12/16/2025

 A vida nos ensina o verdadeiro valor de algumas pessoas, e ao mesmo tempo, a verdadeira face de outras.

Não se deixe arrastar pela vaidade.

 Aprenda a conhecer-se. 

Não se julgue indispensável. 

Quando vier a tentação de julgar-se insubstituível, lembre-se de uma verdade irrefutável: só Deus é indispensável. 

Não se envaideça! 

Deus, que é grande, não assinou nenhuma de suas obras... 

Não se esqueça: quem se exalta será humilhado, mas quem se humilha será exaltado. 

Cada um recebe de acordo com o que dá. Se você der ódios e indiferenças, há de recebê-los de volta. 

Mas se der atenção e carinho, há de ver-se cercado de afeto e Amor. 

Ninguém se aproxima do espinheiro, por causa dos espinhos, nem do lodo, porque suja. 

Mas todos apreciam permanecer perto das flores, que espalham beleza e perfume.



 













FRENTE DE GURUPÁ- GILVANDRO TORRES-2014


Nomes das ruas de Gurupá- GILVANDRO TORRES

 Atualmente, a cidade ganhou outras ruas e travessas que com o crescimento da cidade, foram necessárias abrir outras ruas e criar suas denominações, entre as quais destacamos 

Rua Alda Monteiro dos Santos em homenagem unicamente por esta senhora ser mãe do atual prefeito de Gurupá Raimundo Nogueira

Rua João Paulo II – justa homenagem ao falecido papa da igreja católica Karol Hoitylla

Rua Mariocay em homenagem a tribo indígena do mesmo nome que marcou na história da colonização desta cidade. 

Trav. Brasil Norte em homenagem a antiga serraria que funcionou em Gurupá na década de 80

Rua Dico Dias – Justa homenagem ao saudoso Raimundo Ribeiro Dias que tanto contribuiu com a saúde do povo de Gurupá, sendo considerado por muitos o patrono da saúde deste município. 

Rua São José – Justo homenagem ao Santo Padroeira da igreja católica no mundo inteiro. 

Travessa Barradinha – batizada com este nome devido na entrada da travessa morar um senhor que tem este pseudônimo. 

Travessa do Alfinete – também esta travessa assim foi batizada por morar um senhor nesta travessa que atende por este apelido. 

Trav. 11 de Novembro – justa homenagem a data da emancipação política de Gurupá, dia em que Gurupá ganhou foros de cidade. 

Rua Tiradentes – Justa homenagem ao mártire da história brasileira Joaquim José da Silva Xavier que tive seu corpo esquartejado e pendurado em postes nas estradas que vão de Belo Horizonte até a cidade do Rio de Janeiro.




 Eles fizeram a Diferença 

Intendente Wortingenr Castelo Branco (inaugurou o prédio da prefeitura municipal). 

Mário da Silva Machado (construiu a 1ª usina de Gurupá ―Força e Luz‖). 

Wilson Lima (Construiu o Trapiche Municipal e a Praça Mariocay em 1959). Wilson Benathar (Construiu o Mercado Municipal, atual Biblioteca e o Grupo Escolar Prof. Dr. Jaime Aben-Athar — Clube de Mães). 

Oscar José dos Santos (construiu a Casa de Saúde de Gurupá). 

José Vicente de Paula Barreto Melo (Construção da Delegacia, Coletoria, reformou o Forte de Santo Antonio, inaugurou o 1º sistema de água na cidade, inaugurou o sistema elétrico da Celpa, reformou o Trapiche Municipal, aquisição de uma caçamba, construção do Fórum, residência da juíza e instalou o sistema de telefonia Telepará). 

Jorge Palheta de Souza, (construção do Marcílio Dias e caz de arrimo em frente a cidade). Juvenal do Vale Tavares, (construção / asfaltamento das Av. São Benedito e Santo Antônio).

Benedita Cecília Palheta Pereira, (Construiu o B/M Gurupá, asfaltou várias ruas e travessas ao longo de seus dois mandatos, deu apoio a cultura gurupaense — Festival do Camarão, 07 de setembro, Guarda Miri, Concurso de Quadrilhas). 

Esmeraldina Nunes dos Santos, (implantou o sistema de organização modular de ensino — SOME, aquisição de caminhões para o transporte dos colonos e limpeza pública, construção da Secretaria de Saúde, Semae e residência oficial do prefeito, reformou o B/M Gurupá). 

Moacir Alho, (construção da Escola Raimundo Ribeiro Dias, alfabetização de mais de 600 pessoas, realização dos Projetos Gavião 1 e 2, reforma da Escola Mariocay, construiu o primeiro escolão do município — Manoel Januário Nunes, aquisição de uma lancha voadeira). 

Raimundo Nogueira, revitalização do prédio da prefeitura, inauguração prédio da câmara municipal, ginásio municipal, estádio municipal, casa da cultura, ruas asfaltadas, ruas aterradas, escolas revitalizadas e construídas no meio urbano e rural e pagamento do funcionário em dias, concurso publico e dialogo transparente com as entidades de classe. 

Fonte:Alaércio Gonçalves dos Santos

Biografia JOSE VICENTE EX PREFEITO DE GURUPÁ- GILVANDRO TORRES

 
Biografia 

José Vicente de Paula Barreto Mello

Foi o segundo filho de Clodoveu Araújo Mello e Ignácia Barreto da Fonseca ( filha do Intendente Francisco Cardoso da Fonseca nomeado por D. Pedro II) e nasceu em Gurupá/PA, em 1932. Vítima de impaludismo  (malária), seu pai morreu muito jovem, deixando esposa e dois filhos. Cleto e José Vicente, criados com as dificuldades de uma viúva nos anos de 1930. José Vicente estudou e tornou-se Enfermeiro e Laboratorista, indo trabalhar na Fundação SESP, no posto de saúde se Gurupá. Logo constituiu família, com Maria Raimunda Santos Fernandes Mello, e juntos tiveram 04 filhos. Nos meados da década de 1960, por insistência de amigos e familiares, ingressou na política, sendo eleito prefeito de Gurupá/PA em 1967 pela então Arena, em época na qual o cenário nacional comportava 2 Partidos políticos Arena e MDB. Seu primeiro ato administrativo foi pagar os salários dos funcionários municipais com dinheiro em espécie, direito há muito esquecido pelos chefes do executivo municipal, pois naquela época havia se tornado comum o uso de vales para o comércio local. José Vicente foi prefeito de Gurupá por 2 mandatos. Ao longo desse tempo suas obras mais relevantes foram.

. Levar energia elétrica e água encanada à população.

. Aquisição de caminhão, barco e camionete para os trabalhos da Prefeitura e atendimento de necessidades da população de forma gratuita, visto que até então o Município não possuia veículos próprios para execução de obras.

. Calçamento das ruas, feitas em cimento e concreto branco, que por muitas décadas se tornaram marcas da cidade. Embora hoje em dia esquecidas as ruas claras traziam charme e identidade própria às ruas gurupaenses.

. Construção de escolas públicas e aquisição de seus equipamentos em todo o Município de Gurupá/PA, tanto na zona urbana quanto nas zonas rurais próximas e distantes.

. Hospital na sede do Município.

. Construção da Biblioteca Pública Municipal de Gurupá 

. Restauração de prédios públicos Prefeitura, Forte, Praça Mariocay, Mercado e Trapiche Municipal.

. Criou e instituiu através de lei os símbolos do Município, Bandeira e Brasão inspirados nas riquezas e distritos do Município.

Fonte: família Barreto Mello


As Cebs de Gurupá e suas intervenções sociais- GILVANDRO TORRES

 As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em Gurupá, Pará, surgiram em 1972 sob liderança do padre italiano Giulio Luppi, organizando cerca de 79 a 88 grupos em áreas urbanas e ribeirinhas, divididos em 11 setores paroquiais da Paróquia de Santo Antônio. 

Essas comunidades promoveram conscientização social inspirada na Teologia da Libertação, questionando concentração de terras por poucas famílias e incentivando reflexão crítica sobre relações patrão-freguês.​

Padre Giulio Luppi revolucionou a paróquia ao formar CEBs como espaços de celebrações litúrgicas e formação política para ribeirinhos e trabalhadores rurais, evoluindo de irmandades tradicionais para grupos de base centrados nos pobres. 

Elas integravam fé e análise da realidade local, com comunidades como Santa Maria do Arinhoá e Nossa Senhora de Nazaré atuando como núcleos ativos. Até hoje, as CEBs persistem, com 84 grupos na paróquia, fortalecendo presença eclesial na Amazônia.​

As CEBs impulsionaram educação popular freiriana, promovendo "leitura do mundo" para jovens e adultos, além de lutas por libertação e dignidade, combatendo exploração e desigualdades. Contribuíram para a criação da Casa Familiar Rural em 2000, focada em formação integral de jovens rurais, e movimentos como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR). 

Essas ações transformaram o espaço cultural caboclo, fomentando sindicalismo, educação alternativa e resistência social em Gurupá.​

Intervenções das CEBs geraram mudanças na vida dos gurupaenses, como maior autonomia ribeirinha, formação de lideranças locais e projetos educacionais que articulam trabalho, fé e cidadania. 

No contexto amazônico, essas ações conectam-se a desafios atuais de moradia e sustentabilidade, alinhando-se a interesses pastorais locais.














As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em Gurupá influenciaram profundamente a organização sindical ao promover formação política inspirada na Teologia da Libertação, conscientizando ribeirinhos e trabalhadores rurais sobre exploração pelo sistema de aviamento e concentração de terras por latifundiários. Iniciadas em 1972 pelo padre Giulio Luppi, as CEBs questionavam relações patrão-freguês durante celebrações e encontros, fomentando reflexão crítica e organização autônoma sem violência.​ Lideranças como Manoel do Carmo emergiram das CEBs, participando de seminários que integravam teoria religiosa a vivências em sindicatos e movimentos sociais, preparando-os para desafiar o STR inicial (fundado em 1975 como "pelego", ligado ao regime militar). As CEBs articularam com a paróquia para realizar encontros de lavradores, produzindo cartilhas sobre direitos à terra e necessidade de sindicato independente. Isso gerou chapas de oposição sindical em 1982, 1986 e 1987, culminando na vitória oposicionista em 1987, com saída de patrões e assunção comunitária da sede do STR.​ Com participação ativa das CEBs e STR, extinguiu-se o aviamento, reconhecendo direitos de propriedade rural e permitindo venda livre de produção, fortalecendo autonomia camponesa. Em 1989, seminário conjunto discutiu "Trabalhadores rurais em busca de alternativas", planejando projetos como "Bem Te Vi" e Casa Familiar Rural (2000), integrando educação popular freiriana à luta sindical. Essa aliança impulsionou eleições de líderes rurais, como Moacir Gonçalves Alho (prefeito em 1992 pelo PT), e avanços em assistência técnica, alfabetização e qualificação.​ A influência das CEBs no STR transformou Gurupá, promovendo sindicalismo crítico, redução do êxodo rural e práticas sustentáveis como manejo agroecológico, alinhadas a interesses pastorais locais de justiça social e moradia digna.​ 

A formação nas CEBs gerou líderes como Manoel Francisco Evangelista de Matos e Edgar Pantoja, que emergiram de encontros comunitários para desafiar o controle local de dez famílias dominantes, sem violência, mas com organização coletiva. 

Esses quadros participaram de seminários que integraram reflexão bíblica a lutas por direitos, pavimentando a eleição de Moacir Gonçalves Alho, trabalhador rural do PT, como prefeito em 1992 – marco histórico de um camponês no poder municipal.​ As CEBs influenciaram eleições ao fortalecer o STR oposicionista (vitória em 1987) e articular com movimentos sociais, criando espaços públicos de decisão que contrariaram lógicas clientelistas regionais, como conselhos e Lei Orgânica de 1990 com artigos culturais (208-213). 

Essa dinâmica resultou em gestões contra-hegemônicas pós-1988, com municipalização educacional participativa e avanços em assistência técnica rural, elevando a participação popular nas urnas contra patrimonialismo.​ 

O processo das CEBs transformou eleições em Gurupá em arenas de resistência, com PT forte até recentemente e ênfase em projetos para o campo, alinhando-se a demandas por moradia e sustentabilidade no Xingu.

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em Gurupá impactaram a distribuição de terras ao conscientizar ribeirinhos e camponeses sobre a concentração fundiária por dez famílias latifundiárias, promovendo reflexão crítica sobre o aviamento e posseiros via encontros freirianos desde 1972. Essa formação questionou o controle oligárquico, fomentando demandas por reforma agrária sem violência, mas com organização autônoma.​

Mudanças na Posse de Terras
Articuladas ao STR oposicionista (vitória em 1987), as CEBs impulsionaram a extinção do aviamento, reconhecendo direitos de propriedade rural para pequenos produtores e permitindo venda livre de produção, o que ampliou autonomia camponesa e reduziu dependência de patrões. Lideranças como Manoel do Carmo, formadas nas CEBs, participaram de seminários que geraram cartilhas sobre direitos à terra, resultando em avanços na Lei Orgânica municipal (1990) com proteção cultural e territorial.​

Conflitos Locais Gerados
As CEBs intensificaram conflitos ao desafiar elites rurais, gerando chapas sindicais oposicionistas (1982-1987) e polarização entre trabalhadores e latifundiários, com tensões em assembleias e ocupações simbólicas de espaços públicos. Apesar de não promoverem invasões diretas, sua influência no PT local (eleição de Moacir Alho em 1992) exacerbava disputas por assistência técnica e titulação, alinhando-se a lutas CPT na Amazônia.​

Legado na Região
O impacto perdura em projetos como Casa Familiar Rural (2000) e manejo agroecológico, mitigando êxodo rural, mas expondo quilombolas e ribeirinhos a pressões fundiárias atuais, conectadas a demandas por moradia digna no Xingu.


 


























12/15/2025























FOTO: FORTE SANTO ANTÔNIO DE GURUPÁ-2014 AUTOR GILVANDRO TORRES

 O sinal da cruz é um dos gestos mais importantes da fé cristã. Ele não é apenas um costume ou tradição, mas um verdadeiro ato de fé cheio de significado espiritual e teológico.

Principais significados do Sinal da Cruz:

Profissão de fé na Trindade

Ao dizer: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, proclamamos a fé no Deus Uno e Trino. O gesto é feito invocando o nome de Deus, não apenas “em nomes”, mas em nome, porque Deus é um só em três Pessoas.


Memória da Redenção

O movimento da mão lembra a cruz de Cristo, sinal do amor e da entrega de Jesus para salvar a humanidade. É como se disséssemos: “Eu me coloco debaixo da cruz de Cristo e assumo sua vitória sobre o pecado e a morte”.


Sinal de bênção e proteção

Desde os primeiros séculos, os cristãos faziam o sinal da cruz pedindo proteção contra o mal. É uma forma de consagrar a si mesmo, os outros e até os objetos a Deus.


Confissão pública da fé

Fazer o sinal da cruz é testemunhar diante do mundo que pertencemos a Cristo. É um gesto de identidade cristã.

Recordação do Batismo

O sinal da cruz retoma a marca do Batismo, quando fomos consagrados à Santíssima Trindade. Cada vez que o fazemos, renovamos esse compromisso.


Sentido do gesto

Na testa: peço que minha mente esteja em Deus.

No peito: que o amor a Cristo habite meu coração.

Nos ombros: que eu carregue com fé e coragem a cruz da vida.

Assim, o sinal da cruz expressa a totalidade da pessoa – mente, coração e corpo – entregue a Deus.




 DATAS E INFORMAÇÕES SOBRE A PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DE GURUPÁ

O Apostolado da Oração foi fundado em Gurupá em 1908. 

A Paróquia Santo Antônio de Gurupá foi erguida em 1693, sendo a segunda do estado do Pará.  

A Igreja matriz de Santo Antônio foi erguida em 1864 somente no ano de 1948 foi incorporada na Prelazia do Xingu em 2019 foi elevada canonicamente a Diocese de Xingu-Altamira pelo Papa Francisco sendo incorporada à Província Eclesiástica de Santarém.

A chegada do padre italiano Giulio Luppi em 1971, criando e fundando as Cebs em Gurupá em 1972. 

Em 1973 foi realizada a primeira Semana Catequética paroquial. 

Em 1975 foi criado o Conselho Pastoral Paroquial

1984 foi organizado o movimento de mulheres de Gurupá. 

Em 1985 deu-se início aos estudos bíblicos-CEBI. 

Em 29 de março de 1986 foi afundado o barco Livramento da Paróquia por motivação política, sendo resgatado em 14 de janeiro de 1988. 

O primeiro encontro de jovens da Pastoral da Juventude foi no ano de 1986. 

Em 2002 foi organizado pela Irmã Paulina a Pastoral Infância e Adolescência missionária, somente em 2006 ocorreu o primeiro encontro. 

Dom Frei João Muniz Alves, OFM com a instalação da Diocese e posse do Bispo ocorreu em 1°/02/2020, em Altamira. 

Posse do Pároco Aderney Gemaque Leal no dia 06 de maio de 2022. 

Chegada do Pe. Amaro como Padre Cooperador da Paróquia St. Antônio de Gurupá.

Em 2022 a Paróquia completou jubileu das Cebs em Gurupá, 50 anos de organização, fé e vivência comunitária.

1º Encontro da Pastoral do dízimo- 2023

50º Semana catequética-2024

TEXTE E PESQUISA: GILVANDRO TORRES


 Na Bíblia, Ruah é comparado ao temperamento humano. O vento invisível é comparado à disposição mental do ser humano, e os efeitos visíveis do vento são comparados à ação humana. 

Na Igreja Católica, o termo "Espírito" traduz o termo hebraico "Ruah". Jesus usou a imagem do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente do Espírito divino. No relato da Criação em Gênesis 1,1, se diz que a Ruah Divina vibrava sobre as águas. 

O princípio básico de uma vida plena, em comunidade e de uma sociedade justa para todos e todas é a busca do bem viver, dentro de uma ecologia integral

Sonhamos uma igreja empenhada em levar o conhecimento para as pessoas sobre a construção de igualdades entre os povos e etnias, e que esteja em harmonia com as pessoas e comunidades, praticando a compreensão, a partilha e o fortalecimento da espiritualidade. 

Sendo uma Igreja em Saída e Sinodal que cuida e protege, na busca de vida plena para todas as pessoas no aqui e agora da história; Na Bíblia, a expressão "novo céu e nova terra" significa a transformação radical do universo físico atual, com a restauração da criação e a libertação do pecado. 

Que a Ruah com seu sopro de vida nos fortaleça a tecer novo e nova terra (Is 65.17ss). Ninguém é excluído dessa missão. 

Em virtude do sacramento do batismo, todos os membros da Igreja são missionários(a). A Igreja sinodal é uma Igreja da escuta, com a consciência de que escutar é mais do que ouvir. 

É uma escuta recíproca em que cada um tem algo a aprender. Ter ouvidos, ouvir, é o primeiro compromisso. Trata-se de ouvir a voz de Deus, colher a sua presença, interceptar a sua passagem e sopro de vida. 

Construir no coletivo e caminharmos juntos no processo do Diálogo fraterno e da Conscientização de ser Igreja na Sinodalidade, com rosto Amazônico

Com as portas abertas para o acolhimento na Fé, Esperança e na Alegria do Evangelho de Cristo.

 O Papa Francisco comparou a Igreja com a água. “Se a água não corre no rio, fica estagnada e adoece. A Igreja quando sai, caminha, se sente mais forte”.

 Um tempo de desafios, mas de esperança, onde sob a proteção dos nossos padroeiros Santo Antônio de São Benedito “saibamos escutar as indicações preciosas do Espírito Santo de Deus para novos passos essenciais para o compromisso em levar a concretização da Igreja Sinodal”. 

A Igreja no Xingu no caminho da Sinodalidade. 

As sementes foram jogadas em solo fértil. O esperançar foi plantado. 

A palavra de Deus quando ela é compartilhada ela orienta, restaura e refaz nossa força alimentada na espiritualidade. 

Jesus é o cumprimento e anunciação libertadora. Alimentados pela fé e pela Eucaristia. O senhor Jesus Cristo nos chama e transforma toda nossa vida. 

A conversão de São Paulo é um grande exemplo da manifestação da graça, transformação e renovação espiritual. 

Decisão de cada um como Batizado, ser seguidores de Cristo ressuscitado. 

A valorização da cultura quilombola envolve a preservação das tradições e conhecimentos ancestrais, a participação da comunidade na definição da produção e a interação com outras comunidades. 

Identidade cultural do povo quilombola, buscando a interação da comunidade no resgate da origem e da História do Quilombo. 

A manutenção dessas populações em seus territórios originais e a valorização da sua expressão favorece o fortalecimento da identidade dessas comunidades. 

Com a participação dos quilombolas na definição da produção, espera-se que sejam recuperadas histórias e métodos de agricultura tradicional daquela comunidade. 

 O historiador contemporâneo, ao pesquisar e escrever a partir de diversas fontes documentais, deve considerar a importância de uma abordagem crítica e reflexiva, levando em conta a diversidade de perspectivas e interpretações possíveis. 

Além disso, é fundamental que o historiador esteja atento às questões éticas envolvidas na pesquisa histórica, como a preservação da privacidade e dos direitos dos indivíduos e grupos estudados, bem como a necessidade de evitar a reprodução de preconceitos e estereótipos, por fim, é importante que o historiador esteja aberto ao diálogo com outras áreas do conhecimento, como a antropologia, a sociologia e a filosofia, a fim de enriquecer sua compreensão do passado e do presente.

TEXTO E PESQUISA: GILVANDRO TORRES

IGREJA SINODAL EM GURUPÁ, PROCESSO DE EDUCAÇÃO POPULAR NAS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE. COM GILVANDRO TORRES

 IGREJA SINODAL EM GURUPÁ, PROCESSO DE EDUCAÇÃO POPULAR NAS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE. 

O que o Papa Francisco diz sobre a Igreja: “A Igreja é aberta a todos, então existem regras que regulam a vida dentro da Igreja”, disse o Papa Francisco. “Cada um encontra Deus a seu modo dentro da Igreja. E a igreja é mãe e guia cada um a seu modo”.  O Papa Francisco e a Sinodalidade. Não se esqueçam: Igreja em saída. ‘Igreja em saída’: este é o tema.  Sim, a Igreja é como a água: se a água não corre no rio, fica estagnada, adoece. 

Por outro lado, a Igreja quando sai, quando caminha, se sente mais forte. Sigam adiante e que a Igreja de vocês seja sempre em saída, nunca escondida”.

Em suas próprias palavras, a Sinodalidade “é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio” porque é uma “dimensão constitutiva da Igreja”. É por isso que o Papa Francisco pediu um Sínodo sobre a Sinodalidade, que vem acontecendo desde 2021 e vai até 2024. 

Igreja em saída é um termo cunhado pelo papa Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium, a alegria do evangelho (EG). 

É nessa exortação que o pontífice exprime suas principais preocupações a respeito da Igreja e do mundo, e desenvolve alguns temas que têm implicação direta na dinâmica pastoral e missionária da Igreja, a fim de delinear novo perfil eclesial. 

O convite do papa Francisco para uma “Igreja em saída” é a marca predominante do seu pontificado, que deseja ver renascer na Igreja nova experiência de fé cristã missionária, fundamentada no evangelho, de modo que a mensagem da salvação chegue realmente a todos, sem exclusão.

Guiamo-nos pelo método ver-julgar-agir, nos dias de 18 a 22 de julho. Com o tema “ Cebs: Igreja em saída, na busca da vida plena para todos e todas” e o lema “ Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra”( Is 65,17ss). 

Método consagrado pela tradição da Igreja na América Latina e Caribe. Reconhecer os sinais dos tempos, a presença e atuação de Deus. 

Diálogos em várias realidades e regiões do Brasil. Vimos que a desigualdade social é fruto de um sistema capitalista, de natureza excludente constatamos uma triste realidade, como: A imensa fila de desempregados e desempregadas, de trabalhadores e trabalhadoras informais, muitos/as em trabalhos análogos à escravidão; O desmatamento e incêndios criminosos afetando os diversos biomas. luição das águas, do ar e da terra, destruindo a vida do planeta e das pessoas, o uso desregulado de agrotóxicos, o avanço do agronegócio e da mineração ilegal. 

O processo de reorganização das Cebs, trazendo e Identificando o rosto das Comunidades Eclesiais de base ouvindo suas dores e lutas, dos ribeirinhos, pescadores(as), quilombolas e povos originários como identidade das Cebs. A luz do discipulado de Jesus de Nazaré, uma igreja profética e sinodal. Com a inserção nos conselhos sociais e pastorais, neste compromisso assumido das Cebs como Igreja altamente Sinodal. Ressignificar a identidade das Cebs, via documentos da Igreja. 

Implantando grupos de Estudos e reflexões dos documentos da Igreja. Revendo a realidade enquanto regionais com o estudo do “Documento de Santarém 50 anos: Gratidão e Profecia”. Com objetivo e prioridades principais o fortalecimento das comunidades eclesiais de base, a formação dos discípulos e discípulas missionárias na Amazônia, a defesa da vida dos povos da Amazônia, o cuidado com a Casa Comum, a evangelização das juventudes e a igreja com rostos amazônicos.

 Neste Documento jubilar, fruto do Encontro de Santarém em 2022, as diretrizes e prioridades assumidas há 50 anos são ratificadas e atualizadas à luz do recente Sínodo para a Amazônia. Assim como o Documento de Santarém de 1972 constituiu uma criativa recepção do Concílio Vaticano II e da Conferência de Medellín, esse Encontro de 2022 deu prosseguimento ao caminho do Sínodo para a Amazônia, assumindo suas inspirações a partir da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Querida Amazônia. Autoria: Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da CNBB / Rede Eclesial Pan-Amazônica - REPAM-BRASIL.

 Uma igreja aberta para a realidade, através da teologia da libertação que interpreta os ensinamentos de Jesus Cristo como libertador da opressão e injustiças. 

Segundo o teólogo professor Leonardo Boff, as comunidades eclesiais de base seriam um novo modo de ser igreja e de experimentar a salvação comunitariamente, o lugar de encontro do povo oprimido seriam capazes de "reinventar a igreja" a partir da fé do povo. 

O sofrimento dos servos de Jesus está previsto, inevitável, mais faz parte da missão, pois é uma caminhada de fé longa e cheio de desafios, ser servo de jesus cristo, significa um amor fiel, quem aceita e responde este chamado como o Apóstolo Saulo se converteu renuncia a sua autonomia se perder sua identidade, pelo contrário esta é a profunda conversão que se encontra a sua verdadeira identidade. 

Esta reflexão responde às perguntas sobre a vivência comunitária: o meu papel na comunidade em que vivo; meu compromisso com a caminhada e a minha necessidade de viver em comunidade . De acordo com seu sentido etimológico, o termo grego “sínodo” significa “caminhar juntos”.  

A sinodalidade expressa a participação e a comunhão em vista da missão. A unidade, a variedade e a universalidade do Povo de Deus se manifestam no caminho sinodal. A Sinodalidade expressa a natureza da Igreja, a sua forma, o seu estilo, a sua missão”, afirmou o pontífice em 2021. Como resposta a esta Igreja Missionária no sentido de caminhar juntos na escuta e no diálogo, proporcionando novas perspectivas de convivência ecumênica e inter- religiosa. Nestas palavras o Papa Francisco expressa que nos aproximarmos de Deus, estudar a Palavra e fortalecer nossa fé, são passos importantes para viver em comunhão na Igreja, buscando sempre ser cada vez melhor.

 Dom Leonardo Ulrich Steiner é um cardeal brasileiro, natural de Forquilhinha, Santa Catarina. Ele é o arcebispo metropolitano de Manaus e o primeiro cardeal da Amazônia. Acervo pessoal- 2023.

 A importância dos leigos(as), batizados, mas não ordenados, mais tem um chamado próprio e específico no anúncio do reino de Deus dentro de suas próprias comunidades.  O esperançar é caminhar numa Igreja de Xingu- Altamira como objetivo ser: Uma Igreja Missionária capaz de anunciar a alegria do Evangelho, respeitando as culturas, que lute pela Dignidade e Direitos dos pobres. De modo que sua voz seja ouvida. Essa é a conversão da vida em comunidade como uma ferramenta de transformação, na medida em que seus membros vão participando intensamente das comunidades, passa a conhecer suas necessidades e sua realidade. 

Os questionamentos aparecem, essa é a essência de viver em comunidade, as comunidades eclesiais de base são o porto seguro para sua viagem, para tua caminhada, são através desses questionamentos que se constrói o tecido seguro e resistente. 

Vivência na comunidade: a igreja povo, as Cebs são a presença mais linda, mais verdadeira, mais autêntica da igreja base: Igreja do povo. Com o trabalho evangelizador dentro das diretrizes da educação popular percebe-se que o povo começa a ter consciência dos seus direitos e deveres na sociedade e na família. 

Para isso tem que viver desprendido de bens materiais, viver a realidade, viver o dia a dia fundamentado no verdadeiro evangelho como uma pessoa simples, popular, trabalhadora, a serviço dos humildes e oprimidos. O verdadeiro evangelho: “quando o povo coloca sua esperança em deus ele responde com todo o seu amor” sl 34-(20.22) é aquele que vive o compromisso libertador, onde a igreja é do povo, é a essência da comunidade. é neste trabalho de conscientização que se desenvolve o despertar crítico e o compromisso sociopolítico das lideranças comunitárias. 

 Que cristo encoraje todos nós nesta reflexão: vivência comunitária, onde um vive para o outro, pois é muito importante para nós numa época em que as pessoas se submetem a este sistema capitalista, onde o homem pensa tanto em ganhar em ter é preciso a gente pensar em ser e ser em função dos outros. 

Um olhar de irmãos onde perdura o amor fraterno, justiça e a paz nas Comunidade Eclesial de Base no município de Gurupá para isso é preciso viver um processo de conversão permanente, porque a vida é um processo dinâmico onde ninguém nasce perfeito aos pouco se corrige, nas quedas, nas falhas enfim somos imperfeitos. Conversão: É retomar o caminho que havia perdido, a conversão verdadeira nasce da fidelidade ao caminho, ao projeto de vida. É uma necessidade existencial nesta linha de pensamento podemos observar as experiências da educação popular como uma conversão e renovação espiritual só assim poderão entender com clareza que uma caminhada da Cebs que dentro de um contexto de transformação social só tem futuro se estiver fundamentada numa profunda experiência de formação permanente. 

Identificado com as Cebs sendo orientado pelas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil-CNBB e dos ensinamentos das práticas do Papa Francisco e as orientações do Sínodo para a Amazônia em seu Documento Final e na Exortação Apostólica Querida Amazônia do Papa Francisco e do Documento Final do Encontro da Igreja Católica na Amazônia realizado em Santarém, em junho de 2022.

O caminho sinodal se reveste de uma necessidade diante dos desafios em que nos encontramos a enfrentar.  Quando Deus, chamou e encontrou-se com Moisés no deserto vasto no monte Horebe e lhe disse: “Certamente tenho observado a opressão e a miséria sobre meu povo no Egito, tenho ouvido seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei o quanto estão padecendo. Por esse motivo desci a fim de livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde mana leite e mel, porque conheci as suas dores”(cf. Ex. 3).               Ecoa firme também o clamor na Igreja da Amazônia, faz-nos lembrar do que lemos nos relatórios e escutamos novamente do grito de clamor que nos vem nessa manhã, mas também faz nos lembrar dos nossos mártires amazônicos: Pe Ezequiel, Ir Dorothy, Ir Adelaide, Dema, Chico Mendes e tantos outros anônimos, porque nos faz compreender o valor da missão batismal que interliga a fé e a vida pela profecia. 

Todo cristão e cristã, que carregaram em sua vida de missão e caminhada e, nos lembra que devemos carregar também o dom de ser profeta, ou seja, de estarmos atento aos sinais dos tempos na Amazônia, no Brasil e no mundo para anunciar os desígnios de Deus e denunciar o que vai contra o plano de Deus, autor da vida e, portanto, tudo o que gera morte. 

É também a missão de todo filho e filha amados de Deus. É uma missão encarnada na realidade, Igreja que se entrosa com a realidade. 

Paulo VI foi canonizado pelo Papa Francisco em 14 de outubro de 2018, expressou em 1972: “Cristo aponta para a Amazônia”. 

A Igreja se faz carne e arma sua tenda na Amazônia, no meio dos povos, de tal modo que aparece um rosto eclesial bem definido. Isso nos leva a uma Igreja comunitária, orante misericordiosa e missionária que interliga em sua ação, evangelização e a promoção humana. “Uma Igreja em saída, que vai ao encontro das periferias sociais, culturais e existenciais”, para que “todos tenham vida plena”.

Ser Igreja sinodal é o esforço coletivo e a busca contínua de aprendermos a “caminhar juntos”, como irmãos e irmãs. É um jeito de ser Igreja no qual cada pessoa é importante, tem voz, é ouvida, capacitada e envolvida na realização da missão. Já não se trata de estarmos uns acima dos outros, mas de nos colocarmos unidos para, juntos, fazermos a experiência de fé diante dos desafios internos e externos que se apresentam em nosso dia a dia. 

Uma Igreja sinodal é uma Igreja onde todo o povo de Deus caminha junto, onde todos(a), batizados discípulos missionários, qualquer que seja a sua vocação, se reencontram na Igreja em saída. Os discípulos(as) tornam-se missionários(as), a partir do encontro com Jesus Cristo, que é o missionário do Pai. Somente experimentando o seu amor, podem anunciar o amor misericordioso de Deus que deseja abraçar a todos. Como diz Apóstolo Paulo: "é o amor de Cristo que impulsiona".

 TEXTO E PESQUISA: GILVANDRO TORRES

GURUPÁ, IDENTIDADE AFRO AMAZÔNIDA. RUMO AOS 402 ANOS, POR GILVANDRO TORRES

 GURUPÁ, IDENTIDADE AFRO AMAZÔNIDA. RUMO AOS 402 ANOS

Gurupá é fruto de um longo processo de ocupação pelos holandeses que desejavam uma melhor comercialização com os nativos da região, chamados pelos holandeses de Mariocay. O termo “nativo”, entre outros significados, é aquele que nasceu no lugar, ou originário daquele lugar. Dessa forma, o correto é tratar os povos que chamamos de índios de povos originários ou nativos. Em 1623, o Forte denominado de Mariocay pelos holandeses foi arrasado por Bento Maciel Parente capitão Mor e considerado conquistador de Gurupá, tendo fundado o forte de Santo Antônio.  Os holandeses pretendiam colonizar o Brasil. 

Não seria possível construir fortificações na Amazônia sem a mão de obra escravocrata. Então, eles trouxeram pessoas escravizadas da África para as tarefas braçais, na construção das feitorias no Xingu e Gurupá.  O historiador Theodoro Braga descreve que a origem de Gurupá é indígena e significa “Porto de canoas”.

 As batalhas contra os holandeses, franceses e corsários ingleses para assegurar o domínio da Amazônia oriental, os povos indígenas no processo de colonização foram perdendo suas terras, devido ao surgimento de Vilas e fortificações, essas fortificações eram bases militares construída uma pequena casa de madeira e palha com um muro de pedras e canhões médios carregáveis de frente para o rio. 

Os conflitos brutais entre indígenas e portugueses resultaram em mortes e aprisionamentos, essas relações entre os dois povos foi marcada pela violência e imposição dos lusitanos, em 1639 a Vila Santo Antônio de Gurupá foi criada e mantida por uma lei de 05 de outubro de 1827. 

Sendo que Gurupá foi elevada à categoria de cidade através da Lei Provincial nº 1.209 de 11 de novembro de 1885. 

E na sua história completando 400 anos de existência possui uma importante riqueza histórica no município de Gurupá foram encontrados 50(cinquenta) sítios arqueológicos neste município, comprovados pelo museu Emílio Goeldi

O município de Gurupá conta com dois distritos: 1- Carrazedo, localizado entre a sede do município e o município de Porto de Moz. 2-Itatupã localizado entre Gurupá e o município de Santana no Estado do Amapá. 

A cidade de Mazagão no Estado do Amapá é considerada, praticamente, o porto de entrada da raça negra no Amapá. 

Para lá foram negros originários do Norte da África, na região de Marrocos (Mauritânia), colonizados pelos portugueses que os trouxeram visando os domínios lusitanos. 

Provavelmente foi pelos rios do estado do Amapá que vieram os negros escravizados para a localidade Gurupá Mirim. 

O Quilombo Gurupá Mirim, em, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares

A Associação Das Comunidades Remanescentes De Quilombos De Gurupá foi fundada em 05/11/1999. Título de Reconhecimento de Domínio Coletivo que o Governo do Estado do Pará, através do Instituto de Terras do Pará - ITERPA, outorga em favor da ARQMG - Associação dos Remanescentes de Quilombos de Gurupá. Aproximadamente 12.587 mil escravos africanos, muitos ficaram espalhados nas fazendas do Marajó no trabalho da pecuária. Alguns conseguindo fugir e se organizando em quilombo.

 Em 1652, a Coroa Portuguesa permitiu que os Jesuítas estabelecessem uma missão na Capitania de Gurupá, os Jesuítas estavam ansiosos por controlar a área, pois sentiam que Gurupá era o portão de entrada para a Amazônia. 

1655 Padre Antônio Vieira passou por Gurupá viajando em canoa descoberta anunciando a boa nova. 

Em 1655, dois Jesuítas missionários chegaram a Gurupá, segundo informes.  

Entretanto, a chegada deles provocou hostilidades entre os colonos, que não queriam admitir a interferência dos Jesuítas no modo como utilizavam os nativos, no trabalho. Por volta de 1656, os Jesuítas estabeleceram uma missão, com o nome de São Pedro, próxima ao forte de Gurupá. 

Os Frades Capuchinhos da Piedade de São José assumiram a responsabilidade Pastoral da matriz de Santo Antônio de Gurupá em 1692, sendo erguido a segunda Paróquia no Estado do Pará, no mesmo ano Dom Pedro mandou construir um convento no Carrazedo, a carta régia de 19 de março de 1693 confirma as atribuições aos Frades em 1693 é criado Paróquia de Santo Antônio de Gurupá, em 1831 Gurupá pertence a Diocese de Belém e em 1948 é incorporado a Prelazia do Xingu. 

Em 1661 a hierarquia jesuíta ordenou ao Padre de Gurupá, na época um alemão chamado Bettendorf, que fugisse dos colonos, ele escondeu-se na floresta, com dezesseis nativos, por vários meses até que ficassem sem comida, quando ele retornou a Gurupá, vários moradores tentaram prendê-lo o Capitão-mor do Forte de Gurupá era a favor dos jesuítas e protegeu o Padre Bettendorf, ele prendeu os principais agitadores anti-jesuítas e mandou enforcá-los, após confessarem-se com o padre Bettendorf.

O papel da Igreja católica na redemocratização do Brasil em 1977, a conferência nacional dos bispos do brasil (CNBB) efetivou uma ruptura institucional com o regime militar, publicando o documento “exigências cristãs de uma ordem política”. 

Afirmava a luta por democracia, justiça social e direitos humanos como os fundamentos da crítica católica à ditadura militar que está instituído no Brasil.

A Igreja será sempre porta-voz dos oprimidos e daqueles que não tem nem voz e nem vez. Aqui em grupo aproximou as pessoas para conscientizar e formar cidadãos críticos: 

JOC (Juventude Operária Católica); 

ACO (Ação Católica Operária), que buscou se aproximar dos trabalhadores urbanos; 

JEC (Juventude Estudantil Católica); 

JUC (Juventude Universitária Católica), para os estudantes; 

CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), para as classes populares, de modo geral;

Nas décadas seguintes, surgiram a CJP (Comissões de Justiça e Paz), o CIMI(Conselho indigenista missionário) e CPT (comissão pastoral da terra). 

Destaca-se o Concílio Vaticano II (1962-1965) foi fundamental no contexto mundial também era de mudança das sociedades, o Papa João XXIII decidiu convocar o Concílio Vaticano II para discutir qual seria o papel da Igreja nas  transformações econômicas, sociais e políticas um profundo impacto na renovação da Igreja Católica, de entre os efeitos mais visíveis conta-se a utilização das línguas locais nas missas, em vez do tradicional latim e da celebração com o padre virado para a assistência e não para o altar. 

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) abrangiam grupos reunidos em torno de uma paróquia ou comunidade, que buscavam soluções para problemas locais com base ideológica na Teologia de Libertação, corrente da Igreja Católica que defendia a opção preferencial pelos pobres, por meio da metodologia do “ver- julgar-agir”, tomavam consciência da situação que o Brasil sob a ditadura. 

Destaca-se na defesa dos Direitos Humanos: Dom Hélder Câmara, bispo de Olinda e Recife; e o arcebispo de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns. Em 06 de novembro de 2019, o Papa Francisco elevou a Prelazia do Xingu à categoria de Diocese de Xingu-Altamira com sede em Altamira (PA). Foi nomeado como primeiro Bispo Diocesano Dom Frei João Muniz Alves, OFM. 

  As CEBs, com um papel protagônico, têm colaborado na mudança do rosto das Igrejas locais e influenciado as Conferências Episcopais latino-americanas e Caribenhas na perspectiva de construção de uma Igreja Povo de Deus de acordo com os documentos do Vaticano II. 

As CEBs, no seguimento de Jesus de Nazaré, empenham-se na construção de um outro mundo possível e urgente e que antecipe o Reino de Deus na história. Poucos conseguem entender a proposta de Jesus pobre do lado dos pobres. 

O modelo de desenvolvimento implantado na AMAZÔNIA LEGAL não corresponde com a vida e a realidade dos povos originários, comunidades tradicionais, agricultores familiares, pescadores e trabalhadores urbano, é realidade o ECOCÍDIO nestas realidade do contexto social a implantação da pastoral da Pastoral de Conjunto nas paróquias da Diocese, respeitando a Hierarquia Eclesial. 

TEXTO E PESQUISA: GILVANDRO TORRES


A LEI 10.639/2003 OBRIGA AS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO A ENSINAREM SOBRE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.

 A LEI 10.639/2003 OBRIGA AS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO A ENSINAREM SOBRE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.

                   Pintura de Johann Moritz Rugendas do século 19 mostra o jogo de capoeira já sendo praticado no Brasil

O conteúdo programático deve incluir o estudo da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura afro-brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil. 

O calendário escolar deve incluir o dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. Em referência a morte de Zumbi dos Palmares. Já em 2008, outra lei federal 11.645/ 2008, tornou obrigatório também o estudo da história e da cultura indígena, incluindo a contribuição na formação da sociedade brasileira, conforme a lei anterior. 

Qual a importância da Lei 10.639 nas escolas que versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, ressalta a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira. 

O objetivo dessa lei é combater o racismo em nossa sociedade através da educação, visto que em nossa educação existe uma supervalorização da história e cultura branco européia em detrimento das africanas e ameríndias. 

Ensinado na escola que o brasileiro é resultado da mistura de três etnias: o branco europeu, o negro africano e o indígena nativo. 

A divisão do conteúdo ensinado, entretanto, não segue essa proporção. 

A história e complexidade dos povos indígenas e da população negra se encontram muitas vezes resumidas à descoberta do Brasil e ao período da escravidão. 

A nossa grande diversidade é apagada nos bancos escolares. Há uma tentativa de homogeneizar a cultura brasileira sob o olhar do colonizador europeu. 

No Brasil desde 1989 existe a Lei Federal n. 7.716 que define como crime qualquer forma de preconceito de raça ou de cor. 

Lei esta que foi atualizada em 1997.Determinando crime discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião. 

Transformando racismo em crime atualmente o dia 13 de maio é rememorado como o dia nacional da luta contra o racismo.

O Brasil é uma mistura étnica dos povos que aqui chegaram e já estavam os povos indígenas, atualmente 50% da população se identifica como negra ou parda.

Muitos livros didáticos não expressam o lado verdadeiro da história, em 1755 foi fundado a companhia geral do comércio do Grão Pará e Maranhão com a finalidade de transportar os produtos da produção paraense para Portugal e no retorno as embarcações traziam pessoas escravizada de origem africana, funcionado durante 22 anos.

Aproximadamente 12.587 mil escravos africanos, muitos ficaram espalhados nas fazendas do marajó no trabalho da pecuária, alguns conseguindo fugir e se organizando em quilombo.

Os escravos africanos e seus descendentes crioulos e mestiços influenciaram em profundidade a formação cultural do País, os aspectos de nossa cultura na religião, música, dança, alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreu as suas manifestações culturais mais cotidianas. 

A preservação da cultura negra significava a luta diária pela sobrevivência.

Embora ameaçados pelo cativeiro, proibidos de praticar os seus ritos, vítimas de violência e separação física entre pessoas do mesmo grupo familiar, eles continuaram lutando pela manutenção de seus valores culturais.

 A partir desse diálogo expressado neste livro com objetivo de compreender nossa história Afro Amazônida com a necessidade de entender a multiplicidade dos clamores e gritos amazônicos provocados e mantidos, até hoje, pelo colonialismo interno.

Da mesma maneira que é importante, também, conhecer as bases, a realidade e a história da Amazônia brasileira a partir de seus povos, etnias e comunidades. 

Com a presença afro- indígena é forte em vários aspectos culturais, como culinária, música e religião. 

A influência não é apenas em elementos tradicionais. 

Hoje, a mistura de ritmos mostra que é possível trazer sons africanos, indígenas e ribeirinhos para estilos típicos da região do norte e compartilhados pelas regiões do Brasil em estilo único.

A cidade de Mazagão no Estado do Amapá é considerada, praticamente, o porto de entrada da raça negra no Amapá.

Para lá foram negros originários do Norte da África, na região de Marrocos (Mauritânia), colonizados pelos portugueses que os trouxeram visando os domínios lusitanos a partir da construção de um forte na África.

Provavelmente foi pelos rios do estado do Amapá que vieram os negros escravizados para a localidade Gurupá Mirim

O Quilombo Gurupá Mirim, em Gurupá-PA, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.

No período colonial os quilombos não eram só compostos por escravos fugidos, mas também de escravizados alforriados, brancos pobres, mestiços, indígenas, entre outros, e hoje em dia ainda existem quilombos ocupados pelos remanescentes que possuem as mesmas tradições.

A Associação Das Comunidades Remanescentes De Quilombos De Gurupá foi fundada em 05/11/1999. Título de Reconhecimento de Domínio Coletivo que o Governo do Estado do Pará, através do Instituto de Terras do Pará - ITERPA, outorga em favor da ARQMG - Associação dos Remanescentes de Quilombos de Gurupá. 

O que teria acontecido com os indígenas da nação Tupinambá que habitavam próximo ao rochedo do forte de Gurupá antes da chegada dos portugueses. 

Os indígenas foram dizimados, escravizados, o certo que a coroa portuguesa se apoderou das terras gurupaense, num holocausto escondido entre os livros didáticos nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses.

 A verdadeira vítima da invasão estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os indígenas da nação Tupinambá; Que ocupavam pacificamente essas terras. Os verdadeiros donos. 

À medida que o forte foi construído, aquela sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento de sangue no canal de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da etnia indígena de Gurupá.

 Com a colonização portuguesa atraindo comerciantes que transferiram para Portugal em navios de pequeno porte até Belém, as produções agrícolas, hoje os indígenas que eram chamados Mariocay pelos holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central.

O que temos é uma praça a beira mar que homenageia através de um coreto o nome Mariocay que provavelmente eram da nação tupinambá, que de início a praça era denominada "Coronel Magalhães Barata" em homenagem ao Interventor da época que tinha aliados políticos em Gurupá, com a troca de poderes ascensão de um novo modelo político e a queda do Baratismo, foi trocado o nome da praça e rebatizada como Praça Mariocay.

Jorge Hurley em 1936 no livro "Noções de história do Brasil” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi: umary= frutos da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado. 

Verdadeiro nome em Tupi: UMARY-CAY. Os holandeses chamavam de Mariocay os remanescentes da nação tupinambá que viviam no local onde atualmente é a sede da cidade de Gurupá. 

Alguns historiadores e pesquisadores acreditam que os holandeses fizeram amizade com os indígenas e até comercializavam produtos, podemos descrever que o cotidiano dessa época: 

1- Os indígenas produziam roças, e trocavam os produtos com os Holandeses, eram especialistas também na pesca de tartaruga e no escambo troca de seus derivados como o óleo; 

2- A caça de animais silvestre com a comercialização da pele de onça, em troca os holandeses deram espelhos, roupas e utensílios para agricultura. 

3- Os Holandeses trouxeram pessoas escravizadas em suas embarcações provavelmente angolanos e ajudavam no trabalho pesado e no cultivo das terras pretas existentes em Gurupá para plantação do tabaco que tinha um preço muito bom na Europa. 

Acredito que deveria ter um trabalho arqueológico de campo, ainda temos muitas informações guardadas neste solo. 

Gurupá Mirim é um dos maiores sítios arqueológicos do período Pré colonial com os impactos causados pela chegada dos colonizadores e exploradores (doenças dos brancos para a comunidade indígena que habitava a região e sua dizimação pelas guerras e doenças) e os benefícios que tivemos (termos um Brasil unificado e o mesmo idioma falado em todo o Território Nacional.