1/27/2026

 A terra é de todos.

Quando imaginamos que os patrões faziam seu aviamento a custa de um sistema econômico opressor e injusto... 

Os trabalhadores rurais passavam o dia em seus roçados e vendiam o fruto do seu trabalho a troco de vale.

 Os comerciantes que se diziam donos de grandes lotes de terra, colocavam seu preço nas mercadorias e aumentavam o quanto podiam, nunca os trabalhadores pagavam sua divida. 

Primeiro foi as sementes de ucuuba, depois palmito e por ultimo as toras de madeira

Passados os anos esses trabalhadores unidos se rebelaram e se organizaram.

Não teve sangue na luta mais teve luta no dia a dia. 

Apenas um barco afundado pelos opositores da liberdade.

Os patrões se acabaram, as grandes empresas madeireiras faliram, as casas de comercio e seu sistema hoje está abandonada pelo tempo. 

Esses nobres trabalhadores tomaram dos pelegos o sindicato. 

Fizeram dois vereadores legítimos da classe trabalhadora

Com os anos fizeram representantes no legislativo, combatentes a serviço da luta. 

Lutaram e através de um trabalhador rural chegou ao comando do poder executivo municipal

A luta se concretizou e o povo venceu e a terra hoje é te todos.


AUTOR: GILVANDRO TORRES

 Charles Wagley foi um antropólogo americano que realizou importantes estudos de campo em Gurupá, Pará, na década de 1940, resultando na obra clássica Amazon Town: A Study of Man in the Tropics (publicada em 1953, traduzida como "Gurupá" no Brasil). Ele analisou a cultura, a vida cotidiana, as relações de parentesco e a economia local, destacando o modo de vida de agricultores, pescadores e seringueiros. O trabalho de Wagley é conhecido por seu rigor, incluindo fotografias de campo de alta qualidade, e pelo registro das tradições locais. 

Pontos-chave do estudo de Wagley em Gurupá:

Foco da pesquisa: Análise de uma comunidade amazônica (vila), abordando costumes e estrutura social.

Período: Estudos de campo realizados em 1942 e 1948, com colaboração de Eduardo Galvão.

Obra: Gurupá: A Itá de Wagley retrata o "homem nos trópicos", observando a vida em comunidades ribeirinhas.

Legado: A pesquisa é considerada um marco na antropologia amazônica, com registros fotográficos que documentam a cultura e o meio ambiente. 

 HISTÓRICO DA SEDE DA PREFEITURA MUNICIPAL DE GURUPÁ

O prédio onde funciona a Prefeitura Municipal de Gurupá foi construído em pedra, cimento e cal, a alguns arremates e tijolos, contendo dois andares, as telhas são tradicionais de barro, sendo que existiam duas escadas construídas de pedras na área externa, hoje não existente. 

O prédio localiza-se de frente do rio amazonas, entre as avenidas são benedito e santo Antônio, a praça Mariocay antiga praça Magalhães Barata fica na frente, há uma área em torno com calçadas de pedras decorativas. 

A praça de inauguração consta o nome do Intendente Municipal Wortigenes Castelo Branco, mais segundo alguns moradores antigos conta que seus avos falavam que se deu inicio na gestão do Intendente Municipal Rafael Castiel, que era filho de Moises Jacó Castiel e de Alegria Serfaty Castiel, ambos eram judeus marroquinos e comerciantes na cidade de Gurupá. 

Sabe-se que a construção foi no Governo Estadual de Augusto Montenegro entre os anos de 1905 ate 1909, interrompido por problemas econômicos como a queda do preço da borracha, tendo iniciado 31 anos depois no ano de 1943, sendo inaugurado no dia 10 de novembro de 1946 pelo Intendente Wostigenes. 

O prédio histórico já abrigou a Comarca de Gurupá e a Câmara Municipal de Vereadores e hoje é apenas sede da Administração Municipal.




fonte: GILVANDRO TORRES

 

Marinho de Abreu Paiva( Capitão Marinho Paiva) Nasceu no rio mararú, Filho de Hermenegilda Abreu nasceu no dia 04 de outubro de 1883. 

Na data de 01 de agosto de 1939 foi nomeado por portaria n° 09/39 para exercer as funções de Fiscal Geral da Prefeitura Municipal de Gurupá e responsável pela lancha Dulcinéia de propriedade da prefeitura. 

No Decreto n° 023/48 de 01 de junho de 1948 foi nomeado para exercer os cargos de Fiscal Geral da Prefeitura e Administrador do mercado e do trapiche municipal.

Com a venda de um seringal no rio mararú, e com conhecimento de pessoas importantes na capital, sabendo de seus serviços importantes na comunidade católica e seriedade, consegui comprar a patente de Capitão da antiga Guarda Nacional. 


FONTE: GILVANDRO TORRES

1/26/2026

 Para compreender a biografia e a identidade do povo de Gurupá (o gurupaense), é necessário destacar figuras que moldaram a resistência social, a política e a literatura da região.

Aqui estão as trajetórias mais relevantes para a memória do município:

1. Manoel do Carmo (Liderança Camponesa)

Manoel do Carmo é a figura biográfica mais emblemática da luta social em Gurupá. Reconhecido como um "filósofo camponês", ele foi peça central na organização das comunidades ribeirinhas contra a opressão de grandes latifundiários e empresas extrativistas no século XX. Sua trajetória simboliza a transição do sistema de "barracão" (semelhante à escravidão por dívida) para a autonomia das comunidades.

2. Gilvandro Torres (Escritor e Historiador Local)

Natural de Gurupá, Gilvandro Torres é um dos principais guardiões da memória da cidade. Em sua obra de maior destaque, “Gurupá uma conquista pelo povo” (2019), ele documenta a formação da identidade local, desde a resistência aos invasores estrangeiros até as conquistas sociais modernas. Sua biografia é marcada pelo esforço de tirar Gurupá da invisibilidade histórica.

3. Iracilda Alho (Liderança Política Atual)

Iracilda Alho é a atual Prefeita de Gurupá (mandato 2025-2028). Sua trajetória é marcada pela atuação política voltada para o fortalecimento das políticas públicas no arquipélago do Marajó. Em 2025, liderou as celebrações históricas dos 402 anos da cidade, reforçando o papel das mulheres na governança local. 

4. A Família Abén-Athar (Migração e Comércio)

A biografia coletiva desta família é fundamental para entender a formação econômica de Gurupá. De origem judaica-marroquina, os Abén-Athar estabeleceram-se na cidade no final do século XIX, contribuindo para o desenvolvimento do comércio e integrando-se profundamente à cultura local, sendo um exemplo da diversidade étnica da região. 

GILVANDRO TORRES

1/25/2026

UM POUCO DE HISTORIA COM GILVANDRO TORRES

 

Pe. Giulio Luppi (déc. 1980) Defensor da Teologia da Libertação, organizou 88 Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na zona rural, dividiu a paróquia em 11 setores, promovendo formação política contra latifundiários e aviamento.

Edgar Pantoja Escritor, poeta e ativista; organizou trabalhadores contra controle oligárquico de terras, inspirou eleições democráticas e transformações sociais via CEBs e STR.

Manoel Francisco Evangelista de Matos Presidente do STTR, continuou reformas agrárias inspiradas no Acre, liderou acampamentos por autonomia sindical e direitos rurais.

Moacir Gonçalves Alho (1992) Primeiro prefeito trabalhador rural eleito democraticamente pelo PT, com apoio de CEBs e STR, avançou assistência técnica e alfabetização.


O coronelismo em Gurupá manifestou-se pelo controle de cerca de dez famílias oligárquicas sobre eleições e economia local, via sistema de aviamento e voto de cabresto, até os anos 1980. Isso perpetuou desigualdades, com posseiros endividados entregando produção aos "patrões" e votando conforme ordens para manter favores e evitar violência.


Controle Político

Coronéis locais manipulavam votos em eleições municipais, garantindo aliados em prefeituras e câmaras, alinhados à "política dos governadores" para apoio estadual em troca de lealdade federal. Famílias latifundiárias cobravam "taxa de uso do solo" (5%) e monopolizavam comércio, usando jagunços para reprimir opositores e manter clientelismo. A governança local ficou concentrada nessas oligarquias, atrasando reformas agrárias e serviços públicos, com terras declaradas em cartórios superando o tamanho do município. Mudanças ocorreram nos anos 1980 via CEBs, STTR e eleições democráticas em 1986 e 1992, enfraquecendo o coronelismo com conscientização e títulos de propriedade para ribeirinhos.

402 anos de Gurupá, tradição e riqueza!!! POR GILVANDRO TORRES

 402 anos de Gurupá, tradição e riqueza!!!

 Um dos lugares mais antigos do arquipélago do Marajó e região do Xingu,  quatro séculos encanta nativos e estrangeiros, moradores e turistas, seja pela beleza natural, seja pela riqueza histórica e patrimonial. 

Quem conhece, nunca mais esquece, seja quem nasceu aqui ou quem chegou depois. 

A riqueza que vem da floresta, das palmeiras de açaí, das gigantes castanheiras, das dezenas de rios e furos, das várias espécies de peixes, do maior rio caudaloso do mundo. 

A cultura revelada através dos séculos, na história do seu povo, na imigração que até hoje não para.

 Conhecendo mais Gurupá - A colonização da região remete às disputas territoriais durante as Grandes Navegações portuguesas. Segundo o historiador Dércio Gusmán, o navegador inglês John Ley alcançou a região ainda no século XVI (1598) e os holandeses, liderados por Jan de Moor, estabeleceram feitorias de Orange (Maturu) e Nassau (Gomoaru), onde se produzia principalmente cana-de-açúcar e construíram um Forte militar na região da foz do rio Xingu, em busca da defesa da extração das chamadas Drogas do Sertão na região. 

A colonização portuguesa nessa região foi fortalecida em 1623, com a destruição do já citado forte holandês existente no local pelo militar Maciel Parente, e a consequente mudança de nome para Forte de Santo Antônio de Gurupá, dando origem ao nome atual da cidade.

 Em 1639, a povoação foi elevada à condição de Vila. Em 1885, foi elevada à condição de cidade, pela Lei 1.209, de 11 de novembro

Hoje é formada pela sede, e pelos distritos de Carrazedo e Itatupã, totalizando cerca de 31 mil habitantes (estimativa do IBGE para 2015). Além desses distritos, devemos destacar também as comunidades localizadas nos rios Marioni, Murupucu, Mararu, Mojú (todos na Ilha Grande de Gurupá), Marajoí, Pucuruí, Gurupá Miri, Ipixuna, entre outras. 

O município está localizado a uma latitude 01º24'18" sul, e a uma longitude 51º38'24" oeste, a uma altitude de 20 metros. 

Possui duas unidades de conservação e uso sustentável: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Itatupã-Baquiá e Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço.

 O Forte de Gurupá localiza-se na na cidade, próximo à foz do rio Xingú, na margem direita do rio Amazonas, sobre um rochedo em posição elevada, hoje tombado pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 1962. 

 Segundo Theodoro Braga, é de origem indígena e significa "Porto de Canoas". Devido esse nome ter surgido na fundação do Forte de Santo Antônio (1623), é que o município comemora seu aniversário a partir da data de fundação do Forte. 

A História de Gurupá é marcada por lutas e conquistas desde seu povoamento, pois foi palco e grandes batalhas, conflitos e resistências, entre estrangeiros e os povos que aqui viviam, os índios Mariocay (ou Maru cai), por isso o povo de Gurupá traz em suas raízes essa resistência. É um povo que luta pelos seus ideais. 

Percebemos isso no decorrer de sua história, seja na época dos estrangeiros, na época da borracha contra os patrões, ou na luta dos trabalhadores rurais em prol de seus direitos. 

Essa história de luta e resistência se reflete nas várias organizações criadas em Gurupá, como as Comunidades Eclesiais de Base (CEBS), as associações, partidos políticos, sindicatos e pastorais católicas.

GILVANDRO TORRES


 Figuras Históricas e Culturais de Gurupá

Manoel do Carmo: Identificado em estudos acadêmicos como um "filósofo da realidade camponesa" de Gurupá, cujas ações e reflexões contribuem para o entendimento da transformação da realidade local.

Família Aben-Athar: A presença de famílias judias, como os Aben-Athar, que se estabeleceram em Gurupá por volta de 1890, é um estudo de caso relevante sobre a memória e história local.

Gilvandro Torres: Historiador e morador de Gurupá, autor do livro "Gurupá: uma conquista pelo povo" (2019). Ele atua na valorização da memória, cultura e na resistência da população, além de discutir a identidade do município, questionando sua inserção no Marajó. 

 O QUE EU ENTENDI LAUDATO SI

Teólogo Leonardo Boff ressalta que o sujeito histórico desta libertação seria o POVO OPRIMIDO que deve elaborar a CONSCIÊNCIA de sua situação de oprimidos, organizar-se e articular práticas que intencionem e apontem para uma sociedade alternativa menos dependente e injustiçada. 

Paulo Freire no livro “Pedagogia do oprimido” esclareceu “Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? 

Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? 

Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação?

Libertação a que não chegarão pelo acaso, mas pela busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela. 

A ideia de libertação em relação à dada condição social passa pelo próprio sujeito seria necessário que no papel pedagógico se desenvolvesse um posicionamento crítico, levasse as pessoas a pensarem na sua condição, para então, refletindo sobre as desigualdades, estaria preparada para engajar-se na luta por sua libertação. 

“A Igreja está na Amazônia não como aqueles que têm as malas na mão para partir depois de terem explorado tudo o que puderam”. 

Papa Francisco. Aprendemos com a Encíclica Laudato SÌ (Louvado Sejas) que há duas crises graves e urgentes que se articulam e se influenciam: 

CRISE CLIMÁTICA: Mudanças Climáticas: o impacto mais pesado dessas alterações recai sobre os oprimidos. 

CRISE ECOLÓGICA: o meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos, os seres humanos de "cultivar e guardar". Papa Francisco critica o CONSUMISMO e desenvolvimento irresponsável e faz um apelo à mudança e à unificação global das ações para combater a DEGRADAÇÃO AMBIENTAL e as ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS. CAPITALISMO: 

O individualismo consumista como centro da vida social. Os efeitos causados pelos grandes projetos predatórios: hidrelétricas, mineradoras e garimpos, agropecuária e madeireiros. 

PROVOCA: desordenado êxodo rural; o deslocamento forçado; aumento dos índices de violência urbana, no campo e contra indígenas; PIOR: desemprego e degradação humana. O Papa Francisco nos propõe : 

ECOLOGIA INTEGRAL, onde o ser humano e a natureza encontram-se interligados. 

PARA MANTER UMA POSTURA: de defesa da vida no Planeta, QUE VISA: a promoção da educação ambiental e o compromisso com as atuais e futuras gerações. 

A Encíclica em seu ponto reflexivo permite questionar: "QUE TIPO DE MUNDO QUEREMOS DEIXAR A QUEM VAI SUCEDER-NOS, E AS NOVAS GERAÇÕES COMO VÃO VIVER E CRESCER?" 

A encíclica chama todos a reconhecer que os efeitos da crise ambiental atingem, sobretudo os pobres e lembra que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem de questões sociais. 

FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE são virtudes Teologais, infundidas por DEUS e em tudo o que nos revelou, onde a nossa igreja propõe e crer. Pela FÉ: cremos em Deus; Pela ESPERANÇA, esperamos nele; Pela CARIDADE, amamos a DEUS e ao PRÓXIMO. 

Quando estudamos um pouco de SOTERIOLOGIA que se relaciona com “salvação”, pois a palavra deriva de SOTER que em grego significa: “SALVAÇÃO” “LIBERTAÇÃO” “PRESERVAÇÃO”, isto porque uma palavra grega pode ter mais do que um significado, trata da redenção da humanidade pecadora pelo sacrifício de Jesus Cristo. “Liberdade” é um dos significados de “SOTER”. 

Esse é o caminho, a quem adere a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Somos todos discípulos de Jesus. 

Cristo não morreu numa prisão, foi preso torturado condenado e crucificado por esta ao lado dos oprimidos, a pergunta quando a gente encontra um cristão que não faz nada, que tipo de Fé que tem que ficam inertes as opressões e as situações de desigualdade, o cristão tem que ser ativita. 

Quem cruza os braços e fica olhando para cima não entendeu nada, não entendeu a mensagem do evangelho de Cristo que veio para ficar ao lado dos pobres e não dos opressores.

GILVANDRO TORRES

CEBS por GILVANDRO TORRES

Depois de um longo processo de transformação social no município de Gurupá através dos movimentos sociais e religiosos, surge a figura do Padre Italiano Giulio Luppi, defensor da Teologia da Libertação, que conduz um processo de formação política em toda zona rural do município de Gurupá, através de 88 comunidades, formando as comunidades eclesiais de base

Nestas comunidades o povo ribeirinho conquistou os seus direitos após terem acesso às informações necessárias, desbancando o poder local controlado pelos grandes latifundiários improdutivos que utilizavam o sistema de Aviamento como base de opressão junto aos moradores que tomavam conta de suas propriedades.

Com a mudança social e política na região o sistema de aviamento foi extinto e os produtores rurais passaram a vender sua produção livre, sendo reconhecido seu direito a propriedade. 

Com participação ativa do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Cebs, onde o povo organizado passa a ser responsável pela condução de sua própria comunidade. Várias interrogações eram feitas na formação das comunidades eclesiais de base: 

Por que o município de Gurupá era concentrado no poder por dez famílias locais, que se diziam proprietárias de extensas áreas de terras na zona rural. Essas e outras questões eram levantadas aos moradores como forma de consciência crítica, apontando para uma mudança no modo de agir como cidadão e cidadã. 

As questões mais desafiadoras na época foram socializar a luta pela terra sem derramar uma gota de sangue e organizar as comunidades. 

Manoel Francisco Evangelista de Matos ao ser eleito Presidente do STTR deu continuidade no propósito inspirado nas lutas sociais que aconteciam ao mesmo tempo no estado do Acre

Edgar Pantoja foi uma das pessoas que participou ativamente neste processo de transformação social e política da época após diversos encontros nas comunidades em formação, a população sentiu a necessidade de se auto afirmar como autor de seu próprio destino, que nos levou a conquistar todo esse espaço político, social e econômico. 

As comunidades da zona rural se organizaram e elegeram democraticamente em 1992 um trabalhador rural para o cargo de Prefeito Municipal de Gurupá histórico líder comunitário Sr. Moacir Gonçalves Alho pelo Partido dos Trabalhadores

No final de l992 se viveu outro momento importante da luta dos trabalhadores. 

Os trabalhadores rurais participaram da Campanha Eleitoral e elegeram um trabalhador rural para prefeito do município. Instalou-se em Gurupá, um momento favorável para o avanço da luta sindical. 

Era preciso mais do que nunca fortalecer as organizações, para se poder exigir dos Governos Municipal, Estadual e Federal, sempre de forma organizada e com autonomia, as melhorias que necessitavam. 

Aspectos relevantes para compreensão e promoção da cultura gurupaense 

O governo local teve muitos limites; algumas lideranças sentiram-se Governo e não tinham mais a quem cobrar. 

Manoel Francisco Evangelista de Matos, ex Vice Prefeito de Gurupá (2013/2016). Mas o Apoio recebido da Administração Municipal foi fundamental para o avanço das lutas e conquistas como: apoio com assistência técnica aos trabalhadores rurais, alfabetização de adultos, qualificação dos professores, tudo isso marcou profundamente o povo gurupaense. 

Com essa forma de trabalhar Pe. Giulio Luppi revolucionou a Paróquia de Santo Antônio de Gurupá formando 11(onze) setores formada as comunidades eclesiais de bases CEBs sendo elas:

 A diversidade cultural em Gurupá e ampla e rica em criatividade. 

São grupos e pessoas que com muito carinho e dedicação mantém as diversas culturas vivas em Gurupá. São entidades e pessoas que fazem a diferença na sociedade gurupaense. 

A cultura faz parte da dinâmica de inovação social, econômica e tecnológica.

Da complexidade do campo cultural derivam distintos modelos de produção e circulação de bens, serviços e conteúdo, que devem ser identificados e estimulados, com vistas na geração de riqueza, trabalho, renda e oportunidades de empreendimento, desenvolvimento local e responsabilidade social. 

Foi através das reuniões e encontros nas comunidades que foi redigido os marcos regulatórios que se incorporaram na Lei Orgânica Municipal Art.208. Cabe ao município prover o desenvolvimento cultural da comunidade local mediante:

I Oferecimento de estímulos concretos ao cultivo das ciências, artes e letras; 

II Cooperação com a União, e Estado e outros municípios, na proteção aos locais e objetos de interesse histórico e artístico; 

III a promoção e divulgação da história, dos valores humanos e das tradições locais. Art. 210. 

O Município apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais, prioritariamente, e diretamente ligados as histórias de sua comunidade e seus bens. Art. 211.

 O Município promovera o levantamento e a divulgação das manifestações culturais da memória da cidade, e a realização de concursos, exposições e festivais, e as publicações para sua divulgação. 

Art. 212. É assegurado o livre acesso a conquista dos arquivos da documentação oficial do Município. 

Art. 213. O Município criará a casa da cultura, a fim de incentivar crianças e jovens a conhecer, apreciar e valorizar o bom e o belo de nossa cultura. 

(LEI ORGÂNICA MUNICIPAL DE GURUPÁ, 1990). promulgada a Lei Orgânica Municipal de Gurupá no dia 5 de abril de 1990, capitulo V, art. 208 § I, II, III, art. 210, art. 211, art.212

SETOR BAQUIÁ- 07 COMUNIDADES

SÃO FRANCISCO – PIRACUI

SANTO ANTONIO

N.S. P. SOCORRO

SÃO JOSÉ

BOM JESUS

DIV. ESP. SANTO – BAQUIA BRANCO

SÃO PEDRO MURUCHAUA


SETOR AGRJF- 06 COMUNIDADES

SANTA LUZIA – FLEXINHA

N. S. NAZARÉ – JOCOJÓ

DIV. ESP. SANTO – RIBEIRA

N.S. NAZARÉ – GURUPA-MIRIM

N. S. CONCEIÇAÕ – ARINHOA

SANTA MARIA – ARINHOA


SETOR PUCURUÍ- 04 COMUNIDADES

DIA MÊS COMUNIDADE

Nsa. Sra. Perp. SOCORRO

Nsa. Sra. DE FÁTIMA

SÃO JOSÉ

N. SRA. CONCEIÇÃO


      SETOR MARARU- 10 COMUNIDADES

N. SRA DA CONCEIÇÃO- MARIONI

SÃO FRANCISCO- MURUPUCU

SÃO SEBASTIÃO- MURUPUCU

SÃO JOSÉ- MARARU

N. S. DE NAZARÉ- MARARU 

BOM PASTOR- MARARU

SÃO SEBASTIÃO BAIXO MARARU

N. S. DAS GRAÇAS - MARARUZINHO

N. S. DAS GRAÇAS – URUTAI

SÃO FRANCISCO- JAPIIM 

SETOR BAGIM- 06 COMUNIDADES/ 01 GRUPO


N. S. DE NAZARÉ - GINIPAU 

N. S. LIVRAMENTO – MAMBUAÇU 

GRUPO SÃO BENEDITO 

SÃO RAIMUNDO – GURUPAI

SÃO SEBASTIÃO – ICARIPUCA

SANTA MARIA- ARACUTEUA

N. S. CONCEIÇÃO –BACÁ

SÃO PEDRO – BACÁ


SETOR MARAJOÍ- 10 COMUNIDADES


SÃO FRANCISCO - PUCURUÍ

SÃO JOSÉ – AREIAS

CRISTO REI

SANTO ANTÔNIO

SÃO SEBASTIÃO

SANTA MARIA

DIV. ESP. SANTO 

SS. TRINDADE

SANT’ANA

SÃO TOMÉ


SETOR COJUBA- 03 C0MUNIDADES

BOM JESUS

SANTA MARIA

N. S. NAZARÉ


SETOR IPIXUNA- 07 COMUNIDADES/ 01 GRUPO

Nra. Sra. DAS GRAÇAS

SANTO ANTÔNIO

N.sa. Sra. DO LIVRAMENTO

SÃO PEDRO

SÃO FRANCISCO

SÃO JOSÉ – CARRAZEDO

BOM JESUS – BOCA DO XINGU

GRUPO N. SRA. APARECIDA- TERRA PRETA


Setor Cidade: Santo Antônio, São Francisco, Santana, São José, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Paulo, Nossa Senhora das Graças, São Benedito, Nossa Senhora de Fátima, São Judas Tadeu, Nossa Senhora da Conceição, Grupo Santa Maria. 


SETOR AMAZONAS  06 COMUNIDADES/ 01 GRUPO

PAZ DE JESUS

SANTA CRUZ DO AMAZONAS

BOM JESUS – AMAZONAS

GRUPO SANTO EXPEDITO

N. S. P. SOCORRO – VEADOS

SÃO SEBASTIÃO – SANTA BARBARA

SÃO RAIMUNDO


SETOR MOJU 09 COMUNIDADES-

SANTO ANTONIO – URUAY - MOJU

SANTA MARIA - MOJU

SANTO ANJO DA GUARDA - MOJU

SANTA LÚCIA – MOJU

SANTA LUZIA – MOJU

SÃO JOÃO – MOJU

SANTA ANA – MOJU

N. SRA DE NAZARÉ- MOJU

BOM JESUS – SARAPOY - MOJU


COMUNIDADES ZONA RURAL: 59   GRUPOS:03  TOTAL: 62

CIDADE: 12  TOTAL GERAL:74: 




Histórias de Gurupá por Gilvandro Torres

 O Padre Giulio Luppi, foi um dos fundadores do movimento que se organizou em comunidade eclesiais de base, esteve em muitas lutas em defesa do direito dos trabalhadores rurais de Gurupá.

Ele é uma pessoa muito respeitada pelos trabalhadores rurais de Gurupá, responsável pela conscientização do povo, se organizando em comunidades de base na zona rural e tomando o sindicato dos trabalhadores rurais na cidade, assim fundaram o partido dos trabalhadores na região. Tornando senhores do seu próprio destino. 

A história do movimento popular de Gurupá por sua atuação junto ao Sindicado dos Trabalhadores Rurais de Gurupá. 

Em1986 entrou em forte confronto contra as classes conservadoras que até então dominavam a entidade. 

O conflito, que culminou em um acampamento de protesto em frente ao prédio do sindicato durante 54 dias, resultou na retomada da instituição pelos trabalhadores rurais. E o afundamento da embarcação " LIVRAMENTO" de propriedade da Paróquia Santo Antônio de Gurupá. 

A história de mobilização política de Gurupá é um dos grandes orgulhos da classe trabalhadora e seus líderes. O processo de conscientização e educação popular na zona rural foi iniciado pelo padre Giulio Luppi desde que chegou à cidade no início dos anos 70. 


1/22/2026

 A formação católica social de esquerda, também conhecida como "esquerda católica" ou cristandade progressista, é um campo de pensamento e ação política que une os princípios da fé católica (especialmente a Doutrina Social da Igreja) com ideais de igualdade social, justiça e, em muitos casos, transformações estruturais de viés socialista ou progressista. 

Esse movimento foca na dignidade humana, ajuda aos pobres e críticos às desigualdades do capitalismo. 

A esquerda católica costuma se organizar em três eixos principais:

Consciência Histórica: Compreensão de que a Igreja atua dentro de um contexto histórico e social em transformação.

Revolução Cristã: A ideia de que o Evangelho impulsiona mudanças estruturais para a justiça.

Fidelidade à Tradição: Defesa de que a luta social é o fiel intérprete da longa tradição de defesa dos desfavorecidos pelo catolicismo. 

Origens e Fundamentos

Catolicismo Social: Iniciado pelo padre francês Robert de Lamennais, propõe a ação política da Igreja para conter a exploração dos trabalhadores e humanizar a sociedade.

Doutrina Social da Igreja (DSI): Encíclicas como a Rerum Novarum foram fundamentais, pois, embora anticomunistas, iniciaram a politização de católicos na defesa de direitos trabalhistas e justiça social.

Ação Católica: Nos anos 1950/60, movimentos como a Ação Católica Popular e Juventude Universitária Católica (JUC) radicalizaram-se à esquerda no Brasil, buscando o engajamento direto na política. 

A Esquerda Católica no Brasil

Ação Popular (AP): Uma organização política de esquerda que surgiu de setores progressistas da Ação Católica no início dos anos 1960.

Teologia da Libertação: Movimento teológico que surgiu na América Latina, propondo uma "opção preferencial pelos pobres", influenciando fortemente leigos e clérigos na luta contra a ditadura e pela justiça social.

Base do PT: Setores da esquerda católica, Movimento dos Sem-Terra (MST) e comunidades eclesiais de base foram cruciais na formação do Partido dos Trabalhadores (PT), alicerçados na junção de fé e política sindical. 

Vertentes e Ações

Educação Popular: Forte atuação no Movimento de Educação de Base (MEB), que utilizava a educação para a conscientização política e social.

Defesa de Direitos: Atuação ativa na defesa dos direitos humanos, camponeses e trabalhadores, muitas vezes em oposição a regimes conservadores.

Partilha: Defesa do desapego a riquezas materiais e prioridade aos pobres e perseguidos. 

A esquerda católica difere da direita católica por buscar um igualitarismo social e maior intervenção estatal ou popular na economia, interpretando o Evangelho como um chamado à mudança social concreta. 



Ribeirinhos

1/21/2026

 

Ao falecer, o Papa Francisco possuía apenas €100 em bens pessoais. Não tinha contas bancárias, propriedades ou investimentos em seu nome.

Apesar de ter direito a um salário anual de €340.000, sempre se recusou a recebê-lo: fiel aos seus votos de pobreza, viveu modestamente e em consonância com seus princípios.
Jorge Mario Bergoglio – Papa Francisco – renunciou ao luxo do Palácio Apostólico e escolheu residir na simples Casa Santa Marta.
Suas necessidades eram supridas, mas seu estilo de vida permaneceu simples e fiel ao Evangelho que proclamava.
Conforme seu desejo, foi sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e não no Vaticano, como muitos de seus antecessores.
Seu caixão, feito de madeira simples, testemunha ainda mais sua humildade.
Em seu túmulo, consta apenas o nome "Francisco", sem qualquer título honorífico.
Seu legado não foi material, mas moral: humildade, constância e serviço.
Um exemplo luminoso para toda a humanidade.

FONTE: https://www.facebook.com/groups/596942670513909/user/100007356074326/

 O submarino argentino ARA San Juan desapareceu em 15 de novembro de 2017 com 44 tripulantes a bordo.

Seus restos foram encontrados um ano depois, a 907 metros de profundidade no Atlântico, após uma implosão causada pela pressão da água.


A profundidade extrema e o estado dos destroços tornam a operação tecnicamente inviável e extremamente cara.

Os 44 heróis permanecem sepultados no mar, em sua tumba eterna.


FONTE: https://www.facebook.com/profile.php?id=100083960594010