O VELHO TRAPICHE
Encantador
és tu Marajó, a vida passa devagar, nesta correnteza, com seu tempo tão
particular no olhar do barqueiro, cresce e vendo, seus portos imaginários
atraca os barcos, com todos os sonhos no porão. Destas pequenas embarcações,
calafetadas de zarcão, os trapiches de madeira, à beira do rio com olhar
ribeirinho.
Atravessam nas noites de ventos, as redes balançando no convés e a proa desbravando essas águas inquietas do verão amazônico.
Deste trapiche, somente a despedida, aqueles que viajam, por esse rio de saudade, tão natural quanto o tempo que passa e nunca para.
No trapiche rios que se transformam em rua, um vai e vem de
embarcações, cada imagem vira poesia, no cotidiano ribeirinho das ilhas.
AUTOR: GILVANDRO TORRES

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