Biografia de um grande gurupaense
Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
12/22/2024
Encantador
és tu Marajó, a vida passa devagar, nesta correnteza, com seu tempo tão
particular no olhar do barqueiro, cresce e vendo, seus portos imaginários
atraca os barcos, com todos os sonhos no porão. Destas pequenas embarcações,
calafetadas de zarcão, os trapiches de madeira, à beira do rio com olhar
ribeirinho.
Atravessam
nas noites de ventos, as redes balançando no convés e a proa desbravando essas
águas inquietas do verão amazônico. Deste trapiche, somente a despedida,
aqueles que viajam, por esse rio de saudade, tão natural quanto o tempo que
passa e nunca para. No trapiche rios que se transformam em rua, um vai e vem de
embarcações, cada imagem vira poesia, no cotidiano ribeirinho das ilhas.
As
pessoas chegando bem cedinho e os barcos cruzando o rio tão vagaroso, sem
pressa, as águas vão cortando sua frente e nem fazem maresias neste imenso rio
de sonhos e esperança. Olhando este rio de saudade, vem uma lágrima em meu
olhar, sem palavras, uma perda que não sei explicar, nem consigo falar, sua
ausência tão grande. O barco vai
atravessar as veias dos seus rios e igarapés, enfrentando os impiedosos
invernos desta imensa Amazônia. Que me permite pensar na Intocável pintura,
rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescadores
artesanais. Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem
ruas.
AUTOR: GILVANDRO TORRES
Aos 18 anos de idade no ano de 1998 em uma viagem de mais de 24 horas de Belém para Gurupá, de barco, deitado na rede, passando pelas belezas da ilha do Marajó, em Breves e seus rios e estreitos, movimentados de barcos de diferentes calados, vilas e povoados, casas cobertas de palha à beira do rio.
Uma beleza de estrema grandeza da mata de várzea. às margens do rio amazonas, suas águas amareladas é tão volumosa repleta de canais e palafitas, é uma viagem cansativa pelo fato de você passar muito tempo no barco mais é uma beleza a cada instante em cada cena que podemos ver as belezas interioranas.
Recordações de Gurupá, meu exílio voluntário quando tinha dezoito anos de idade eu conheci naquele povo a beleza exótica de uma cultura unindo o passado com o presente, minha origem onde jamais neguei e às vezes fico com os olhos cheios de lágrimas, toda vez que me lembro desse tempo que passei lá, toda vez que vejo o mar vem em minha lembrança às embarcações, casas de madeiras sobre palafitas, paisagens naturais e relembro com emoção tudo que vivi logo eu que sempre fui urbano e de repente me vi na zona rural, cercado por uma beleza incomensurável, com pessoas e estilos de vida completamente diferente do meu, foi um tempo de aprendizagem.
Nas minhas viagens a Gurupá, tenho encontrado no meu povo que é simples e humilde, qualidades que são as maiores riquezas de minha origem cabocla, na ilha grande de Gurupá no rio Mararú convivi com pessoas especiais que valorizam a família e o trabalho. Sempre que visito meus amigos, renovo sempre minhas forças para continuar lutando por dias melhores.
A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.
A alegria não está nas coisas; está em nós ser simples e ser incrível, sou feito de silêncio.
Não e todo mundo que consegue compreendê-las.
Sou feito para quem sabe sentir pra quem consegue me decifrar.
Os ribeirinhos de Gurupá têm um significado especial, poeticamente mergulho nestas águas do rio Mararú, revela-me em cada poesia um pedaço de mim.
A beleza da região tem cada imagem que vira poesia de harmonia entre o povo e sua majestosa natureza.
O barco cruza o rio tão vagaroso e sem pressa que as águas cortam sua frente, nessas.
Águas barrentas do rio amazonas, eu busquei uma reflexão entre um desenvolvimento sem agressão aquele meio ambiente em que vivíamos, é um grande desafio começar a pensar e cuidar de tudo aquilo que é essencial ao povo, plantar, manejar e ter consciência que temos que preservar uma imensidão de verde, matas fechadas e rios, uma divisão com os contrastes de serrarias clandestinas, desmatamento, queimadas e latifundiários improdutivos, isso ofende a biodiversidade, causa impacto ao mundo todo, essa é a consciência que devemos colocar as futuras gerações que a floresta em pé dá mais lucro que derrubada.
No rio Mararú percebi que os rios e igarapés são as estradas naturais da floresta é de enorme importância na vida dos ribeirinhos, dos rios as pessoas tiram seu sustento e junto aos rios encontram-se as terras férteis da várzea e nas cheias é inundada.
Isso fazia parte da vida dos ribeirinhos e além de fertilizar a terra, possibilita a retirada de madeira em lugares de difícil acesso, no meio da mata, estava remando em uma canoa no igarapé admirado com tamanha exuberância da floresta baixa e diversificada e me deparei com santuários intactos da natureza e sobre a sombra da grande árvore rainha da várzea ‘Samauma’’.
Aos poucos aquela consciência de preservar tudo aquilo estava sendo projetado mentalmente.( diário pessoal Gilvandro Torres)
Um Padre alemão em Gurupá
Nada mais natural que uma amizade compartilhada na alegria de momentos admira muito meu povo à beira do rio amazonas, contemplo o pôr-do-sol do forte de santo Antônio, tomar açaí pastoso vindo da ilha grande de Gurupá, comer um peixe assado na folha de bananeira na beira do rio Mararú, isso é tão Paraense, isso e ter orgulho de ser Gurupaense, ter nascido no interior desse estado tão rico culturalmente me sinto tão à vontade, no meio do meu povo ribeirinho, tomar banho no igarapé, me renovo em cada viagem pela ilha grande de Gurupá.
Poetizar a cidade de Gurupá é escrever um pouco dessa linda historia sabendo que foi no período que precedeu à conquista do Pará, em 1616 pelos portugueses, sabe-se que ingleses e holandeses faziam comércio com os índios que habitavam a foz do Amazonas e, para assegurar seus empreendimentos, construíram pontos fortificados naquele rio. Entre os pontos fortificados, criados pelos holandeses. Achava-se o de Mariocaí, situado à margem direita do rio Amazonas, no lugar onde hoje se encontra a sede municipal. Em 1623, esse forte, foi arrasado por Bento Manuel Parente, que se intitulava, nos documentos oficiais, Capitão-Mor da Capitania do Pará e primeiro descobridor e conquistador de Gurupá e rios do Amazonas, tendo fundado, no mesmo local de Mariocaí, o Forte de Santo Antonio de Gurupá que, pela falta de conservação, acabou em ruínas e, apesar de várias tentativas de reconstruí-lo, as obras não foram concluídas. A freguesia de Santo Antonio de Gurupá foi criada em 1639, e mantida por uma lei, de 5 de outubro de 1827 e sabe-se que, em 1639, Gurupá já era Vila, Registrando-se que nada consta da Vila de Gurupá, senão na segunda metade do século XVIII. Com a Lei nº 1.209, de 11 de novembro de 1885, as Vilas de Cintra e Gurupá foram elevadas à condição de cidade. O Decreto nº 6, de 4 de novembro de 1930, apesar de não mencionar Gurupá em seu artigo nº 2, diz que foi acrescido do município de Porto de Moz, que havia sido extinto. Já no Decreto nº 72, de 27 de dezembro de 1930, figura na relação dos Municípios ainda constituída dessa área. Na divisão estipulada para o período de 1944-1948, através do Decreto nº 4505, de 30 de dezembro de 1943, era composto de três distritos: Gurupá, Carrazedo e Itatupã, situação que permanece até hoje. Segundo Theodoro Braga, a origem do nome Gurupá é indígena, que significa “porto de canoas”.
Intocável pintura rios que viram ruas habitantes
imaginários universo de pescador sonhos ilustrados em redes de pesca barcos encantados num rio sem ruas.
De baixo da chuva na procissão.
Do dia de São Bendito nas ruas da cidade Gurupá
Contempla a fé.
As luzes da noite se confundem com minha solidão curando minha ressaca de ilusão.
Gurupá não se silencia cada momento.
Os sinos alertam, para novos tempos..
AUTOR: GILVANDRO TORRES
UM POUCO DA HISTORIA DOS QUILOMBOLAS DE GURUPÁ NO JOCOJÓ
Gurupá, linda cidade do estado do Pará
UM POUCO DA HISTORIA DOS MARIOCAY EM GURUPÁ, UMA OPINIÃO PESSOAL
EM 1625 PEDRO TEIXEIRA PASSOU POR GURUPÁ, UM HERÓI PORTUGUÊS ESQUECIDO!
MARIOCAY UM DERRAME DE SANGUE EM GURUPÁ
FORTE DE SANTO ANTONIO DE GURUPÁ, ALGUMAS CURIOSIDADES
Em 1623, o Forte denominado de Mariocay pelos holandeses foi arrasado por Bento Maciel Parente que se intitula Capitão Mor e descobridor e conquistador de Gurupá, tendo fundado o Forte de Santo Antonio, em 1639 a freguesia de Santo Antonio de Gurupá foi criada e mantida por uma lei de 05 de Outubro de 1827.
Sabe-se que em 1639 Gurupá era considerada vila; Com a lei Lei Provincial n° 1.209 de 11 de novembro de 1885 foi elevada a cidade. O historiador Theodoro Braga a origem Gurupá é indígena e significa PORTO DE CANOAS.
FONTE: GILVANDRO TORRES




















