Que Igreja de Xingu-Altamira
Queremos ser durante os próximos cinco anos?
VER
A REALIDADE SOCIAL E ECLESIAL.
Dentro
do contexto eclesial da Diocese de Xingu- Altamira, aprofundar os documentos da
Igreja com formação continuada e permanente para os leigos(as) trabalhando a
conscientização da população em relação as Leis existentes, implantação nas
comunidades a nível Diocesano, trazendo para este novo caminhar concluindo
assim a união das pastorais como PASTORAL SOCIAL a nível Diocesano. Retomar o método do VER, ILUMINAR, AGIR e
CELEBRAR.
Em
parceria com a Escola de Fé e Cidadania Ir. Doroty
Stang com implantação de núcleos em todas as Paróquias da Diocese
mantendo amplo dialogo com os Párocos e respeitando a hierarquia da Diocese.
Rever
a identidade das Cebs com as diferentes realidades sociais( rural e urbana),
promover um amplo dialogo de reflexão sobre os avanços dos grandes empreendimentos
na região, estar com olhar critico e preparado para a COP 30 que acontecera em
2025.
Trazer
para o debate as questões sociais, incluir ações concretas referentes as
questões ambientais da região. Elaborando um documento norteador.
GRITO:
O
modelo de desenvolvimento implantado na AMAZÔNIA LEGAL [1]não corresponde com a vida
e a realidade dos povos originários, comunidades tradicionais, agricultores
familiares, pescadores e trabalhadores urbano, é realidade o ECOCÍDIO[2] nestas realidade do
contexto social a implantação da pastoral social nível Diocesano e a formação
dos núcleos da Escola de Fé e Cidadania Ir. Doroty Stang nas paróquias,
respeitando a Hierarquia Eclesial.
Em
parte as comunidades devem retomar através do processo de RENOVAÇÃO DAS
COMUNIDADES que são as Coordenações eleitas ou escolhidas sucessivamente e
evitar dentro das comunidades o apego ao poder( comunitário) o que gera: INDIVIDUALISMO,
ROMPIMENTO DE DIALOGO, CORRUPÇÃO, e transforma a comunidade em uma COMUNIDADE
ADOECIDA.[3]
Neste
compromisso fortalecer os círculos bíblicos, grupos de reflexões através das
novenas comunitárias, inclusão das pessoas nos serviços pastorais, são amplos
desafios e incertezas, mais também propor um debate sobre as questões acima
citado.
Desafios
para uma Pastoral Libertadora é manter fiel a Jesus Cristo e seu projeto: DIGNIDADE
E A LIBERDADE DA PESSOA HUMANA E DA FAMÍLIA.
Precisando
priorizar o fortalecimento das Cebs, na vivência da fé e na presença junto aos
quilombos, ribeirinhos, pescadores artesanais, agricultores e povos
originários com parceiros:
Ø Criação
ou fortalecimento das CPT, Pastoral Afro Indígena e Pastoral dos Pescadores.
Ø Criação
da Pastoral da Saúde com práticas sustentáveis e intercâmbio intercultural de
saberes e conhecimento tradicional.
Ø Defender
Direitos Humanos com opção aos pobres; dar continuidade da Sinodalidade[4] e processos
participativos. Com denúncias de violações de Direito e a destruição
extrativista pelos megaprojetos de infraestrutura( ferrovia, hidrovia e
hidrelétricas).
Ø Evitar
a extrema direita católica e ala reacionarista vem crescendo na CNBB.
Ø Apoiar
e acompanhar a Pastoral da Juventude numa dinâmica de evangelização, retomando
processos de Educação Popular fomentando uma rede de articulação nas pastorais
já existente e conselhos municipais. A longo prazo entender e conhecer o Estatuto
da Juventude[5]
Ø A
criação ou implantação da PASTORAL DA
PESSOA IDOSA é um AGIR de extrema
importância dentro deste questionamento. Criar parcerias com o CRAS- Centro de
referência da Assistência Social para desenvolver projetos sociais educativos,
encaminhando Idosos(as) que não consegue comprovar renda para solicitar a
concessão de Benefício- BPC. Buscar parceria com as Caritas com projetos de
horta comunitária, incentivando alimentação saudável aos Idosos(as); e projetos
educacionais com inserção ao EJA nas escolas locais.
Ø A a longo prazo rever as leis orgânicas de
cada município com ampliação e inserção de politicas públicas que valorizem as
pessoas Idosas, conhecendo seus Direitos adquiridos em constituição Federal no Estatuto
da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741, de 1 de Outubro de 2003), [6]é uma lei destinada a
regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60
(sessenta) anos.
Ø Sem
esquecer que tais políticas públicas são trabalhos feitos visando este novo
caminhar da esperança.
Referencias:
48ª dia mundial da Comunicação em 2018- Papa Francisco dizia que “ A internet
pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre
todos”.
Ø Curto
prazo: com implantação do Site oficial e mecanismo de chegar a
todas as paróquias mensagens e ações pastorais diocesanas. Parcerias com as
rádios comunitárias e online.
Ø Médio
prazo: parcerias para programa em rede televisiva com mensagens
diocesanas( ex: momento de fé com o Bispo).
Ø Longo
prazo: implantar semente da esperança na 1º Assembleia Diocesana
do Povo de Deus para adquirir mecanismo de transmissão de rádio ou TV de
propriedade diocesana.
Ausência
de políticas públicas e falta de engajamento do LAICATO [7]nos conselho de
participação social e nas esferas políticas, sendo uma grande questionamento
compreender a missão de ser “IGREJA EM SAÍDA[8]”. Neste sentido ir de
encontro com Jesus no rosto sofredor dos pobres. Trabalhar pelos 4 T(
TERRA, TETO, TRABALHO E TERRITÓRIOS).
“Queremos
uma mudança nas nossas vidas, nos nossos bairros, no vilarejo, na nossa
realidade mais próxima; mas uma mudança que toque também o mundo inteiro,
porque hoje a interdependência global requer respostas globais para os
problemas locais. A globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce
entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença”.
Papa Francisco- II Encontro Mundial dos Movimentos Populares, ocorrido em
Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, de 7 a 9 de julho.
A
importância dos leigos(as), batizados, mas não ordenados, mais tem um chamado
próprio e específico no anúncio do reino de Deus dentro de suas próprias
comunidades.
A
Sinodalidade expressa a natureza da Igreja, a sua forma, o seu estilo, a sua
missão”, afirmou o pontífice em 2021. Como resposta a está Igreja Missionária
no sentido de caminhar juntos na escuta e no dialogo, proporcionando novas
perspectivas de convivência ecumênica e inter- religiosa.
Nestas
palavras o Papa Francisco expressa que
nos aproximarmos de Deus, estudar a Palavra e fortalecer nossa fé, são passos
importantes para viver em comunhão na Igreja, buscando sempre ser cada vez
melhor.
O
esperançar é caminhar numa Igreja de Xingu- Altamira como objetivo ser:
Ø Uma
Igreja Missionária capaz de anunciar a alegria do Evangelho, respeitando as
culturas, que lute pela Dignidade e Direitos dos pobres. De modo que sua voz
seja ouvida.
Autor texto: GILVANDRO TORRES
[1]
A Amazônia Legal é uma área que corresponde a 59% do território brasileiro e
engloba a totalidade de oito estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará,
Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Estado do Maranhão (a oeste do
meridiano de 44ºW), perfazendo 5,0 milhões de km². Nela residem 56% da
população indígena brasileira. O conceito de Amazônia Legal foi instituído em
1953 e seus limites territoriais decorrem da necessidade de planejar o
desenvolvimento econômico da região e, por isso, não se resumem ao ecossistema
de selva úmida, que ocupa 49% do território nacional e se estende também pelo
território de oito países vizinhos. Os limites da Amazônia Legal foram
alterados várias vezes em conseqüência de mudanças na divisão política do país.
O Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado em maio deste ano pelo governo
federal, considera integralmente o Estado do Maranhão como parte da Amazônia
Brasileira.
[2]
Ecocídio é uma expressão que pode ser usada para fazer referência a qualquer
destruição em larga escala do meio ambiente ou à sobre-exploração de recursos
não-renováveis. O termo foi também usado em relação aos danos ambientais
devidos à guerra, como por exemplo o uso de desfolhantes na Guerra do Vietnam
[4] De acordo
com seu sentido etimológico, o termo grego “sínodo” significa “caminhar juntos”. A
sinodalidade expressa a participação e a
comunhão em vista da missão. A unidade, a variedade e a
universalidade do Povo de Deus se manifestam no caminho sinodal.
[5] O Estatuto da Juventude no Brasil, é
a denominação conferida à lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. Esta Lei
institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os
princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema
Nacional de Juventude.
[6] Dispõe
sobre o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às
pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
[7]
Leigos, em sua origem, referia-se ao povo que, segundo determinada elite
religiosa, não possuía os conhecimentos necessários para determinadas funções
dentro da organização religiosa, fazendo parte, portanto, de uma hierarquia.
[8]
Trata-se de uma nova maneira de pensar a realidade pastoral da Igreja de forma
descentralizada e missionária, não nos moldes da época da cristandade, mas
saindo em busca das periferias humanas que precisam do evangelho.










