1/20/2026

Caminhada dos Mártires em Gurupá

Caminhos

Irmandade dos Foliões de São Benedito de Gurupá

Embarcações ribeirinha

Ruas de Gurupá

Ruas de Gurupá avenida Santo Antônio de Gurupá

Fórum de Gurupá

Biblioteca de Gurupá

Cidade de Gurupá

Embarcações de Gurupá

Gurupá

Quilombo de Gurupá Jocojo

Paisagens se Gurupá

São Sebastião no quilombo Jocojo

Quilombo Jocojo em Gurupá

Jocojo

1/13/2026

 A fé católica não se resume apenas à Missa de domingo. Ela é um caminho diário que envolve oração, conhecimento, vivência dos sacramentos e prática da caridade.

Coisas que todo católico deve saber: quanto mais conhecemos nossa fé, mais forte se torna nossa relação com Deus. Cada ensinamento, cada oração e cada gesto de amor nos aproximam do coração de Cristo.

A Festa do Batismo do Senhor! Nas águas do Jordão, Jesus é revelado como o Filho amado do Pai, e o Espírito Santo desce sobre Ele. 

Este mistério nos recorda a graça do nosso próprio Batismo: somos filhos e filhas de Deus, chamados a viver na luz e no amor

 Em 1991, o Paysandu escreveu uma das páginas mais importantes da sua história. Aquele ano marcou o primeiro título nacional do clube, uma conquista que mudou o patamar do Papão no cenário do futebol brasileiro e colocou o nome do Paysandu definitivamente no mapa do país.

Por isso, esse pôster segue vivo na memória do torcedor: ele eterniza o momento em que o Papão deixou de ser promessa e passou a ser realidade no futebol brasileiro.

📸Revistar Placar, edição campeões 1991

✍️Rodrigo Cabral



 A simplicidade na Liturgia

 A Eucaristia nasceu num contexto de simplicidade e é na e pela simplicidade que os celebrantes se aproximam do Senhor, presente na Eucaristia. 

O ambiente, no qual Jesus instituiu a Eucaristia, era simples, os gestos de Jesus, os sinais do pão e do vinho são simples. 

Se simplicidade foi o modo escolhido por Jesus para a celebração da Eucaristia é pela simplicidade que “ele está no meio de nós”. 

Quanto mais simples, portanto, forem nossas celebrações, mais próxima daquela realizada por Jesus estaremos.

 Em 1973 o designer norte-americano 'Harvey Ball' inventou o 🙂 'Smiley', a famosa carinha amarela feliz. Ele havia recebido um trabalho no qual teria que desenhar algo que pudesse estimular a moral dos funcionários de uma companhia de seguros de Massachusetts (EUA) 🇺🇸 . A intenção da empresa era que os funcionários pudessem sorrir mais para os seus clientes, então fizeram 100 broches com o logotipo do desenho. 'Harvey' cobrou apenas 45$ dólares pelo seu trabalho, e nunca recebeu nenhum só centavo de 'royalties' pelo desenho, já que não havia registrado a marca. Anos mais tarde, já na década de 80, o 'Smiley' passou a se tornar um símbolo do movimento 'House Music', também conhecido nos dias de hoje como o bom e velho ''Flash House''.

Texto original - House Flash Mk2: " O Almanaque da Dance Music"



 Donald Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas que atuam no México, ampliando ações que, segundo ele, já vinham sendo feitas por mar e por outras frentes no combate ao tráfico.

 A vida também se constrói em gestos simples. 

São nos detalhes, como em alguns momentos mais calmos, ou aquelas conversas que trazem um sorriso no rosto que a gente se fortalece, renova as ideias e segue com serenidade para continuar trabalhando pelo amanhã. 




Momentos do rei do futebol Diego Armando Maradona

 














 



 

1/11/2026

 Você Sabia? As bandeiras da Venezuela, da Colômbia e do Equador são parecidas porque têm uma origem histórica comum, ligada ao processo de independência do norte da América do Sul no início do século XIX. 

Esses países fizeram parte da Grã-Colômbia, um Estado criado após a libertação do domínio espanhol e idealizado por líderes como Simón Bolívar, que buscavam a unidade política da região. 

A bandeira tricolor amarelo, azul e vermelho foi inspirada em um modelo criado por Francisco de Miranda e passou a simbolizar a luta pela independência, as riquezas do território, os mares e o sangue derramado pelos povos emancipados. 

Com a dissolução da Grã-Colômbia, cada país tornou-se independente, mas manteve o tricolor em suas bandeiras como forma de preservar essa herança histórica e identitária comum, introduzindo apenas pequenas variações nos símbolos e proporções.

fonte: https://www.facebook.com/geografia.on?locale=pt_BR


1/09/2026

O plano de Deus

 Charge de João Spacca para a newsletter desta sexta-feira (9).



 O Campeonato Paraense conta com apenas 7 campeões em toda sua história.

E cinco deles estarão presentes na edição de 2026;
Paysandu, com 50 títulos
• Remo, com 47 títulos
• Tuna Luso, com 10 títulos
• Águia de Marabá, com 1 título
• Cametá, com 1 título
Independente Tucurui está na 2a divisão e o União Esportiva está licenciado

 A humildade é o caminho seguro da santidade.

Ela nos coloca na verdade diante de Deus e nos livra das armadilhas do orgulho e do amor-próprio.
Santo Afonso nos recorda que, sem a humildade, nada se sustenta na vida espiritual. Por isso, a Ladainha da Humildade é uma poderosa escola do coração: dói, purifica e transforma.
Reze com fé, sem pressa, e permita que Jesus, manso e humilde de coração, modele a sua alma.

Fortaleza de Gurupá

Fortaleza Santo Antônio de Gurupá

Gurupá na Amazônia gurupaense

1/08/2026

 O 8 de janeiro foi um ataque direto à democracia brasileira. Não foi vandalismo comum, foi tentativa de golpe.

O veto do presidente Lula à chamada PL da Dosimetria reforça que não haverá anistia disfarçada nem redução de penas para quem atentou contra o Estado Democrático de Direito.

Democracia se defende com memória, justiça e responsabilidade.

 Análise de conjuntura sobre a VENEZUELA


A ação envolveu bombardeios aéreos e incursões terrestres em áreas estratégicas como Caracas, Miranda, La Guaira e Aragua, visando alvos militares e sistemas de energia. 

Tropas especiais romperam a segurança presidencial, resultando em pelo menos 58 mortes confirmadas, incluindo militares cubanos e civis. Maduro foi levado para Nova York, onde enfrenta varias acusações .

O Ex Presidente da Venezuela Maduro deixou um legado de 80% em pobreza, agora agravado por bloqueios petrolíferos que cortam 70% das receitas estatais.

Nicolás Maduro liderou um regime amplamente descrito como autoritário e repressivo na Venezuela por mais de uma década, reprimiu protestos com prisões arbitrárias e leis que silenciavam dissidentes. 

​Enquanto  as eleições fraudadas profundou essa crise econômica, hiperinflação e sanções agravaram a miséria, levando milhões ao exílio e no contexto atual a sua captura em janeiro de 2026 pelos EUA encerrou esse ciclo.

Nicolás Maduro liderou um regime amplamente classificado como ditatorial na Venezuela, marcado por autoritarismo extremo e violações sistemáticas de direitos humanos. 

Foi um trajetória Autoritária que assumindo o poder em 2013 como sucessor de Hugo Chávez,  dissolveu o Parlamento oposicionista em 2017, uma Assembleia Constituinte leal e manipulou eleições em 2018, 2020 e 2024. Prisões políticas somaram cerca de 15 mil casos, com repressão violenta a protestos que causou centenas de mortes entre 2014 e 2019. 

A Venezuela, outrora a mais rica da América Latina graças ao petróleo, mergulhou na pobreza extrema sob comando do Governo de Maduro devido a políticas econômicas fracassadas, corrupção sistêmica e má gestão da Estatal  PDVSA, enquanto a elite e apoiadores acumularam fortunas bilionárias. 

A Corrupção desviou centenas de bilhões de dólares da PDVSA via propinas, sobrepreços e controles militares de importações, enriquecendo generais, família e aliados de Maduro. A má gestão da PDVSA, estatal venezuelana de petróleo, foi central no empobrecimento nacional, destruindo a principal fonte de receita do país apesar de suas reservas gigantescas. 

Sem manutenção em poços e refinarias, a infraestrutura deteriorou, elevando custos operacionais e reduzindo exportações e Bilhões foram desviados via sobrepreços, propinas e contratos superfaturados, isso gerou rombo fiscal, hiperinflação e queda do PIB forçando importações caras de combustível.

Com 95% das divisas do petróleo perdidas, o governo imprimiu dinheiro, disparando inflação a 65.000% em 2018 e elevando pobreza a 82% em 2023, enquanto elite ( aliados do governo) se enriquecia. Que acumularam bens luxuosos, financiados por receitas estatais desviadas, enquanto o povo enfrentava fome.  

A falta de gasolina e peças paralisou transporte público, enquanto escassez de divisas limitou importações de remédios e equipamentos médicos, elevando déficit nutricional de 3% para 35% e reduzindo capacidade hospitalar em 70%. 

Educação e assistência social também deterioraram, com PIB encolhendo 80% e migração por fome e falta de serviços básicos.

A crise social é severa, com mais de 20 milhões de venezuelanos vivendo em situação de pobreza multidimensional. Estima-se que mais de 7,7 milhões de pessoas já fugiram do país em busca de melhores condições de vida até agosto de 2023. O que resultou na perca da  capacidade de fornecer serviços básicos adequados, como saúde e alimentação, o que aprofundou o sofrimento da população.

​A pobreza extrema na Venezuela resultou principalmente de políticas econômicas fracassadas sob comando de Hugo Chávez e Maduro, corrupção, dependência excessiva do petróleo e repressão política que agravaram a atual crise humanitária.


Pesquisa e Texto: GILVANDRO TORRES


 Alma de Cristo, santificai-me. 

Corpo de Cristo, salvai-me. 

Sangue de Cristo, inebriai-me. 

Água do lado de Cristo, lavai-me 

Paixão de Cristo, confortai-me. 

Ó bom Jesus, ouvi-me. 

Dentro das Vossas chagas, escondei-me. 

Não permitais que eu me separe de Vós. 

Do inimigo maligno defendei-me. 

Na hora da minha morte, chamai-me. 

Mandai-me ir para Vós, 

Para que Vos louve com os Vossos Santos 

Pelos séculos dos séculos.

Amém ! 🙏🙏🙏


 “Sínodo e sinodalidade” e “Evangelização e espírito missionário na Igreja à luz da Evangelii gaudium” foram escolhidos como temas centrais de reflexão, por ampla maioria, cerca de 170 cardeais, no primeiro Consistório extraordinário do pontificado do Papa Leão XIV.

A escolha de dois temas, entre quatro propostos — que incluíam também a Liturgia e a constituição apostólica Praedicate Evangelium — visou garantir maior aprofundamento nos trabalhos. Segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, a exclusão de alguns temas não significa desconsideração, pois poderão ser tratados dentro dos demais.

A sinodalidade orientou não apenas o conteúdo, mas também a metodologia do Consistório, com trabalhos baseados no diálogo e na escuta, em grupos linguísticos, seguindo o modelo dos recentes Sínodos. O Papa ressaltou que a sinodalidade é o caminho esperado por Deus para a Igreja do terceiro milênio e afirmou aos cardeais sua necessidade de contar com eles:

“O tempo é brevíssimo. Sinto a necessidade de poder contar com vocês. Vocês chamaram este servo para esta missão, e é importante discernirmos juntos.”

Os trabalhos em grupo foram realizados na Sala Paulo VI, sem a presença do Papa, que retornou para ouvir os relatos finais. Apenas parte dos grupos apresentou sínteses detalhadas, por limitações de tempo.

No segundo dia, os debates continuam após a Missa no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro, presidida pelo Papa, culminando no encerramento do Consistório. Não haverá documento final, pois, como afirmou o Papa em seu discurso, o objetivo é aprender um estilo — o colegial e sinodal — para “trabalhar juntos” e “criar algo novo”.

Em sua conclusão, Leão XIV destacou que o caminho é tão importante quanto os resultados e reforçou o chamado a uma Igreja missionária, voltada para além de si mesma, cuja razão de ser é anunciar o Evangelho.

 Santo Afonso ensinou que cada pessoa é chamada para a santidade

Ele ensinou que “Deus quer que todos se tornem santos, cada um em seu estado de vida: o religioso exatamente como religioso, o padre como padre, o leigo como leigo, o casado como uma pessoa casada, o comerciante como um comerciante e as outras pessoas como caminham na vida”. 

Santo Afonso colocou na sua obra fundamental: “Toda santidade consiste em amar Jesus Cristo, nosso Deus, nosso sumo bem”.  

Ele enfatizou o amor a Deus por nós e o amor que nós devemos ter por Jesus.

Santo Afonso tentou de diversas maneiras fazer com que as pessoas compreendessem o quanto Deus as ama. 

Com ênfase particular, ele escreveu sobre “os três grandes sinais”: a manjedoura, a cruz e o tabernáculo

É oportuno mencionar que Afonso escreveu dois livros inteiros para cada um destes três grandes mistérios. 

Um dos caminhos que Santo Afonso indicou para um cristão ser santo era sua opção pelas pessoas pobres e abandonadas. 

É curioso como ele fez “uma opção preferencial pelos pobres” mais de duzentos anos antes das Conferências Gerais de Medellín, Puebla e Aparecida! 


                      ORAÇÃO A SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Senhor concedei-me pelos méritos de santo Afonso Maria de Ligório, o dom do verdadeiro amor fraternal.  Com vossa graça, ajudai-me, pois não quero mais julgar, condenar, desprezar, excluir. Contudo para isso torna-se necessário realizar uma reforma intima, para isto é que venho até vós, em nome de Santo Afonso Maria de Ligório, implorar-vos que me mantenha firme neste propósito. Que eu humildemente reconheça as doenças de minha alma e com propósito firme as cure.

 Que Assim Seja.



1/05/2026

História de Gurupá com Gilvandro Torres, a conquista portuguesa na Amazô...

Viver !

 Na alegria da Solenidade da Epifania do Senhor, a Igreja celebra a manifestação de Cristo a todos os povos. Assim como os Reis Magos, deixemo-nos conduzir pela estrela que é Jesus, oferecendo-Lhe fé, amor e sincera adoração.

 

Gurupá, no Pará, é um município histórico na região do Marajó, conhecido como "Porto de Canoas" em origem indígena. A frase "Gurupá nosso lugar" evoca o orgulho local por sua rica herança cultural e identidade amazônica.

Fundada em 1623 com o Forte Santo Antônio, Gurupá surgiu após batalhas entre portugueses, holandeses e indígenas tupinambás na margem do rio Amazonas. O local foi elevado a vila em 1639 e a cidade em 1885, servindo de base para expedições que consolidaram o território português na Amazônia.

O Forte de Santo Antônio destaca-se como principal atração, com escavações arqueológicas revelando ocupações indígenas, europeias e quilombolas. Projetos como o OCA promovem memória coletiva por meio de oficinas e exposições comunitárias.

Símbolos municipais, como a bandeira com seringueira e fortaleza, representam florestas, rios e história.

O nome Gurupá tem origem indígena, significando "Porto de Canoas", e o povoado surgiu com a construção do forte pelos portugueses após derrotarem os holandeses na área habitada por tupinambás. Elevado a vila em 1639 e a cidade em 1885 pela Lei Provincial nº 1209, o município passou por mudanças administrativas, como a incorporação temporária de Porto de Moz em 1930.

Com área de aproximadamente 8.540 km² e população estimada em torno de 32 mil habitantes (dados de 2016), Gurupá apresenta densidade baixa e economia baseada em agricultura, pecuária e extrativismo.

Limita-se com municípios como Porto de Moz, Breves e Afuá, integrando unidades de conservação como a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço.

A região foi palco da Cabanagem (1835-1840), revolta que intensificou a miscigenação local entre indígenas, negros e ribeirinhos.

Hoje, festas como a de São Benedito preservam tradições, enquanto o forte representa o patrimônio histórico defendido por projetos comunitários.

​Em 1623, Bento Maciel Parente liderou forças portuguesas na conquista do Forte de Tucujus (ou Mariocai), uma fortificação holandesa na região de Gurupá, às margens do rio Amazonas próximo à foz do Xingu.

Com cerca de 70 soldados e mil indígenas em canoas, os portugueses atacaram os invasores, que abandonaram a posição após manobras táticas, permitindo a construção do Forte de Santo Antônio no local.

Os holandeses, da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, ocupavam pontos estratégicos na Amazônia para controlar o comércio de produtos como madeira e indígenas escravizados.

A vitória em Gurupá serviu de base para expedições que expulsaram os neerlandeses de áreas como Muturú (Porto de Moz), Baixo Xingu e Tapajós entre 1623 e 1647.

O forte enfrentou novos assaltos holandeses em 1629, 1639 e 1647, além de ingleses em 1629, mas os portugueses, sob líderes como João Pereira de Cáceres e Sebastião Lucena de Azevedo, defenderam a posição, consolidando o controle luso-brasileiro na região amazônica.


GILVANDRO TORRES


1/03/2026

GURUPÁ NOSSO LUGAR POR GILVANDRO TORRES


GURUPÁ: O NOSSO LUGAR

 Gurupá, no Pará, é um município histórico na região do Marajó, conhecido como "Porto de Canoas" em origem indígena. A frase "Gurupá nosso lugar" evoca o orgulho local por sua rica herança cultural e identidade amazônica.

História

Fundada em 1623 com o Forte Santo Antônio, Gurupá surgiu após batalhas entre portugueses, holandeses e indígenas tupinambás na margem do rio Amazonas. O local foi elevado a vila em 1639 e a cidade em 1885, servindo de base para expedições que consolidaram o território português na Amazônia.

​Patrimônio Cultural

O Forte de Santo Antônio destaca-se como principal atração, com escavações arqueológicas revelando ocupações indígenas, europeias e quilombolas. Projetos como o OCA promovem memória coletiva por meio de oficinas e exposições comunitárias.

​Cultura e Tradições

Celebrações como a Festividade de São Benedito e a Dezembrada reúnem fé, música e danças tradicionais, reforçando a identidade de um povo acolhedor e trabalhador. Símbolos municipais, como a bandeira com seringueira e fortaleza, representam florestas, rios e história.

Formação Histórica

O nome Gurupá tem origem indígena, significando "Porto de Canoas", e o povoado surgiu com a construção do forte pelos portugueses após derrotarem os holandeses na área habitada por tupinambás. Elevado a vila em 1639 e a cidade em 1885 pela Lei Provincial nº 1209, o município passou por mudanças administrativas, como a incorporação temporária de Porto de Moz em 1930.

​Geografia e Demografia

Com área de aproximadamente 8.540 km² e população estimada em torno de 32 mil habitantes (dados de 2016), Gurupá apresenta densidade baixa e economia baseada em agricultura, pecuária e extrativismo. Limita-se com municípios como Porto de Moz, Breves e Afuá, integrando unidades de conservação como a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço.

​Importância Cultural

A região foi palco da Cabanagem (1835-1840), revolta que intensificou a miscigenação local entre indígenas, negros e ribeirinhos. Hoje, festas como a de São Benedito preservam tradições, enquanto o forte representa o patrimônio histórico defendido por projetos comunitários. ​Em 1623, Bento Maciel Parente liderou forças portuguesas na conquista do Forte de Tucujus (ou Mariocai), uma fortificação holandesa na região de Gurupá, às margens do rio Amazonas próximo à foz do Xingu. Com cerca de 70 soldados e mil indígenas em canoas, os portugueses atacaram os invasores, que abandonaram a posição após manobras táticas, permitindo a construção do Forte de Santo Antônio no local. 

Os holandeses, da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, ocupavam pontos estratégicos na Amazônia para controlar o comércio de produtos como madeira e indígenas escravizados. A vitória em Gurupá serviu de base para expedições que expulsaram os neerlandeses de áreas como Muturú (Porto de Moz), Baixo Xingu e Tapajós entre 1623 e 1647. 

O forte enfrentou novos assaltos holandeses em 1629, 1639 e 1647, além de ingleses em 1629, mas os portugueses, sob líderes como João Pereira de Cáceres e Sebastião Lucena de Azevedo, defenderam a posição, consolidando o controle luso-brasileiro na região amazônica.


Apresentação Histórica e Geográfica de Gurupá

Gurupá é um município brasileiro no estado do Pará, localizado na Ilha de Marajó, às margens do rio Amazonas, próximo à foz do rio Xingu. Com rica herança colonial e identidade amazônica, destaca-se pelo Forte de Santo Antônio e tradições ribeirinhas.

Localização e Geografia
Posicionado a 1°20'S 51°59'W, Gurupá abrange 8.540 km² com relevo plano de várzea, clima equatorial quente-úmido (média 26°C) e vegetação de manguezais e florestas inundáveis. Limita-se com Porto de Moz, Breves, Melgaço, Afuá e faz fronteira marítima; integra a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço e possui economia de agricultura, pesca e extrativismo.
​História Colonial
O nome "Gurupá" significa "porto de canoas" em tupi, habitado por tupinambás. Em 1623, Bento Maciel Parente conquistou o forte holandês de Tucujús (Mariocai), erguendo o Forte de Santo Antônio, base para expulsões de invasores até 1647. Elevado a vila em 1639 e cidade em 1885, sofreu com a Cabanagem (1835-1840).
Evolução Administrativa
Desmembrado de Bagre em 1911 como distrito de paz, tornou-se município em 1939 pela Lei nº 172. Alterações ocorreram em 1961 (criação de Anapu) e 1988 (Porto de Moz), com população atual em torno de 32 mil habitantes.
Símbolos e Cultura
A bandeira azul e branca simboliza rios, florestas e a fortaleza; o hino exalta São Benedito e o povo trabalhador. Festas como a de São Benedito preservam danças, música e fé católica em comunidades de caboclos e quilombolas.

A gente gurupaense

Os gurupaenses formam um povo miscigenado, descendente de indígenas tupinambás (como os Mariocay), europeus colonizadores, africanos escravizados e quilombolas, moldado por séculos de resistência e adaptação amazônica. Gentílico oficial "gurupaense", destacam-se pela hospitalidade, criatividade cultural e laços com a natureza, vivendo em 33% urbana e 67% rural.
Diversidade surge de ocupações pré-coloniais indígenas, fluxos europeus e presença africana marcante, com quilombos como Jocojó preservando solidariedade e fugas estratégicas contra o escravismo. Herança inclui danças, festas e narrativas de resistência holandesa e cabanagem, promovidas por projetos como OCA que valorizam origens plurais.
População de cerca de 33 mil habitantes depende de extrativismo (açaí, madeira, castanha), pesca (dourada, camarão), agricultura familiar e pecuária, com transformações via sindicatos rurais (STTR) e eleições de líderes comunitários desde 1992. Cultura viva em grupos folclóricos, festivais do Dourado e São Benedito reflete inovação social e econômica.
A constituição identitária do gurupaense a partir de suas composições étnicas

A identidade gurupaense constitui-se por uma miscigenação profunda entre indígenas (tupinambás como Mariocay), europeus (portugueses colonizadores), africanos escravizados (via tráfico transatlântico de Cacheu e Cabo Verde até o século XVIII) e quilombolas remanescentes. Essa composição pluricultural, forjada em resistências como fugas quilombolas e ocupações pré-coloniais, gera uma identidade ribeirinha resiliente, marcada por solidariedade coletiva e adaptação ao ambiente amazônico.​

Contribuições Indígenas e Europeias: 
Pré-contato europeu, grupos indígenas diversificavam o território com práticas agroextrativistas; portugueses, desde 1623, introduziram estruturas militares e econômicas, misturando-se via casamentos e alianças. Essa base euríndia absorveu fluxos judaicos como os Aben-Athar, que influenciaram redes sociais e políticas, enriquecendo a formação identitária local.
Presença Africana e Quilombola: 
Africanos escravizados, dispersos no Marajó oriental, formaram quilombos como Jocojó (século XIX-XX), Alto Ipixuna e Santo Antônio do Ipixuna, via fugas e redes de proteção com fazendeiros. Estratégias como escravidão por dívida pós-abolição e trocas agroextrativistas (farinha por bens) preservaram heranças culturais, visíveis em sincretismos euráfricanos na religiosidade e lutas por terra.
Manifestações Contemporâneas: Hoje, 10 comunidades quilombolas (ex.: Gurupá-Mirim, Flexinha) e projetos como OCA do IPHAN valorizam essa pluralidade via arqueologia colaborativa e memória oral, fortalecendo autoestima e inclusão social em meio a desafios territoriais.

A presença africana em Gurupá chegou principalmente via tráfico transatlântico de escravizados, com cerca de 7.606 indivíduos da África Ocidental (Cacheu, Cabo Verde e Angola) desembarcados no Grão-Pará até o final do século XVIII, muitos dispersos para o Marajó oriental, incluindo a região de Gurupá. Esse fluxo, fomentado pela Coroa portuguesa e companhias pombalinas, supriu demandas de mão de obra para agricultura, pecuária e extração de "drogas do sertão", integrando-se a um comércio triangular local-regional.
Estratégias de Resistência: 
Africanos escravizados formaram quilombos como Jocojó, Alto Ipixuna e Santo Antônio do Ipixuna, usando fugas, redes de solidariedade com fazendeiros e trocas agroextrativistas (farinha por bens) para desafiar o sistema. Pós-abolição, persistiu a "escravidão por dívida", mas comunidades mantiveram autonomia via produção local e relações econômicas com Gurupá.


​Aspectos da cultura gurupaense

A cultura gurupaense reflete uma rica fusão de tradições indígenas, africanas e portuguesas, manifestando-se em festas religiosas, danças e práticas cotidianas ligadas ao rio Amazonas. Elementos como a festividade de São Benedito destacam-se como principal expressão, com música vibrante, danças tradicionais e levantamento do mastro votivo. A Festa de São Benedito, celebrada em dezembro, une fé católica e sincretismos afro-indígenas, atraindo comunidades com procissões, marujadas e apresentações artísticas que reforçam laços sociais. Outros eventos, como aniversários municipais com concursos de poesia e missas, preservam narrativas orais e identidade local.
Patrimônio e Memória
Projetos como OCA (Origens, Cultura e Ambiente) promovem arqueologia colaborativa no Forte de Santo Antônio e sítios quilombolas, valorizando diversidade étnica por meio de oficinas, exposições e história oral. Manifestações incluem grupos folclóricos, festival do Dourado e valorização de heranças plurais.

A Festividade de São Benedito em Gurupá ocorre anualmente em dezembro, iniciando tradicionalmente no dia 8 ou 9 com alvoradas, visitas folclóricas e novenas. 

O ponto alto concentra-se entre 24 e 27 de dezembro, destacando-se a "Dezembrada" nos dias 25, 26 e 27, com música, danças, banho de cerveja e celebrações populares. 

A festa começa com batucadas e cânticos casa a casa das 4h às 6h, seguida de missas, procissões e apresentações de grupos como marujadas. 

Em 2025, estendeu-se até 28 de dezembro, sob o tema "São Benedito, modelo de fé, tradição e resistência popular". ​Padroeiro coadjuvante da cidade, São Benedito (o Mouro) simboliza humildade e milagres, unindo fé católica a sincretismos afro-indígenas em eventos que atraem milhares, reforçando a identidade gurupaense. 

Na festividade de São Benedito em Gurupá, a alvorada marca o início festivo, com foliões percorrendo casas das 4h às 6h do dia 9 de dezembro, tocando tambores, cantando toadas e batucadas para acordar a população em devoção ao padroeiro. 

o vésperal ocorre nos dias finais da Dezembrada, especialmente 26 e 27 de dezembro, com celebrações vespertinas, cortejos, paredões de som e apresentações noturnas que misturam fé e folia ribeirinha. Características da Alvorada onde os Grupos saem em comboios com carro de som ou marujadas, visitando bairros e comunidades para saudar São Benedito, com cânticos tradicionais que evocam milagres e resistência cultural afro-indígena. 

A Irmandade dos Foliões de São Benedito de Gurupá organiza a festividade do padroeiro com hierarquia militar simbólica, inspirada em irmandades católicas coloniais, atuando há mais de um século como guardiões da tradição afro-indígena. 

Coordenada por dois mantenedores (maiores autoridades), sargentos, alferes, mestres-salas e tamboreiros, realiza visitas casa a casa com opas vermelhas, bandeiras e instrumentos como tamborins, raspadores, cacetes e milheiros. 

Desde 9 de dezembro, foliões perpétuos (28 membros fixos, selecionados por domínio de toadas antigas e trajetória) lideram alvoradas (4h-6h), levantamento do mastro às 18h e vesperais da Dezembrada (23-27/12), visitando promesseiros que recebem graças como casa própria, retribuindo com comida e acolhida. Encerram com derrubada do mastro, varrição e cânticos de purificação. Representam resistência quilombola contra apagamentos históricos, ressignificando dor ancestral em fé coletiva, com rituais que unem negros, indígenas e ribeirinhos em devoção a São Benedito, o "Mouro", reforçando identidade gurupaense.

A Irmandade dos Foliões de São Benedito em Gurupá organiza-se em hierarquia militar simbólica, inspirada em irmandades católicas coloniais, com dois mantenedores como maiores autoridades, responsáveis pela coordenação geral das atividades festivas. Seguem-se sargentos, alferes, mestres-salas (que comandam cantos e ritmos), tamboreiros e foliões mirins, totalizando 28 membros perpétuos selecionados por domínio de toadas antigas e devoção. Mantenedores supervisionam alvoradas, levantamento e derrubada do mastro; sargentos e alferes lideram cortejos com bandeiras e opas vermelhas; mestres-salas dirigem grupos em visitas casa a casa, enquanto tamboreiros executam ritmos com tamborins, raspadores e milheiros. De raízes quilombolas afro-indígenas, essa estrutura reforça resistência cultural, atuando como "guarda real" do santo, com rituais que unem fé, memória ancestral e identidade gurupaense há mais de um século.

A CULINARIA DE GURUPÁ

A culinária de Gurupá reflete a identidade amazônica ribeirinha, com pratos baseados em peixes do rio Amazonas, mandioca, frutas regionais e influências indígenas, africanas e portuguesas. Predominam preparos simples, assados em moquém ou cozidos em panelas de barro, consumidos em festas como a de São Benedito e no dia a dia.
Ingredientes Principais
Peixes como dourada, pirarucu, tambaqui e camarão dominam, acompanhados de farinha de mandioca, açaí, tacacá com tucupi e jambu, além de frutas como cupuaçu e bacaba. Farinha e caldos fermentados são essenciais, com temperos de pimenta de cheiro e cheiro-verde.
Pratos Típicos
Tacacá: sopa azeda de tucupi, goma, jambu e camarão seco, servida quente em cuias.
Caldeirada de peixe: tambaqui ou dourada cozidos com tomate, cebola e ervas.

AS ARTES

As artes em Gurupá expressam a rica herança cultural amazônica, com manifestações performáticas, artesanato e projetos de memória coletiva que valorizam origens indígenas, africanas e coloniais.
​Danças e Grupos Folclóricos

Artesãos locais exibem criações em fibras, cerâmica e trançados de buriti em agrofeiras durante aniversários municipais, simbolizando a conexão com rios e florestas. 


DANÇAS

As danças folclóricas de Gurupá têm raízes na miscigenação colonial, com origens ligadas à resistência quilombola e indígena desde o século XVII, evoluindo em irmandades religiosas como a dos Foliões de São Benedito.
Origens Quilombolas
O Gambá de São Benedito, principal dança, surgiu na comunidade quilombola de Gurupá-Mirim por volta do século XIX, como "mão de samba" ou batuque sagrado trazido por africanos escravizados fugidos. Integrado à festividade desde 1957, expressa resistência via ladainhas, toadas e passos que narram a busca do mastro, preservando identidade negra contra apagamentos históricos.





AUTOR: GILVANDRO TORRES