Sou Gilvandro dos Santos Torres,
nascido no rio Mararú, na Ilha grande de Gurupá, zona rural do município de Gurupá,
Estado do Pará, em 14 de março de 1980.
Historiador, escritor e Educador Popular. Membro da
Academia Marajoara de Letras.
Com experiência e formação (cursos
de Aperfeiçoamento, Extensão), comprovado na área da educação e Direitos
Humanos.
Tornando-me Escritor proficiente em
quase todos os assuntos relativos a movimentos sociais e Direitos Sociais.
Inclinado a compartilhar conhecimentos e contribuir para uma sociedade mais
consciente.
Filho de Henry Wanderlan Diamantino Torres e
Maria Neuza Froes dos Santos (In memórian) foi adotado em um lar Católico em
Belém no bairro do Telégrafo, com três anos de idade por sua avó paterna Profª
Palmira Diamantino Torres (In memórian), Edmilson Antonio Diamantino Torres( in
memórian), Odaleia Torres, Odazilma Torres e Sandra Alves.
Sou proveniente de uma família de políticos da
sociedade gurupaense, na década de 70, vários parentes meus exerceram papel de
destaque na vida política de Gurupá, meu avô paterno Santino Torres foi Vice
Prefeito municipal de Gurupá( 1993-1976), na escola rural leva seu nome em
homenagem a sua vida como comerciante, Comissário de Polícia e Dirigente
partidário do PST. Meu pai foi Vereador nesta mesma gestão, eleito pelo ARENA
II. Meu Tio avô Salomão Torres também exerceu a Vereança.
Minha tia
Dulciclea Torres foi Secretária Municipal de Administração nas gestões
municipais dos ex Prefeitos José Vicente e Juvenal Tavares. Além de promover
projeto de alfabetização como Professora voluntária. Falecendo aos 28 anos de
idade em 1979, hoje em sua homenagem leva o nome de uma das principais ruas da
cidade de Gurupá.
Sou pai de Gilvannia Maria Serrão Torres nascida
em 23 de março de 2001, Gisele Cristine Gomes Torres, nascida em 10 de
fevereiro de 2004 e Arthur Diamantino Torres, nascido em 13 de dezembro de
2011.
Casado na Igreja Católica Apostólica Romana com
Nilda Maria Diamantino Santos em 23 de setembro de 2022. Na capela Santíssimo
Redentor na Paróquia Perpétuo Socorro no bairro do Telégrafo em Belém.
Nasci no rio Mararú, sou Gurupaenses mas passei a infância e a juventude morando em Belém no bairro
do Telégrafo (1982-2012).
Na Travessa Rosa Moreira ainda
lembro das filas dos garotos no dia de São Cosme e Damião, para pegar bombons,
era uma disputa e também um dia divertido.
Era o ano de 1985 meu avô Santino
Torres faleceu, e Tancredo Neves venceu a eleição para Presidente da República
do Brasil no Colégio Eleitoral, encerrando a ditadura militar no país.
Entretanto, Tancredo Neves morreu antes de tomar posse, e quem assumiu o cargo
foi seu vice, o maranhense José Sarney.
Em 1986 tinha seis anos de idade,
vestia camisa do Brasil era a primeira copa do mundo com minha família em Belém
que me adotou quando tinha dois anos de idade.
A Seleção Argentina de Futebol foi a campeã e Diego
Maradona foi eleito o melhor jogador da competição.
Lembro com bastante saudade das ruas
do bairro do Telégrafo que estavam todas enfeitadas das cores da bandeira nacional, logotipo
da copa e era tudo feito em forma de mutirão. Os jogos da seleção nacional paravam a
cidade.
Ainda lembro com muita nostalgia o
carnaval de rua do bairro do Telégrafo, as rivalidades das torcidas organizadas do Clube do Remo
e Paysandu.
Interessei-me pela política ainda durante
a infância. Aos nove anos de idade, assistia ao horário eleitoral gratuito e,
durante a eleição presidencial de 1989, costumava visitar o escritório político
do então Deputado
Federal Constituinte Domingos Juvenil, ao qual
minha mãe era Secretária.
Foi à primeira eleição presidencial
do país após a promulgação da Constituição Federal de 1988. No total, 22
candidatos a Presidente do Brasil concorreram na eleição. Fernando Collor de
Mello, venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fernando Collor de Mello, que acabou
sofrendo impeachment.
Então Vice-Presidente, Itamar
Franco. Foi a primeira vez na história republicana do Brasil que um Presidente da
República eleito pelo voto direto era afastado por vias democráticas. Collor
voltaria à política em 2006 elegendo-se
Senador pelo Estado de Alagoas.
Em 2014, Fernando Collor foi
reeleito Senador com 689.266 votos. Ele foi absolvido pelo STF em 1994 do crime de corrupção, também
por falta de provas de seu envolvimento com a arrecadação ilegal de dinheiro
comandada por Paulo César Farias, ex tesoureiro de sua campanha presidencial.
Nas escolas públicas onde estudei,
sempre era escolhido representante de turma. Nunca sofri bullying, era amigo
dos garotos tidos como mais bravos e temido da escola, os mesmo garotos tinham
medo de uma lenda provocada nas aulas de educação física em que eu lutava Karatê na academia de Karatê do Telégrafo, próximo à feira funcionava o dojo.
Gostava de ler tudo relacionado a
esporte, hábito de escrever na máquina de datilografar desde cedo, também posso
dizer que o convívio social marcado pela disciplina dos Padres Redentorista, os
moradores da vila barca, vivencia na feira do Telégrafo tudo isso marcou muito.
Em 1991, o Paysandu Sport Club
conquistaria um dos títulos mais importantes de sua história. O clube paraense
faturou seu primeiro Campeonato Brasileiro da 2º divisão, tornei-me torcedor
bicolor pelo motivo de meu tio Edmilson ser um fanático torcedor.
Não posso esquecer que aos 10 anos
assistia copa do mundo pela televisão com a família toda reunida, a casa era
enfeitada de verde e amarelo, assim como toda rua onde morava, espírito da Copa do
Mundo FIFA de 1990 foi à décima quarta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol,
que ocorreu de 08 de junho até 08 de julho de 1990. O evento foi sediado na
Itália. Vencido pela seleção da Alemanha.
A queda do muro de Berlim no ano
anterior simbolizava o fim de uma era. A divisão do mundo em dois polos, um
comunista e outro capitalista, chegava ao fim. No final de 1990, a Alemanha
seria reunificada, apesar de ter disputado a Copa da Itália ainda somente com a
Alemanha Ocidental.
A primeira vez que senti uma presença angelical,
quando estava doente amídala em 1990 aos 10 anos de idade, ao passar a mão em
minha cabeça.
O império” soviético
também estava próximo de seu fim. A URSS, seria desintegrada em 1991 e a
libertação incondicional de Nelson Mandela.
E comecei a jogar futebol de rua próximo a minha residência. Nessa época a cidade era azul e branca, o time paraense Paysandu ganhou o campeonato paraense em 1992.
Minha mãe adotiva Odalea e
meu tio Edmilson eram torcedores do Paysandu S.C.
Em 1993 cursava a 5ª série do
ensino ginasial, sendo reprovado pela primeira vez, confesso que fiquei mais
tempo no fliperama do que na sala de aula.
Minha simplicidade e empatia
nasceram nessa rotina do bairro dos artistas, na infância os anos 90 foram
marcados por excelentes jogos como: Street Fighter, Mortal Kombat, Futebol Internacional,
eram horas nas máquinas de fliperama do bairro do Telégrafo.
Com 12 anos de idade pela segunda
vez vi a presença de um anjo, ao me empurrar da pista, quando aos onze anos
atravessava a rodovia Artur Bernardes para jogar Fliperama, o ônibus era da
linha Marex, ainda me recordo, e uma pessoa que estava esperando ônibus disse:
você foi salvo!
Nunca mais quis jogar encerrava ali
minhas fugidas da escola para o fliperama.
Nascia para nossa juventude o canal
de televisão MTV, as músicas Legião Urbana, Nirvana, marcaram uma época boa,
misturada com house (música eletrônica), e as memoráveis músicas de rock na
praça da república.
Tempo que gravava as músicas da rádio nas fitas
cassetes. Depois veio o C, D e meu primeiro foi da banda irlandesa U-2. Depois
houve a mistura cultural e musical do reggae jamaicano em Belém.
Também gosto de citar
as bandas de rock paraense: Busca pé blues, Mosaico de Ravena e excêntrico Eloy Iglesias com a eterna música: Pecados de Adão.
Minha mãe adotiva me levou à ilha de mosqueiro
e me encantei com aqueles trios elétricos daquela
geração.
Anos regados pelo carnaval de rua no bairro do Telégrafo, inquieto poeta
urbano nas vielas da Vila da Barca.
O hábito de escrever a qualquer hora, de dia e
de noite, quando escrevo entre num mundo pessoal, carrego comigo sempre uma
agenda diária, para não esquecer meus
rascunhos.
Comecei a trabalhar aos 13 anos
ajudando meu tio na feira do telégrafo, vendendo estivas na mercearia e com dinheiro que ganhava
colecionava camisas de futebol (réplicas) dos
anos 90 e revistas de futebol (placar).
Passava as tarde de sábado
assistindo a liga japonesa de futebol (J.League), pelo canal Cultura, era muito
bom ver o time de Kaschima Antlers na época Zico e Nelcindo o grande camisa 7
da equipe.
Adorava praticar o futebol de botão, também
conhecido como celotex, é uma simulação do jogo de futebol, onde o campo é uma
tábua de madeira e os jogadores são representados por escudos de plástico.
Admirador do futebol colombiano e argentino dos
anos 90, meu time de Celotex era Atlético Nacional, time colombiano que torcia
e tinha como ídolo o goleiro Higuita.
E o Boca Junior de Maradona, comprado a peso de
ouro na feira com economias de minha irmã Sandra, tinha 10 anos e depois
pratiquei futebol de botão até meus 13 anos de idade.
Em minha
memória belas recordações, passei minha infância e adolescência frequentando a
sede social da Tuna Luso brasileira, clube Neópolis entre outros que minha mãe
sempre conseguia cortesias.
Tinha um
jogador de futebol que inspirou vários garotos a jogarem futebol no bairro era
o Ageu Sabiá que foi campeão brasileiro pela Tuna Luso Brasileira em 1992.
E o Edil
Highlander, ídolo na década de 90 das torcidas do Paysandu e do Clube do Remo.
Sempre marcava nos clássicos Re-PA, em especial no estádio do Mangueirão, as
tarde de domingo não tinha Re-Pa sem o gol
do Edil.
Ex-aluno Afonseano, onde estudei na escola de 1º
grau Santo Afonso no bairro do Telégrafo em Belém PÁ, o ensino primário e
ginasial (1987-1994) e obtendo uma formação humana, religiosa, de respeito ao
próximo e de ética.
A Escola foi construída em 1962 pela Congregação
dos Padres Redentoristas da Amazônia, que desde então é responsável pela
Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Com 14 anos de idade junto com a
família assistimos pela TV nova e maior aos jogos da Copa do Mundo FIFA de 1994
sediada nos Estados Unidos, a Seleção brasileira conquistou o quarto título
mundial ao bater a Itália na final. Foi a última copa que assistimos juntos em
família.
O título do Brasil foi comemorado
também como uma homenagem ao tricampeão mundial de F1 Ayrton Senna,
falecido naquele ano.
O Brasil recuperava a coroa depois
de 24 longos anos (cinco edições seguidas sem vencer) e conquistava assim o
inédito Tetracampeonato mundial.
Também marcou muito a eleição
Presidente da Nelson Mandela e abolição do Apartheid na África do Sul.
A morte dos cantores Kurt Cobain em 1994,
vocalista banda Nirvana e do vocalista da banda Legião Urbana Renato Russo em
1996, o capitalismo exerce plenamente o
consumismo e as modas da época.
A música tem o poder de te levar a
um momento ou uma cena de acontecimento no qual se remete a várias sensações e
sentimentos no qual foi vivenciado exatamente ouvindo aquela música.
Concluiu o curso
Técnico de Operador em Computador em 1995. Na época uns dos primeiros
adolescentes da localidade que dominava Windows 95.
Frequentador da Fundação Curro Velho,
local da efervescência cultural do bairro do Telégrafo, concluindo os cursos de pintura e teatro.
Pratiquei Karatê e participei de
duas olimpíadas estudantil na escola de 1° grau Santo Afonso, praticando a
modalidade handebol sendo Campeão (1994) e Vice-campeão (1995) na EEEM Augusto
Montenegro. Utilizando a camisa número 7( sete).
Com 15 anos participei do projeto
social da Guarda municipal de Belém, praticando Futebol de salão, mais era
indisciplinado taticamente e verdadeiramente sem talento para o futebol,
esforcei muito, fiz treinamento, pratiquei futebol de rua, tentei varias vez não entendia
o esquema tático e minha posição dentro de quadra era defensor, zagueiro sem
técnica mais bastante esforçado.
Mais foi um ano que aproveitei muito
e bebi toda cultura que era oferecido. Queríamos mudar o mundo, mas
precisávamos mudar a nós mesmos.
Poucos sabem mais entrei em uma
crise espiritual estudei bastante, mas nunca perdi a fé nas respostas que tive, sempre fui
atendido em minhas preces. O próprio Platão disse que ele era o mais sábio dos
homens, pois afirmava que só sabia que nada sabia. Quanto mais aprendemos, mais
vemos o quão ignorante somos, pois concluímos quão limitados somos tendo em
vista o conhecimento geral das coisas. A verdade é que o que sabemos é uma gota
no oceano. Segundo Isaac Newton.
Mesmo tendo essa crise de fé nunca
abandonei a Igreja Católica, apenas me afastei dos anos de março de 1995
retornando ativamente em março de 2013. Após o anúncio do 266º Papa da Igreja católica. Papa Francisco.
Participei ativamente do movimento
estudantil secundarista em Belém na década de 90. Participando em organizações
de eleições DCE e Grêmios estudantis.
Aos 16 anos participei dos manifestos contra o
desastroso Governo de Almir Gabriel (1995-1998) e suas políticas neoliberais,
contra ALCA, FMI, neoliberalismo e as políticas de Imperialismo norte americano
na América latina e dos atos de protestos contra a privatização da Vale do rio
doce e da CELPA e da impunidade dos assassinos dos 19 sem terras em Eldorado
dos Carajás e contra o aumento da meia passagem dos estudantes.
Em 1997 abandonei os estudos na 7º série do
ensino fundamental, após uma crise de fé e experiências com bebida alcoólica.
Antes dos 18 anos li mais de 200
livros na biblioteca da UEPA, sendo influenciado pelo livro de Frei Betto
“Fidel e a religião”. Aquela biblioteca era meu refúgio, onde eu navegava e
usava minha imaginação, estudei e analisei os movimentos revolucionários da
América do sul e da América central, aprofundando-se no tema ao ler sobre a
biografia do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, Martin Luther e de
Santo Afonso Maria de Ligório.
Participando da vida boêmia do bairro do Telégrafo, era uma época marcante mais também violenta, onde os
bairros se transformaram em muros de rivalidades e as ruas em verdadeiras
batalhas de sangue, posso dizer que perdi muitos amigos nessa época ou por ação
da Polícia ou por estarem em locais onde não podiam estar, era época das
gangues de ruas e infinitas galeras, essa moda era composta por roupas estilos
surfista urbano e embalada pelo Mid Back, música eletrônica. Posso dizer que
encerrei meu ciclo com a música da banda DEPECHE MODE “Enjoy The Silence”, é
uma música sobre sentimento, sobre buscar aquilo que é essencial.
Meses depois de completar 18 anos
pedi à família que faria um exílio voluntário e fui morar na comunidade rural Bom pastor no
rio Mararu durante 54 meses, período que conclui o ensino fundamental na EMEF
Santino Torres, nome em homenagem ao meu avô paterno Santino Vieira Torres, foi
em vida comerciante, Comissário de Polícia e na política eleito Vice Prefeito
municipal de Gurupá (1973-1976). Meu pai Vavá Torres, na mesma época foi eleito
Vereador de Gurupá.
Nesta época eu precisava ir para
algum lugar onde pudesse me ligar estreitamente com a terra, também me sentia
impedido de me conectar com o núcleo espiritual que deixa para trás. Já
tinha estudado e intrigado com a ampla gama de
tradições espirituais pelo mundo afora.
Queria ser Missionário Redentorista,
mas existiam muros invisíveis,
eu não aceitava uma Igreja bajuladora e cheia de
ouro, enquanto eu via mendigos na rua do bairro do Telégrafo.
Mas isso não tinha passado de um
exercício intelectual e não um exercício espiritualmente significativo. Fiz
então uma jornada de autodescoberta com muitas incertezas, mas também pulsante
de desafios. Ainda dependia da alegria da bebida, enfim bebi muito nesta época,
mas também dancei
muito nas festas que participei.
Vivi adolescência complicada, minha
família jamais me abandonou.
Minha filha Gilvannia Maria Serrão
Torres nascida em 23 de março de 2001 quando tinha 21 anos de idade.
E o Paysandu Sport Club venceria
pela segunda vez o campeonato brasileiro série B em 2001.
Aos 22 anos de idade mudei pela
primeira vez meu domicílio eleitoral e fui residir na cidade de Santana-AP na
residência do meu irmão José Alves
conheci todas as cidades do Estado do Amapá, trabalhando em uma
distribuidora.
O Paysandu venceria a Copa dos
Campeões Título nacional importante, mesmo em terra amapaense acompanhei
as grandes vitórias do Paysandu:
Copa Norte: (2002), Campeonato Brasileiro - Série B(2001), Campeonato Paraense(2000,
2001 e 2002) e a Copa dos Campeões(2002). Esta última credenciou o Papão à Copa
Libertadores da América de 2003, feito inédito até hoje entre times da Região
Norte do Brasil.
Uma vez lançava um olhar sonhador
para a orla da cidade de Macapá, imponente fortaleza São José, olhava a maresia
da orla e sentava em silêncio e observava a paisagem,
afinal tinha que reescrever minha história de vida.
Em 2002 participei do processo político ao Coordenar a
campanha à reeleição do Dr. Alexandre Torrinha a reeleição a Deputado Estadual
e na militância da eleição de Lula(PT) a Presidente da República na cidade de
Macapá.
Votando em Lula para presidente, minha geração
ficou marcada por eleger um operário para Presidente da República Federativa do
Brasil.
Retorno a Belém
em 2003 e participo juntamente
Com
minha mãe Odalea Torres, da gravação de CD com o Gran coral da fundação
Tancredo Neves, que se apresentava no círio sobre a regência do maestro João
Bosco.
Militou em um período em uma célula política
ligada a Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI)
uma das grandes correntes internacionais do trotskismo.
Partidos solidários com a LIT-QI era o Partido
Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU (Brasil), ao qual mantive ligação
sem filiação aos atos políticos dessa época nas principais manifestações em
Belém, até ser atingido com uma bala de borracha no braço em 2007, ao lutarmos
contra o aumento da passagem de ônibus na região metropolitana.
Voltei às minhas origens de feirante, adquirindo
um ponto na feira do Telégrafo, onde trabalhei como feirante 72 meses, nesta
época de feirante sindicalizado na feira do Telégrafo e posteriormente fui
funcionário do ex. Governador do Pará Carlos Santos, o mesmo assinou pela
primeira vez minha carteira profissional de trabalho.
Acompanhei a importante participação do Paysandu na Copa Libertadores da América, chegando a ganhar do Boca Júnior em plena Argentina, no La Bombonera. Aos 25 anos de idade participei do processo de escolha representante ao Conselho Escolar da maior escola do bairro do Telégrafo, disputando a vaga com 25 candidatos e fui eleito Conselheiro escolar da E.E.E.M Magalhães Barata, recebendo medalha honra ao mérito pelos relevantes serviços prestados a instituição no dia do estudante. Concluindo o ensino médio.
Período do auge das locadoras de fitas de DVS,
era muito bom a gente poder escolher o filme que queria e alugar, nesse período
troquei as noites belenenses para ficar em casa e viajar em longos filmes, foi
uma época em que éramos fidelizados em clubes de locadoras do bairro do
Telégrafo, ficou prejudicada pela popularização dos downloads de filmes em
cyber e dos DVDs piratas vendidos na época por R$ 2,00(dois reais) cada
unidade, as locadoras começaram a fechar logo em seguida. Posteriormente os
próprios Cyber café e Lan House também começaram a fechar. Em uma época onde a
Internet residencial era cara, rara e ruim, as Lan Houses rapidamente se
espalharam pelo bairro do Telégrafo.
Acesso à Internet ou apenas aos computadores por
um preço por hora.
Estes estabelecimentos se misturavam com o
cotidiano urbano e passaram a exercer o importante papel de centros de inclusão
digital.
2006 o ano da copa do mundo vencida pela seleção
da Itália, e sediada na Alemanha, assistir os jogos nos bares do bairro do
Telégrafo, percebi que aquela magia dos anos 90 que tínhamos de reunir e pintar
as ruas nas cores da seleção tinha acabado muitos seguiram outros caminhos e
formaram famílias.
Foi a primeira copa que não comprei camisa da
seleção nacional.
Votei pela segunda vez em Lula em outubro de
2006, Lula se reelegeu para a Presidência da República, obtendo mais de 60% dos
votos válidos contra 39,17% de seu adversário. Sua estada na Presidência foi
concluída em 31 de dezembro de 2010.
O Governo Lula terminou com aprovação recorde da
população, com número superior a 80% de avaliação positiva.
Nas eleições estaduais no Pará em 2006,
concorreu ao cargo de Governadora do Estado do Pará Ana Júlia Carepa na legenda
do PT e derrotou o candidato do PSDB. Participei e votei na primeira mulher
eleita a governar o Estado do Pará.
Aos 27 anos perdi minha avó paterna Palmira
Torres, que me criou e deu amor desde meus dois anos de vida. Até hoje sinto
sua falta, nunca me recuperei.
Realizei cursos profissionalizantes no SEBRAE e
no Movimento República de EMAUS.
Participei ativamente do Fórum Social Mundial
(2009), realizado em Belém na UFPA. E diversos encontros de formações
políticas, entre essas formações Fórum Latino Americano de Direito Eleitoral (2009).
Nesta época perdi um grande amigo Manoel
Nogueira, que anos depois a filha dele Nilda seria minha esposa e mãe do meu
filho Arthur.
Trabalhei no Palácio da cabanagem, começando
como estagiário na Seção de controle e patrimônio e posteriormente exercendo o
cargo de Assessor parlamentar da Presidência da Assembleia legislativa do
Estado do Pará na gestão do Eng.º Domingos Juvenil( MDB). GIL
Participando ativamente da Coordenação de sua
campanha Domingos Juvenil (MDB) a Governo do Estado do Pará, obtendo 380 mil
votos, ficando em 3º lugar em 2010.
Posteriormente desempenhei a função de
Secretário Parlamentar para vários Deputados estaduais no Parlamento estadual.
Em uma viagem de Belém a Gurupá conheci e vim conversar com músicos de origem
Estônia que me contaram sobre a Sibéria e todas as maldades dos governos russo,
desde Josef Stalin a Vladimir Putin, fiquei bastante impressionado com os
relatos.
Sentei na proa do navio e pensei em toda minha
experiência na teoria e prática das passeatas em Belém contra os Governos Almir
Gabriel, à oposição no que se refere à revolução permanente.
O que era nossa referência ideológica, que eram
nossa ferramenta de luta, no encontra da massa e minha ruptura com este fase
ideologia foi por divergências e decepção, ideias ainda bem claras desde os
bancos escolares, percebi que era ainda militante apostilado apesar de tudo
teria que me reinventar e atualizar fiz uma profunda análise de conjuntura
política e lembrei que ao tomar conhecimento sobre política ao conhecer o
Professor Babá e seus inflamados discursos em 1995, busquei a consciência
crítica, em 1997 participei de passeatas de protesto em repúdio à morte dos 19
sem terras em Eldorado dos Carajás, promovido por ordem do Governador Almir
Gabriel, participando de históricas passeatas contra a privatização da CELPA,
COSAMPA e TELEPARA. Chegando a ser atingido por balas de borracha no braço.
De oposição às desastrosas políticas de FHC, em
meio às agremiações estudantis que viveram a efervescência do radicalismo,
ainda estudante do ensino fundamental analisei profundamente as questões
sociais.
Mudança de pensamento e por me identificar no
PMDB filiei pelo Diretório municipal de Belém.
Na época que estudei em escola pública
participei de várias passeatas e protestos contra o governo municipal de Belém
e estadual o movimento estudantil era ativo, noites de boemia e filosofia
especialmente por conta do recente guerra fria e simpatizante das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) já entraram oficialmente na política
foi lançada em 2017 sob o nome de Força Alternativa Revolucionária do Comum.
Alguns problemas de saúde ao longo da vida, fiz
exame endoscopia e estava com uma pangastrite caracterizada como uma inflamação
na parede do estômago, que pode ocorrer devido à infecção provocada pela
alimentação enlatado, bactéria H. pylori, parte em razão da ingestão imoderada
de álcool na juventude.
Aos 31 anos de idade encerra-se um ciclo em que nasceu
meu filho Arthur Diamantino Torres em 13 de dezembro de 2011, dia que celebra
Santa Luzia.
Em 2012 mudei meu domicílio eleitoral
para Gurupá, morando na Comunidade Nossa Senhora de Fátima (Setor Cidade). Refazendo
minha história pessoal.
Reconciliei-me com Deus em 2013
no dia 13 de março, a eleição do
Cardeal Jorge Mario Bergoglio como Bispo de Roma e líder mundial da Igreja
católica. Ao ser eleito, o novo Papa adotou o nome de Francisco, uma homenagem
a São Francisco de Assis, considerado o padroeiro dos pobres.
Comecei a ler bastante as doutrinas da Igreja Católica, também aprofundei estudos sobre Frei Betto, Leonardo Boff, com a vivência comunitária e aproximação nas Cebs de Gurupá, entendi meu papel como batizado, essa foi minha conversão após assistir o filme sobre a vida do Oscar Romero, o primeiro salvadorenho a ser elevado aos Altares, o primeiro Arcebispo martirizado da América, o primeiro a ser declarado Mártir depois do Concílio Vaticano II, e o primeiro Santo nativo da América Central.
A vida em comunidade é uma FERRAMENTA DE TRANSFORMAÇÃO, na medida em que seus membros vão participando intensamente das comunidades, passa a conhecer suas necessidades e sua realidade.
Os QUESTIONAMENTOS aparecem, essa é a essência de viver em comunidade. As Comunidades Eclesiais de Base são o porto seguro para sua viagem, para tua caminhada, são através desses questionamentos que se constrói o tecido seguro e resistente. VIVÊNCIA NA COMUNIDADE: A igreja povo, as CEBs são a presença mais linda, mais verdadeira, mais autêntica da igreja base: IGREJA DO POVO. Deus chama, mas não puxa.
Neste sentido os
trabalhos nas comunidades, o povo começa a ter CONSCIÊNCIA dos seus DIREITOS e
DEVERES na sociedade e na família.
Para isso tem que viver desprendido de bens materiais, viver a realidade, viver o dia a dia fundamentado no VERDADEIRO EVANGELHO: Como uma pessoa simples, popular, trabalhadora, a serviço dos humildes e oprimidos.
O VERDADEIRO EVANGELHO: É aquele que vive o compromisso libertador, onde a igreja é do povo, é a essência da comunidade. É neste trabalho de conscientização que se desenvolve o DESPERTAR CRÍTICO e o COMPROMISSO SOCIOPOLÍTICO das lideranças comunitárias.
A síntese da Boa Nova são os três
conselhos evangélicos=obediência, pobreza, pureza de coração.
Também comecei a usar Anel de
tucum, na mão direita, um anel feito da semente de tucum, uma espécie de
palmeira nativa da Amazônia. Símbolo do compromisso preferencial das igrejas,
especialmente da Igreja Cristã, com os pobres.
DIÁRIO PESSOAL DE GILVANDRO TORRES- 1980-2013

Nenhum comentário:
Postar um comentário