Durante a década de 1950, a Venezuela estava quase no topo da economia mundial. Com um PIB per capita de mais de 7 mil dólares, o país chegou a ocupar a quarta posição entre as nações mais ricas do planeta. Essa prosperidade era impulsionada pela exportação de petróleo, que transformou a Venezuela em uma das economias mais fortes da América Latina, com infraestrutura moderna e altos padrões de vida.
Nas décadas seguintes, a situação mudou drasticamente. Crises políticas sucessivas, má gestão econômica, corrupção, dependência excessiva do petróleo e sanções internacionais levaram o país a um colapso econômico. A hiperinflação corroeu salários e poupanças, a escassez de alimentos e medicamentos se agravou, e milhões de pessoas foram forçadas a deixar o país em busca de condições básicas de sobrevivência.
Hoje, a Venezuela está entre os países mais pobres da América Latina, com uma das menores rendas per capita da região. A crise humanitária provocou uma das maiores ondas migratórias do continente. Estima-se que mais de 6,8 milhões de venezuelanos tenham deixado o país nos últimos anos.
O Brasil tornou-se um dos principais destinos. De acordo com dados de organismos internacionais, cerca de 600 mil venezuelanos atravessaram a fronteira desde 2017, entrando principalmente pelo estado de Roraima. Parte permaneceu no país, enquanto outros seguiram para diferentes regiões da América do Sul.
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