10/11/2025

 Poesia entorpecida

 

Na capital as fumaças entorpecidas de ilusão 

Uma forma de estar feliz no altar sagrado 

Amo-te tua existência, 

Capital morena, curando tua fraqueza. 

Extensa na beleza de teus rios.

No alto da torre, vejo o relógio do tempo. 

Não posso ficar parado Corro contra as ilusões. 

Até o limite do rio Guamá 

Agradando meu íntimo caboclo Faço de ti, uma bela poesia. 

Beijando-te intensamente Doce inspiração amazônica. 

Nas palafitas da vila da barca 

Misturo-me numa dose pura de aguardente

Encho minha cara num bar decadente 

Sequestro almas numa poesia sínica 

Estranha alquimia branca 

Na noite revelada das fumaças proibidas 

Exaltados sentimentos. 

De um poeta subversivo e anestesiado 

Pela imagem urbana e suja da noite, 

vagando pelo silêncio. 

És uma obra incompleta e inédita.

autor: GILVANDRO TORRES- 1996

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