

1909- Houve um revoltante fato desumano, o Intendente Municipal Flaviano Batista cometeu o regime da palmatoria contra o Sr. Libânio dos Santos, ordenando que estende-se as mãos para o castigo, duas horas depois dessa agressão aportou em Gurupá o Senador Estadual José Porfirio a quem Libânio dos Santos levou a queixa exibindo as mãos ensanguentadas. Fato este que foi publicado no jornal Folha do Norte. 

1910- O auge do ciclo da borracha, a iluminação a gás e feita por poste de ferro trazidos da Inglaterra, a construção da sede da prefeitura, cais do porto com uma escada de mármore é iniciado as obras. 

1912- Anos de abandono e cidade que antes era iluminação pública era a gás, a cidade viveu a decadência dos áureos tempos da extração da borracha, a relatos em livros e pesquisas de Charles Wagley, que a cidade tinha até um coche fúnebre de primeira classe, tão bom quanto os da Santa Casa de Misericórdia de Belém, que o Prefeito havia adquirido. 

1913- As casas de comercio de aviamento faliram 1920- Moradores deixam a cidade e passam a morar na ilha grande de Gurupá, comércios são fechados e casas abandonadas. A população ficou em 300 habitantes. 

O prédio da Prefeitura ficou inacabado, os navios, que antes atracavam quase todos os dias, passavam pelo rio sem parar. 

1926- O Intendente Municipal de Gurupá Rainero Maroja, nomeia Secretario Tessoureiro Sr. Dalcidio Jurandir, que escreve o livro Ribanceira, baseado na vivência em Gurupá. 

1929- O jornalista Remigio Fernandez da folha do norte no dia 31 de março de 1927, rotulou a cidade de:“Gurupá tapera”. 

1929- O Presidente Washington Luis Pereira de Sousa visita Gurupá erguendo um marco para comemorar os fatos heroicos desta praça de guerra em junho de 1929.

1930-Gurupá incorpora as terras de Porto de Moz, perdendo posteriormente. 

1937- Ultimo Juiz de Direito na Comarca de Gurupá foi Dr. Álvaro de Magalhaes Costa e o Adjunto de Promotor era Domingos Sanches da Silva. 

1939- Faleceu Cleto Barreto da Fonseca, Tabelião sendo substituído por Antermogeno da Fonseca, conhecido por “ Caito Fonseca”. 

1943 – Com a segunda guerra mundial o preço da borracha aumentou o preço. 

1943- Instalado a SESP( serviço especial de saúde pública), seus últimos enfermeiros foram: Raimundo Ribeiro Dias,Valdemar Lopes da Cruz e Maria Alves.

1946- A sra. Odete Fonseca Pereira, funcionária da SESP, ajudou a fundar a igreja evangélica Assembleia de Deus em Gurupá. 

1948- Muitos gurupaenses e nordestinos voltam para o município, para extração da borracha. 

1949- existência de três cemitérios na cidade denominados: São Benedito, Santo Antonio, São Sebastião e dos Judeus.

FONTE E PESQUISA: GILVANDRO TORRES

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