12/22/2024


 



















Encantador és tu Rio Mararu, a vida passa devagar, nesta correnteza, com seu tempo tão particular no olhar do barqueiro, cresce e vendo, seus portos imaginários atraca os barcos, com todos os sonhos no porão.


Destas pequenas embarcações, calafetadas de zarcão, os trapiches de madeira, à beira do rio com olhar ribeirinho.

Atravessam nas noites de ventos, as redes balançando no convés e a proa desbravando essas águas inquietas do verão amazônico.
Deste trapiche, somente a despedida, aqueles que viajam, por esse rio de saudade, tão natural quanto o tempo que passa e nunca para.

No trapiche rios que se transformam em rua, um vai e vem de embarcações, cada imagem vira poesia, no cotidiano ribeirinho da ilha da grande de Gurupá.

As pessoas chegando bem cedinho e os barcos cruzando o rio tão vagaroso, sem pressa, as águas vão cortando sua frente e nem fazem maresias neste imenso rio de sonhos e esperança.

Olhando este rio de saudade, vem uma lágrima em meu olhar, sem palavras, uma perda que não sei explicar, nem consigo falar, sua ausência tão grande.

O barco vai atravessar as veias dos seus rios e igarapés, enfrentando os impiedosos invernos desta imensa Amazônia.
Que me permite pensar na Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescadores artesanais. Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.

Nas ruas da cidade, contempla-se ouro dos ribeirinho, os açaizais que vencem os inúmeros estirões de rio, que estão em seu caminho, navegando para chegar ao seu destino, onde mora a esperança de cada dia.

AUTOR POEMA E FOTO: GILVANDRO TORRES 










De acordo com seu sentido etimológico, o termo grego “sínodo” significa “caminhar juntos”. 
A Sinodalidade expressa a participação e a comunhão em vista da missão. 

A unidade, a variedade e a universalidade do Povo de Deus se manifestam no caminho sinodal.

 

 50* Semana Catequética da Paróquia Santo Antônio de Gurupá/ Diocese de Xingu-Altamira.

GRATIDÃO a todos(as) que participaram com entusiasmo e esperança vamos construir em nossas Comunidades uma Igreja engajada e preocupada com a realidade. Construír no coletivo e caminharmos juntos no processo do Diálogo fraterno e da Conscientização de ser Igreja na Sinodalidade, com rosto Amazônico. Com as portas abertas para o acolhimento na Fé, Esperança e na Alegria do Evangelho de Cristo.

Viva as Cebs!
Texto: Gilvandro
Foto: Adilson Pantoja 

 


Rezemos para que a Igreja na Amazônia, seja fiel ao Evangelho da cruz redentora e corajosa seu anúncio, viva cada vez mais a Sinodalidade e seja um lugar de solidariedade, fraternidade e acolhimento.


 

 No dia 2 de dezembro de 2023 na comunidade São José do Setor cidade foi celebrado a Missa presidida pelo Padre Amaro, com a presença da comunidade para entrega da imagem de São José restaurada, imagem que foi doada em vida pelo Senhor Aluízio Barrada. 

Contamos com a presença do Professor Carlos filho de Aluízio Barrada. 

Neste sentido representa-se o caminho da SINODALIDADE dentro de nossa Igreja, que seja os sonhos do Papado de Francisco, na esperança e na alegria do verdadeiro evangelho da CRUZ REDENTORA. 









 Imagem centenária de São Raimundo Nonato, restaurada e entregue para comunidade quilombola do município de Porto de moz para abertura da festividade.






 A Amazônia é considerada a região de maior biodiversidade do planeta Terra e compreende dois ecossistemas: a Floresta Amazônica, maior floresta tropical do mundo e a Bacia Amazônica, maior bacia hidrográfica do planeta.

Presente também em países vizinhos, o bioma amazônico, no Brasil, atinge mais de 4 milhões de km² de extensão, ocupando quase metade do território nacional.

Presente em todos estados da região Norte e nos estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

Em toda sua magnitude, mais de 33 milhões de pessoas moram na região amazônica, destes, cerca de 1,6 milhões são indígenas.

Mas o benefício da manutenção dessa região viva e saudável é de todo o planeta.

"A luta pelo meio ambiente não é apenas uma questão ambiental, é uma questão de sobrevivência humana."
Ailton Krenak

 

A Igreja sinodal é uma Igreja da escuta, com a consciência de que escutar é mais do que ouvir. É uma escuta recíproca em que cada um tem algo a aprender.
Ter ouvidos, ouvir, é o primeiro compromisso.
Trata-se de ouvir a voz de Deus, colher a sua presença, interceptar a sua passagem e sopro de vida.








 Biografia de um grande gurupaense

Benedito Monteiro de Oliveira, conhecido pela população “BENÉ GAMA”, nascido no dia 22 de agosto de 1949. Falecendo no dia 06 de dezembro de 2024, filho do Sr. Manoel Reis de Oliveira e da Sra. Benedita Monteiro da Silva, casado com a Sra. Tereza de Souza lobo. Pai bondoso e esposo comprometido com a família.
Foi um homem de hábitos simples e trabalhador identificado com o povo onde carregou em seu perfil uma identidade autentica que foi construída em sua vida publica de 20 anos de legislação, uma história de ética e moral.
Entrando na vida pública nas comunidades eclesial de base, onde foi membro do Conselho Paroquial e Delegado na Assembleia da Prelazia do Xingu, participando do processo de formação e organização das Cebs em Gurupá, participou de varias Semanas catequética e Assembleias da Paróquia Santo Antônio de Gurupá, representando a Comissão de Justiça e Paz e a Pastoral da Terra. Em defesa dos direitos sociais.
Foi membro do Partido dos Trabalhadores em Gurupá desde o ano de 1982. Atuando como Delegado Sindical do rio Moju do STR, participou da tomada do Sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Gurupá em 1986. Foi eleito Presidente do APROSEM, desenvolvendo projetos agroextrativistas no meio rural.
Em Reuniões com os movimentos sociais do município de Gurupá, ouvindo o clamor do povo se candidatou nas eleições municipais de 1996 para o cargo de Vereador Municipal de Gurupá, sendo eleito e reeleito em 2000, 2004, 2008 e 2012. Pelo Partido dos Trabalhadores.
Foi Presidente da Câmara Municipal de Gurupá, teve suas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Município do Estado do Pará.
Realizando um intenso trabalho de base nas comunidades. Com a experiência de cinco mandatos no Parlamento Legislativo Municipal de Gurupá, sua candidatura foi aclamada e homologada pelo povo sendo candidato a Prefeito municipal de Gurupá nas eleições de 2016 e 2020. Pelo Partido dos Trabalhadores.
Continuou seu trabalho comunitário, em defesa do povo, deixando belas lições de humildade, honestidade e amor ao próximo.
Seu legado jamais será esquecido.
Companheiro Bené Gama
PRESENTE!
PRESENTE!
Autor: Gilvandro Torres

 



O VELHO TRAPICHE, NA VERSÃO MARAJOARA

Encantador és tu Marajó, a vida passa devagar, nesta correnteza, com seu tempo tão particular no olhar do barqueiro, cresce e vendo, seus portos imaginários atraca os barcos, com todos os sonhos no porão. Destas pequenas embarcações, calafetadas de zarcão, os trapiches de madeira, à beira do rio com olhar ribeirinho.

Atravessam nas noites de ventos, as redes balançando no convés e a proa desbravando essas águas inquietas do verão amazônico. Deste trapiche, somente a despedida, aqueles que viajam, por esse rio de saudade, tão natural quanto o tempo que passa e nunca para. No trapiche rios que se transformam em rua, um vai e vem de embarcações, cada imagem vira poesia, no cotidiano ribeirinho das ilhas.

As pessoas chegando bem cedinho e os barcos cruzando o rio tão vagaroso, sem pressa, as águas vão cortando sua frente e nem fazem maresias neste imenso rio de sonhos e esperança. Olhando este rio de saudade, vem uma lágrima em meu olhar, sem palavras, uma perda que não sei explicar, nem consigo falar, sua ausência tão grande.  O barco vai atravessar as veias dos seus rios e igarapés, enfrentando os impiedosos invernos desta imensa Amazônia. Que me permite pensar na Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescadores artesanais. Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.

Nas ruas da cidade, contempla-se ouro dos ribeirinho, os açaizais que vencem os inúmeros estirões de rio, que estão em seu caminho, navegando para chegar ao seu destino, onde mora a esperança de cada dia.


AUTOR: GILVANDRO TORRES

 

 Aos 18 anos de idade no ano de 1998 em uma viagem de mais de 24 horas de Belém para Gurupá, de barco, deitado na rede, passando pelas belezas da ilha do Marajó, em Breves e seus rios e estreitos, movimentados de barcos de diferentes calados, vilas e povoados, casas cobertas de palha à beira do rio. 



Uma beleza de estrema grandeza da mata de várzea. às margens do rio amazonas, suas águas amareladas é tão volumosa repleta de canais e palafitas, é uma viagem cansativa pelo fato de você passar muito tempo no barco mais é uma beleza a cada instante em cada cena que podemos ver as belezas interioranas. 

Recordações de Gurupá, meu exílio voluntário quando tinha dezoito anos de idade eu conheci naquele povo a beleza exótica de uma cultura unindo o passado com o presente, minha origem onde jamais neguei e às vezes fico com os olhos cheios de lágrimas, toda vez que me lembro desse tempo que passei lá, toda vez que vejo o mar vem em minha lembrança às embarcações, casas de madeiras sobre palafitas, paisagens naturais e relembro com emoção tudo que vivi logo eu que sempre fui urbano e de repente me vi na zona rural, cercado por uma beleza incomensurável, com pessoas e estilos de vida completamente diferente do meu, foi um tempo de aprendizagem. 

Nas minhas viagens a Gurupá, tenho encontrado no meu povo que é simples e humilde, qualidades que são as maiores riquezas de minha origem cabocla, na ilha grande de Gurupá no rio Mararú convivi com pessoas especiais que valorizam a família e o trabalho. Sempre que visito meus amigos, renovo sempre minhas forças para continuar lutando por dias melhores. 

A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte. 

A alegria não está nas coisas; está em nós ser simples e ser incrível, sou feito de silêncio.

 Não e todo mundo que consegue compreendê-las. 

Sou feito para quem sabe sentir pra quem consegue me decifrar. 

Os ribeirinhos de Gurupá têm um significado especial, poeticamente mergulho nestas águas do rio Mararú, revela-me em cada poesia um pedaço de mim. 

A beleza da região tem cada imagem que vira poesia de harmonia entre o povo e sua majestosa natureza. 

O barco cruza o rio tão vagaroso e sem pressa que as águas cortam sua frente, nessas.

 Águas barrentas do rio amazonas, eu busquei uma reflexão entre um desenvolvimento sem agressão aquele meio ambiente em que vivíamos, é um grande desafio começar a pensar e cuidar de tudo aquilo que é essencial ao povo, plantar, manejar e ter consciência que temos que preservar uma imensidão de verde, matas fechadas e rios, uma divisão com os contrastes de serrarias clandestinas, desmatamento, queimadas e latifundiários improdutivos, isso ofende a biodiversidade, causa impacto ao mundo todo, essa é a consciência que devemos colocar as futuras gerações que a floresta em pé dá mais lucro que derrubada. 

No rio Mararú percebi que os rios e igarapés são as estradas naturais da floresta é de enorme importância na vida dos ribeirinhos, dos rios as pessoas tiram seu sustento e junto aos rios encontram-se as terras férteis da várzea e nas cheias é inundada. 

Isso fazia parte da vida dos ribeirinhos e além de fertilizar a terra, possibilita a retirada de madeira em lugares de difícil acesso, no meio da mata, estava remando em uma canoa no igarapé admirado com tamanha exuberância da floresta baixa e diversificada e me deparei com santuários intactos da natureza e sobre a sombra da grande árvore rainha da várzea ‘Samauma’’.

 Aos poucos aquela consciência de preservar tudo aquilo estava sendo projetado mentalmente.( diário pessoal Gilvandro Torres)

 

Um Padre alemão em Gurupá




João Felipe Betendorf, após anos de trabalho com os indígenas em Gurupá, os colonos se revoltaram com o jesuíta e a hierarquia religiosa. 

O padre fugiu para a mata com 16indigenas , ficando por vários meses até que a comida acabou ele retornaram para Gurupá, vários moradores tentaram prende-lo, porem o capitão mor era a favor dos padres e protegeu no forte. 

Prendeu os agitadores e mandou enforca-los, antes se confessaram com o padre alemão. 

Enquanto na capital havia rumores do conselho municipal que enviariam um destacamento para prender o padre em Gurupá. 

O capitão mor não podendo intervir nessa situação, um índio tentou defender o padre que acabou morrendo, um africano que pertencia a Antônio de França, defendeu o padre mais acabou se ferindo gravemente. 

Com a prisão do padre pelo destacamento vindo de Belém, a Coroa portuguesa rescindiu o controle dos jesuítas sobre os indigenas, em 1670 o padre Gaspar Misch, visitou Gurupá para retirar um sino que o capitão mor da época tinha levado para a Igreja da fortaleza. 

Esta rivalidade entre colonos e jesuítas se estabeleceu mais de uma década. 

O Capitão mor de Gurupá da época o senhor chamado Manuel Guedes Aranha, invadiu um missão religiosa em 1687 e confiscou os INDIGENAS, em 1692 destruí um obra missionaria do padre João Maria Gorsony . 

Em 1693, foi erigida canônica a matriz de Santo Antônio de Gurupá, sendo a segunda Paróquia de Gurupá. 

Os indígenas  que ali permaneceram sem auxilio dos holandeses que eram seus aliados e agora sem proteção dos jesuítas, ficaram sobre controle escravo dos portugueses, alguns viajantes relatam que sucessivas epidemias de varíola e sarampo eliminaram os indígenas locais.

PESQUISA: GILVANDRO TORRES

 Fonte: Betendorf: 1909 “ crônica da missão dos padres da companhia de jesus no estado do maranhão”. Hemming: 1978 “ red gold: the conquest of brazilian Indians”. Kelly: 1984 “ family, church and crown: a social and demographic history of the lower Xingu river valley and municipality of Gurupá ”;(1623/1889)

 Nada mais natural que uma amizade compartilhada na alegria de momentos admira muito meu povo à beira do rio amazonas, contemplo o pôr-do-sol do forte de santo Antônio, tomar açaí pastoso vindo da ilha grande de Gurupá, comer um peixe assado na folha de bananeira na beira do rio Mararú, isso é tão Paraense, isso e ter orgulho de ser Gurupaense, ter nascido no interior desse estado tão rico culturalmente me sinto tão à vontade, no meio do meu povo ribeirinho, tomar banho no igarapé, me renovo em cada viagem pela ilha grande de Gurupá.








 Poetizar a cidade de Gurupá é escrever um pouco dessa linda historia sabendo que foi no período que precedeu à conquista do Pará, em 1616 pelos portugueses, sabe-se que ingleses e holandeses faziam comércio com os índios que habitavam a foz do Amazonas e, para assegurar seus empreendimentos, construíram pontos fortificados naquele rio. Entre os pontos fortificados, criados pelos holandeses. Achava-se o de Mariocaí, situado à margem direita do rio Amazonas, no lugar onde hoje se encontra a sede municipal. Em 1623, esse forte, foi arrasado por Bento Manuel Parente, que se intitulava, nos documentos oficiais, Capitão-Mor da Capitania do Pará e primeiro descobridor e conquistador de Gurupá e rios do Amazonas, tendo fundado, no mesmo local de Mariocaí, o Forte de Santo Antonio de Gurupá que, pela falta de conservação, acabou em ruínas e, apesar de várias tentativas de reconstruí-lo, as obras não foram concluídas. A freguesia de Santo Antonio de Gurupá foi criada em 1639, e mantida por uma lei, de 5 de outubro de 1827 e sabe-se que, em 1639, Gurupá já era Vila, Registrando-se que nada consta da Vila de Gurupá, senão na segunda metade do século XVIII. Com a Lei nº 1.209, de 11 de novembro de 1885, as Vilas de Cintra e Gurupá foram elevadas à condição de cidade. O Decreto nº 6, de 4 de novembro de 1930, apesar de não mencionar Gurupá em seu artigo nº 2, diz que foi acrescido do município de Porto de Moz, que havia sido extinto. Já no Decreto nº 72, de 27 de dezembro de 1930, figura na relação dos Municípios ainda constituída dessa área. Na divisão estipulada para o período de 1944-1948, através do Decreto nº 4505, de 30 de dezembro de 1943, era composto de três distritos: Gurupá, Carrazedo e Itatupã, situação que permanece até hoje. Segundo Theodoro Braga, a origem do nome Gurupá é indígena, que significa “porto de canoas”.





 Intocável pintura rios que viram ruas habitantes 

imaginários universo de pescador sonhos ilustrados em redes de pesca barcos encantados num rio sem ruas.

 De baixo da chuva na procissão.

 Do dia de São Bendito nas ruas da cidade Gurupá

Contempla a fé.

As luzes da noite se confundem com minha solidão curando minha ressaca de ilusão.

Gurupá não se silencia cada momento.

Os sinos alertam, para novos tempos..

AUTOR: GILVANDRO TORRES



 

UM POUCO DA HISTORIA DOS QUILOMBOLAS DE GURUPÁ NO JOCOJÓ



Segundo os moradores o povoado de Jocojó, contado desde as primeiras gerações, existe há 332 anos. 

Foi formado por escravos que conseguiram fugir do Gurupá Miri contando com o apoio de seu Antonio que morava no lugar chamado Munituba. 

Este lhes tinha garantido livrá-los das chicotadas que pegavam no Gurupá Miri.

 Aproveitando uma das viagens dos Senhores que comandavam este lugar, o escravo Halípio inventou que iria caçar. 

Na verdade queria pesquisar onde dava pra se esconder. Halípio, depois de muito tempo andado conseguiu chegar em um baixo de terra. 

Vendo que ali era o final da terra firme ideou subir em uma árvore bem alta e olhando para o outro lado do igapó percebeu que lá também tinha terra firme. 

Voltando para Gurupá Miri contou para seus companheiros o que havia descoberto. 

Então se juntaram mais pessoas e inventaram outra caçada. Halípio, que conhecia o caminho, era o guiador da turma. 

Desceram o igapó e andaram até que chegaram na beira do igarapé, o atravessaram e subindo viram que era um lugar onde dava para se esconder. 

Deu certo, pois era neste igarapé que Antonio do Munituba pescava e ele tinha deixado lá um casco. Pegaram a canoa e foram pesquisar onde desembocava o igarapé e vieram olhando até que bem quase próximo do Munituba estava saindo água preta. 

Um belo dia se juntaram Halípio, Antonio Francisco, Plácido, Lucas, Maximino, Páscoa, Domingos Ramos e fugiram vindo definitivamente se esconder nas terras do Jocojó. 

Antonio do Munituba, que havia ficado com muita pena deles pelos sofrimentos que eles lhe contavam, os protegeu e durante muito tempo não disse pra ninguém que tinha escravo escondido naquelas matas. No início os escravos fugitivos trabalhavam na roça do Antonio do Munituba em troca de mercadorias. 

Depois passaram a comercializar com ele o que produziam. 

Sua fuga foi também protegida pelo fato que o Igarapé que eles subiram era tapado isto é, não estava limpo.

FONTE: GILVANDRO TORRES

 

Gurupá, linda cidade do estado do Pará



Dentro do município o transporte é feito por pequenas embarcações que navegam pela bacia hidrográfica da região. 

Por está localizada na região das ilhas, aproximadamente 90% da área do município está enquadrada como região de várzea ou igapó. 

As principais atividades econômicas do município estão concentradas: no pescado por ser abundante, na criação de animais para consumo (galinha, pato, porco, gado), plantações de frutos regionais, comércio, serviços autônomos, funcionalismo público municipal e estadual, além da extração do palmito. 

Há algumas décadas estava voltada para a extração de madeira de lei, sem manejo florestal, na extração do látex (borracha prensada ou defumada). 

Nosso município tem alguns patrimônios culturais, aqueles que serviram para a colonização da cidade e aqueles conhecidos como grandes obras que marcaram a história de Gurupá, como: o forte de Santo Antonio , Igreja de Santo Antonio, Prefeitura Municipal, praça Mariocay e outras construções recentes que fazem parte das entidades.

FONTE: GILVANDRO TORRES