12/22/2024

 Biografia de um grande gurupaense

Benedito Monteiro de Oliveira, conhecido pela população “BENÉ GAMA”, nascido no dia 22 de agosto de 1949. Falecendo no dia 06 de dezembro de 2024, filho do Sr. Manoel Reis de Oliveira e da Sra. Benedita Monteiro da Silva, casado com a Sra. Tereza de Souza lobo. Pai bondoso e esposo comprometido com a família.
Foi um homem de hábitos simples e trabalhador identificado com o povo onde carregou em seu perfil uma identidade autentica que foi construída em sua vida publica de 20 anos de legislação, uma história de ética e moral.
Entrando na vida pública nas comunidades eclesial de base, onde foi membro do Conselho Paroquial e Delegado na Assembleia da Prelazia do Xingu, participando do processo de formação e organização das Cebs em Gurupá, participou de varias Semanas catequética e Assembleias da Paróquia Santo Antônio de Gurupá, representando a Comissão de Justiça e Paz e a Pastoral da Terra. Em defesa dos direitos sociais.
Foi membro do Partido dos Trabalhadores em Gurupá desde o ano de 1982. Atuando como Delegado Sindical do rio Moju do STR, participou da tomada do Sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Gurupá em 1986. Foi eleito Presidente do APROSEM, desenvolvendo projetos agroextrativistas no meio rural.
Em Reuniões com os movimentos sociais do município de Gurupá, ouvindo o clamor do povo se candidatou nas eleições municipais de 1996 para o cargo de Vereador Municipal de Gurupá, sendo eleito e reeleito em 2000, 2004, 2008 e 2012. Pelo Partido dos Trabalhadores.
Foi Presidente da Câmara Municipal de Gurupá, teve suas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Município do Estado do Pará.
Realizando um intenso trabalho de base nas comunidades. Com a experiência de cinco mandatos no Parlamento Legislativo Municipal de Gurupá, sua candidatura foi aclamada e homologada pelo povo sendo candidato a Prefeito municipal de Gurupá nas eleições de 2016 e 2020. Pelo Partido dos Trabalhadores.
Continuou seu trabalho comunitário, em defesa do povo, deixando belas lições de humildade, honestidade e amor ao próximo.
Seu legado jamais será esquecido.
Companheiro Bené Gama
PRESENTE!
PRESENTE!
Autor: Gilvandro Torres

 



O VELHO TRAPICHE, NA VERSÃO MARAJOARA

Encantador és tu Marajó, a vida passa devagar, nesta correnteza, com seu tempo tão particular no olhar do barqueiro, cresce e vendo, seus portos imaginários atraca os barcos, com todos os sonhos no porão. Destas pequenas embarcações, calafetadas de zarcão, os trapiches de madeira, à beira do rio com olhar ribeirinho.

Atravessam nas noites de ventos, as redes balançando no convés e a proa desbravando essas águas inquietas do verão amazônico. Deste trapiche, somente a despedida, aqueles que viajam, por esse rio de saudade, tão natural quanto o tempo que passa e nunca para. No trapiche rios que se transformam em rua, um vai e vem de embarcações, cada imagem vira poesia, no cotidiano ribeirinho das ilhas.

As pessoas chegando bem cedinho e os barcos cruzando o rio tão vagaroso, sem pressa, as águas vão cortando sua frente e nem fazem maresias neste imenso rio de sonhos e esperança. Olhando este rio de saudade, vem uma lágrima em meu olhar, sem palavras, uma perda que não sei explicar, nem consigo falar, sua ausência tão grande.  O barco vai atravessar as veias dos seus rios e igarapés, enfrentando os impiedosos invernos desta imensa Amazônia. Que me permite pensar na Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescadores artesanais. Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.

Nas ruas da cidade, contempla-se ouro dos ribeirinho, os açaizais que vencem os inúmeros estirões de rio, que estão em seu caminho, navegando para chegar ao seu destino, onde mora a esperança de cada dia.


AUTOR: GILVANDRO TORRES

 

 Aos 18 anos de idade no ano de 1998 em uma viagem de mais de 24 horas de Belém para Gurupá, de barco, deitado na rede, passando pelas belezas da ilha do Marajó, em Breves e seus rios e estreitos, movimentados de barcos de diferentes calados, vilas e povoados, casas cobertas de palha à beira do rio. 



Uma beleza de estrema grandeza da mata de várzea. às margens do rio amazonas, suas águas amareladas é tão volumosa repleta de canais e palafitas, é uma viagem cansativa pelo fato de você passar muito tempo no barco mais é uma beleza a cada instante em cada cena que podemos ver as belezas interioranas. 

Recordações de Gurupá, meu exílio voluntário quando tinha dezoito anos de idade eu conheci naquele povo a beleza exótica de uma cultura unindo o passado com o presente, minha origem onde jamais neguei e às vezes fico com os olhos cheios de lágrimas, toda vez que me lembro desse tempo que passei lá, toda vez que vejo o mar vem em minha lembrança às embarcações, casas de madeiras sobre palafitas, paisagens naturais e relembro com emoção tudo que vivi logo eu que sempre fui urbano e de repente me vi na zona rural, cercado por uma beleza incomensurável, com pessoas e estilos de vida completamente diferente do meu, foi um tempo de aprendizagem. 

Nas minhas viagens a Gurupá, tenho encontrado no meu povo que é simples e humilde, qualidades que são as maiores riquezas de minha origem cabocla, na ilha grande de Gurupá no rio Mararú convivi com pessoas especiais que valorizam a família e o trabalho. Sempre que visito meus amigos, renovo sempre minhas forças para continuar lutando por dias melhores. 

A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte. 

A alegria não está nas coisas; está em nós ser simples e ser incrível, sou feito de silêncio.

 Não e todo mundo que consegue compreendê-las. 

Sou feito para quem sabe sentir pra quem consegue me decifrar. 

Os ribeirinhos de Gurupá têm um significado especial, poeticamente mergulho nestas águas do rio Mararú, revela-me em cada poesia um pedaço de mim. 

A beleza da região tem cada imagem que vira poesia de harmonia entre o povo e sua majestosa natureza. 

O barco cruza o rio tão vagaroso e sem pressa que as águas cortam sua frente, nessas.

 Águas barrentas do rio amazonas, eu busquei uma reflexão entre um desenvolvimento sem agressão aquele meio ambiente em que vivíamos, é um grande desafio começar a pensar e cuidar de tudo aquilo que é essencial ao povo, plantar, manejar e ter consciência que temos que preservar uma imensidão de verde, matas fechadas e rios, uma divisão com os contrastes de serrarias clandestinas, desmatamento, queimadas e latifundiários improdutivos, isso ofende a biodiversidade, causa impacto ao mundo todo, essa é a consciência que devemos colocar as futuras gerações que a floresta em pé dá mais lucro que derrubada. 

No rio Mararú percebi que os rios e igarapés são as estradas naturais da floresta é de enorme importância na vida dos ribeirinhos, dos rios as pessoas tiram seu sustento e junto aos rios encontram-se as terras férteis da várzea e nas cheias é inundada. 

Isso fazia parte da vida dos ribeirinhos e além de fertilizar a terra, possibilita a retirada de madeira em lugares de difícil acesso, no meio da mata, estava remando em uma canoa no igarapé admirado com tamanha exuberância da floresta baixa e diversificada e me deparei com santuários intactos da natureza e sobre a sombra da grande árvore rainha da várzea ‘Samauma’’.

 Aos poucos aquela consciência de preservar tudo aquilo estava sendo projetado mentalmente.( diário pessoal Gilvandro Torres)

 

Um Padre alemão em Gurupá




João Felipe Betendorf, após anos de trabalho com os indígenas em Gurupá, os colonos se revoltaram com o jesuíta e a hierarquia religiosa. 

O padre fugiu para a mata com 16indigenas , ficando por vários meses até que a comida acabou ele retornaram para Gurupá, vários moradores tentaram prende-lo, porem o capitão mor era a favor dos padres e protegeu no forte. 

Prendeu os agitadores e mandou enforca-los, antes se confessaram com o padre alemão. 

Enquanto na capital havia rumores do conselho municipal que enviariam um destacamento para prender o padre em Gurupá. 

O capitão mor não podendo intervir nessa situação, um índio tentou defender o padre que acabou morrendo, um africano que pertencia a Antônio de França, defendeu o padre mais acabou se ferindo gravemente. 

Com a prisão do padre pelo destacamento vindo de Belém, a Coroa portuguesa rescindiu o controle dos jesuítas sobre os indigenas, em 1670 o padre Gaspar Misch, visitou Gurupá para retirar um sino que o capitão mor da época tinha levado para a Igreja da fortaleza. 

Esta rivalidade entre colonos e jesuítas se estabeleceu mais de uma década. 

O Capitão mor de Gurupá da época o senhor chamado Manuel Guedes Aranha, invadiu um missão religiosa em 1687 e confiscou os INDIGENAS, em 1692 destruí um obra missionaria do padre João Maria Gorsony . 

Em 1693, foi erigida canônica a matriz de Santo Antônio de Gurupá, sendo a segunda Paróquia de Gurupá. 

Os indígenas  que ali permaneceram sem auxilio dos holandeses que eram seus aliados e agora sem proteção dos jesuítas, ficaram sobre controle escravo dos portugueses, alguns viajantes relatam que sucessivas epidemias de varíola e sarampo eliminaram os indígenas locais.

PESQUISA: GILVANDRO TORRES

 Fonte: Betendorf: 1909 “ crônica da missão dos padres da companhia de jesus no estado do maranhão”. Hemming: 1978 “ red gold: the conquest of brazilian Indians”. Kelly: 1984 “ family, church and crown: a social and demographic history of the lower Xingu river valley and municipality of Gurupá ”;(1623/1889)

 Nada mais natural que uma amizade compartilhada na alegria de momentos admira muito meu povo à beira do rio amazonas, contemplo o pôr-do-sol do forte de santo Antônio, tomar açaí pastoso vindo da ilha grande de Gurupá, comer um peixe assado na folha de bananeira na beira do rio Mararú, isso é tão Paraense, isso e ter orgulho de ser Gurupaense, ter nascido no interior desse estado tão rico culturalmente me sinto tão à vontade, no meio do meu povo ribeirinho, tomar banho no igarapé, me renovo em cada viagem pela ilha grande de Gurupá.








 Poetizar a cidade de Gurupá é escrever um pouco dessa linda historia sabendo que foi no período que precedeu à conquista do Pará, em 1616 pelos portugueses, sabe-se que ingleses e holandeses faziam comércio com os índios que habitavam a foz do Amazonas e, para assegurar seus empreendimentos, construíram pontos fortificados naquele rio. Entre os pontos fortificados, criados pelos holandeses. Achava-se o de Mariocaí, situado à margem direita do rio Amazonas, no lugar onde hoje se encontra a sede municipal. Em 1623, esse forte, foi arrasado por Bento Manuel Parente, que se intitulava, nos documentos oficiais, Capitão-Mor da Capitania do Pará e primeiro descobridor e conquistador de Gurupá e rios do Amazonas, tendo fundado, no mesmo local de Mariocaí, o Forte de Santo Antonio de Gurupá que, pela falta de conservação, acabou em ruínas e, apesar de várias tentativas de reconstruí-lo, as obras não foram concluídas. A freguesia de Santo Antonio de Gurupá foi criada em 1639, e mantida por uma lei, de 5 de outubro de 1827 e sabe-se que, em 1639, Gurupá já era Vila, Registrando-se que nada consta da Vila de Gurupá, senão na segunda metade do século XVIII. Com a Lei nº 1.209, de 11 de novembro de 1885, as Vilas de Cintra e Gurupá foram elevadas à condição de cidade. O Decreto nº 6, de 4 de novembro de 1930, apesar de não mencionar Gurupá em seu artigo nº 2, diz que foi acrescido do município de Porto de Moz, que havia sido extinto. Já no Decreto nº 72, de 27 de dezembro de 1930, figura na relação dos Municípios ainda constituída dessa área. Na divisão estipulada para o período de 1944-1948, através do Decreto nº 4505, de 30 de dezembro de 1943, era composto de três distritos: Gurupá, Carrazedo e Itatupã, situação que permanece até hoje. Segundo Theodoro Braga, a origem do nome Gurupá é indígena, que significa “porto de canoas”.





 Intocável pintura rios que viram ruas habitantes 

imaginários universo de pescador sonhos ilustrados em redes de pesca barcos encantados num rio sem ruas.

 De baixo da chuva na procissão.

 Do dia de São Bendito nas ruas da cidade Gurupá

Contempla a fé.

As luzes da noite se confundem com minha solidão curando minha ressaca de ilusão.

Gurupá não se silencia cada momento.

Os sinos alertam, para novos tempos..

AUTOR: GILVANDRO TORRES



 

UM POUCO DA HISTORIA DOS QUILOMBOLAS DE GURUPÁ NO JOCOJÓ



Segundo os moradores o povoado de Jocojó, contado desde as primeiras gerações, existe há 332 anos. 

Foi formado por escravos que conseguiram fugir do Gurupá Miri contando com o apoio de seu Antonio que morava no lugar chamado Munituba. 

Este lhes tinha garantido livrá-los das chicotadas que pegavam no Gurupá Miri.

 Aproveitando uma das viagens dos Senhores que comandavam este lugar, o escravo Halípio inventou que iria caçar. 

Na verdade queria pesquisar onde dava pra se esconder. Halípio, depois de muito tempo andado conseguiu chegar em um baixo de terra. 

Vendo que ali era o final da terra firme ideou subir em uma árvore bem alta e olhando para o outro lado do igapó percebeu que lá também tinha terra firme. 

Voltando para Gurupá Miri contou para seus companheiros o que havia descoberto. 

Então se juntaram mais pessoas e inventaram outra caçada. Halípio, que conhecia o caminho, era o guiador da turma. 

Desceram o igapó e andaram até que chegaram na beira do igarapé, o atravessaram e subindo viram que era um lugar onde dava para se esconder. 

Deu certo, pois era neste igarapé que Antonio do Munituba pescava e ele tinha deixado lá um casco. Pegaram a canoa e foram pesquisar onde desembocava o igarapé e vieram olhando até que bem quase próximo do Munituba estava saindo água preta. 

Um belo dia se juntaram Halípio, Antonio Francisco, Plácido, Lucas, Maximino, Páscoa, Domingos Ramos e fugiram vindo definitivamente se esconder nas terras do Jocojó. 

Antonio do Munituba, que havia ficado com muita pena deles pelos sofrimentos que eles lhe contavam, os protegeu e durante muito tempo não disse pra ninguém que tinha escravo escondido naquelas matas. No início os escravos fugitivos trabalhavam na roça do Antonio do Munituba em troca de mercadorias. 

Depois passaram a comercializar com ele o que produziam. 

Sua fuga foi também protegida pelo fato que o Igarapé que eles subiram era tapado isto é, não estava limpo.

FONTE: GILVANDRO TORRES

 

Gurupá, linda cidade do estado do Pará



Dentro do município o transporte é feito por pequenas embarcações que navegam pela bacia hidrográfica da região. 

Por está localizada na região das ilhas, aproximadamente 90% da área do município está enquadrada como região de várzea ou igapó. 

As principais atividades econômicas do município estão concentradas: no pescado por ser abundante, na criação de animais para consumo (galinha, pato, porco, gado), plantações de frutos regionais, comércio, serviços autônomos, funcionalismo público municipal e estadual, além da extração do palmito. 

Há algumas décadas estava voltada para a extração de madeira de lei, sem manejo florestal, na extração do látex (borracha prensada ou defumada). 

Nosso município tem alguns patrimônios culturais, aqueles que serviram para a colonização da cidade e aqueles conhecidos como grandes obras que marcaram a história de Gurupá, como: o forte de Santo Antonio , Igreja de Santo Antonio, Prefeitura Municipal, praça Mariocay e outras construções recentes que fazem parte das entidades.

FONTE: GILVANDRO TORRES

 

UM POUCO DA HISTORIA DOS MARIOCAY EM GURUPÁ, UMA OPINIÃO PESSOAL

O que teria acontecido com os índios que habitavam próximo ao rochedo do forte Mariocay?

 Dizimados, escravizados, o certo que a coroa portuguesa se apoderou das terras Gurupaense, num holocausto escondido nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses. 

A verdadeira vitima da invasão estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os INDIGENAS; Que ocupavam pacificamente essas terras. 

À medida que o forte foi construído aquela sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento de sangue no canal de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da etnia indígena de Gurupá.

Com a colonização portuguesa atraindo comerciantes que transferiam para Portugal em navios de pequeno porte até Belém, as produções agrícolas, hoje os índios que eram chamados Mariocay pelos holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central, o certo que temos uma praça que homenageia esses índios que provavelmente eram da nação tupinambá e a Escola Municipal Mariocay conta em sua história 43 anos de vida construindo saberes e teve sua origem no ano de 1968, ainda no Governo Municipal de José Vicente de Paula Barreto Mello, quando se deu a construção do prédio que deu origem a atual Escola Municipal Mariocay, prédio este que no começo contava com apenas duas salas de aula e dois compartimentos menores entre as mesmas. 

De 1973 a 1982, no prédio em questão funcionarão em épocas distintas os seguintes órgãos:

 BIBLIOTECA MUNICIPAL, COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO E O ORGÃO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, período em que Gurupá foi governado pelos prefeitos: JUVENAL DO VALE TAVARES E JOSÉ VICENTE DE PAULA BARRETO MELLO. 

Em 1983, aconteceu a primeira ampliação e o prédio passou a contar com cinco salas de aula. 

Em 1986, começou a funcionar no prédio da escola a Pré-Escola “PINGUINHO DE GENTE.” 

Em 1987, a Pré-Escola teve como sua primeira coordenadora a senhora LUIZA LOBATO BENATHAR.

No ano de 1993, continuava funcionando a Pré-Escola em regime municipal e aderiu ao ensino de 1º Grau (1ª a 4ª série), em regime de convenio com o Estado (SEDUC), chamado então de INSTITUTO EDUCACIONAL MARIOCAY.

Em 1997, a Pré-Escola foi transferida para outro local, permanecendo somente funcionando o ensino fundamental de 1ª a 4ª série. 

No ano de 2004, a escola desvinculou-se do Estado, passando a atuar somente no regime municipal, com o ensino fundamental de 1ª a 5ª série. 

Jorge Hurley em 1936 no livro “ noções de historia do Brasil ” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi:

umary= frutos da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado. 

E a palavra que deu origem ao nome Gurupá, basear-se que os portugueses chamavam de “Corupá”, porque os indígenas afirmavam que ali era um porto de canoa ou seja origem era Iguaru pába= porto e seria chamado pelos INDIGENAS de igararupá ou seja um porto de muitas canoas. 

Informações precisas de Francisco Adolpho Varnhagem no seu livro historia do Brasil do ano de 1962. 

Os holandeses chamavam de Mariocay o grupo de índios que viviam no local onde atualmente é a cidade de Gurupá, alguns historiadores acreditam que os holandeses fizeram amizade com os INDIGENAS e até comercializavam produtos, podemos descrever que o cotidiano dessa época onde os índios produziam as atuais roças, pesca de tartaruga e seus derivados como o óleo, caça de animais silvestre com a comercialização da pele de onça, em troca os holandeses davam espelhos, roupas e utensílios para agricultura, certamente trouxeram escravos angolanos e ajudavam no trabalho pesado. 

Acredito que deveria ter um trabalho arqueológico de campo, ainda temos muitas informações guardadas neste solo. 

Meu avó Santino Torres, quando era Vice-Prefeito de Gurupá em 1972, ao escavarem a atual praça D. Clemente, em frente da igreja matriz, contava que tinha uma cova onde havia esqueleto e a vestimenta de um oficial, com medalhas e traços de um uniforme imperial de cor azul. 

Lendo alguns livros cheguei a imaginar será que era o corpo dos oficiais mortos nos combates, sabe-se que os holandeses defenderam o forte no ataque dos portugueses sobre o comando de Luis Aranha Vasconcellos, os holandeses que sobreviveram fugiram para ilha grande de Gurupá. 

Houve outra batalha após um navio holandês, comandado por um capitão inglês chegando a frente a cidade de Gurupá, os portugueses atacaram e afundaram o navio, matando todos. 

Os INDIGENAS leais aos holandeses foram mortos, alguns sobreviveram e se tornaram escravos, Bento Maciel Parente ficou em Gurupá, onde após destruir o forte dos holandeses, construí sobre taipa um forte invocando a proteção de Santo Antônio em 1623. 

Deixou Gurupá com um contingente de 50 soldados, e alguns índios escravizados, em 1624 deixou sobre o comando de Cap. Jeronimo de Albuquerque, o forte ficou sendo monitorado pelos holandeses que fugiram para ilha de Gurupá, atacaram o forte sob o comando de Pieter Jansz. 

Que após uma batalha feroz, eliminaram a presença portuguesa do local, holandeses enviaram mais colonos para área e escravos angolanos para trabalhos braçais, os INDIGENAS viviam entre eles em sua aldeia, acredita-se em um novo forte na foz do rio amazonas perto do rio Maxipana, ao qual era denominado MANDIUTUBA, viviam ali 22 famílias de irlandeses e se aliaram ao Capitão Nicolas Hosdam e o Capitão Philip Purcell, acredita-se que as fontes históricas afirmam que havia cerca de 200 homens para lutar.

FONTE: GILVANDRO TORRES

 

EM 1625 PEDRO TEIXEIRA PASSOU POR GURUPÁ, UM HERÓI PORTUGUÊS ESQUECIDO!


FOTO: GILVANDRO TORRES- RIO MARARU- 2010.
Em 1625 os portugueses lançaram sob comando de Pedro Teixeira grandes batalhas ferozes os holandeses fugiram em retirada de barco, avisando os europeus que estavam na ilha grande de Gurupá, cita-se que 60 holandeses foram mortos entre eles o holandês Nicolas Hosdan. 

Com a morte do cap. Philip Purcell o irlandês que era tido como herói pelos holandeses e irlandeses naquela região, os 45 prisioneiros norte europeus foram impiedosamente executados, Pedro Teixeira foi aniquilando qualquer povoamento europeu e massacrando os índios aliados aos holandeses, que se escondiam pela ilha grande de Gurupá. 

Alguns holandeses se refugiaram para o interior da ilha grande de Gurupá com auxilio dos indígenas, e ali viveram silenciosamente escondidos, sem duvida deixando descendentes. 

Em 1629 o capitão inglês Roger North, tentou atacar o forte de Gurupá, mais foi atacado destroçando seu navio por Pedro Teixeira. 

A coroa portuguesa elevou Gurupá à capitania, sendo um dos cincos em toda região amazônica. 

Anos depois foi realizada a construção de um forte permanente e a cidade cresceu em torno do forte de Santo Antônio de Gurupá. 

Os portugueses se apropriaram das terras fazendo dos poucos índios se perderem sua identidade cultural, adaptando-se aos novos costumes dos colonizadores. Doenças como varíola, sarampo, tuberculose, malária trazida pelos brancos, causaram muitas mortes dos indígenas. 

Transformando em índios domesticados, ou seja, trabalhando para os portugueses. 

Em 1639 um navio holandês foi interceptado pela guarnição de Gurupá, próximo à cidade. 

Tendo assim ultimo registro de invasão dos holandeses na cidade de Gurupá.

Os indígenas denominados Mariocay aliados dos holandeses, os que sobreviveram foram escravizados, alguns permaneciam na mata, outros na ilha grande de Gurupá, enfim com as doenças trazidas pelos europeus e a dura repressão, foram dizimados e aos poucos  sumindo e perdendo suas origens.

fonte: GILVANDRO TORRES

 


MARIOCAY UM DERRAME DE SANGUE EM GURUPÁ

Sem comprovação cientifica sabe-se que este povo indígena vivia nas redondezas da fortaleza, negociavam com os holandeses, um carta escrita por Manuel de Souza D’ Eca, nos anos de 1619, continua conservada no museu britânico é um documento que descreve a existência dos holandeses, vivendo em harmonia , era o terceiro forte construído, os primeiros forte holandeses foram o forte Orange, Nassau no Xingu. 

Na ocupação holandesa em Gurupá servia de um deposito comercial a margem do rio amazonas.

Os colonizadores portugueses ao navegar nesta região, começaram a construir uma historia de sangue derramado, e extinção  e a exploração do trabalho indígena. 

Luís aranha de Vasconcellos e Bento Maciel Parente foram tidos como herói, mais se refletimos nossa historia eles foram autores do maior massacre silencioso, extinguindo nossos índios e assegurando a supremacia da Coroa portuguesa. 

Podemos imaginar como foi aquele dia, em que o forte foi atacado pelos portugueses, descrevendo o ataque ao forte de Gurupá, os holandeses estavam guarnecidos e tinham como aliados os mariocay, a batalha foi rude e certamente mulheres indígenas, crianças foram mortos e guerreiros indígenas que lutaram contra os portugueses.

Os holandeses se defenderam dos índios Tupinambás recrutados em Belém, junto com Bento Maciel Parente e seu grupo entre balas e flechas, afundaram navios, estrangeiros mortos e os mais graduados capturados e mortos, os sobreviventes fugiram para ilha grande de Gurupá, houve quatro portugueses mortos e certamente enterrados onde hoje este localizado a praça Dom Clemente Geigem.

fonte: GILVANDRO TORRES

 

FORTE DE SANTO ANTONIO DE GURUPÁ, ALGUMAS CURIOSIDADES



O nome do novo forte Santo Antônio foi uma homenagem e agradecimento a ajuda dos frades da província que colaborou com o recrutamento dos índios Tupinambás. 

Se o grande conquistador de Gurupá foi Bento Maciel Parente, internamente Luís Aranha Vasconcellos era oposição a essa legenda e reivindicava o Titulo. 

As ruinas do forte Mariocay, reconstruído de taipa e pedregulho, seria a posição portuguesa mais ocidental da América. 

Revendo algumas fontes históricas chego ao mapa publicado em 1625 pelo holandês Joannes de Laet, aparece a fortaleza de São Pedro de Corpapi, no local onde se localiza Gurupá. 

O mesmo acontece com outro mapa publicado em 1646 por um holandês Robert Dudley, que cita o tal forte.

FONTE: GILVANDRO TORRES

 Em 1623, o Forte denominado de Mariocay pelos holandeses foi arrasado por Bento Maciel Parente que se intitula Capitão Mor e descobridor e conquistador de Gurupá, tendo fundado o Forte de Santo Antonio, em 1639 a freguesia de Santo Antonio de Gurupá foi criada e mantida por uma lei de 05 de Outubro de 1827. 

Sabe-se que em 1639 Gurupá era considerada vila; Com a lei Lei Provincial n° 1.209 de 11 de novembro de 1885 foi elevada a cidade. O historiador Theodoro Braga a origem Gurupá é indígena e significa PORTO DE CANOAS.



FONTE: GILVANDRO TORRES